fats domino

fats dominoCarismático, de personalidade agradável e sotaque acentuado, 'Fats Domino' é um importante cantor, compositor e pianista de rock e r&b. Considerado uma lenda do rock, é conhecido por seu estilo boogie-woogie ao piano e por hits como ‘Ain't That a Shame’ e ‘Blueberry Hill’. Foi o afro-americano que mais vendeu na década de 50 e no começo dos anos 60 e seu sucesso foi o impulso para os artistas de Nova Orleans, Louisiana, onde nasceu, chegando a influenciar em lugares tão inesperados como a Jamaica. Antoine Dominique Domino nasceu em uma família grande, com vários músicos. Seu pai era um violinista e seu tio Harry foi trompetista de jazz. Com seis anos aprendeu a tocar piano e mais tarde começou a se apresentar publicamente acompanhado pelo baixista Billy Diamond, alternando com outros trabalhos: foi vendedor de sorvete e trabalhou em uma fábrica de colchões onde sofreu um acidente grave ao cair sobre uma pilha de colchões ferindo tanto as mãos que os médicos disseram que ele não poderia voltar a tocar mais piano. Fats não se resignou e após uma longa luta pela reabilitação, conseguiu voltar ao palco.

Foi descoberto em 1948 tocando em um clube onde cobrava três dólares por semana. Sua carreira começou em 1949 com o single ‘The Fat Man’, que ele escreveu com o produtor e co-roteirista Dave Bartholomew, e é considerado por alguns como a primeira gravação de rock and roll. Após esse êxito, lançou uma nova série de sucessos com Dave Bartholomew, o saxofonista Alvin ‘Red’ Tyler e o baterista Earl Palmer. Outros músicos notáveis fizeram parte da banda como os saxofonistas Reggie Houston, Lee Allen e Fred Kemp. Em 1955, finalmente Fats Domino atingiu o sucesso absoluto com ‘Ain't That a Shame’. Seu primeiro álbum, ‘Carry On Rockin’ foi lançado em 1956 e em seguida uma série de singles sem precedentes, incluindo ‘Whole Lotta Loving’, ‘Blue Monday’ e uma versão funk da velha balada ‘Blueberry Hill’. Embora tenha permanecido ativo por décadas, Domino apenas fez um novo hit em 1968, uma versão de ‘Lady Madonna’, dos Beatles.

fats domino

Na década de 80, cansado das viagens e tendo uma renda confortável Domino decidiu não deixar mais sua amada Nova Orleans. Como um artista famoso incluído no ‘Rock and Roll Hall of Fame’ em 1986, Domino vivia em um bairro operário e podia ser visto circulando com seu Cadillac rosa. Fazia aparições anuais no ‘New Orleans Jazz & Heritage Festival’ e outros eventos locais, demonstrando em todas as vezes que seu talento não tinha diminuído. Quando o furacão Katrina se aproximava de Nova Orleans em agosto de 2005, Fats Domino, então com 76 anos, decidiu permanecer na cidade com a sua família, devido ao estado precário de saúde de sua esposa. Após uma semana sem notícias, foi considerado desaparecido após a passagem do furacão que devastou a cidade, sua casa ficava localizada em uma área que foi atingida pela enchente. Mais tarde, Domino e esposa, foram resgatados pelos bombeiros e transferidos para o abrigo em Baton Rouge. Sua filha, Karen Domino White, que vive em Nova Jersey, identificou o pai numa foto de resgate tirada por uma agência de notícias. Sua casa foi recuperada depois de saqueada durante a ausência e de seus 21 discos de ouro, apenas três foram deixados.

fats domino - ain't that a shame


Quando o furacão Katrina devastou a costa do Golfo, Nova Orleans não suportou o peso da ira da tempestade e desabou. Músicos como Prince e Dr. John intensificaram os esforços para levantar dinheiro para ajudar na reconstrução da cidade através de concertos beneficentes e especiais de TV. Fats Domino, o ilustre morador, também fez doações para a 'Tipitina's Foundation', que se dedica à preservação da cultura musical da Louisiana. E a Fundação fez um tributo a Fats Domino com a compilação ‘Goin Home - A Tribute To Fats Domino’. A lista de artistas que contribuíram nas gravações para esta coleção é um leque fantástico de rock, blues, jazz e música de raiz. Robert Plant do Led Zeppelin pegou um avião até Nova Orleans para trabalhar neste álbum. Ele se juntou a uma lista de nomes de peso que gravaram ou se comprometeram a gravar músicas de Domino. Há até a gravação de John Lennon da velha ‘Ain't That a Shame’. Falando dos Beatles, Paul McCartney está presente também, com uma gravação de ‘I Wanna Walk You Home’, com Allen Toussaint. Elton John também contribuiu enquanto Herbie Hancock lança um toque de funk jazz em ‘I'm Gonna Be A Wheel Someday'. Mesmo a Jamaica homenageia Fats por meio do 'Skatalites', em ‘Be My Guest’ com Ben Harper. Presentes também Norah Jones, Corinne Bailey Rae, Irma Thomas e Joss Stone acompanhada de Buddy Guy na fantástica 'Every Night About This Time'. A arrecadação do tributo beneficiou a 'Tipitina's Foundation'. Estabelecida em 2004, essa fundação sem fins lucrativos expandiu bastante sua missão desde o furacão Katrina. Mais de 1 milhão de dólares foi arrecadado para auxiliar músicos de Nova Orleans e treinar a nova geração.

Fats Domino - Goin Home - A Tribute To Fats Domino (2007)

Goin Home (2007)
(A Tribute to Fats Domino)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. John Lennon - Ain't That A Shame
02. Tom Petty & the Heartbreakers - I'm Walkin'
03. B.B King with Ivan Neville's Dumpstaphunk - Goin' Home
04. Elton John - Blueberry Hill
05. Taj Mahal and The New Orleans Social Club - My Girl Josephine
06. Joss Stone and Buddy Guy with The Dirty Dozen Brass Band - Every Night About This Time
07. Paul McCartney featuring Allen Toussaint - I Want to Walk You Home
08. Lenny Kravitz with Rebirth Brass Band, Troy 'Trombone Shorty' Andrews, Fred Wesley, Pee Wee Ellis and Maceo Parker - Whole Lotta Loving
09. Dr John - Don't Leave Me This Way
10. Bonnie Raitt and Jon Cleary - I'm In Love Again/All By Myself
11. Art Neville - Please Don't Leave Me
12. Robbie Robertson with Galactic - Going To The River
13. Randy Newman - Blue Monday
14. Robert Plant with Lil Band O' Gold - It Keeps Rainin'
15. Corinne Bailey Rae - One Night Of Sin (Live At Tipitina's)

Tracklist CD 2
01. Neil Young - Walking to New Orleans
02. Robert Plant and The Soweto Gospel Choir - Valley Of Tears
03. Norah Jones - My Blue Heaven
04. Lucinda Williams - Honey Chile
05. Marc Broussard featuring Sam Bush - Rising Sun
06. Olu Dara and The Natchezippi Band with Donald Harrison Jr. - When I See You
07. Ben Harper with The Skatalites - Be My Guest
08. Toots & The Maytals - Let the Four Winds Blow
09. Willie Nelson - I Hear You Knockin'
10. Irma Thomas & Marcia Ball - I Just Can't Get New Orleans Off My Mind
11. Bruce Hornsby - Don't Blame It On Me
12. Herbie Hancock with George Porter, Jr., Zigaboo Modeliste and Renard Poché - I'm Gonna Be A Wheel Someday
13. Los Lobos - The Fat Man
14. Big Chief Monk Boudreaux with Galactic - So Long
15. Preservation Hall Jazz Band with Walter 'Wolfman' Washington and Theresa Andersson - When The Saints Go Marching In

fast domino - out of new orleans (1993)

Out of New Orleans (1993)
CD 1    CD 2    CD 3    CD 4    CD 5    CD 6    CD 7    CD 8

Tracklist CD 1
01. Detroit City Blues 02. The Fat Man 03. Hide Away Blues 04. She's My Baby 05. Brand New Baby 06. Little Bee 07. Boogie Woogie Baby 08. Hey! La Bas Boogie 09. Korea Blues 10. Every Night About This Time (version 1) 11. Careless Love 12. Hey! Fat Man 13. Tired Of Crying (Master) 14. Tired Of Crying (Alternate) 15. What's The Matter Baby 16. I've Got Eyes For You 17. Stay Away 18. Don't You Lie To Me 19. My Baby's Gone 20. Rockin' Chair 21. Sometimes I Wonder 22. Right From Wrong 23. You Know I Miss You 24. I'll Be Gone 25. No, No Baby 26. Reeling And Rocking 27. Goin' Home (1. Version) 28. The Fat Man's Hop (Instrumental) 29. How Long (Master) 30. How Long (Alternate)

Tracklist CD 2
01. Long Lonesome Journey (Master) 02. Long Lonesome Journey (Alternate) 03. Poor Poor Me (Master) 04. Poor Poor Me (Alternate) 05. Trust In Me 06. Cheatin' 07. Mardi Gras In New Orleans 08. I Guess I'll Be On My Way 09. No Body Loves Me 10. Dreaming (Instrumental) 11. Going To The River 12. I Love Her 13. Second Line Jump (Instrumental) 14. Goodbye 15. Swanee River Hop (Instrumental) 16. Rose Mary (1. version) 17. Please Don't Leave Me 18. Domino Stomp (Instrumental) 19. You Said You Love Me 20. Rose Mary (2. Version) 21. Fats Domino Blues (Instrumental) 22. Ain't It Good 23. The Girl I Love 24. Don't Leave Me This Way 25. Something's Wrong 26. Fat's Frenzy (Instrumental)

