ozzy osbourne

ozzy osbourneJohn Michael Osbourne nasceu em 1948, na cidade de Birminghan, Inglaterra. Com 20 anos montou sua primeira banda, o ‘Polka Tulk’, que mais tarde ganhou o nome de ‘Earth’. No repertório, blues e rock. Em 1969, após descobrir a existência de uma banda homônima, Anthony 'Tony' Tommi (guitarra), William 'Bill' Ward (bateria), John 'Ozzy' Osbourne (vocais) e Terence 'Geezer' Butler (baixo) decidem adotar outro nome. A idéia surgiu a partir do título de uma história do escritor Dennis Wheatley nascendo então o 'Black Sabbath'. Após nove anos junto ao 'Black Sabbath', 1978 veio para marcar a saída de Ozzy. Decidido a seguir carreira solo, em 1980 ele lança o álbum ‘Blizzard of Ozz’ (um trocadilho com “The Blizzard of Oz” – ou “O Mágico de Oz”), com o jovem guitarrista Randy Rhoads, o baixista Bob Daisley e o baterista Lee Kerslake. O vocal personalíssimo e o carisma de Ozzy mais o talento de Randy levou ao sucesso os hits 'Crazy Train' e 'Mr. Crowley'. Em 1986, Bob Daisley e Lee Kerslake processaram Ozzy por não pagar royalties, vencendo-o e ganhando os créditos na escrita das canções de ‘Blizzard of Ozz’ e ‘Diary of a Madman’. No remaster de 2002, o baixo e a bateria foram regravados por Roberto Trujillo e Mike Bordin, respectivamente. O excelente disco trouxe também a mais polêmica canção da história do Rock: ‘Suicide Solution’, feita a partir de riffs do grande guitarrista Randy Roads, com letra do baixista Bob Daisly.

ozzy osbourne - black sabbath

Black Sabbath, com Ozzy Osbourne e Tony Iommi ao centro

Com o lançamento do segundo além das turnês norte-americanas, deu-se início a turnê pela Europa, só que três apresentações depois, Ozzy teve um colapso nervoso e todos retornaram aos EUA para que ele pudesse descansar. Foi nessa época que aconteceu o fato que mais marcou a carreira do artista, quando um fã, durante o show, atirou um morcego ao palco e Ozzy, acreditando tratar-se de um artefato de plástico, mordeu a cabeça do animal e acabou tendo que tomar várias injeções anti-rábicas. O medicamento causou-lhe choques anafiláticos, entre outros problemas de saúde. Além disso, a grande repercussão por parte da imprensa sensacionalista levou entidades de proteção aos animais a protestarem contra os shows, inclusive, alguns tiveram que ser cancelados. Mais fatos trágicos estavam por vir, como a perda de Randy Rhoads, seu melhor amigo; o suicídio do jovem John McCollum de 19 anos, que de acordo com a polícia, a música ‘Suicide Solution’ ainda tocava em seus fones de ouvido quando o corpo foi encontrado; dois anos depois, três processos de incitação ao suicídio vieram à tona. Curiosamente, a música 'Suicide Solution', escrita após a morte de Bon Scott, vocalista do AC/DC, por hipotermia, após dormir bêbado em seu carro durante uma noite de inverno, adverte sobre os perigos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Apesar do sucesso, era péssimo o comportamento de Ozzy, cada vez mais envolvido com bebidas e drogas. Mesmo assim, a gravação do álbum 'No Rest for the Wicked' obteve críticas excelentes com destaque para a música 'Miracle Man', onde Ozzy critica a hipocrisia de Jimmy Swaggart, pastor evangélico que fazia pregações contra ele em seu programa de TV, e que alguns anos depois foi descoberto freqüentando um motel com prostitutas. A década de 90, foi de grandes mudanças na vida pessoal de Ozzy, que começou uma árdua batalha contra o alcoolismo. Reflexos dessa iniciativa ficaram nítidos no álbum 'No More Tears', repleto de baladas, letras auto-biográficas e discussões sobre assuntos relevantes como, por exemplo, o abuso sexual de crianças (Mr. Tinkertrain). Os frutos dessa iniciativa se confirmaram através do Grammy de melhor música para 'I Don't Want to Change the World'.

ozzy osbourneozzy osbourne

Além de surpreender todos com essa nova postura, Ozzy afirmava que estava cansado das viagens e gostaria de ficar mais com a família, chegou a cancelar shows devido à síndrome de abstinência da bebida. Em 1993, Ozzy estava oficialmente aposentado, mas a aposentadoria não durou muito e, mesmo levando alguns fãs a crer que tudo não havia passado de uma jogada de marketing, Ozzy decidiu reunir novamente sua banda. Em 2002, a MTV Americana começou a apresentar 'The Osbournes', uma espécie de 'reality show' gravado na casa de Ozzy, onde câmeras registraram seis meses de convivência familiar do roqueiro, sua esposa e filhos. Ozzy recebeu uma estrela na calçada da fama em Hollywood, além de ser convidado para um jantar na Casa Branca, com o objetivo de promover seu trabalho de proteção aos animais. (por Ana Therezo)

ozzy osbourne - crazy train


The Essential Ozzy Osbourne

The Essential Ozzy Osbourne (2003)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Crazy train 02. Mr. Crowley 03. I don't know (ao vivo com Randy Rhoads) 04. Suicide solution 05. Goodbye to romance 06. Over the mountain 07. Flying high again 08. Diary of a madman 09. Paranoid (ao vivo com Randy Rhoads) 10. Bark at the moon 11. You're no different 12. Rock 'n' roll rebel 13. Crazy babies 14. Miracle man 15. Fire in the sky

Tracklist CD 2
01. Breakin' all the rules 02. Mama, I'm coming home 03. Desire 04. No more tears 05. Time after time 06. Road to nowhere 07. I Don't want to change the world (ao vivo) 08. Perry mason 09. I Just want you 10. Thunder underground 11. See you on the other side 12. Gets me through 13. Dreamer 14. No easy way out

blowing the blues

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DeFord BaileyAs primeiras gravações de harmônicas foram feitas nos EUA na década de 20. Estas gravações eram destinadas ao mercado negro dos Estados do Sul, com gravações solo de DeFord Bailey, gravações em dueto com o guitarrista Hammie Nixon, Walter Horton e Sonny Terry, bem como gravações no estilo caipira para platéias brancas, feitas por Frank Hutchison, Gwen Foster e vários outros músicos. Há também gravações com a gaita com bandas, das quais a ‘Memphis Jug Band’ é a mais famosa. A gaita nesses anos foi associada aos pobres. É também durante esses anos que os músicos começaram a experimentar novas técnicas, como língua de bloqueio, os efeitos da mão e a inovação mais importante de todas, a posição 2 ou cross-harp.

