grace jones

grace jonesModelo de alta-costura em Nova Iorque e Paris, nos anos 70, foi apadrinhada pelo artista pop Andy Warhol que a colocou nos palcos do famoso ‘Studio 54’ e a transformou em diva máxima da ‘discotheque’ de New York, onde se apresentava cercada de homens musculosos devidamente acorrentados por ela. Não contente, ela própria entrava numa jaula e bancava a pantera negra. Conhecida por sua personalidade excêntrica essa é Grace Jones, nascida como Grace Mendoza na Jamaica e radicada nos Estados Unidos. Antes de se tornar uma modelo de sucesso em Nova Iorque e Paris, Grace estudou teatro na Universidade Syracuse no estado de Nova Iorque. Miss Jones é uma cantora contralto e domina algumas técnicas de soprano. São duas as formas de cantar que predominam em seu trabalho: o monótono canto-falado como nas canções ‘Private Life’ e ‘Walking In The Rain’, e o modo quase soprano como em ‘La Vie En Rose’ e ‘Slave To The Rhythm’. Além de ser dona de vocais fortes, autoritários e hipnóticos, Jones também toca acordeão.

Altamente estilizada em 1977 estourou com vários hits disco/dance que lhe renderam uma enorme resposta positiva do público gay e a transformaram em musa de Andy Warhol, que a fotografou em incontáveis ensaios. No final da década, Grace adaptou-se à emergente música ‘new wave’, paralelamente a essa mudança musical, mudou de visual que foi criado em parceria com o estilista Jean-Paul Goude, com quem ela teve um filho mais tarde. Adotou um visual severo e andrógino, com um corte de cabelo em formato quadrado, que seria usado em seguida por muitos negros da América na próxima década, e roupas angulares e acolchoadas. Goude usava e abusava dos contrastes raciais e sexuais, transformando a imagem de Grace em algo mais poderoso ainda. Até hoje, é conhecida por esse seu visual singular quanto pela sua música. Com presença marcante, nos anos 80 se tornou uma das mais populares cantoras pop, misturando reggae, rock e música eletrônica.

grace jones com andy warhol e keith haring

Andy Warhol (pintor e cineasta norte-americano, figura maior do movimento de pop art), Grace Jones e Keith Haring (artista gráfico e ativista estadunidense, seu trabalho reflete a cultura nova-iorquina dos anos 80)

grace jones - conan        grace jones - a view to a kill

Grace como 'Zula' no filme 'Conan the Destroyer' e como May Day, no filme '007: A View To A Kill’

O visual agressivo e masculinizado de Grace é uma das marcas registradas dos anos 80, tendo ao lado artistas como Annie Lennox e Boy George, ela foi uma clara influência para o movimento ‘power dressing'. Embora seu último álbum de estúdio tenha saído em 1989, Grace Jones nunca deixou de se apresentar ao vivo por aí. Ela prefere seguir o estilo underground em seus shows, sem grandes divulgações. Também fez sucesso como atriz. O trabalho de Jones em filmes começou com o papel de Zula, uma amazona no filme ‘Conan’ (1984), ao lado de Arnold Schwarzenegger. Em seguida ela fez o papel de May Day, no filme '007: A View To A Kill’ (1985). Interpretações que lhe renderam uma indicação como melhor atriz coadjuvante. A diva black, hoje sexagenária, está de volta na onda dos artistas dos anos 80 que resolveram ressuscitar de uma hora para outra. Recentemente arrasou em festival inglês.

grace jones - vie en rose


Grace Jones – The Ultimate Collection (2006)

The Ultimate Collection (2006)
CD 1    CD 2    CD 3

Tracklist CD 1
01. Vie en Rose 02. Send in the Clowns 03. I Need a Man 04. Do or Die 05. All on a Summer's Night 06. Fame 07. Am I Ever Gonna Fall in Love in New York City 08. Don't Mess with the Messer 09. Sinning 10. Saved 11. Private Life 12. Love Is the Drug 13. Warm Leatherette