Tracklist CD 3
01. Goin' Back Home 02. You Left Me (Master) 03. You Left Me (Alternate) 04. '44' 05. Barrel House (Instrumental) 06. Little School Girl 07. If You Need Me 08. You Done Me Wrong 09. Thinking Of You 10. Baby Please 11. Where Did You Stay 12. You Can Pack Your Suitcase 13. I Lived My Life 14. Little Mama 15. I Know 16. Love Me 17. Don't You Hear Me Calling You 18. Don't You Know 19. Helping Hand 20. Help Me 21. All By Myself 22. Ain't That a Shame 23. Oh Ba-A-By 24. La-La 25. Blue Monday 26. Troubles Of My Own 27. What's Wrong 28. Poor Me

Tracklist CD 4
01. I Can't Go On 02. I'm In Love Again 03. Bo Weevil (Complete) 04. Don't Blame It On Me 05. Howdy Podner 06. So Long 07. I Can't Go On This Way (Undubbed) 08. My Blue Heaven 09. Don't Know What's Wrong 10. Ida Jane 11. When My Dreamboat Comes Home 12. What's The Reason I'm Not Pleasi... 13. The Twist Set Me Free 14. Blueberry Hill 15. Honey Chile 16. I'm Walkin' 17. What Will I Tell My Heart 18. I'm In The Mood For Love 19. Would You 20. My Happiness 21. Don't Deceive Me 22. The Rooster Song 23. Telling Lies 24. As Time Goes By (Instrumental) 25. Town Talk (Instrumental) 26. Twistin' The Spots (Instrumental) 27. It's You I Love 28. Valley Of Tears (Undubbed) 29. Valley Of Tears (Master) 30. Wait And See 31. True Confession

Tracklist CD 5
01. Sailor Boy 02. It Must Be Love 03. The Big Beat 04. Little Mary 05. Stack & Bill 06. When I See You 07. Oh Whee 08. I Still Love You 09. My Love For Her 10. I Want You To Know 11. Yes, My Darling 12. Don't You Know I Love You 13. Sick And Tired 14. No, No 15. Prisoner's Song 16. One Of These Days 17. I'll Be Glad When Your're Dead, You Rascal You 18. Young School Girl 19. I'm Gonna Be A Wheel Someday 20. How Can I Be Happy 21. Lazy Woman 22. Isle Of Capri 23. Coquette 24. Once In A While 25. The Sheik Of Araby (version 1)

Tracklist CD 6
01. Whole Lotta Loving 02. I Miss You So 03. Margie (version 1) 04. I'll Always Be In Love With You 05. If You Need Me 06. Hands Across The Table 07. So Glad 08. Darktown Strutter's Ball 09. Margie (version 2) 10. The Sheik Of Araby (version 2) 11. My Heart Is Bleeding 12. I Hear You Knocking 13. Lil' Liza Jane 14. Every Night (version 2) 15. When The Saints Go Marching In 16. Country Boy 17. I'm Ready (Undubbed) 18. I'm Ready (Master) 19. I Want To Walk You Home 20. When I Was Young (Undubbed) 21. When I Was Young (Master) 22. Easter Parade 23. I've Been Around

Tracklist CD 7
01. Be My Guest 02. Tell Me That You Love Me 03. Before I Grow To Old 04. Walking To New Orleans (Undubbed) 05. Walking To New Orleans (Master) 06. Don't Come Knockin' (Undubbed) 07. Don't Come Knockin' (Master) 08. La La 09. Put Your Arms Around Me Honey 10. Three Nights A Week 11. Shu Rah 12. Rising Sun 13. My Girl Josephine 14. You Always Hurt The One You Love... 15. Magic Isles 16. Natural Born Lover (Complete) 17. Am I Blue 18. It's The Talk Of The Town 19. It Keeps Rainin' 20. What A Price 21. Ain't That Just Like A Woman 22. Fell In Love On Monday (Undubbed) 23. Fell In Love On Monday (Master) 24. Trouble In MInd 25. Hold Hands 26. Bad Luck And Trouble 27. I've Been Calling 28. I Just Cry 29. Ain't Gonna Do It

Tracklist CD 8
01. Won't You Come On Back 02. I Can't Give You Anything But Love 03. I'm Alone Because I Love You 04. Good Hearted Man 05. In A Shanty In Old Shanty Town 06. Along The Navajo Trail 07. One Night 08. Let The Four Winds Blow (version 1) 09. Trouble Blues 10. You Win Again 11. Your Cheatin' Heart 12. Let The Four Winds Blow (Master) 13. Let The Four Winds Blow (Alternate) 14. What A Party 15. Rockin' Bicycle 16. Did You Ever Seen A Dream Walking 17. Birds And Bees 18. Wishing Ring 19. Jambalaya (On The Bayou) 20. Do You Know What I Means To Miss New Orleans 21. South Of The Border 22. Teen Age Love 23. Stop The Clock 24. Goin' Home (version 2) 25. My Real Name 26. Hum Diddy Doo 27. Those Eyes 28. I Want To Go Home 29. Dance With Mr. Domino 30. Nothing New (Just The Same Old Thing)

benny goodman

Benny GoodmanBranco, nascido em Chicago, Benny Goodman, foi um clarinetista e um craque do jazz e da música clássica que abriu caminho para os negros na música americana, tornando-se um dos maiores líderes de big bands de todos os tempos, sendo reconhecido como o ‘Patriarca da Clarineta’, 'O Professor', 'Mestre do Swing' e o mais genial clarinetista de todos os tempos. Em Chicago, numa época em que os EUA estavam marcados pela segregação racial, as leis exigiam a separação de negros e brancos em lugares públicos, o nono filho dos 12 de pobres imigrantes judeus da Polônia, tomava uma atitude corajosa e pioneira, ao mesmo tempo em que fazia o país dançar, com uma big band que tinha um estilo ligeiro e contagiante. Criou um trio, o primeiro grupo de jazz a se apresentar em público integrando músicos brancos e negros, com o legendário baterista Gene Krupa e o pianista Teddy Wilson, primeiro músico negro a se apresentar com um grupo popular branco. Mais tarde, o grupo ganhou o vibrafonista Lionel Hampton e o guitarrista Charlie Christian. Nos anos 1930 e 1940, Goodman ajudou a projetar, além dos já citados, solistas como Harry James (trompete), Georgie Auld (sax tenor) e Jess Stacy (piano).

Teddy WilsonNão se pode dizer que Goodman foi o precursor do swing, pois antes dele houve Fletcher Henderson. Mas pode-se afirmar que foi ao som de sua banda que toda a América dançou nos anos 30 e 40 e por isso, até hoje é considerado o 'Rei do Swing'. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, as big bands saíram de moda, mas Benny Goodman se adaptou, e aos 40 anos começou a estudar clarinete erudito e logo se tornou, também, um nome de destaque nessa área, dividindo sua criatividade entre o jazz e a música clássica. Benjamin David Goodman era filho de um alfaiate e sua família tinha poucos recursos. Começou seus estudos musicais na sinagoga que freqüentava e na Hull House. Menino prodígio, fez sua primeira apresentação aos 12 anos, no Teatro Central Park de Chicago, e logo passou a tocar com músicos adultos. Goodman estudou clarineta desde cedo, tendo formação musical clássica na época em que Chicago entrava na era do jazz, vindo de New Orleans. Em 1926, aos 16 anos, juntou-se à banda do baterista Ben Pollack, fundada dois anos antes, e com ela fez seu primeiro disco.

Gene KrupaNo início dos anos 1930, passou a participar de gravações com diversos grupos de jazz, entre os quais os de ‘Red Nichols’, ‘Joe Venuti-Eddie Lang’ e ‘Jack Teagarden’, até poder formar a sua própria orquestra, em 1934. Um programa de rádio divulgou a orquestra, que se tornou muito popular, sobretudo depois do sucesso obtido na apresentação no ‘Palomar Ballroom’ de Los Angeles, em 1935, e no ‘Congress Hotel de Chicago’, entre 1935 e 1936. Sua orquestra tornou-se, em 1962, a primeira jazz band norte-americana a visitar a União Soviética. Como não podia deixar de acontecer, sua clarineta e sua orquestra seriam requisitadas pelo cinema, em vários filmes. A história de sua vida foi contada no filme ‘The Benny Goodman Story’, com Steve Allen como Goodman, e o clarinetista atuando na trilha sonora. Após 1945, Goodman limitou-se a tocar em grupos pequenos, além de ter atuado em orquestras clássicas como solista. Por motivo de doença, de 1970 a 1985 faz um intervalo em sua atividade artística. Sua volta deu-se no ‘Kool Jazz Festival de Nova York’, vindo a falecer pouco depois.

benny goodman - stardust


benny goodman - the ultimate collection (2003)

The Ultimate Collection (2003)

Tracklist
01. Let's Dance 02. King Porter Stamp 03. Blue Skies 04. And the Angels Sing 05. Don't be that way 06. Stompin' at the Savoy 07. Honeysuckle Rose 08. Stealin Apples 09. Bugle Call Rag 10. Goody Goody 11. Down South Camp Meeting 12. One O'Clok Jump 13. After you've gone 14. Stardust 15. Flying Home 16. Roll 'em 17. Sugarfoot Stomp 18. Jersey Bounce 19. Why don't you do right 20. Moonglow 21. Sing, Sing, Sing 22. Goodbye

Em 1938, Benny Goodman, um dos mais importantes representantes do jazz, apresentou-se no então considerado bastião da cultura norte-americana, o ‘Carnegie Hall’. Apesar de um início um pouco lento e desajeitado com membros das orquestras de Count Basie e Duke Ellington, Goodman com seu estilo elegante e acompanhado do saxofonista tenor Russin Babe, o trompetista Harry James, pianista Jess Stacy e o baterista Gene Krupa, num concerto audacioso, conseguiu elevar o jazz de mero entretenimento para uma forma de arte. O concerto, contudo, não foi um sucesso absoluto na época, houve perda financeira, em grande parte graças ao custo dos ensaios. O local foi piquete dos católicos que se posicionavam a favor do ditador Franco, da Espanha, já que Goodman apoiava a Frente Popular que formava o Governo Republicano, representando pelos partidos de esquerda e os partidários da democracia. Mas, hoje, é considerado o concerto de jazz mais importante de todos os tempos. Neste álbum, o concerto de 1938 é apresentado como aconteceu, juntamente com comentários feitos por Goodman para o lançamento original do álbum, em 1950, com performances inéditas e versões não editadas.