Sonny Boy Williamson IILittle WalterNa década de 50 a gaita fez com os imigrantes negros fossem principalmente para Chicago, mas também para Detroit, St. Louis e Nova York. Música tocada por afro-americanos com o uso de guitarras, blues harp, contrabaixo e vocais começaram a aparecer. Rice Miller, mais conhecido como Sonny Boy Williamson II, é um dos harmonicistas mais importantes desta época. Usando uma banda de blues, ele se tornou um dos mais populares no sul do país. Ele também ajudou a tornar popular a técnica cross-harp, uma das mais importantes técnicas da gaita blues. Mas Williamson não foi a única inovação do seu tempo. Marion ‘Little Walter’ Jacobs revolucionou completamente o instrumento. Ele teve a idéia de tocar a gaita perto de um microfone dando-lhe um som forte que podia ser ouvida acima de uma guitarra elétrica. Ele também usou as mãos em concha em torno do instrumento, apertando o ar em torno da harpa, dando-lhe um potente som distorcido, algo que lembra um saxofone. Esta técnica, combinada com seu virtuosismo sobre o instrumento fez do harmonicista indiscutivelmente o mais influente na história.

Big Walter HortonO único que fez frente a Little Walter foi Big Walter Horton também conhecido como Walter ‘Shakey’ Horton. Usando menos as possibilidades de ampliação, embora ele tenha feito grande uso dela, e mais a sua habilidade. Um dos principais motivos que ele é menos conhecido do que Little Walter é por causa de sua personalidade taciturna, sua incoerência, e sua incapacidade para a realização de uma banda como um líder. Outros grandes harmonicistas do blues de Chicago foram Howlin’ Wolf muitas vezes ignorado como um gaitista, mas suas primeiras gravações demonstram grande habilidade e Sonny Boy Williamson II cujas composições se tornaram padrões no mundo blues. Williamson tinha um som poderoso e estendeu sua influência sobre os jovens roqueiros britânicos de blues na década de 1960, gravou com Eric Clapton e ‘The Yardbirds’ aparecendo na televisão britânica ao vivo.

carey bellCarey Bell foi outro importante músico norte-americano no estilo musical do blues de Chicago. Bell tocou gaita, durante décadas, para outros ícones do blues como Earl Hooker, Robert Nighthawk, Fulson Lowell, Eddie Taylor, Louisiana Red e Jimmy Dawkins. Assim que Bell chegou em Chicago, conheceu Little Walter e logo se tornou seu aluno, aprendendo com o mestre os seus truques do Blues Harp e depois com Sonny Boy Williamson II e Big Walter Horton. Mas, ele chegou em Chicago em um momento infeliz, a procura por harpistas foi diminuindo, a procura era mais por guitarristas. Para ajudar ainda mais as suas possibilidades de emprego como músico, Bell aprendeu a tocar o baixo elétrico e juntou-se a várias bandas como baixista, como a banda de Big Walter. Logo depois, Bell aposentou o seu baixo e retornou à cena com a sua gaita, o seu amado instrumento. Em 1969 Carey Bell tocou em Londres.

Paul ButterfieldNa década de 1960 e 1970, a gaita tornou-se menos proeminente, a guitarra elétrica tornou-se o instrumento dominante para solos. Paul Butterfield, fortemente influenciado por Little Walter, é o mais conhecido gaitista da época na cena do blues. No entanto, com o uso de drogas e álcool, depois de suas primeiras gravações, sua carreira estagnou. Dois eram talvez os mais considerados da presente época: James Cotton e Junior Wells. Cotton foi o mais enérgico gaitista do seu tempo e ainda tocou até 2006, com vocal fortemente influenciado por Bobby ‘Blue’ Bland. Wells, um cantor de blues respeitado, e o seu parceiro, o guitarrista de blues Buddy Guy definiram os anos sessenta e setenta.

John MayallJohn Mayall é um multi-instrumentista vocalista e líder de banda, considerado como o ‘pai do blues britânico’, tocou gaita como artista solo e com sua banda ‘John Mayall and the Bluesbreakers’ desde 1963. Ao longo dos anos, os Bluesbreakers incluíram talentos como Eric Clapton, Peter Green, Mick Taylor, John McVie, Mick Fleetwood e Jack Bruce. O estilo de Mayall é influenciado por Sonny Boy Williamson II, que ele conheceu e com quem tocou no início dos anos 60. Bob Dylan também fez sua famosa gaita para adicionar um toque de blues ao seu som folk e rock durante esta época. Van Morrison, um gaitista de longa data, pela primeira vez tocou o instrumento no palco em 1963 durante uma performance de Sonny Boy Williamson II. Em muitas bandas de blues rock dos anos 1960 e 1970, em algumas músicas, o instrumento era mais proeminente do que em outras. Robert Plant (Led Zeppelin), Roger Daltrey (The Who), Jack Bruce (Cream), Mick Jagger e Brian Jones (The Rolling Stones), Billy F. Gibbons (ZZ Top) e outros, todos contribuíram com originalidade e criatividade para o registro na história da gaita blues. Na década de 1990 houve o surgimento de mestres modernos como Howard Levy, Chris Michalek, Carlos del Junco, Jason Ricci e Adam Gussow.

sonny boy williamson II - mighty long time


Blowing the Blues - A History of Blues Harmonica (1926-2002)

Blowing the Blues (2003)
A History of Blues Harmonica (1926-2002)

CD 1    CD 2    CD 3

Tracklist CD 1
01. Memphis Jug Band - Sun Brimmer's Blues
02. Robert Cooksey - Need More Blues
03. DeFord Bailey - Up Country Blues
04. Jaybird Coleman - Man Trouble Blues
05. Mississippi Sarah & Daddy Stovepipe - Greenville Strut
06. Noah Lewis - Chickasaw Special
07. Minnie Wallace - Old Folks Started It
08. George "Bullet" Williams - Touch Me Light Mama
09. Eddie Mapp - Fourth Avenue Blues
10. El Watson - Watson's Fox Chase
11. Medley of Blues - Freeman Stowers
12. Jed Davenport - Beale Street Breakdown
13. Ollis Martin - Police and High Sheriff Come Ridin' Down
14. Memphis Minnie - Bumble Bee Blues
15. Blues Birdhead - Mean Low Blues
16. Alfred Lewis - Mississippi Swamp Moan
17. The Georgia Browns - Tampa Strut
18. Jazz Gillum - Harmonica Stomp
19. Blind Boy Fuller - I'm a Stranger Here
20. Eddie Kelly's Washboard Band - Blues in the Rain
21. Sonny Boy Williamson - You Can Lead Me
22. Little Buddy Doyle - Slick Caper Blues
23. Sonny Terry - Blowing the Blues
24. Frank Edwards - We Got to Get Together
25. Skoodle Dum Doo & Sheffield - Tampa Blues