Tracklist CD 2
01. Hunter Gets Captured by the Game 02. I've Seen That Face Before 03. Pull Up to the Bumper 04. Nightclubbing 05. Walking in the Rain 06. Demolition Man 07. Nipple to the Bottle 08. Apple Stretching 09. Inspiration 10. My Jamaican Guy 11. Slave to the Rhythm 12. I'm Not Perfect (But I'm Perfect for You) 13. Victor Should Have Been a Jazz Musician 14. Love on Top of Love

Tracklist CD 3
01. Pars 02. Private Life 03. Use Me 04. She's Lost Control 05. Nipple to the Bottle 06. My Jamaican Guy 07. Ring of Fire 08. Man Around the House 09. Living My Life 10. Slave to the Rhythm 11. Sex Drive

alan parsons project

alan parsons projectUm dos rótulos que surgiu ainda antes da virada da década de 70 foi o rock progressivo, fortemente influenciado pela música clássica e pelas inovações tecnológicas. ‘Alan Parsons Project’ não era exatamente uma banda, e sim, conforme o próprio nome indica, uma idéia criada na Inglaterra por Alan Parsons, produtor e engenheiro. Nascido em Londres no ano de 1949, ele começou sua carreira musical como engenheiro assistente nos estúdios EMI, e conquistou fama na indústria musical através de seu trabalho na obra-prima 'Abbey Road' dos Beatles em 1969. Depois disto, Parsons trabalhou com Paul McCartney e também supervisionou gravações de Al Stewart e de outros artistas, mas solidificou sua reputação trabalhando com o ‘Pink Floyd’ no ‘Dark Side of the Moon’. Influenciado pelo conceitual ‘Time Passages’ de Al Stewart, Parsons decidiu começar a criar suas próprias gravações temáticas e juntamente com o compositor Eric Woolfson fundou o ‘Alan Parsons Project’.

Alan ParsonsO grupo era bastante incomum na continuidade dos seus membros. As vocalizações principais eram alternadas entre Eric Woolfson, principalmente nas canções lentas e melancólicas, e uma grande variedade de vocalistas e músicos de estúdio convidados e escolhidos devido às suas características para interpretar e tocar a magnífica e conceitual música de Parsons e Woolfson. Para cada canção Eric gravava uma interpretação vocal que servia de referência para o cantor que fosse convidado para gravar a faixa. O próprio Eric foi o vocalista principal de várias das canções de maior sucesso do grupo, como ‘Time’, ‘Don't Answer Me’ e ‘Eye in the Sky’. A alma do ‘The Alan Parsons Project’, criado em 1975, estava em Alan Parsons e Eric Woolfson, os dois estabeleceram um tipo de colaboração até então inédito na música popular. Essa colaboração uniu a habilidade de Alan Parsons como engenheiro de som e produtor musical com o talento de Eric, nascido em 1945 em Glasgow, que era um advogado, por profissão, mas também um compositor clássico treinado e pianista. Entre 1976 e 1987, os dois artistas colaboraram na concepção, criação e composição de dez álbuns, vendendo mais de 40 milhões de discos. Depois de desfeita a parceria, Woolfson desenvolveu carreira como músico teatral.

Alan Parsons Project – eric woolfsonO ‘Project’ estreou em 1975 com ‘Tales of Mystery and Imagination’, uma coleção inspirada no trabalho de Edgar Allen Poe. De maneira similar, a ficção científica de Isaac Asimov serviu como matéria prima para a gravação de ‘I Robot’, em 1977. Com o álbum de 1980 ‘The Turn of a Friendly Card’, uma meditação sobre o jogo, o ‘Alan Parsons Project’ conseguiu sucesso com o hit ‘Games People Play’. Seu ‘Eye in the Sky’, de 1982, foi sua mais bem-sucedida realização, com a música título. Enquanto ‘Ammonia Avenue’ de 1984 ganhava disco de ouro, os discos posteriores passaram despercebidos. Muitos dos seus títulos, principalmente os primeiros, tinham traços comuns com ‘The Dark Side of the Moon’ dos ‘Pink Floyd’, talvez influenciado pela participação de Alan Parsons como engenheiro de som na produção deste álbum em 1973. Eram álbuns conceituais que começavam com uma introdução instrumental e terminavam com uma canção calma, melancólica e poderosa. Alan Parsons e Eric Woolfson trabalharam juntos para conceber canções notáveis e com uma fidelidade impecável. É o rock como forma de arte.