benny goodman - Carnegie Hall The Complete Concert 1938 (1999)

Carnegie Hall Jazz Concert Live 1938 (1999)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Benny Goodman Introduction 02. Don't Be That Way 03. Sometimes I'm Happy 04. One O'Clock Jump 05. Applause/Transition to Twenty Years of Jazz 06. Sensation Rag 07. I'm Coming Virginia 08. When My Baby Smiles at Me 09. Shine 10. Blue Reverie 11. Applause/Transition Back to Goodman Orchestra 12. Life Goes to a Party 13. Setting up for Jam Session 14. Honeysuckle Rose 15. Applause/Setting-Up/Tuning-Up for BG Small Groups 16. Body and Soul 17. Applause as Lionel Hampton Enters 18. Avalon 19. Man I Love 20. I Got Rhythm 21. [Pause Track]

Tracklist CD 2
01. Blue Skies 02. Loch Lomond 03. Applause/Benny Goodman's "No Encore" Announcement 04. Blue Room 05. Swingtime in the Rockies 06. Applause/Martha Tilton Returns to Stage 07. Bei Mir Bist du Schon 08. Applause/Setting-Up for BG Small Groups 09. China Boy 10. Stompin' at the Savoy - Benny Goodman & His Orchestra 11. Applause/BG Quartet Continues But Changes Program 12. Dizzy Spells 13. Applause/Transition Back to Goodman Orchestra for Finale 14. Sing, Sing, Sing 15. Applause Until Encores 16. If Dreams Come True 17. Applause for Second Encore 18. Big John's Special 19. Pause Track 20. Introduction 21. Don't Be That Way 22. Twenty Years Of Jazz 23. Blue Reverie 24. Life Goes To A Party 25. Body And Soul 26. Avalon 27. Swingtime In The Rockies 28. Conclusion

best of soul and r&b

soul and r&b

O soul (alma) é um gênero de música que nasceu no final dos anos 50 e início dos 60 entre os negros norte-americanos. Muitos consideram as cidades do interior dos EUA como o berço da soul music, especialmente Chicago. Outras cidades, como Nova York, Detroit, Memphis e Florença, criaram seus próprios estilos com base em suas raízes gospel regionais. A música soul normalmente apresenta cantores individuais acompanhados por uma banda tradicionalmente composta de uma seção rítmica e de metais. Com o seu desenvolvimento alguns cantores começaram a se destacar e o famoso James Brown, que com seu estilo único de tocar guitarra acelerou o ritmo do soul, surgindo o soul ritmado mais conhecido como funk soul. Das rádios, o funk foi para os bailes e assim começaram a se desenvolver as danças, em suas várias versões.

A apresentação da música soul é muito emotiva; a melodia é bem ornamentada e com improvisações, rodopios corporal do cantor e efeitos sonoros dos instrumentos. Os ritmos são acentuados com o bater de palmas e os movimentos plásticos da coreografia são detalhes importantes. Outras características estilísticas importantes são as perguntas e respostas entre o cantor solista e o grupo coral, e uma interpretação dramática do vocalista principal. A música soul normalmente também apresenta cantores acompanhados por uma banda tradicionalmente composta de uma seção rítmica e de metais. Das baladas doloridas às melodias ensolaradas, a soul music é um vasto terreno com origem na música gospel que foi ganhando registro na forma de singles, muito mais do que em álbuns completos. Porém, com o sucesso de alguns artistas e suas gravadoras, Otis Redding e Isaac Hayes, na Stax, em Memphis, ou Stevie Wonder e Marvin Gaye, na Motown, em Detroit, o gênero rendeu discos que se tornaram verdadeiros clássicos. A obra desses astros pavimentou o caminho para a música negra moderna e influenciou o pop produzido nas décadas seguintes.

Se existe uma responsável por trazer a soul music para os tempos atuais, esta é a cantora Amy Winehouse. Unindo composições autorais muito menos inocentes do que as do tempo da Motown com o suingue irresistível da banda ‘Dap Kings’, a inglesa despontou como uma das artistas mais instigantes dos últimos anos ao lançar o álbum ‘Back to black’ de 2006. A moderna soul music também está bem representada por outra inglesa, Joss Stone, que desempenha muito bem um estilo com grau de dificuldade altíssimo. O que impressiona é ouvir cantoras jovens e brancas como Amy e Joss cantando no estilo mais puro de soul.

Rhythm and Blues ou R&B foi um termo comercial introduzido nos Estados Unidos no final de 1940 pela Revista Billboard. O termo teve uma série de mudanças no seu significado. Começando na década de 1960, após este estilo de música contribuir para o desenvolvimento do rock and roll, o termo R&B passou a ser utilizado, especialmente por grupos brancos, para se referir a estilos musicais que se desenvolveu a partir do blues e associado ao eletric blues, bem como gospel e soul music. Não foi só no cenário pop dos EUA, mas também no do Reino Unido durante os anos 60, que o R&B atingiu seu auge de popularidade. Sem sofrer o mesmo tipo de distinção racial que limitava sua aceitação nos EUA, os grupos musicais britânicos rapidamente adotaram este estilo de música, e grupos como os ‘Rolling Stones’ e ‘The Animals’ levaram o rhythm'n'blues a grandes platéias. O termo caiu em desuso nos anos 60, e foi substituído por soul e Motown, porém ressurgiu nos últimos anos para designar a música negra norte-americana abrangendo o pop, fortemente influenciado pelo hip hop, pelo funk, e pelo soul. Neste contexto, só a abreviatura R&B é usada, e não a expressão toda.

al wilson - show and tell


best of soul r&b collector's edition (2007)

Best of Soul R&B (2007)
CD 1    CD 2    CD 3

Tracklist CD 1
01. How Sweet It Is To Be Loved By You - Marvin Gaye
02. Show And Tell - Al Wilson
03. I`ll Be Around - The Spinners
04. You Are Everything - The Stylistics
05. It`s Just a Matter Of Time - Brook Benton
06. It`s a Man`s Man`s Man`s World - James Brown
07. It`s a Shame - The Spinners
08. Poison Ivy - The Coasters
09. Da Doo Ron Ron - The Crystals
10. Up On the Roof - The Drifters

Tracklist CD 2
01. Joanna - Kool & The Gang
02. Spanish Harlem - Ben E. King
03. Betcha By Golly Wow - The Stylistics
04. Don`t Mess With Bill - The Marvelettes
05. Bad Luck - Harold Melvin & The Blue Notes
06. You`ve Really Got a Hold On Me - The Miracles
07. Band Of Gold - Freda Payne
08. It`s Too Late - Wilson Pickett
09. Harbor Lights - The Platters
10. I`m Going To Get Married - Lloyd Price

Tracklist CD 3
01. Inner City Blues - Marvin Gaye
02. You Make Me Feel Brand New - The Stylistics
03. Could It Be I`m Falling In Love - The Spinners
04. Endlessly - Brook Benton
04. Prisoner Of Love - James Brown
06. Searchin` - The Coasters
07. Uptown - The Crystals
08. I Wanna Walk You Home - Fats Domino
09. This Magic Moment - The Drifters
10. Cherish - Kool & The Gang

steppenwolf

steppenwolfIntérprete de um dos maiores hinos do rock'n'roll, dos motociclistas de todo o mundo, ‘Born to be Wild’, que foi usada como tema do filme cult ‘Easy Rider’ de 1969, escrito por Peter Fonda e dirigido por Dennis Hopper e Terry Southern, ‘Steppenwolf’ é uma banda de rock formada em 1967 pelo guitarrista e vocalista John Kay. A frase, ‘Heavy Metal Thunder’, contida no segundo verso da letra do clássico, serviria mais tarde para denominar o estilo heavy metal. A mesma canção é considerada por muitos críticos a primeira canção heavy metal de todos os tempos. Alguns integrantes eram de descendência alemã, e o nome da banda foi inspirado na obra ‘Der Steppenwolf’ de Herman Hesse. Aos quatro anos de idade, Joachim Fritz Krauledat (John Kay) depois de ter escapado com a mãe da Prússia, fugiu da Alemanha Oriental para a Alemanha Ocidental, episódio que cantou nas canções ‘Renegade’ e ‘The Wall’, e estabeleceu-se com a família em Hanôver. Foi acolhido pelas Forças Armadas e lá começou a trabalhar numa rádio amadora, sendo bastante influenciado por Little Richard e Chuck Berry. Depois de se mudar para Toronto, no Canadá, em 1958, Kay ficou ainda mais fascinado pelo rock & roll. Após sair do colegial, começou a tocar blues acústico em cafeterias e bares da região.

Em 1964 conheceu e se uniu à banda canadense ‘The Sparrow’, enquanto tocava na ‘Toronto Yorkville Village’. Viajando em turnês de Toronto para New York e depois para São Francisco, o grupo foi inserido no cenário musical da região. Depois de várias tentativas fracassadas de lançar um disco a banda se separou em 1967. No mesmo ano, em Los Angeles, John Kay criou a ‘Steppenwolf’ com os norte-americanos Michael Monarch na guitarra, Goldy McJohn nos teclados e os canadenses Rushton Moreve no baixo e Jerry Edmonton na bateria. A banda assinou contrato com uma incipiente gravadora e lançou o seu álbum de estréia, publicado em 1968. O álbum teve um sucesso considerável, com ‘Born to Be Wild’, escrita pelo guitarrista do ‘The Sparrow’, Dennis Edmonton, e seu irmão baterista Jerry, tornando-se um dos hits mais reconhecíveis e duradouros do rock de todos os tempos. Antes de gravar o primeiro disco, John Morgan substitui Rushton Moreve no comando do baixo.

john kayO sucesso continuou com músicas como ‘Magic Carpet Ride’ e ‘Rock Me’. Para muitos fãs, o álbum duplo ‘Steppenwolf Live’ é o melhor da banda, por criticar a política dos EUA da era Nixon. Aproveitando o sucesso instantâneo, a banda também abordou assuntos como drogas e preconceito racial. Com mais uma mudança na formação, desta vez com Larry Byrom assumindo a guitarra e o alemão Nick St. Nicholas no baixo lançaram outro álbum de sucesso nos Estados Unidos, mas as constantes mudanças de seus integrantes minaram a estabilidade da banda. Em 1972, Kay decidiu dissolver o grupo, lançando seu primeiro álbum solo. Em 1979, Kay percebeu que vários grupos estavam usando o nome ‘Steppenwolf’ colocando em risco a reputação da banda original criada por ele e decidiu agir, e formou uma nova versão da banda, ‘John Kay and Steppenwolf ‘ com quem gravou quatro álbuns, mas não com a mesma força de antes.