Tracklist CD 2
01. Big Joe Williams - King Biscuit Stomp
02. Walter Mitchel - Pet Milk Blues
03. Elder Roma Wilson - Better Get Ready
04. Sonny Boy Williamson [I] - Bring Another Half a Pint
05. Forest City Joe - Memory of Sonny Boy
06. Pee Wee Hughes - I'm a Country Boy
07. Robert Richard - Wig Wearing Woman
08. Snooky Pryor - Boogy Fool
09. Edgar Blanchard - Creole Gal Blues
10. Rhythm Willie - Wailin' Willie
11. James Tisdom - Winehead Swing
12. Muddy Waters - Evans Shuffle
13. Joe Hill Louis - Gotta Go Baby
14. Howling Wolf Orchestra - Moanin' at Midnight
15. Big Walter Horton - Jumpin' Blues
16. Memphis Minnie - Me and My Chauffeur Blues
17. Driftin' Slim - Down South Blues
18. Little Walter - Juke [Original Version]
19. Sunny Blair - Glad to Be Back Home
20. Papa George Lightfoot - After-While (Blue Lights)
21. Grace Brim - Man Around My Door
22. Doctor Ross And Gis Jump And Jive Boys - Doctor Ross Boogie
23. Sonny Terry - The Woman Is Killing Me
24. Sonny Boy Williamson [II] - Mighty Long Time -
25. Little Mac - Don't Come Back

Tracklist CD 3
01. Snooky Pryor - Gonna Have a Good Time
02. Little Walter - Juke
03. Junior Wells - Hoodoo Man Blues
04. Good Rockin' Charles - Don't Start Me Talking
05. Jack Bruce, Paul Jones - Sonny Boy Williamson
06. Doctor Ross - Got Something to Tell You
07. Sonny Boy Williamson [II]- 99
08. Paul Butterfield - Last Night
09. Jimmy Reed - Down at the Corner Grocery Store
10. Duster Bennett - Fresh Country Jam
11. Charlie Musselwhite - Key to the Highway
12. Walter Horton - Easy
13. King Biscuit - Hoodoo Party
14. Carey Bell - You Went Away Baby
15. John Mayall - Why Worry
16. Big John Wrencher - Honeydripper
17. Billy Boy Arnold - Back Door Friend
18. Paul deLay - Rode Myself Crazy
19. Sonny Blake - Bring It on Home
20. Whispering Smith - Texas Flood
21. Paul Lamb - Hootin' and Screamin'

led zeppelin

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Eles revolucionaram o rock. E viveram todos os excessos do lema ‘sexo, drogas e rock and roll’. Mais de quarenta anos depois da decolagem, o ‘Led Zeppelin’ mantém seu fascínio sobre uma legião de fãs em todo o mundo. A decolagem foi estrondosa, em apenas dois anos, eles conquistaram o público, fizeram fortuna e destronaram os ‘Beatles’. E se consagraram como a maior banda dos anos 70. O pouso veio em 1980, com a morte de John Bonham. O público, por sua vez, não deixou o fascínio de lado.

led zeppelin logo‘Swan Song’, o símbolo que o Led Zeppelin adotou como logotipo de sua gravadora, foi inspirado num quadro pintado em 1851 por William Rimer intitulado ‘Evening Fall Of Day’, que representa Apollo, o Deus grego do Sol.

Cada integrante era representado por um símbolo diferente. Apenas os dois símbolos do meio são runas, mágicas e proféticas, as runas faziam parte da tradição cultural dos vikings, segundo o mito, essas pequenas peças foram encontradas pelo deus Odin que as divulgou entre seu povo como símbolos de sabedoria e do conhecimento de todos os mistérios dos deuses e dos homens. Os outros dois são símbolos mágicos.

O símbolo relacionado ao guitarrista Jimmy Page, geralmente é associado a palavra, ZoSo. O símbolo foi desenhado pelo próprio Jimmy Page e apareceu pela primeira vez no livro Ars Magica Arteficii, de 1557, escrito pelo alquimista Gerolamo Cardano, onde é identificado como um símbolo composto por signos do zodíaco. O símbolo era muito utilizado para representar o planeta Saturno em rituais de magia. Jimmy Page é de Capricórnio, um signo comandado por Saturno. O símbolo parecido com a letra Z é comumente associado a Saturno na astrologia. A outra parte do símbolo de Page (oSo) é parecido com o símbolo alquímico do Mercúrio, também muito associado a Saturno. O que o símbolo representa para Jimmy Page, no entanto, é um mistério, uma vez que ele nunca revelou publicamente o seu significado.

O símbolo do baixista John Paul Jones é composto por 3 formas ovais que se interceptam e são circundadas por um único círculo. O símbolo foi tirado de um livro de runas e simboliza uma pessoa com confiança e competência.

O símbolo do baterista da banda, John ‘Bonzo’ Bonham, os 3 círculos interligados, representa a trindade da mãe, do pai e do filho. O símbolo poderia representar também uma bateria vista de cima. O fato de os símbolos do John Bonham e de John Paul Jones (baixista da banda) serem extremamente semelhantes e combinarem - um sendo a imagem invertida do outro - não é por acaso. No jazz - uma das grandes influências da banda - o baixista e o baterista formam partes interligadas de uma seção rítmica. Na verdade, esse símbolo aparecia no rótulo da cerveja Ballantine, que era a favorita de Bonham. Assim, na hora de escolher o símbolo que o representaria, ele decidiu pegar esse emprestado.

O vocalista Robert Plant adotou como símbolo a pena da deusa egípcia Ma'at, que significa verdade, justiça e lealdade, envolta por um círculo impenetrável que significa vida. De acordo com a mitologia egípcia, Anubis, o deus do julgamento e da morte, pegaria o coração daqueles que morreram e colocaria em uma balança juntamente com uma pena de Ma'at. Se o coração fosse mais pesado que a pena, a alma da pessoa iria para o inferno. Se o coração fosse mais leve que a pena, a alma iria para o céu.

led zeppelin 1

John Bonham (bateria); Robert Plant (vocal); Jimmy Page (guitarra); John Paul Jones (baixo)

Os três maiores guitarristas da historia do rock inglês passaram pelo grupo ‘The Yardbirds’, de onde nasceu o ‘Led Zeppelin’ – Eric Clapton, Jeff Beck e Jimmy Page. No ano de sua fundação, em 1963, o quinteto inglês convocou Clapton para substituir um de seus membros. Defensor ferrenho do blues, ele sairia três anos depois, descontente com a posição ‘comercial’ que o grupo tinha assumido. Jeff Beck assumiu sua palheta e, tempos depois, trouxe Jimmy Page como reforço. Quando Beck saiu, Page tornou-se o líder dos 'Yardbirds'. Em 1968, enfrentou a dissolução do grupo e deu inicio ao projeto que se tornaria o ‘Led Zeppelin’. O baterista do ‘The Who’, Keith Moon, foi quem cunhou o nome da banda, poucos anos antes de sua formação. Na ocasião, Jimmy Page, Jeff Beck e Moon tinham flertado com a idéia de formar um novo grupo. Segundo o baterista, o projeto, que não deu certo, teria o peso e a leveza de um zepelim de chumbo – Led Zeppelin. Em 1968, Page lembrou da comparação e achou que o contraste resumia bem o som do grupo recém formado. O dirigível, que estampou a capa do primeiro álbum, tornou-se também a principal marca da banda.