alan parsons project - eye in the sky


The Essential Alan Parsons Project (2007)

The Essential (2007)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Raven 02. (The System Of) Dr. Tarr and Professor Fether 03. To One in Paradise 04. I Robot 05. I Wouldn't Want to Be Like You 06. Some Other Time - Alan Parsons 07. Day After Day (The Show Must Go On) 08. What Goes Up 09. Eagle Will Rise Again 10. In the Lap of the Gods 11. Lucifer 12. Damned If I D 13. Games People Play14. Time 1. Turn of a Friendly Card: The Turn of a Friendly Card, Pt. 1 16. Turn of a Friendly Card: Snake Eyes17. Turn of a Friendly Card: The Ace of Swords 18. Turn of a Friendly Card: Nothing Left to Lose 19. Turn of a Friendly Card: The Turn of a Friendly Card, Pt. 2

Tracklist CD 2
01. Sirius 02. Eye in the Sky 03. Silence and I 04. Old and Wise 05. Mammagamma 06. Prime Time 07. Ammonia Avenue 08. Don't Answer Me 09. Let's Talk About Me 10. Days Are Numbers (The Traveller) 11. No Answers Only Questions 12. Stereotomy 13. Limelight 14. Sagrada Familia 15. Standing on Higher Ground

popa chubby

popa chubbyCantor, compositor e extraordinário guitarrista, 'Popa Chubby' chegou ao blues através do punk rock, e pelo caminho foi juntando o country, o jazz, o funk e o hip hop e criou um blues rebelde. Nascido no Bronx, cidade de New York, com o nome de Ted Horowitz, em uma família dona de uma loja de doces, cresceu ouvindo jazz e r&b da coleção de discos de 78 rotações de seus pais. Com sete anos foi assistir a um show de Chuck Berry, o seu primeiro ídolo. Aos 13 anos começou a tocar bateria, em 1977 com 17 anos, ouvindo os ‘Rolling Stones’, Jimi Hendrix e Led Zeppelin o fizeram mudar para a guitarra. Ele também gostava de ouvir Ottis Redding, Wilson Pickett, Marvin Gaye e Eric Clapton. No final dos anos 70 o punk rock chegou e Chubby foi contratado para ser guitarrista do artista Screaming Mad George em alguns shows, onde acabou conhecendo o pioneiro do punk Richard Hell que o levou para tocar em sua banda, os ‘Voidoids’.

Em meados dos anos 80 Popa tocava nas ruas de New York e no Central Park quando conheceu o cantor e compositor irlandês Pierce Turner que havia recentemente fechado um contrato para gravar um álbum. Popa foi o guitarrista deste disco. Chubby então formou a ‘Popa Chubby Band’ em 1990, onde também participa como vocalista e compositor. Em 1991 participou e venceu o concurso de talento nacional de blues em Long Beach, Califórnia, e como prêmio, em 1992, inaugurou o festival de blues de Long Beach onde também tocaram James Brown e Chuck Berry. Em 1994 lançou seu primeiro álbum ‘Gas Mone’, mas é ‘Booty and the Beast’, lançado no ano seguinte, que consolida Papo Chubby como um dos mais interessantes artistas do blues contemporâneo, um blues cativante e moderno, com influência do jazz, soul, rap e rock, com letras do dia a dia das cidades. Popa Chubby é o representante do blues da cidade de Nova Iorque ou como ele mesmo diz orgulhosamente: ‘The King of The New York City Blues’.

popa chubby

popa chubby - I´ll be there for you



Ten Years with Popa Chubby Best of (2006)

Ten Years with Popa Chubby Best of (2006)
CD 1    CD 2

CD 1: Studio
01. Angel On My Shoulder 02. Real Thing 03. Laya What Ya Tryin’ To Do 04. Shakedown 05. She Said That Evil Was Her Name 06. Black Hearted Woman feat. Galea 07. Daddy Played The Guitar (And Mama Was A Disco Queen) 08. How’d A White Boy Get The Blues 09. And The Beat Goes On 10. Messin’ With The Kid 11. I Can’t See The Light Of Day 12. Somebody Let The Devil Out 13. I’ll Be There For You 14. I Can’t Quit You Baby 15. Top Ten Reasons Why I Can’t Sleep At Night 16. Young Men 17. A Chaque Jour Suffit Sa Peine (Bônus)