Kay deixou a banda novamente que passou a ser conduzida pelo guitarrista Danny Johnson e em 1994 retornou com o ‘Steppenwolf' para tocar em concertos na antiga Alemanha Oriental onde ele se reencontrou com os amigos e parentes que não via desde os quatro anos de idade. E nessa oportunidade aproveitou para lançar a sua autobiografia intitulada ‘Magic Carpet Ride’. Kay foi introduzido pela Academia Canadense de Artes Gravadoras e Ciências no ‘Hall Of Fame’ em 1996. Com um fã-clube ativo e realizando anualmente o ‘Wolf Festival’, a banda continua tocando e se apresentando, porém não mais com a magia do final da década de 60.

steppenwolf - the pusher


Steppenwolf - Born to be wild - A Retrospective 1966-1990

Born to be wild: A Retrospective 1966-1990 (1991)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Twisted (by The Sparrow) 02. Good Morning Little Schoolgirl (by The Sparrow) 03. Sookie Sookie 04. Everybody's Next One 05. Born To Be Wild 06. Your Wall's Too High 07. Desperation 08. The Pusher 09. The Ostrich 10. Don't Step On The Grass, Sam 11. Magic Carpet Ride 12. Rock Me 13. Jupiter's Child 14. It's Never Too Late 15. Monster/Suicide/America 16. Move Over 17. Hey Lawdy Mama

Tracklist CD 2
01. Snowblind Friend 02. Who Needs Ya 03. Screaming Night Hog 04. For Ladies Only (edit) 05. Tenderness 06. Ride With Me 07. I'm Movin' On (by John Kay) 08. My Sportin' Life (by John Kay) 09. Children Of The Night 10. Straight Shootin' Woman 11. Caroline 12. Live Your Life (by John Kay) 13. Ain't Nothing Like It Used To Be 14. Born To Be Wild (live) 15. Rock 'N' Roll Rebels 16. Give Me News I Can Use 17. The Wall

soundtrack by vangelis

vangelisNascido como Evangelos Odyssey Papathanassiou na Grécia, ele começou a tocar piano aos quatro anos de idade, dando seu primeiro concerto, com músicas próprias, apenas dois anos mais tarde. Nos anos 60 mudou-se para Paris, onde formou a banda grega de rock progressivo ‘Aphrodite's Child’ formada em 1968, composta pelo vocalista Demis Roussos e o baterista Loukas Sideras. Algum tempo depois estabeleceu-se em Londres, e após a dissolução do grupo, em 1970, Vangelis iniciou sua rica carreira solo. Apesar da base de sua música ser formada por teclados, o compositor também toca flauta, bateria, xilofone e diversos instrumentos de percussão. Vangelis raramente apresenta-se em público ou dá entrevistas. Seu local preferido é o estúdio, onde compõe e grava álbuns solo ou com parceiros como Demis Roussos e Jon Anderson, bem como trilhas sonoras.

Dificilmente alguém não conhece suas músicas: além dos filmes, elas são freqüentemente usadas como trilhas de comerciais. A trilha de ‘Carruagens de Fogo’ (1981) valeu um Oscar, e transformou-se em hino para os Jogos Olímpicos. Na famosa série de TV ‘Cosmos’ foram usadas muitas composições de Vangelis, principalmente do álbum ‘Heaven and Hell’ (1975). Tendo realizado suas principais trilhas para Ridley Scott, Costa Gavras e cineastas de vários países, Vangelis inicialmente compôs para filmes franceses. Nos anos 70, ele compôs para ‘Salut, Jerusalem’, ‘L'Apocalypse Des Animaux’, ‘Crime and Passion’, ‘La Fete Sauvage’, ‘Entends-Tu les Chiens Aboyer’, entre outros.

aphrodites childNa década de 80, no auge de sua carreira, vieram ‘Carruagens de Fogo’, ‘Blade Runner’, ‘Desaparecido’, ‘Pablo Picasso’, ‘Antártica’, ‘O Ano em que Vivemos Perigosamente’, ‘O Grande Motim’, etc. Nos anos 90, com a volta das trilhas orquestrais, a música de Vangelis ficou um pouco esquecida, porém fez-se presente em ‘1492: A Conquista do Paraíso’ e ‘Lua de Fel’. Mas, sem dúvida alguma, foi através de sua parceria de 1982 com Ridley Scott que o músico grego obteve sua maior consagração de público e crítica, até agora. As imagens sombrias e melancólicas de ‘Blade Runner’, que descrevem o caminho do caçador de Andróides Rick Deckard rumo a uma nova visão da vida, esteja ela em um corpo orgânico ou sintético, foram a gênese de uma música mais do que inspirada de Vangelis.

Muitos foram os percalços e dificuldades enfrentados por Ridley Scott na produção do seu moderno clássico ‘Blade Runner’. Nenhuma discussão ou polêmica, contudo, houve quanto à escolha do compositor que criaria uma das mais climáticas músicas da história do cinema: Vangelis, que à época (1982), já era um renomado compositor e tecladista, especializado em música instrumental. Afinal, se ‘Blade Runner’ hoje é um clássico, muito do mérito deve ser dado ao trabalho de Vangelis, que compôs melodias que tocam a alma de quem assiste ao filme. Através de melodias interpretadas nos mais variados teclados eletrônicos, Vangelis mostrou-se capaz de criar verdadeiras imagens sonoras, característica que torna sua música perfeita para o cinema. O trabalho de Vangelis, hoje, pode ser classificado como ‘new age’, apesar de sua música preceder, e até mesmo transcender, a este gênero. (fonte: compositores)

love theme (from 'blade runner')


Odyssey The Definitive Collection (2003)

Odyssey: The Definitive Collection (2003)

Tracklist
01. Pulstar
02. Hymne
03. Main Theme (From 'Chariots of Fire')
04. Main Theme (From 'Missing')
05. Love Theme (From 'Blade Runner')
06. End titles (From 'Blade Runner')
07. The Tao Of Love
08. Main Theme (From 'Antarctica')
09. Main Theme (From 'Cavafy')
10. Opening Titles (From 'Mutiny on The Bounty')
11. Conquest of Paradise
12. La Petite Fille De La Mer (From 'L'Apocalypse Des Animaux')
13. L'Enfant
14. Alpha
15. Celtic Dawn (New Track)
16. Movement L (From 'Mythodea')
17. I'll Find My Way Home
18. State of Independence

maria muldaur

maria muldaurMaria esteve no epicentro da florescente música folk no inicio dos anos 60, e a atração desta excitante nova música foi forte. Durante o mesmo período, descobriu o bluegrass, e este gênero musical inspirou Maria a aprender a tocar o violino. Nascida como Maria Grazia Rosa Domenica D'Amato em 1943, na cidade de Nova Iorque e criada no Greenwich Village, quando criança adorava ouvir música country e começou a cantar com sua tia quando tinha cinco anos. Durante sua adolescência, seu gosto musical mudou para R&B e rock and roll, e na escola formou, com algumas meninas, o grupo ‘The Cashmeres’. Sua carreira profissional deu-se no início dos anos 1960 como Maria D'Amato, quando foi convidada para se juntar ao ‘Even Dozen Jug Band’, um grupo que incluía John Sebastian, David Grisman, e Stefan Grossman. Durante este tempo, ela fez parte do cenário de Greenwich Village, que incluiu Bob Dylan, e algumas das suas recordações do período, especialmente no que diz respeito a Dylan, aparecem no documentário ‘No Direction Home’ de Martin Scorsese de 2005. Nesta mesma época começou um curso de blues, particularmente da cena de Memphis e contou com Memphis Minnie como uma de suas principais influências. Com a lendária cantora Victoria Spivey aprendeu as sutilezas de cantar blues.