O ex-empresário dos Yardbirds, Peter Grant, trabalhou junto com Jimmy Page na criação da banda. O ‘quinto Zeppelin’ como era chamado pelos próprios integrantes, ficou famoso por administrar os negócios do grupo com mãos de ferro – e também pelo colossal porte físico. Foi dele a bem-sucedida estratégia de lançar a banda nos EUA, alem disso, postou-se contra a gravação ou transmissão das apresentações ao vivo. ‘Se você gosta do ‘Led Zeppelin’, compre um ingresso e vá vê-lo’, dizia. As estratégias ajudaram a fidelizar o publico, levando multidões aos estádios e os álbuns ao topo das paradas. Grant morreu em 1995, fulminado por um ataque cardíaco.

led zeppelin 2

O ‘Led Zeppelin’ não se consagrou apenas como a maior banda dos anos 70. Foi também a mais devassa, pelo uso de drogas e bebedeiras. Nos hotéis, andavam de motocicleta pelos corredores e atiravam sofás e TVs pelas janelas. Robert Plant costumava gritar que era um ‘deus dourado’ quando ia à janela ou à sacada. Tietes que acompanhavam a banda onde quer que fosse alimentavam orgias carregadas a álcool e drogas. A preferência por garotas menores de idade também rendeu muitas polêmicas para o histórico pervertido do Zeppelin. Durante o auge de sua carreira, a banda levou ao extremo a alcunha de megabanda. Além dos shows que chegavam a quatro horas de duração, eles tinham um Boeing particular para se locomover entre uma turnê e outra. O ‘Starship’, como o chamavam, trazia o nome do grupo estampado.

robert plantEnquanto Robert Plant conquistava o publico com sua voz aguda e performance lasciva, que ia do erótico ao caótico em poucos segundos, Jimmy Page fascinava multidões pelo exímio músico que era, e continua sendo. Um dos momentos mais celebrados dos shows do ‘Led Zeppelin’ acontecia durante a musica ‘Dazed and Confused ‘, quando Page tocava sua guitarra com um arco de violino, que geralmente acabava destruído. Page também foi um dos responsáveis pela popularização da guitarra dupla, que usava durante a execução de ‘Stairway to Heaven’. Robert Plant tinha 19 anos quando foi recrutado por Jimmy Page para assumir os vocais do ‘Led Zeppelin’. Cantava em bandas de blues desde os 14 anos. A última delas se chamava ‘Hobbstweedie’, de Birmingham, no norte da Inglaterra. Anos depois do primeiro encontro de Plant, Page disse que não entendia como o cantor ainda era desconhecido naquela época, tamanho o seu talento. Sua presença no palco e a química com Page tinha eco em outras duplas famosas do Rock, como Mick Jagger e Keith Richards, alem de influenciar tantas outras, como o Aerosmith e o Guns’s Roses. Seu interesse por temas esotéricos e pelo folclore inglês encontra-se em boa parte das músicas do ‘Led Zeppelin’. A letra de ‘Stairway to Heaven’ foi composta quase que instantaneamente, baseada nas leituras de Plant. O cantor firmou uma carreira solo concreta depois do fim do Zeppelin, pontuada por projetos em parceria com Page.



jimmy pageAo falar dos costumes e manias do Led Zeppelin, um assunto é obrigatório: o interesse coletivo por assuntos místicos, mais exercidos por Jimmy Page e Robert Plant. As capas de alguns álbuns traziam imagens folclóricas e esotéricas. Algumas letras relembravam antigos contos da cultura celta ou faziam alusões à correntes místicas da época. Talvez o maior expoente desse interesse fosse a obsessão de Jimmy Page por magia negra e ocultismo. Uma de suas principais ações neste campo foi a compra de uma mansão que pertenceu à Aleister Crowley, famoso ocultista inglês. Além disso, o guitarrista chegou a ter uma loja com artigos dedicados ao lema. Durante anos, esses costumes alimentaram o imaginário do puúblico e da imprensa. ‘Stairway to Heaven’, por exemplo, suscitou um dos maiores boatos ao redor do grupo, dizia-se que, se a faixa do disco fosse reproduzida de trás para a frente, mensagens satânicas eram ouvidas.



john paul jonesFilho de um pianista e uma cantora, o baixista John Paul Jones foi um profissional respeitado e muito requisitado na década de 60. Antes da formação do ‘Led Zeppelin’, tinha trabalhado como arranjador para os Rolling Stones, Donovan, Jeff Beck e Burt Bacharach. A partir da década de 80, com a dissolução do grupo, ficou de fora dos projetos pessoais de Page e Plant. O fato não afetou sua carreira solo. Jones continuou a trabalhar como compositor e produtor, voltando a colaborar com os Stones e produzindo um álbum do R.E.M. Sua carreira pós-Zeppelin conta com quatro álbuns, alguns solo e outros com parcerias. Em sua maioria, bem recebidos pela critica.



john bonhamJohn Bonham teve vários apelidos. Além de ‘Bonzo’, o mais conhecido, era também chamado de ‘The Beast’, talvez o que lhe caia melhor. A violência como atacava sua bateria tornou-se componente fundamental do som do Zeppelin. Assim como Page, o baterista tinha seus momentos apoteóticos durante os shows, principalmente na música ‘Moby Dick’. A imagem de monstro também se construiu sobre alguns rompantes de mau-humor e constantes bebedeiras. Mas, segundo seus companheiros, o monstro também tinha um outro lado, era uma pessoa doce, que lembrava um urso amigo. Em 1980, John Bonham morreu em consequência de uma overdose alcoólica na casa de Jimmy Page. Devastados pelo acontecimento a separação da banda foi anunciada no mesmo ano. Em 1985, no concerto beneficente ‘Live Aid’, Robert Plant, Jimmy Page e John Paul Jones se juntaram e interpretaramm alguns clássicos da banda, o que bastou para rumores de uma provável volta do ‘Led Zeppelin'. (fonte: revista veja)

led zeppelin - stairway to heaven


Early Days: The Best of Led Zeppelin, Vol. 1    Latter Days: Best of Led Zeppelin, Vol.2

The Best of Led Zeppelin (1999)
Volume 1: Early Days    |    Volume 2: Latter Days

Volume 1: Early Days
01. Good Times, Bad Times 02. Babe I'm Gonna Leave You 03. Dazed and Confused 04. Communication Breakdown 05. Whole Lotta Love 06. What Is and What Should Never Be 07. Immigrant Song 08. Since I've Been Loving You 09. Black Dog 10. Rock and Roll 11. The Battle of Evermore 12. When the Levee Breaks 13. Stairway to Heaven