CD 2: Live
01. Caffeine And Nicotine 02. Stoop Down Baby 03. What’s So Great About Rock And Roll 04. New York City Blues 05. Walk On The Wild Side 06. Arlita 07. Hey Joe 08. Sweet Goddess Of Love And Beer 09. Life Is A Beatdown 10. Hallelujah

Projeto que contou com cinco dos melhores bluseiros de NYC, além de Popa.

Popa Chubby Presents New York City Blues Again

Popa Chubby Presents New York City Blues Again (1999)

Tracklist
01. My Last Cigarette 02. Never Make A Move Too Soon 03. Shelter From The Storm 04. Junkie For Your Love 05. Fishnet Stockings and a Long Pair Of Legs 06. Lookey Here 07. Yo Tengo Blues 08. Dancin' Chickens 09. Take Off 10. When You Got A Good Friend 11. Anna Lee 12. Mary Lou 13. Red House 14. Surf 15. Dirty Lie

the yardbirds

postagem relacionada
eric clapton

the yardbirdsNos anos 60, na Inglaterra, o rhythm & blues estava dando os seus primeiros passos e dezenas de grupinhos musicais de garagem estavam surgindo, dentre eles John Mayall e os Rolling Stones. A cena musical inglesa girava em torno do 'Crawdaddy Club’, um clube localizado no subúrbio de Richmond, onde a banda ‘The Rolling Stones’ tocava todo domingo desde 1962, atraindo jovens de várias camadas sociais, entre eles Paul Samwell-Smith (baixo), que com Tony Topham de 15 anos (guitarra), Chris Dreja (guitarra) e Keith Relf (vocais), e até aparecer Jim McMarty não tinha ninguém na bateria, formavam o ‘Metropolitan Blues Quartet’, um quarteto acústico que tocava o blues rural de Robert Johnson e afins. Ao ouvirem os ‘Rolling Stones’, passaram para instrumentos elétricos. E foi esse grupo que Giorgio Gomelsky contratou para ocupar o palco do ‘Crawdaddy Club’ no lugar dos ‘Stones’ quando estes assinaram contrato com uma gravadora e lançaram o primeiro single. Só que, antes do ‘Metropoliton Blues Quartet’ aceitar o convite especial, duas modificações aconteceram de imediato: Eric Clapton substituiu Tony Topham na guitarra solo e a banda passou a se chamar ‘The Yardbirds’, nome inspirado na música do jazzista Charlie Parker. A letra dessa canção falava dos 'vagabundos' que viajavam nos trens, no sul dos Estados Unidos.

the yardbirds com eric clapton

Giorgio Gomelsky, Paul Samwell-Smith, Chris Dreja, Jim McCarty, Eric Clapton e Keith Reif (1964)

E tocavam os mestres negros norte-americanos: Bo Didley, Willie Dixon, Muddy Waters, Chuck Berry, Buddy Guy e Kimmy Reed. E Eric Clapton logo passou a ser aclamado por seu estilo improvisador, que lhe rendeu o apelido de ‘slowhand’. No mesmo ano, 1964, em que lançaram seu primeiro single, ‘I Wish You Would’, excursionaram e gravaram com Sonny Boy Williamsom. Pouco a pouco, o grupo se encaminhava na direção do pop e Eric Clapton não gostou nada do tom comercial que começava a ser dado ao som do grupo. Em protesto, saiu da banda, e se juntou a ‘John Mayall & Bluesbrakers’, substituindo Roger Dean. Jimmy Page foi convidado para preencher a vaga, mas acabou recomendando Jeff Beck.