Em 1964 Maria D'Amato mudou-se para Cambridge, e rapidamente se juntou ao ‘Jim Kweskin & His Jug Band’ que incluía o seu futuro marido, Geoff Muldaur. Quando o grupo se desfez, Maria e Geoff Muldaur, já casados, permaneceram com sua gravadora e gravaram juntos, como Geoff & Maria Muldaur. Ela começou sua carreira solo quando seu casamento terminou em 1972, mas manteve seu nome de casada, lançando o disco de ouro ‘Midnight At The Oasis’. Com 40 anos como intérprete, viveu mergulhada nas raízes da música americana quer se trate de blues, gospel, country, folk, R&B ou jazz. Embora estas influências estivessem presentes em suas gravações dos anos 70, condizentes com seu passado folkie de Greenwich Village, Muldaur apenas desenvolveu seu próprio estilo nos anos 90, fascinada pelos sons de Louisiana. Heroína da música americana de raiz, Maria Muldaur está voltando a seus dias de jug band tendo gravado o novo álbum 'Good Time Music for Hard Times' de 2009, com a presença de seus antigos companheiros da ‘Even Dozen Jug Band’, David Grisman e John Sebastian. As suas raízes musicais são tão profundas quanto variadas, como o bairro boêmio Greenwich Village onde ela cresceu. Maria Muldaur desafia qualquer definição para o seu estilo musical.

maria muldaur

maria muldaur - rockin' chair


maria muldaur - 30 years of maria muldaur (2004)

30 Years of Maria Muldaur: I'm a Woman (2004)

Tracklist
01. I'm a Woman 02. Midnight at the Oasis 03. My Tennessee Mountain Home 04. Work Song 05. Rockin' Chair 06. It Ain't the Meat (It's the Motion) 07. Don't You Make Me High (Don't You Feel My Leg) 08. Three Dollar Bill 09. Cajun Moon 10. Louisiana Love Call 11. Best of Me 12. It Feels Like Rain 13. Me and My Chauffeur Blues (with Roy Rogers) 14. Gee Baby, Ain't I Good to You (with Charles Brown) 15. Get Up, Get Ready 16. Somebody Was Watching Over Me (with Bonnie Raitt) 17. Well, Well, Well 18. Soul of a Man (with Taj Mahal) 19. It's a Blessing (with Bonnie Raitt)

Maria Muldaur - Good Time Music for Hard Times (2009)

Good Time Music for Hard Times! (2009)
(Maria Muldaur & Her Garden of Joy)

Tracklist
01. Diplomat 02. Shake Hands and Tell Me Goodbye 03. Shout You Cats 04. Ghost of St Louis Blues 05. Let It Simmer 06. Sweet Lovin' Ol' Soul 07. Medley: Life's Too Short/When Elephants Roost in Bamboo Trees 08. Garden of Joy 09. He Calls That Religion 10. I Ain't Gonna Marry 11. Bank Failure Blues 12. Panic Is On

sharon jones

Sharon JonesHoje, aos 51 anos, Sharon Jones finalmente se tornou um nome conhecido, e para isso contou com um empurrão involuntário de Amy Winehouse. Não que Sharon Jones tenha uma dívida com a britânica, pelo contrário: Winehouse foi atrás de Jones para confeccionar seu pop com forte sotaque da soul music dos anos 60. Após ouvir discos de Jones, Winehouse e o produtor Mark Ronson foram até Nova York e contrataram os ‘Dap-Kings’, a banda de Jones, para tocar no disco ‘Back to Black’, lançado em 2006 por Winehouse. Após o estouro de ‘Back to Black’, muita gente foi atrás da banda responsável por aqueles timbres que remetiam aos clássicos dos selos Motown e Stax e chegaram aos ‘Dap-Kings’ e, consequentemente, a Jones. Até chegar a Amy Winehouse e ao álbum ‘100 Days, 100 Nights’ , seu terceiro e mais recente disco com os ‘Dap-Kings’, a história de Jones passou por igrejas e por empregos como carcereira de prisão e segurança de carro-forte.

Sharon Jones nasceu na Geórgia, EUA, e mudou-se para Nova York ainda criança e começou a cantar em corais de igreja. Na adolescência, foi backing vocal de bandas de funk e disc music. Desde aquela época, já era fanática por soul music e cresceu ouvindo tudo de soul music. Nos anos 70, emprestou a voz a diversos artistas e bandas, mas não conseguiu contrato para um disco próprio. Ninguém a aceitava na indústria da música: diziam que era muito negra, muito gorda, muito nova, que não era bonita o suficiente. Aos 25 anos, disseram que estava velha e então Sharon Jones foi fazer outras coisas. Quando tinha 30 anos, fez um teste na polícia e lhe disseram que estava velha. Então arrumou um emprego como carcereira onde ficou por dois anos na penitenciária de 'Ryker's Island', em Nova York, e um período como segurança de carro-forte do 'Wells Fargo Bank', também em Nova York. Trabalhava armada, colocando dinheiro em caixas eletrônicos. Só depois, em 1996, encontrou dois produtores da ‘Desco’ que se preparavam para gravar um disco com Lee Fields, e Sharon Jones reencontrou a indústria da música.

sharon jones & the dap-kings

Sharon Jones & Dap-Kings

Na época, os ‘Dap-Kings’ chamavam ‘Soul Providers’ e tocariam naquele disco. Seu ex-marido tocava saxofone no grupo. Os produtores queriam três garotas para fazer vocal de apoio, e seu ex-marido a indicou. E assim a sua carreira finalmente tomou rumo. Antes de Amy Winehouse ‘descobrir’ Sharon Jones e os ‘Dap-Kings’ foram gravados dois álbuns: ‘Dap Dippin’ em 2001 e ‘Naturally’ em 2005. Depois, veio o elogiado ‘100 Days, 100 Nights’ em 2007. O que chamou a atenção de Winehouse, Mark Ronson e tantos outros foi a sonoridade única da banda e de Jones. O que eles fazem é soul music como era feita nos anos 60 e 70. Hoje são usados equipamentos digitais, eletrônicos. Com Sharon Jones e os ‘Dap-Kings’, os instrumentos são gravados todos juntos, ao vivo, e não são usados sintetizadores, gravam tudo de forma analógica. Eles fazem como Otis Redding, Etta James, James Brown e todos os outros grandes faziam. Sharon Jones possui uma voz potente, de alcance profundo, que utiliza, juntamente com os ‘Dap-Kings’, para buscar a pureza perdida da soul music. (por thiago ney)

sharon jones & the dap-kings - be easy


Sharon Jones & The Dap Kings - Dap Dippin' (2001)    Naturally (2005)    Sharon Jones & The Dap Kings - 100 Days, 100 Nights (2007)

Dap Dippin' (2001)    |    Naturally (2005)    |    100 Days, 100 Nights (2007)

Tracklist: Dap Dippin'
01. (Introduction) 02. Got a Thing on My Mind 03. What Have You Done for Me Lately? 04. Dap Dip 05. Give Me a Chance 06. Cut that lie 07. Got to Be the Way It Is 08. Make It Good to Me 09. Ain't It Hard 10. Pick It up, Lay It in the Cut 11. Casella Walk

Tracklist: Naturally
01. How Do I Let A Good Man Down? 02. Natural Born Lover 03. Stranded In Your Love (feat. Lee Fields) 04. My Man Is A Mean Man 05. You're Gonna Get It 06. How Long Do I Have To Wait For You? 07. This Land Is Your Land 08. Your Things Is A Drag 09. Fish In The Dish 10. All Over Again

Tracklist: 100 Days, 100 Nights
01. 100 Days, 100 Nights 02. Nobody's Baby 03. Tell Me 04. Be Easy 05. When the Other Foot Drops, Uncle 06. Let Them Knock 07. Something's Changed 08. Humble Me 09. Keep On Looking 10. Answer Me

100 best film classics

100 best film classics

O cinema nunca foi totalmente mudo. Apenas não havia um método eficiente de sincronizar o som à imagem, mas som, sempre teve. No cinema, desde sua criação pelos irmãos Lumière em 1895, o som sempre foi importante, enfatizando, criando ou até redundando climas narrativos na imagem. No cinema mudo, havia um pianista nas salas de concerto encarregado de criar estes climas nas cenas, improvisando sobre um repertório próprio conforme sentia as imagens, e que geralmente cumpriam uma função meramente ilustrativa. Nas salas mais afortunadas podíamos até encontrar orquestras inteiras tocando, muitas vezes com partituras originais para o filme. Então veio o sistema de sonorização no cinema, o famoso vitaphone, uma enorme e desajeitada máquina de projeção com uma vitrola acoplada, lançada em 1927, imortalizando o filme ‘The Jazz Singer’, com Al Jolson, que sincronizava o filme a um disco de 33 rotações, uma revolução, considerando que o padrão era 78 rpm, um pouco melhor que aquele usado no fonógrafo de Edison.

vitaphoneMas suas inconveniências eram grandes, a baixa qualidade da amplificação da época, o chiado do disco e a eminente possibilidade do disco riscar com o tempo e tirar o filme de sincronismo. Mas foi um sistema pioneiro que, prescindindo do músico in presentia, fez com que toda a conquista dos músicos até aquele momento precisasse recuar aos primórdios do som para o cinema, repensar a função dramática do som, que agora poderia incluir não só música, mas também diálogos e ruídos. A simples ilustração musical passou a ser vista como um terreno promissor de possibilidades. Técnicos surgiram; os que já trabalhavam tiveram que reaprender, de acordo com os novos padrões estéticos. No que diz respeito à trilha sonora propriamente dita, ou àquilo que chamamos ‘música para o cinema'. Se, entre 1900 e 1910 Mahler une a tradição sinfônica a esta associação de imagens, entre 1915 e 1920 Arnold Schoenberg acaba com ambas as coisas, criando o dodecafonismo, sistema harmônico baseado no atonalismo. Mas nem todos os compositores gostaram dos ares modernos da música atonal. Preferiram ficar no campo tradicional, em plenos anos 30, escrevendo sinfonias e concertos. Então, toda uma geração de compositores dos anos 10 e 20 simplesmente não sabiam o que fazer.

The Jazz SingerExplorar os rumos apontados por Schoenberg e seus discípulos ou continuar escrevendo música ‘ultrapassada’? Não era só o fato de ser ultrapassada, mas também por força do comércio fonográfico, em que a música popular se desenvolveu de forma a deixar elitizado o consumo da música erudita. Não havia público, portanto, para conservadores em época de modernos. Muitos não tinham mais saída senão deixar de compor, quando, finalmente, inventaram o som no cinema. O que aconteceu com os compositores que trabalhavam numa linha conservadora, preservando a sinfonia e o poema sinfônico tradicional em suas obras? Foram todos para o cinema. Toda a tradição de música programática, por ser mais propícia, desembocou na trilha sonora cinematográfica.