Volume 2: Latter Days
01. The Song Remains the Same 02. No Quarter 03. Houses of the Holy 04. Trampled Underfoot 05. Kashmir 06. Ten Years Gone 07. Achilles Last Stand 08. Nobody's Fault But Mine 09. All My Love 10. In The Evening

queensrÿche

queensrÿcheEm 1979, a banda ‘Joker’ dá início ao ‘Queensrÿche’, banda de rock progressivo formada em 1981 próximo a Seatle, Washington pelo guitarrista Michael Wilton com alguns amigos do colégio. Michael Wilton era um vocalista clone de David Lee Roth e a banda ‘Joker’ não tinha nenhuma composição própria, apenas covers de bandas como ‘Judas Priest’, ‘Scorpions’ e ‘Van Halen’. Michael Wilton era mais conhecido pelas suas habilidades em três esportes tipicamente americanos: o baseball, o basquete e o futebol americano. Com a entrada do guitarrista Chris DeGarmo a banda resolveu participar de um concurso local. Foi eliminada na primeira etapa. ‘High Roller’ outra banda local, igualmente eliminada, foi desfeita. Portanto, seu guitarrista solo, Jeff Olson, vindo de uma família rica e, por isso, com um excelente equipamento ficou sem banda. Ao mesmo tempo, Chris DeGarmo, da 'Joker', tinha que pedir amplificadores emprestados para poder tocar, situação que irritava o vocalista Michael Wilton, estrela do grupo. Conclusão: DeGarmo foi despedido. Cansado dos estrelismos de Michael Wilton, o baterista também sai da banda e esta deixa de existir. Michael Wilton aproveita para estudar em colégios de música e montar mais uma banda, o ‘Cross + Fire’, ao lado do baterista Scott Rockenfield que conhecera e que tinha a mesma paixão de Wilton, uma nova descoberta inglesa chamada ‘Iron Maiden’. Completando o time, de volta novamente, Chris DeGarmo e Mark Hovland. Sendo assim, ‘Cross + Fire’ tocava nos clubes locais, covers do ‘Iron Maiden’ e do ‘Krokus’. Nada entusiasmado, como os outros, em relação ao ‘Iron Maiden’, Mark Hovland sai e a banda fica sem o seu baixista e vocalista. O problema foi resolvido com a entrada do baixista Eddie Jackson. O ano era 1981, e inspirados pelo mais recente álbum do ‘Black Sabbath’, resolvem mudar o nome de ‘Cross + Fire’ para ‘The Mob’. Só faltava um vocalista. Conheceram então Geoff Tate durante o festival ‘Metalfest '81’ e não tiveram a menor vergonha de o convidarem para cantar nesse festival. Apesar do resultado positivo, Geoff não permaneceu na banda após o evento.

queensrÿche - 1983

Chris DeGarmo, Micheal Wilton, Geoff Tate, Eddie Jackson e Scott Rockenfield (1983)

No ano seguinte, Geoff Tate, Chris DeGarmo, Michael Winton, Scott Rockenfield e Eddie Jackson entraram no estúdio para gravar apenas quatro músicas. A música ‘Queen of the Reich’, com relativo sucesso local, fez com que a banda passasse a se chamar ‘Queensrÿche’, e assim deu o primeiro grande passo para o sucesso e o prestígio que hoje ostenta. Em 1983, depois de uma rádio local de Washington tocar algumas canções do ‘Queensryche’, a banda assina um contrato com uma grande gravadora e fazem concerto ao lado de Dio e de bandas renomadas como o ‘Quiet Riot,’ e ‘Twisted Sister’. Em 1984 é lançado o primeiro álbum da banda, ‘The Warning’, gravado em Londres, disco que se tornaria um dos clássicos do rock em pouco tempo. ‘Rage For Order’ sai no ano seguinte, consolidando o estilo da banda. Em 1986 a banda sai em turnê, desta vez com ‘AC/DC’ e ‘Ozzy Osbourne’. O ‘Queensrÿche’ já havia conquistado milhares de fãs por todo o mundo. ‘Operation: Mindcrime’ lançado em 1988 e produzido por Peter Collins, é um álbum conceitual, uma ópera rock de crítica social, disco aclamado e considerado o melhor por muitos fãs. Mas é em 1990, com o álbum ‘Empire’, também produzido por Collins, que a banda atinge a grande mídia. É desse álbum a famosa ‘Silent Lucidity’ que rendeu um vídeo musical na MTV. Nesta turnê, a banda visita o Brasil pela primeira vez, se apresentando no Rock In Rio II.

queensrÿche

'Queensrÿche' retorna ao brasil em abril de 2012

Em 1998, Chris DeGarmo deixou a banda e foi substituído por Kelly Grey. Em 2003, a banda anuncia a volta de DeGarmo, mas apenas para gravar o novo disco e sair em turnê, como se fosse um músico contratado. Chris DeGarmo decide não mais sair em turnê e é contratado Mike Stone como guitarrista efetivo e em 2006 gravam a sequência do álbum conceitual ‘Operation:Mindcrime II’. Seguido de outro álbum conceitual em 2009, o ‘American Soldier’, que conta diversas histórias de soldados americanos por inúmeras guerras. Mike Stone anunciou que não faria uma turnê para divulgar o disco e retirou-se da banda. ‘Queensrÿche’, antes um quinteto, pioneiro em aliar a música progressiva de bandas como ‘Yes’, ‘Genesis’ e ‘Pink Floyd’ ao thrash metal e ao hard rock, agora um quarteto sem Mike Stone nas guitarras, lança em 2011, o álbum semi-conceitual ‘Dedicated To Chaos’, que teve grande divulgação, mas pouca aceitação entre os fãs. Muito da característica da banda se perdeu nas 16 músicas.

queensrÿche - I dream in infrared


queensrÿche - the warning (1984)    queensrÿche - rage for order (1986)

The Warning (1984)    |    Rage for Order (1986)

Tracklist: The Warning
01. Warning 02. En Force 03. Deliverance 04. No Sanctuary 05. NM 156 06. Take Hold of the Flame 07. Before the Storm 08. Child of Fire 09. Roads to Madness 10. Prophecy

Tracklist: Rage for Order
01. Walk in the Shadows 02. I Dream in Infrared 03. The Whisper 04. Gonna Get Close to You (Lisa DalBello cover) 05. The Killing Words 06. Surgical Strike 07. Neue Regel 08. Chemical Youth (We Are Rebellion) 09. London 10. Screaming in Digital 11. I Will Remember

queensrÿche - operation mindcrime (1988)    queensrÿche - empire (1990)

Operation Mindcrime (1988)    |    Empire (1990)

Tracklist: Operation Mindcrime
01. I Remember Now 02. Anarchy-X 03. Revolution Calling 04. Operation: Mindcrime 05. Speak 06. Spreading the Disease 07. The Mission 08. Suite Sister Mary 09. The Needle Lies 10. Electric Requiem 11. Breaking the Silence 12. I Don't Believe in Love 13. Waiting For 22 14. My Empty Room 15. Eyes of a Stranger

Tracklist: Empire
01. Best I Can 02. The Thin Line 03. Jet City Woman 04. Della Brown 05. Another Rainy Night (Without You) 06. Empire 07. Resistance 08. Silent Lucidity 09. Hand On Heart 10. One & Only 11. Anybody Listening?

the best of queensrÿche – sign of the time (2007)

The Best of Queensrÿche (2007)
Sign of the Time
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Queen of the Reich 02. Warning 03. Walk in the Shadows 04. Take Hold of the Flame 05. The Lady Wore Black 06. I Don´t Believe in Love 07. Eyes of a Stranger 08. Silent Lucidity 09. Bridge 10. Jet City Woman11. Another Rainy Night (Without You) 12. Sign of the Times 13. I Am I 14. Real World 15. Some People Fly 16. Until There Was You 17. All the Promises