the yardbirds com jeff beck

Chris Dreja, Jeff Beck, Paul Samwell-Smith, Jim Mccarty e Keith Relf

O primeiro álbum, ‘Five Live Yardbirds’ de 1965, ainda contou com a participação de Clapton. O disco seguinte trazia Jeff Beck cantando em ‘Nazz Are Blue’. Em 1966, Paul Samwell-Smiths resolveu sair e Jimmy Page foi novamente convidado. Os ‘Yardbirds’ agora tinham os dois guitarristas mais criativos: Jimmy Page e Jeff Beck. Jimmy Page não só era um excelente músico como também contava com apoio e respeito de Eric Clapton e John Mayall e larga experiência em estúdios. E Jeff Beck era responsável pela introdução de elementos como a slide guitar, o fuzz, efeitos de feedback, além de suas famosas performances em que tocava sua guitarra com uma só mão e a outra colocava em cima da cabeça, sendo um dos primeiros músicos a popularizar o guitarrista-showman. Uma revista chegou a afirmar que Jimi Hendrix observara Jeff, mostrando interesse por essa técnica em particular.

the yardbirds com jimmy page e  jeff beck

Jimmy Page, Chris Dreja, Jim McCarth, Jeff Beck e Keith Relf

Na última fase e o período mais duradouro da banda, foi lançado um álbum histórico ‘The Yardbirds’ de 1968, que marcou o fim definitivo da banda com a saida de Page que alegou cansaço do trabalho em estúdio, sendo seguido por Jefff Beck. Foi nessa ocasião que Keith Relf e Jim McCarty, mais a irmã de Relf, Jane, Louis Cennamo e John Hawken resolveram formar uma banda totalmente diferente, uma banda com um som mais acústico com misturas de folk, art-rock, e com características progressivas que recebeu o nome de ‘Renaissance’. Outros grandes grupos também tiveram influências dos 'Yardbirds', dentre eles ‘Cream’, ‘Strawbs’ e ‘Led Zeppelin’.

Chris Dreja, que pretendia com Jimmy Page formar o ‘New Yardbirds’, resolveu tentar uma nova carreira em fotografia. Um de deus trabalhos foram as fotos de capa do primeiro álbum do ‘Led Zeppelin’ que chegou a usar o nome 'New Yardbirds' em seus primeiros shows. Keith Relf morreu em 1976 eletrocutado pela guitarra. Paul Samwell-Smith assessorou a carreira de Cat Stevens. Somente na década de oitenta a critica especializada voltaria a refletir e conceder a devida importância que ‘The Yardbirds’ merece, ofuscados em parte, pelas incríveis carreiras de seus guitarristas Eric Clapton, Jeff Beck e Jimmy Page.

the yardbirds - five long years



The Yardbirds Story 1963-66

The Yardbirds Story: 1963-66
CD 1    CD 2    CD 3    CD 4

Tracklist CD 1
01. Smokestack Lightning 02. You Can't Judge A Book By Looking At It's Cover 03. Let It Rock 04. I Wish You Would 05. Who Do You Love 06. Honey In Your Hips 07. Bye, Bye, Bird (with sonny boy williamson) 08. Mister Downchild (with sonny boy williamson) 09. The River Rhine (with sonny boy williamson) 10. 23 Hours Too Long (with sonny boy williamson) 11. A Lost Care (with sonny boy williamson) 12. Pontiac Blues (with sonny boy williamson) 13. Take It Easy, Baby (with sonny boy williamson) 14. Out On The Water Coast (with sonny boy williamson) 15. Western Arizona (with sonny boy williamson) 16. Take It Easy, Baby (with sonny boy williamson) 17. Do The Weston (with sonny boy williamson) 18. Baby, What's Wrong

Tracklist CD 2
01. Boom, Boom 02. Honey In Your Hips 03. Talkin' 'Bout You 04. I Wish You Would (Demo) 05. A Certain Girl (Demo) 06. Slow Walk (with sonny boy williamson) 07. Highway 69 (with sonny boy williamson) 08. My Little Cabin 09. Too Much Monkey Business 10. Got Love If You Want It 11. Smokestack Lightning 12. Good Morning, Little Schoolgirl 13. Respectable 14. Five Long Years 15. Pretty Girl 16. Louise 17. I'm A Man 18. Here 'Tis 19. I Wish You Would 20. A Certain Girl 21. Good Morning, Little Schoolgirl - (Backing Track) 22. Good Morning, Little Schoolgirl - (Backing Track Plus Harmonica) 23. Good Morning, Little Schoolgirl - (Master) 24. I Ain't Got You