O cinema por sua vez tinha, ao descobrir o sincronismo entre som e imagem, a capacidade de exibir filmes sem orquestra ou pianistas; o próprio projetor teria condições para reproduzir a imagem e o som, a princípio pelo vitaphone, mas que depois foi aperfeiçoado pelo sistema movietone, que imprimia o som na própria película, acabando com o problema do chiado e falha no sincronismo. Mas, como em toda inovação, não foram poucos os problemas que o som trouxe ao cinema. Uma lenta evolução levou o cinema a encontrar uma forma ideal de utilizar o som de maneira apropriada à sua linguagem. Assim, começou-se a utilizar o som de duas maneiras: Como elemento climático e como foco da ação, os musicais. Os primeiros são justamente os que darão emprego aos compositores eruditos, e os segundos são aqueles em que a música conduz a narrativa, ou está subordinada à música. Assim, aos poucos, a trilha sonora começou a ganhar forma. (por filipe salles)

100 Best Film Classics (2006)

100 best film classics

CD 1: The Great Blockbusters

Tracklist
01. 2001: A Space Odyssey - Also Sprach Zarathustra (Strauss)
02. Apocalypse Now - The Ride Of The Valkeries (Wagner)
03. Amadeus - Requiem In D Minor (Mozart)
04. Titanic - My Heart Will Go On (Horner)
05. You Only Live Twice - Main Theme (Barry)
06. Star Wars - Main Theme (Williams)
07. Gladiator - Gladiator Theme (Zimmer)
08. Gallipoli - Les Pecheurs Des Perles (Bizet)
09. The Goodfather III - Cavalleria Rusticana (Mascagani)
10. The Lord of The Rings - The Fellowship (Shore)
11. Harry Potter - Fawkes The Phoenix (Williams)
12. Saving Private Ryan - Hymn To The Fallen (Williams)
13. Mission Impossible - Divertimento For String Trio (Mozart)
14. Fantasia - The Sorcerer's Apprentice (Dukas)
15. Braveheart - End Titles (Horner)

CD 2: The Classic Movies

Tracklist
01. Somewhere In Time - Piano Concerto No.3 (Rachmaninov)
02. Chariots of Fire - Miserere (Allegri)
03. The Deer Hunter Myers - Cavatina (Myers)
04. Platoon - Adagio For Strings (Barber)
05. Death In Venice - Symphony No.5 (Mahler)
06. American Beauty - Any Other Name (Newman)
07. E.T. - Main Theme (Williams)
08. Schindlers List - Main Theme (Williams)
09. The Mission - Gabriel's Oboe (Morricone)
10. Romeo & Juliet - Symphony No.25 (Mozart)
11. Jean De Floerette - La Forza del Destino Overture (Verdi)
12. Alien - Eine kleine Nachtmusik – II (Mozart)
13. Cinema Paradiso - Love Theme (Morricone)
14. Eyes Wide Shut - Jazz Suite No.2 (Shostakovich)
15. A Clockwork Orange - Ode To Joy (Beethoven)

CD 3: Favourite Movies

Tracklist
01. Ace Ventura - Eine Kleine Nachtmusik (Mozart)
02. Out Of Africa - Clarinet Concerto In A K622 (Mozart)
03. Mozart - Concerto For Two Pianos In E (Amadeus)
04. Sideways - Memories Of The Alhambra (Tarrega)
05. The Joy Luck Club - Flute & Harp Concerto (Mozart)
06. The Talented Mr. Ripley - Stabat Mater (Pergolesi)
07. Lorenzo's Oil - Ave Verum Corpus (Mozart)
08. JFK - Horn Concerto No.2 (Mozart)
09. Carrington - String Quintet In C (Schubert)
10. Runaway Bride - Le Nozze Di Figaro (Mozart)
11. Hilary & Jackie - Cello Concerto In E (Elgar)
12. The Living Daylights - Symphony No.40 (Mozart)
13. Elisabeth - Nimrod - Enigma Variations (Elgar)
14. Minority Report - Symphony No.8 (Schubert)
15. Here's Something About Mary - Eine Kleine Nachmusik (Mozart)
16. Billy Elliot - Swan Lake Act. II (Tchaikovsky)
17. The Right Stuff - The Planets Suite (Holst)

CD 4: The Piano at The Cinema

Tracklist
01. The Piano - The Heart Asks Pleasure First (Nyman)
02. Elvira Madigan - Piano Concerto No.21 (Mozart)
03. Face/Off - 'Raindrop' Prelude (Chopin)
04. Amadeus - Piano Concerto No.20 (Mozart)
05. Private Benjamin - Waltz In C Sharp Minor (Chopin)
06. The Truman Show - Rondo alla turca (Mozart)
07. The Associate - Piano Concerto No.25 (Mozart)
08. A Beautiful Mind - Piano Sonata No.11 (Mozart)
09. Immortal Beloved – Moonlight Sonata (Beethoven)
10. The Pianist - Nocturne (Chopin)
11. The Music Lovers - Piano Concerto No.1 (Tchaikovsky)
12. What Lies Beneath - Gymnopedie No.1 (Satie)
13. Paycheck – Minute Waltz (Chopin)
14. Rosemary's Baby - Fur Elise (Beethoven)
15. The Truman Show - Piano Concerto No.1 (Chopin)
17. Shine - Polonaise No.6 (Chopin)
16. Ocean's Eleven - Clair de Lune (Debussy)

CD 5: Ópera at The Cinema

Tracklist
01. The Bridges Of Madison Country - Norma (Bellini)
02. Captain Corelli's Mandolin – Rigoletto (Verdi)
03. Closer - Cosi fan tutte (Mozart)
04. Basquiat - Il Trovatore (Verdi)
05. Tracing Places - Le nozze di Figaro (Mozart)
06. Copycat - Tosca (Puccini)
07. My Left Foot - Cosi fan tutte (Mozart)
08. Miss Congenialty - Die Zauberflute Der Holle Rache (Mozart)
09. The Shawshank Redemption - Le nozze di Figaro (Mozart)
10. Philadelphia - Andrea Chenier (Giordano)
11. Babette's Feast - Don Giovanni (Mozart)
12. Heavenly Creatures - Tosca (Puccini)
13. Callas Forever - Carmen (Bizet)
14. Moonstruck - La Boheme (Puccini)
15. Driving Miss Daisy – Rusalka (Dvorak)
16. Diva - La Wally (Catalani)
17. Life Is Beautiful - Les Contes d'Hoffmann (Offenbach)
18. The Witches Of Eastwick - Turandot (Puccini)

CD 6: Baroque Goes to The Cinema

Tracklist
01. Four Weddings And A Funeral - Solomon (Handel)
02. The Aviator - Toccata & Fugue (Bach)
03. The Madness Of King George - Zadok The Priest (Handel)
04. Children Of A Lesser God - Concerto For Two Violins (Bach)
05. Someone To Wath Over Me - Gloria In Excelsis Deo (Vivaldi)
06. Truly, Madly, Deeply - Viola Da Gamba Sonata (Bach)
07. Gallipoli - Adagio (Albinoni)
08. Kramer Vs Kramer - Mandolin Concerto (Vivaldi)
09. The Silence Of The Lambs - Goldberg Variations (Bach)
10. Pirates Of The Caribbean - Concerto Grosso (Handel)
11. Runaway Bride - Orchestral Suite No.3 (Bach)
12. Ordinary People - Canon In D (Pachelbel)
13. The Other Sister - The 4 Seasons Winter (Vivaldi)
14. Meet The Parents - Jesus, Joy Of Man's Desiring (Bach)
15. Barry Lyndon - Sarabande (Handel)
16. Lara Croft - Keyboard Concerto No.5 (Bach)
17. Hannibal - Brandenburg Concerto No.3 (Bach)
18. Briget Jone's Diary - Messiah (Handel)

platoon - adagio for strings (barber)



bad company

bad company

Com a dissolução definitiva do ‘Free’, também uma banda inglesa de blues-rock, hard rock e rhythm & blues, Paul Rodgers, embora tivesse recebido um convite tentador para substituir Ian Gillan no ‘Deep Purple’, resolveu montar uma nova banda, juntamente com outro membro do ‘Free’, o baterista Simon Kirke. Convidam o guitarrista Mick Ralphs do ‘Mott The Hoople’, uma banda inglesa de glam rock. Mick aceita de imediato, pois estava insatisfeito com a liderança de Ian Hunter imposta por David Bowie. No baixo chamam Raymond ‘Boz’ Burrel, ex-King Crimson. Paul Rodgers estava tão impressionado com o filme ‘Bad Company’ de 1972 estrelado por Jeff Bridges e dirigido por Robert Benton, que escolheu o nome para sua nova banda. Empresariados por Peter Grant, do ‘Led Zeppelin’, lançam o álbum homônimo em 1974; o single ‘Can’t Get Enough’ e fazem uma turnê de sucesso pelos EUA.

paul rogersLogo que retornam gravam mais um disco, ‘Straight Shooter’, além de mais um single, ‘Feel Like Makin’ Love', que atinge o topo das paradas. Em 1976 sai 'Run With The Pack', com mais um single de sucesso, 'Young Blood'. Apesar de todo o sucesso, a banda fica três anos sem gravar, retornando em 1979 com ‘Desolation Angels’. Embora fizessem uso de sintetizadores a partir desse disco, seu hard-blues continuava característico. Inexplicavelmente ficam novamente mais três anos sem gravar, retornando somente em 1982 com ‘Rough Diamonds’, inferior aos seus trabalhos anteriores, o que acaba culminando com o fim da banda.

bad companySimon Kirke vai para o ‘Wildlife’; Paul Rodgers vai para o ‘The Firm’ de Jimmy Page, depois sai para uma carreira solo bem sucedida; Raymond Burrel lança um projeto de pouco duração, o ‘Nightflight’ com Mick Moody, ex-Whitesnake, e Zakk Starr, filho de Ringo Starr. Com Mick Ralphs desempregado e Simon Kirke e Raymond Burrel não conseguindo êxito nos seus projetos, resolvem remontar o ‘Bad Company’ em 1986 com Brian Howe no lugar de Paul Rodgers. Porém a sonoridade da banda havia mudado muito, em parte devido ao vocal de Howe que era totalmente diferente do vocal de Rodgers, em parte graças ao uso de sintetizadores que decepcionou os antigos fãs que torceram o nariz para o estilo ‘americanizado’ que a banda adotara. Por isso Burrell deixa a banda em 1988, e a banda fica sem baixista definitivo até 1993, quando Rick Wills assume o baixo. Insatisfeitos com os vocais de Howe contratam Robert Hart abandonando definitivamente o estilo comercial e retomam a formação original somente para algumas apresentações. Paul Rodgers se uniu aos integrantes originais do ‘Queen’, o baterista Roger Taylor e o baterista Brian May em 2004.