Tracklist CD 2
01. Take Hold of the Flame 02. Walk in the Shadows 03. Before the Storm 04. Waiting for the Kill 05. No Sanctuary 06. Prophecy 07. I Dream in Infrared 08. Dirty Lil Secret 09. Last Time in Paris 10. Scarborough Fair 11. Della Brown 12. Someone Else? 13. Silent Lucidity [Live] 14. Chasing Blue Sky 15. Justified

procol harum

procol harumA história do ‘Procol Harum’, banda de rock progressivo, começa na Inglaterra em 1959, quando cinco estudantes se reuniram depois de um concurso local de bandas. O grupo foi denominado ‘The Paramounts’ que era especialista em ‘covers' de Ray Charles, James Brown, Elvis, Gene Vincent, Fats Domino e bandas inglesas. O grupo era formado por Gary Brooker (teclados), Bob Scott (vocais), Robin Trower (guitarra), Chris Copping (baixo) e Mick Brownlee (bateria). Uma noite, quando Bob Scott faltou, Gary Brooker assumiu os vocais. Assistidos pelos 'Rolling Stones', foram convidados para participar do circuito musical da época. A partir de então, eles procuraram ampliar seu repertório, com as novidades da América, o R&B e o soul, Ray Charles e James Brown e em 1963 decidiram se profissionalizar.

Em 1966 a banda que a gravadora julgava ser a sucessora dos Beatles e dos ‘Hollies’ se tornou banda de apoio para Sandie Shaw e Chris Andrews em tournées, e foi dissolvida. Gary Brooker não se conformou e avaliou que seria necessário produzir o próprio material e começou a compor. Ao conhecer Keith Reid e lendo letras que ele escrevera decidiu trabalhar em cima delas, musicando-as. Eles não encontraram ninguém que se dispusesse a cantá-las, então Gary decidiu ele mesmo fazê-lo. Começou a procurar músicos para formar uma banda, entrou em contato com Robin Trower e fez o convite para que ele fosse o guitarrista de sua nova banda: 'Procol Harum'. O nome que significa, em latim, 'longe destas coisas', acentuava esse novo sentimento, e logo foram contratados. Tudo revelava que era uma banda com músicos soberbos, e preparava a cena para o que estava por vir.

Gary Brooker e Keith Reid        Robin Trower

Seu primeiro single, 'A Whiter Shade Of Pale' foi gravado em 1967, e se tornou sucesso mundial da noite para o dia. A música inspirada na 'Ária para a corda Sol' de Bach mesclada com blues inspirados em Ray Charles cativou o público e foge a qualquer classificação. O dueto de órgãos e a letra surreal de Keith Reid deram a 'Whiter Shade' uma sensação de magia e fantasia com uma dose de misticismo e permanece na lista dos maiores rock de todos os tempos, desde então. Em em maio de 1977, o ‘Procol Harum’ deu o seu adeus. Eles acharam que tinham dito tudo o que podia ser dito. Voltaram a se reunir, para uma apresentação especial ao vivo. 'A Whiter Shade of Pale' havia vencido, empatada com 'Bohemian Rapsody' do Queen, a escolha de melhor single inglês dos últimos 25 anos. ‘The Paramounts’ e ‘Procol Harum’ legaram boa música e projetaram Robin Trower como grande guitarrista.

procol harum - a souvenir of london


Secrets of the hive - The best of  Procol Harum

Secrets of the Hive (2007)
(The best of Procol Harum)
CD 1    CD 2

Tracklist: CD 1
01. A Whiter Shade of Pale 02. A Christmas Camel 03. Quite Rightly So 04. Long Gone Geek 05. All This and More 06. Whisky Train 07. Broken Barricades 08. Simple Sister 09. A Salty Dog [Live] 10. Fires (Which Burnt Brightly) 11. Bringing Home the Bacon 12. Beyond the Pale 13. Nothing But the Truth 14. Something Magic 15. Holding On 16. Into the Flood [Live] 17. An Old English Dream 18. Repent Walpurgis

Tracklist: CD 2
01. Homburg 02. She Wandered Through the Garden Fence 03. Magdalene (My Regal Zonophone) 04. Shine on Brightly 05. Devil Came from Kansas 06. Whaling Stories 07. Power Failure 08. Conquistador [Live] 09. Grand Hotel 10. Souvenir of London 11. Idol 12. As Strong as Samson 13. Pandora's Box 14. (You Can't) Turn Back the Page 15. Dream in Ev'ry Home 16. This World Is Rich (For Steven Maboe) 17. Weisselklenzenacht (The Signature)

factotum | kristin asbjørnsen

Factotum (2005)Kristin Asbjørnsen é uma cantora e compositora norueguesa de jazz com uma voz única, marcante e melancólica, às vezes distorcida, que vem causando euforia entre os amantes de jazz e críticos de música. No histórico de sua carreira, Asbjørnsen possui experiência em combinar poesia com música. Em 2005. Kristin fez a sua estréia como compositora para o cinema americano no filme ‘Factotum’, baseado em um romance de Charles Bukowski publicado em 1975. ‘Factotum’, o filme, se baseia não apenas no livro homônimo como também em trechos de várias outras obras de Bukowski. O filme do cineasta norueguês Bent Hamer, selecionado para o Festival de Cannes, e a trilha sonora receberam aclamação internacional.

Charles Bukowski sempre despertou sentimentos contrários entre si quanto a luz e a escuridão. Bukowski é do tipo de autor que se ama ou odeia. O filme acompanha as desventuras desse anti-herói marginalizado por opção pessoal. kristin asbjørnsenO CD traz várias faixas com os próprios poemas de Bukowski cantados por Kristin, e o resultado é elegante e consegue capturar os interesses e o universo do poeta. É um trabalho eclético, com diversos estilos musicais, intimista com apenas piano e cordas em ‘On the Bus’ e ‘Reunion’ e também na triste e belíssima melodia de 'Slow Day', guitarras e baixo elétricos na movimentada ‘Pickles’, ‘I Wish to Weep’ empresta violinos vitorianos à poesia de Bukowski. Uma trilha sonora fantástica, desta enigmática e magnífica cantora norueguesa. Profundamente melancólica e sensual são a voz e a música de Asbjørnsen, uma combinação extremamente atraente que hipnotiza e me encanta profundamente. Em 2006 Kristin lançou seu álbum solo, ‘Wayfaring stranger – a spiritual songbook’ com base em suas interpretações da African-American Spirituals. Seu novo álbum aclamado pela crítica é ‘The night shines like the day’.

kristin asbjørnsen - I wish to weep


Kristin Asbjørnsen – Factotum (2005)

Factotum (2005)