Tracklist CD 3
01. For Your Love 02. Got To Hurry (Take 2 - False Start) 03. Got To Hurry (Take 3 - Master) 04. Got To Hurry (Take 4) 05. Putty (In Your Hands) 06. Sweet Music (Take 3) 07. Sweet Music (Take 4) 08. I'm Not Talkin' 09. I Ain't Done Wrong 10. My Girl Sloopy 11. Heart Full Of Soul (Sitar Version) 12. Heart Full Of Soul 13. Steeled Blues 14. Evil Hearted You 15. Still I'm Sad 16. Shapes Of Things 17. Shapes Of Things (alternate take) 18. You're A Better Man Than I 19. I'm A Man 20. New York City Blues 21. The Train Kept A-Rollin' 22. Paff...Bum 23. Questa Volta 24. Mr. Zero (with Keith Relf) 25. Knowing (with Keith Relf) 26. New York City Blues (Stereo remix)

Tracklist CD 4
01. Jeff's Blues (take 1) 02. Jeff's Blues (take 2) 03. Someone To Love, Part One (take 2, instrumental) 04. Someone To Love, Part One (take 4, instrumental) 05. Someone To Love, Part One (take 14, instrumental) 06. Someone To Love, Part One (take 15 vocal) 07. Someone To Love, Part Two 08. Like Jimmy Reed Again 09. Chris' Number (take 1) 10. Pounds And Stomps (XYZ) 11. Pounds And Stomps 12. What Do You Want (take 1) 13. What Do You Want (take 2) 14. What Do You Want (take 3) 15. What Do You Want (take 4) 16. Here 'Tis (Stereo Version instrumental) 17. Here 'Tis (Version For R.S.G.) 18. Crimson Curtain (take 1, Edit) 19. Stroll On 20. I'm A Man (Live In Germany, 1967) 21. Shapes Of Things (Live In Germany, 1967)

divas do jazz

as divas do jazzO jazz, assim como a ópera, sempre teve suas divas, que deram sua contribuição a esse gênero musical. O número das grandes cantoras supera o dos cantores que se destacaram. Para cada Frank há uma Billie, uma Bessie, uma Ella e uma Sarah. Presença constante no jazz, a diva foi mudando de perfil ao longo do tempo. Nos anos 30 e 40, os grandes ícones eram Billie Holiday, Bessie Smith, Anita O'Day. A especialidade não era o virtuosismo vocal, e sim a emoção, proporcionada por fartas doses de aflições românticas, familiares e com drogas. Tudo doia. Nos anos 50 e 60, as divas Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Lena Horne, intérpretes irretocáveis, mostravam sua diversidade no repertório, iam de standards da canção americana a bossa nova e canções dos ‘Beatles’. Elas tudo podiam. Eram épocas ‘de’ ouro.

Nos anos 70 e 80, as cantoras passaram a ser também instrumentistas. Umas recuperavam as raízes blues do gênero e outras incorporavam ritmos africanos. As divas eram Diane Schuur, Nina Simone e a brasileira Eliane Elias. Elas faziam tudo. A nova encarnação de diva surgiu nos anos 90 e 2000. Os atributos eram a sensualidade e o fato de emprestarem um tratamento pop ao jazz, em vez de dar um tratamento jazzístico ao popular. Elas dão um verniz refinado ao pop. A elas faltam a emoção e o virtuosismo técnico de suas antecessoras, mas é gostoso ouví-las. É essa receita que tem garantido o sucesso de intérpretes como Diana Krall, Norah Jones e Jane Monheit. Beldades que cantam, tocam, saem muito bem nas fotos e vendem milhões de discos. Elas dão as cartas na indústria do jazz. Elas são tudo. É a época ‘do’ ouro. (fonte: revista Veja)

sarah vaughan – misty


Jazz Divas: Gold (2007)