bad company - whiskey bottle



Bad Company – The Original Bad Company Anthology (1999)

The Original Bad Company Anthology (1999)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Can’t Get Enough 02. Rock Steady 03. Ready For Love 04. Bad Company 05. Movin’ On 06. Seagull 07. Superstar Woman 08. Little Miss Fortune 09. Good Lovin’ Gone Bad 10. Feel Like Makin’ Love 11. Shooting Star 12. Deal With The Preacher 13. Wild Fire Woman 14. Easy On My soul 15. Whiskey Bottle

Tracklist CD 2
01. Honey Child 02. Run With The Pack 03. Silver, Blue And Gold 04. Do Right By Your Woman 05. Burnin’ Sky 06. Heartbeat 07. Too Bad 08. Smokin’ 45 09. Rock And Roll Fantasy 10. Evil Wind 11. Oh Atlanta 12. Rhythm Machine 13. Untie The Knotv 14. Downhill Ryder 15. Tracking Down A Runaway 16. Ain’t It Good 17. Hammer Of Love 18. Hey, Hey

Bad Company - Best Ballads (1996)

Best Ballads (1996)

Tracklist
01. Feel Like Makin` Love 02. The Way I Choose 03. Mis You In A Heartbeat 04. Shooting Star 05. Simple Man 06. Don`t Let Me Down 07. Anna 08. Best Of My Love 09. Bad Company 10. Love Me Somebody 11. Come Together In The Morning 12. Ready For Love 13. Fade Away 14. Be My Friend 15. Standing About Crying 16. Muddy Waters Blues (Acoustic Version)

mccoy tyner

Mccoy TynerMcCoy Tyner nasceu e cresceu na Filadélfia e já na adolescência, encorajado pela mãe, que também era pianista, liderava grupos de jazz tocando em barzinhos. Estudou piano de maneira sistemática por vários anos e no início da carreira, deixou-se influenciar por Thelonious Monk, Art Tatum e seu ídolo Bud Powell, porém logo desenvolveu um estilo próprio. Com uma carreira de mais de 50 anos, ainda adolescente, em 1960, ficou famoso como companheiro de John Coltrane, como integrante do mítico quarteto. O encontro com Coltrane ocorreu aos 17 anos, quando Tyner tocava num clube de Filadélfia e o saxofonista integrava a banda de Miles Davis. O entrosamento entre os dois foi tão grande que, quando o saxofonista abandonou o grupo de Miles para fundar o seu, em 1960, chamou McCoy Tyner para acompanhá-lo, iniciando uma colaboração que se prolongou até 1965.

McCoy começou a carreira solo, ainda estando com Coltrane, com o álbum ‘The Real McCoy’, considerado um dos melhores do seu tempo. E mesmo após deixar o inesquecível quarteto seu prestígio continuou crescendo. Seu estilo se tornou talvez mais extrovertido, mais desenvolto. Desde então, Tyner tem trabalhado regularmente em formações variadas, nomeadamente quarteto, big band ou trio. A marca registrada de Tyner é o uso magistral dos acordes, principalmente da mão esquerda. À medida que a música se encaminha para seu clímax, Tyner, ao contrário de muitos pianistas, não começa com um frenesi de notas rápidas, essa é outra característica sua. No seu currículo contam quatro Grammys (1992, 1994, 1995 e 2004), cerca de 80 álbuns editados e uma distinção de ‘Jazz Master’, atribuída pela ‘National Endowment for the Arts’.

Mccoy Tyner

mccoy tyner - blue monk


McCoy Tyner - Nights of Ballads & Blues (1963)

Nights of Ballads and Blues (1963)


Personnel: McCoy Tyner (piano); Steve Davis (bass); Lex Humphries (drums)
Tracklist: 01. Satin Doll 02. We'll Be Together Again 03. Round Midnight 04. For Heaven's Sake 05. Star Eyes 06. Blue Monk 07. Groove Waltz 08. Days of Wine And Roses

Mccoy Tyner - The Real McCoy (1967)

The Real McCoy (1967)


Personnel: McCoy Tyner (piano); Ron Carter (bass); Elvin Jones (drums); Joe Henderson (sax)
Tracklist: 01. Passion Dance 02. Contemplation 03. Four by Five 04. Search for Peace 05. Blues on The Corner

McCoy Tyner & Carlos Santana (1983)

McCoy Tyner & Carlos Santana (1983)
Live at the Kool Jazz Festival, San Francisco


Personnel: McCoy Tyner (piano); Carlos Santana (guitar); John Blake (violin); John Lee (bass); Wally Fletcher (drums); Armando Peraza (percussion); Orestes Vilato (percussion)
Tracklist: 01. Untitled 02. Band intro 03. Prelude To A Kiss 04. Uncle Bubba 05. Santana intro 06. Senor Carlos 07. Hannibal 08. Brotherhood

McCoy Tyner - Quartet (2007)

Quartet (2007)


Personnel: McCoy Tyner (piano); Joe Lovano (tenor); Christian McBride (bass); Jeff “Tain” Watts (drums)
Tracklist01. Walk Spirit, Talk Spirit 02. Mellow Minor 03. Sama Layuca 04. Passion Dance 05. Search For Peace 06. Blues On The Corner 07. For All We Know

McCoy Tyner - Guitars (2008)

Guitars (2008)

Tracklist
01. Improvisation 2 (with Marc Ribot)
02. Passion Dance (with Marc Ribot)
03. 500 Miles (with Marc Ribot)
04. Mr. P.C. (with John Scofield)
05. Blues On The Corner (with John Scofield)
06. Improvisation 1 (with Marc Ribot)
07. Trade Winds (with Bela Fleck)
08. Amberjack (with Bela Fleck)
09. My Favorite Things (with Bela Fleck)
10. Slapback Blues (with Derek Trucks)
11. Greensleeves (with Derek Trucks)
12. Contemplation (with Bill Frisell)
13. Boubacar (with Bill Frisell)
14. Baba Drame (with Bill Frisell)

joe cocker

joe cocker'With a Little Help from My Friends’, uma versão da música dos Beatles gravada por Joe Cocker com o guitarrista Jimmy Page é uma das músicas mais famosas do rock e a sua interpretação em Woodstock em 1969 colocou-o na trilha do sucesso. E o dueto com Jennifer Warnes na canção ‘Up Where We Belong’ lhe deu um Grammy em 1983, além de vários outros prêmios. Conhecido por sua voz rouca e pelos movimentos dos braços durante as apresentações, John Robert Cocker é britânico, de Sheffield. Em 1960, juntamente com três amigos, Cocker formou seu primeiro grupo, ‘The Cavaliers’. Em 1961, sob o nome artístico de Vance Arnold, Cocker continuou sua carreira com um novo grupo, ‘Vance Arnold and the Avengers’. Durante o dia, Cocker trabalhava num posto de gasolina e à noite tocava em pubs de Sheffield, interpretando covers de Chuck Berry e Ray Charles. Em 1963 aconteceu o primeiro show significativo quando apoiaram os ‘Rolling Stones’. Em 1964, Cocker assinou um contrato com uma gravadora e lançou seu primeiro single solo, um cover dos ‘Beatles’, ‘I'll Cry Instead’ com Jimmy Page tocando guitarra. Foi um fracasso apesar da ampla promoção da gravadora que desfez o contrato. Cocker formou então um novo grupo, ‘Big Joe Cocker's Blues’.

Em 1966, Cocker com Chris Stainton, que ele conheceu vários anos antes, formou a ‘The Grease Band’. Tocando em bares locais o grupo chamou a atenção de Denny Cordell, produtor do ‘Procol Harum’ e ‘The Moody Blues’, e Cocker gravou o single ‘Marjorine’. Mudando-se para Londres com Chris Stainton, Cocker dissolveu a banda e uma ‘nova’ ‘Grease Band’ foi formada com o tecladista Tommy Eyre e Chris Stainton. Após o sucesso com ‘Marjorine’ surgiu o grande momento com um rearranjo inovador de ‘With a Little Help from My Friends’. Ao misturar rock e ‘soul music’, Cocker encontrou seu caminho com a releitura da famosa música dos Beatles. Impressionados com a gravação, Paul McCartney e George Harrison permitiram que Cocker usasse suas músicas para os álbuns futuros. Essa seria sua marca dali em diante, gravar canções famosas transformadas no seu estilo inconfundível. Nos shows Cocker exibia uma intensidade física incrível enquanto cantava, e sua presença no palco era frequentemente parodiada por John Belushi. No final de 1969, Cocker dissolveu a ‘Grease Band’.


joe cocker

Apesar da relutância de Cocker para aventurar-se novamente na estrada, ele teve que formar rapidamente um novo grupo a fim de cumprir suas obrigações contratuais com Denny Cordell. O novo grupo foi batizado de ‘Mad Dogs and Englishmen’, e o estilo evoluiu para o rock blues e a banda muitas vezes foi comparada com os ‘Rolling Stones’. Com a nova banda, Cocker percorreu 48 cidades e o ritmo da viagem foi desgastante surgindo problemas pessoais o que levou Cocker a começar a beber e usar drogas excessivamente. Depois de passar vários meses em Los Angeles, Cocker voltou para casa e sua família preocupou-se com a sua deterioração física e mental. No início de 1972, após quase dois anos longe da música, Cocker passou em turnê com um grupo que Chris Stainton tinha formado. Pouco tempo depois, Stainton decidiu parar com a sua carreira musical para criar seu próprio estúdio de gravação. Após a partida de seu amigo e do antigo produtor Denny Cordell, Cocker afundou em depressão e começou a usar heroína. Voltou ao estúdio para gravar um novo álbum, mas apesar das críticas positivas, o problema de Cocker eram as apresentações ao vivo, em grande parte devido ao álcool. Retornou nos anos 80 com grande sucesso até os anos 90 com várias canções, principalmente a ‘You Are So Beatiful’.