Tracklist
01. On The Bus 02. Reunion 03. I Wish To Weep 04. Farewell 05. Slow Day 06. Ice Plant Overture 07. Pickles 08. Still Awake 09. Quirky Waltz 10. Dreamland 11. Slow Day Fragments 12. My Garden 13. In The Kitchen 14. Beside You 15. Drunk Driving 16. Remembering 17. Shoes 18. If You're Going to Try 19. Horse Race Groove 20. Farewell 21. Slow Day (Lost Love Chords Version)

chet baker

chet bakerChesney Henry Baker Jr. nasceu em 1929 e foi criado em uma fazenda de Oklahoma. Morreu em 1988 ao cair da janela de um hotel em Amsterdã. A causa do acidente tem duas versões: suicídio ou excesso de drogas. O que dá no mesmo. Foi um trompetista de jazz. Na infância, começou a cantar na igreja e ganhou um trompete do pai, guitarrista amador de bandas de country, de quem herdou a paixão pela música. Aos 17 anos, acrescentou um ano em seus documentos e alistou-se no Exército. Sendo transferido para Berlim começou a tocar em bandas militares. É nesse período que ouve jazz pela primeira vez, pela rádio do exército. Ao sair do exército parte para Los Angeles e começa a estudar teoria musical. Iniciou a sua carreira de sucesso com Charlie Parker quando este estava à procura de um trompetista para acompanhá-lo em sua turnê pelos Estados Unidos e Canadá. Baker tinha grande afeição por Charlie Parker, por sua gentileza, honestidade e pela maneira como protegia os músicos da banda, tentando mantê-los longe da heroína que tanto lhe corroia. Amante do jazz, Baker não tardou em conquistar o sucesso, sendo apontado como um dos melhores trompetistas do gênero. Em seguida, entrou para o ‘Gerry Mulligan Quartet’, que criou o estilo ‘west coast’, um estilo de jazz mais calmo, menos frenético cujas músicas caracterizavam-se por composições mais elaboradas. Tempos depois, Chet conquistou um novo público ao lançar-se como cantor, à frente do próprio quarteto. Sua versão de 'My Funny Valentine' com Mulligan é clássica.

chet baker & miles davisChet Baker & Miles Davis

Apesar do sucesso, sua vida ia de mal a pior, com seguidas detenções por porte de heroína. Na Itália, onde morou nos anos 60, passou mais de um ano preso. O vício deteriorou sua reputação nos Estados Unidos, embora ele ainda fosse aclamado na Europa. Em 1964 volta aos EUA, agora dominados pelo rock dos Beatles, restando pouco espaço para os músicos de jazz. Nessa mesma época perdeu diversos dentes em conseqüência de um briga em uma negociação de heroína. Chet Baker desceu ao inferno. No início da carreira, encantava as mulheres pela beleza e o canto suave. Vinte anos depois, com o rosto sulcado pela devastadora dependência de drogas, o outrora belo e jovem trompetista aos quarenta anos parecia estar com sessenta, e aos cinqüenta parecia ter oitenta. A vasta obra do músico é dividida em duas fases: a cool, do início da sua carreira, mais ligada ao virtuosismo jazzístico e a segunda parte, quando a sensibilidade na interpretação torna-se ainda mais evidente. Chet Baker gostava também de cantar, com sua voz pequena e frágil criando um modo de cantar no qual a voz era quase sussurrada, influenciando assim a bossa nova. Avesso às partituras, Baker era dotado de extrema criatividade, para tocar as músicas pedia apenas o tom, improvisava com sentimento e paixão. Vale a pena conferir Chet Baker Tribute

    

Chet (1959)    |    Almost Blue (2002)

Chet
Personnel: Chet Baker (trumpet); Pepper Adams (baritone saxophone); Herbie Mann (flute); Bill Evans (piano); Kenny Burrell (guitar); Paul Chambers (bass); Connie Kay, Philly Joe Jones (drums)
Tracklist: 01. Alone Together 02. How High the Moon 03. It Never Entered My Mind 04. 'Tis Autumn 05. If You Could See Me Now 06. September Song 07. You'd Be So Nice To Come Home To 08. Time On My Hands (You In My Arms) 09. You And The Night And The Music 10. Early Morning Mood - (bonus track)

Almost Blue
(Recorded at Club ‘Le Dreher’, Paris, 1984)
01. This Is Always 02. Sweet Martine 03. Beatrice 04. Deep In A Dream 05. Once I Loved
(Recorded in Tokyo,1987)
06. My Funny Valentine 07. I'm A Fool To Want You 08. Almost Blue

    

The Best of Chet Baker Sings (1989)    |    Let's Get Lost (Best of) (2008)

The Best of Chet Baker Sings
01. The Thrill Is Gone 02. But Not For Me 03. Time After Time 04. I Get Along Without You Very Well 05. There Will Never Be Another You 06. Look For The Silver Lining 07. My Funny Valentine 08. I Fall In Love Too Easily 09. Daybreak 10. Just Friends 11. I Remember You 12. Let's Get Lost 13. Long Ago (And Far Away) 14. You Don't Know What Love Is 15. That Old Feeling 16. It's Always You 17. I've Never Been In Love Before 18. My Buddy 19. Like Someone In Love 20. My Ideal

Let's Get Lost (Best of)
01. Let's Get Lost 02. You Don't Know What Love Is 03. But Not For Me 04. Time After Time 05. There Will Never Be Another You 06. Look For The Silver Lining 07. My Funny Valentine 08. I Fall In Love Too Easily 09. That Old Feeling 10. Sad Walk 11. Summertime 12. Lover Man 13. These Foolish Things 14. I'll Remember April 15. Maid In Mexico 16. Easy To Love 17. Band Aid 18. Happy Little Sunbeam 19. Line For Lyons 20. Freeway 21. Cherry 22. Festive Minor

The Lighthouse All Stars (1953)
Chet Baker & Miles Davis

The Lighthouse All Stars
Personnel: Chet Baker (trumpet); Miles Davis (trumpet); Rolf Ericson (trumpet); Jimmy Giuffre (clarinete); Bud Shank (sax alto); Bob Cooper (sax tenor); Russ Freeman, Lorraine Geller & Claude Williamson (piano); Max Roach (drums)
Tracklist:
01. At Last 02. Winter Wonderland 03. Loaded 04. I’ll Remember April 05. Pirouette 06. Witch Doctor 07. ’Round Midnight 08. Infinity Promenade 09. A Night in Tunisia



 let's get lost movieNo documentário ‘Let's Get Lost’, Bruce Weber parece que quis parar o tempo, preservando a ilusão de que nada de trágico aconteceu a Chet Baker desde o início dos anos 50. No álbum composto especialmente para o documentário, na companhia de Frank Strazzeri no piano, John Leftwich no baixo, Ralph Penland na bateria e percussão e Nicola Stilo na guitarra e flauta, nas músicas de Duke Ellington & Billy Strayhorn, Cole Porter, Johnny Burke & Jimmy VanHuesen e Antonio Carlos Jobim, o talento musical de Chet Baker é indiscutível, e estas gravações são um testemunho incrível disso. Cada uma delas é filtrada através do coração e alma de Chet Baker. Há momentos em que parece que ele está pendurando nas notas e carinhosamente acaricia cada canção. A intimidade que ele é capaz de expressar faz parecer que estamos em um mal iluminado clube de jazz. Os músicos são perfeitos em seu apoio e a voz de Baker é o centro de cada arranjo, e não há dor tão clara quanto a expressa na sua voz sussurrada.