joe cocker - first we take manhattan


joe cocker - the essential collection – the legend (1999)

The Legend (1999)

Tracklist
01. Up Where We Belong 02. With A Little Help From My Friends 03. Delta Lady 04. Letter 05. She Came In Through The Bathroom Window 06. Whiter Shade Of Pale 07. Love The One You're With 08. You Are So Beautiful 09. Let It Be 10. Just Like A Woman 11. Many Rivers To Cross 12. Talking Back To The Night 13. Fun Time 14. I Heard It Through The Grapevine 15. Please Give Peace A Chance 16. Don't Let Me Be Misunderstood 17. Honky Tonk Women 18. Cry Me A River

The Ultimate Collection 1968-2003 (2003)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Unchain My Heart 02. Feelin' Alright 03. Summer In The City 04. You Can Leave Your Hat On 05. Up Where We Belong (Feat Jennifer) 06. You Are So Beautiful 07. With A Little Help From My Friends 08. Cry Me A River (Live) 09. The Letter (Live) 10. Delta Lady 11. Many Rivers To Cross 12. When The Night Comes 13. Night Calls 14. Don't You Love Me Anymore 15. She Came In Through The Bathro

Tracklist CD 2
01. Could You Be Loved 02. Civilized Man 03. First We Take Manhattan 04. The Simple Things 05. N'oubliez Jamais 06. That's All I Need To Know Dife 07. Have A Little Faith In Me 08. Don't Let The Sun Go Down On M 09. Now That The Magic Has Gone 10. Sweet Lil' Woman 11. (All I Know) Feels Like Foreve 12. My Father's Son 13. Sorry Seems To Be The Hardest 14. Never Tear Us Apart 15. Ruby Lee

jimmy reed

jimmy reedMathis James Reed nasceu em uma família grande e passou seus primeiros anos na fazenda de Johnny Collier, situada no Mississippi, onde todos trabalhavam. Lá, desde a infância, ele teve Eddie Taylor como amigo, que seria uma presença marcante em sua carreira mais tarde. Reed cantava na igreja e aprendeu noções rudimentares da gaita e do violão com Taylor. Jimmy Reed deixou a escola em 1939 e foi trabalhar nas fazendas do Mississippi. Em 1943 transferiu-se para Chicago a procura de trabalho, onde as oportunidades eram muitas. Devido a guerra foi rapidamente recrutado e serviu na Marinha por dois anos. Terminada a guerra e após uma rápida viagem para o Mississippi para se casar com sua amada, conhecida pelos fãs de blues como ‘Mama Reed', ele voltou para Chicago onde fez amizade com Joe Willie Duncan e também restabeleceu contato com Eddie Taylor, com os quais começou a tocar nos bares e clubes locais. Isto levou Jimmy Reed a se tornar conhecido e lhe garantiu um contrato com a gravadora ‘Vee Jay Records’ em 1953 depois de falhar em uma audição com a ‘Chess Records’, o seu sucesso nas paradas mais tarde viria a ser um espinho constante para os irmãos Chess.

Eddie TaylorSua carreira inicial não produziu hits e a gravadora já estava considerando a idéia de dispensá-lo quando em 1955, o hit 'You Don't Have To Go' decolou. A partir daí, seu sucesso foi fenomenal com uma seqüência de músicas que o levaram para o sucesso até o final da década sendo o mais bem sucedido cantor de blues da época. Muitas destas canções foram adaptadas por outros artistas e bandas durante a década de 60. Duas em especial são frequentemente utilizadas por inúmeros cantores de blues: ‘Baby, What You Want Me To Do’ e ‘Big Boss Man’. Grande parte do crédito para este sucesso deve ser atribuído ao seu amigo Eddie Taylor, que tocou com Reed em diversas gravações, e a sua esposa Mama Reed, que escreveu muitas de suas canções e que sentava atrás dele no estúdio recitando em seus ouvidos as letras que ele esquecia devido a epilepsia que o acometia e a sua propensão à bebida. Em algumas gravações a sua participação é audível. As canções de Reed tinham pouco a ver com o blues tradicional, apesar de empregar a gaita eram geralmente classificadas como R&B. Ele visitou a Europa no início dos anos 60, época em que era óbvio que nem tudo estava bem com ele por inúmeras vezes aparecer no palco embriagado. No final dos anos 60 ficou inativo a maior parte do tempo, devido à doença, mas recuperando-se do vício. Ironicamente, ele morreu logo depois de insuficiência respiratória, e foi enterrado em Chicago.

jimmy reed

Reed não possuía absolutamente nenhuma técnica em qualquer um dos seus instrumentos escolhidos, tanto a gaita quanto a guitarra, e seus vocais certamente não tinham a intensidade feroz de um Wolf Howlin' ou Muddy Waters, mas é uma figura importante, tanto como cantor quanto como compositor por influenciar inúmeros artistas através de sua vida, simplesmente porque não há no blues um som tão acessível e imediatamente reconhecível e tão fácil de tocar e cantar como a música de Jimmy Reed. Suas canções mais conhecidas tornaram-se parte integrante do repertório do blues padrão, por ser o seu estilo simples foi facilmente imitado por quase todas as bandas de garagem e passando depois por Elvis Presley até os ‘Rolling Stones’. Jimmy Reed chegou às paradas com uma freqüência surpreendente e cruzou para o pop em muitas ocasiões, um feito raro para um bluesman.

jimmy reed - bright lights, big city
(gravada pelos Rolling Stones em 1964)



jimmy reed    jimmy reed    jimmy reed

The Vee-Jay Years (1994)
CD 1    CD 2    CD 3

Tracklist CD 1
01. High And Lonesome 02. Jimmy's Boogie 03. I Found My Baby04. Roll And Rhumba 05. You Don't Have To Go 06. Boogie In The Park 07. Shoot My Baby 08. Rockin' With Reed 09. You Upset My Mind 10. I'm Gonna Ruin You 11. Pretty Thing 12. I Ain't Got You 13. She Don't Want Me No More 14. Come On Baby 15. I Don't Go For That 16. Baby,Don't Say That No More 17. Ain't That Lovin' You Baby 18. Can't Stand To See You Go 19. When You Left Me 20. I Love You Baby 21. My First Plea 22. You Got Me Dizzy 23. Honey,Don't Let Me Go 24. Untitled Instrumental

Tracklist CD 2
01. It's You Baby 02. Honey,Where Are You Going 03. Do The Thing 04. Little Rain 05. Signals Of Love 06. The Sun Is Shining 07. Baby,What's On Your Mind 08. Honest I Do 09. State Street Boogie 10. Odds And Ends 11. My Bitter Seed 12. Ends And Odds 13. My Baby(Down In Virginia) 14. You're Something Else 15. A String To Your Heart 16. Go On To School 17. You Got My Crying 18. The Moon Is Rising 19. Down In Virginia 20. I'm Gonna Get My Baby 21. I Wanna Be Loved 22. Caress My Baby 23. I Know It's A Sin

Tracklist CD 3
01. You'n That Sack 02. Going To New York 03. I Told You Baby 04. Take Out Some Insurance 05. I'm Nervous 06. You Know I Love You 07. Baby,What You Want Me To Do 08. Goin' By The River 1 09. Goin' By The River 2 10. Where Can You Be 11. Hush Hush 12. I Was So Wrong 13. Blue Blue Water 14. Please Don't 15.Found Love 16. You Gonna Need My Help 17. Hold Me Close 18. Come Love 19. Big Boss Man 20. Meet Me 21. I Got The Blues 22. Sugar Sugar 23. Got Me Chasing You

jimmy reed    jimmy reed    jimmy reed

CD 4    CD 5     CD 6

Tracklist CD 4
01. Down The Road 02. Want To Be With You Baby 03. Jimmy's Rock 04. Tell The World I Do 05. You're My Baby 06. Ain't Gonna Cry No More 07. Close Together 08. You Know You're Looking Good 09. Laughing At The Blues 10. I'm A Love You 11. Kind Of Lonesome 12. Found Joy 13. Tell Me You Love Me 14. Bright Lights 15. Baby,What's Wrong 16. Aw Shucks,Hush Your Mouth 17. I'm Mr. Luck 18. Blue Carnegie 19. Take It Slow 20. Good Lover 21. Down In Mississippi 22. Too Much

Tracklist CD 5
01. I'll Change My Style 02. Let's Get Together 03. In The Morning 04. You can't Hide 05. Back Home At Noon 06. Lookin' For You Baby 07. Kansas City Baby 08. Oh John 09. Shame Shame Shame 10. Cold And Lonesome 11. There'll Be A Day 12. Ain't No Big Deal 13. Mary Mary 14. Upside The Wall 15. Baby's So Sweet 16. I'm Gonna Help You 17. Up Tight 18. Mixed Up 19. I'm Trying To Please You 20. Five Years Long 21. See See Rider 22. Outskirts Of Town 23. Trouble In Mind

Tracklist CD 6
01. The Comeback 02. How Long Blues 03. Roll 'Em Pete 04. Cherry Red 05. Wee Wee Baby06. St. Louis Blues 07. Worried Life Blues 08. Blues For 12 Strings 09. New Chicago Blues 10. Wear Something Green 11. Help Yourself 12. Heading For A Fall 13. Going Fishing 14. Left Handed Woman 15. I Wanna Be Loved(Crazy Love) 16. Fifteen Years 17. A New Leaf 18. When You're Doing All Right 19. I'm Going Upside Your Head 20. The Devil's Shoestring 21. You've Got Me Waiting 22. I'm The Man Down There 23. When Girls Do It 24. Don't Think I'm Through

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