O fotógrafo Bruce Webber resgatou Baker e na companhia de fantásticos músicos gravou 12 antológicas canções para um dos mais importantes documentários sobre o famoso representante do cool jazz e do west coast. Weber mostra que Chet Baker mesmo corroído pelo uso contínuo de drogas, era um gênio. Feito em 1988, Weber traça a carreira de Chet a partir da década de 50, tocando com grandes nomes do jazz como Charlie Parker, Gerry Mulligan e o pianista Russ Freeman, até a década de 80, quando seu vício em heroína manteve-o na Europa. Através da justaposição dessas duas décadas, entre clips de arquivamento e imagens de 1987, Weber apresenta um contraste acentuado entre o Baker bonito e sexy que se assemelhava a uma mistura de James Dean e Jack Kerouac e em que ele se tornou: uma triste figura destruída. ‘Let's Get Lost’ começa perto do final da vida de Baker, nas praias de Santa Monica, e termina no Festival de Cannes.

Bruce Weber

Bruce Weber

Bruce Weber aos 16 anos se interessou por Chet Baker quando viu a foto do músico na capa do LP de vinil de 1955 em uma loja de discos de Pittsburgh. Pessoalmente, Weber conheceu Baker, no inverno de 1986 em um clube de jazz na cidade de Nova York e convenceu-o a fazer uma sessão de fotos e o que foi originalmente um filme de três minutos. Eles estiveram um bom tempo juntos e Baker começou a revelar-se a Weber. Posteriormente, Baker foi convencido a fazer mais um filme e as filmagens começaram em 1987. Entrevistar Baker foi um desafio para Weber devido ao vício, mas Weber conseguiu um retrato sonhador de Chet Baker. ‘Let's Get Lost’ teve sua estréia mundial no ‘Festival Internacional de Toronto’ e foi indicado para o Oscar de melhor documentário. O título do filme é de uma canção gravada no álbum ‘Chet Baker Sings and Plays’, o primeiro álbum de Chet Baker que o diretor Bruce Weber comprou quando tinha 16 anos.

Um dos últimos registros de Baker em vida, que foi lançado pouco depois de sua morte, o documentário é difícil de se ver, é devastador testemunhar o que a heroína fez. Nos últimos anos ele era apenas um rascunho do que foi. Seu rosto está cadavérico e ele sempre parece ter alguma dificuldade em permanecer acordado, e em alguns momentos parece que ele passeia por ‘Let's Get Lost’ como um sonâmbulo. Para os críticos Chet morrera décadas antes daquele fatal mergulho da janela de seu quarto em Amsterdã. Até hoje ninguém sabe como ele morreu, se foi suicídio, assassinato ou delírios causados pela droga. Para os fãs, como eu, a voz e o trompete de Chet, mesmo decadente, sempre remeterão a um clima sofisticado e intimista. E eu teimo em querer guardar aquele Chet Baker no seu auge, como uma imagem estranhamente espectral, como alguém preso em um bloco de gelo.

soundtrack - let's get lost (1989)

Let’s Get Lost (1989)
(soundtrack)

Tracklist
01. Moon & Sand 02. Imagination 03. You´re My Thrill 04. For Heaven´s Sake 05. Every Time We Say Goodbye 06. I Don´t Stand A Ghost Of A Chance With You 07. Daydream 08. Zingaro 09. Blame It On My Youth 10. My One And Only Love 11. Everything Happens To Me 12. Almost Blue

chet baker - this I always



dianne reeves

dianne reevesQuem gosta de jazz certamente já ouviu a refinada e grave voz de Dianne Reeves. Nascida em Detroit, Reeves inicialmente relutou em aderir ao jazz, apesar da voz atraente e da capacidade para se tornar uma grande cantora, até ser descoberta e encorajada pelo trompetista Clark Terry em 1976, quando a viu cantar numa banda da Universidade do Colorado, onde estudava. Despontou nos anos 80 e em pouco tempo conquistou uma grande reputação como cantora de jazz. É considerada a herdeira direta das divas Sarah Vaughan e Ella Fitzgerald. Gravou músicas dos brasileiros Dorival Caymmi e Milton Nascimento, mas estes não são os únicos contatos de Dianne com o Brasil, ela já fez turnês com a banda do pianista e compositor brasileiro Sergio Mendes, um dos grandes nomes da fusão de jazz com a música brasileira na década de 60, com quem conheceu o repertório de músicos como Elis Regina e Ivan Lins. Também acompanhou Harry Belafonte e iniciou sua carreira solo em 1982. Além de sua performance eclética, que mistura gospel, jazz, blues, soul e até música brasileira, um dos traços marcantes de Dianne é a capacidade de improvisar. Com sua trajetória já definida como cantora de jazz, Dianne gravou álbuns de boa qualidade técnica e artística. Ganhou o Grammy de melhor vocal de jazz em cada uma de suas últimas três gravações: ‘A Little Moonlight’ de 2003, ‘The Calling’ de 2001 e ‘In The Moment- Live in Concert’ de 2000. Em 2006, Dianne recebeu mais uma vez o prêmio de melhor álbum de jazz vocal pela trilha sonora do filme ‘Good Night, and Good Luck’. Dianne Reeves foi claramente nascida para o jazz. No final de 2002, Reeves trabalhou com o lendário produtor Arif Mardin, de Norah Jones e Aretha Franklin, em seu novo álbum, ‘A Little Moonlight’, uma coleção intimista e muito elogiada por seu trio, o pianista Peter Martin, o baixista Reuben Rogers e o baterista Greg Hutchinson.

dianne reeves - misty


Dianne Reeves - Quiet After the Storm (1995)

Quiet After the Storm (1995)

Tracklist
01. Hello, Haven't I Seen You Before 02. Comes Love (Nothing Can Be Done) 03. Smile 04. Jive Samba 05. The Benediction (Country Preacher) 06. Detour Ahead 07. Yemanja/Sargaco Mar 08. Nine 09. In a Sentimental Mood 10. When Morning Comes (Jasmine) 11. Both Sides Now 12. Sing My Heart

dianne reeves - A Little Moonlight

A Little Moonlight (2003)

Tracklist
01. Loads Of Love 02. I Concentrate On You 03. Reflections (Looking Back) 04. Skylark 05. What A Little Moonlight Can Do 06. Darn That Dream 07. I'm All Smiles 08. Lullaby Of Broadway 09. You Go To My Head 10. We'll Be Together Again

Dianne Reeves - The Best of Dianne Reeves (2002)

The Best of Dianne Reeves (2002)

Tracklist
01. Better Days 02. I Remember (Sky) 03. You Taught My Heart to Sing 04. Endangered Species 05. Old Souls 06. Nine 07. Testify 08. Love for Sale [Live] 09. Afro Blue [Live] 10. River [Live] 11. Lullaby of Birdland 12. Misty 13. Fascinating Rhythm

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