Jazz Divas: Gold (2007)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Ella Fitzgerald – A-Tisket, A-Tasket
02. Helen Humes & Count Basie – Blame It On My Last Affair
03. Billie Holiday – Lover Man
04. Lena Horne – Take Love Easy
05. Billie Holiday – Good Morning Heartache
06. Peggy Lee – Black Coffee
07. Sarah Vaughan – Lullaby Of Birdland
08. Helen Merrill – Born To Be Blue
09. Dinah Washington – Blue Gardenia
10. Anita O’Day & Gene Krupa – Let Me Off Uptown
11. Carmen McRae – My Funny Valentine
12. Sarah Vaughan – Misty
13. Dinah Washington – This Bitter Earth
14. Morgana King – Body And Soul
15. Nancy Wilson & Rusty Bryant – Don’t Tell Me
16. Cleo Laine – Early Autumn
17. Ernestine Anderson – Harlem Nocturne
18. Etta James – These Foolish Things

Tracklist CD 2
01. Ella Fitzgerald – Mack The Knife (Live)
02. Freda Payne – After The Lights Go Down Low
03. Astrud Gilberto – I Will Wait For You
04. Lorez Alexandria – Show Me
05. Nina Simone – I Loves You Porgy (Live)
06. Gloria Lynne – Joey, Joey, Joey
07. Marlena Shaw – Go Away Little Boy
08. Annie Ross – Twisted
09. Blossom Dearie – Surrey With The Fringe On Top
10. Sheila Jordan – The Inch Worm
11. Betty Carter – My Favorite Things
12. Nina Simone – My Baby Just Cares For Me (Live)
13. Shirley Horn – Here’s To Life
14. Cassandra Wilson – Angel
15. Abbey Lincoln – I Must Have That Man (Live)
16. Dee Dee Bridgewater – Shiny Stockings (Live)
17. Teri Thornton – Somewhere In The Night

The Ultimate Diva Collection (2003)

The Ultimate Diva Collection (2003)

Tracklist
01. Ella Fitzgerald - How High The Moon
02. Sarah Vaughan - Lullaby Of Birdland
03. Dinah Washington - Teach Me Tonight
04. Billie Holiday - Body And Soul
05. Carmen McRae - You Took Advantage Of Me
06. Anita O'day - Peel Me A Grape
07. Blossom Dearie - Someone To Watch Over Me
08. Nina Simone - Love Me Or Leave Me
09. Shirley Horn - Come Dance With Me
10. Gloria Lynne - I'm Gonna Laugh You Right Out Of My Life
11. Astrud Gilberto - Fly Me To The Moon
12. Peggy Lee - I Don't Know Enough About You
13. Etta James - A Sunday Kind Of Love
14. Natalie Cole - It's Crazy
15. Helen Merrill - You'd Be So Nice To Come Home To
16. Ernestine Anderson - It Don't Mean A Thing (If It Ain't Got That Swing)

david bowie

david bowieA importância do britânico David Bowie no mundo da música é inegável. A história começou quando David Robert Haywood-Jones, então com 13 anos de idade, influenciado pelo som de Little Richards, começou a tocar saxofone em algumas bandas de Brixton até 1966. Algumas dessas bandas tinham nomes curiosos como ‘George And The Dragons’, ‘Bo Street Runners’, ‘Kon-Rads’ ou ‘The Hooker Brothers’. Todas contavam com seu grande amigo George Underwood e tocavam uma variação de blues e rhythm n' blues típicos da época. Ao ler artigos sobre John Bloom, um rico homem de negócios, Davie lhe escreve uma carta apontando para a magnífica oportunidade dele poder promover uma banda talentosa. Admirando a ousadia, Bloom respondeu sua carta oferecendo o nome e telefone de um empresário, Leslie Conn. Foi dessa maneira que ‘Davie Jones & The King Bees’, cuja formação era com Roger Bluck na guitarra, Frank Howard no baixo, Bob Allen na bateria, além do George Underwood e o próprio Davie Jones tocando sax, conseguiram o contato com Leslie, que gostou do que ouviu. Gravaram um compacto que não rendeu nenhum lucro e a banda pouco depois se dissolveu.

A partir daí decidiu se lançar em carreira solo e mudou seu nome para David Bowie, para não ser confundido com o Davy Jones, vocalista dos ‘Monkees’. Três anos depois, conseguiu entrar pela primeira vez nas paradas inglesas com ‘Space Oddit’, inspirado em ‘2001 – Uma Odisséia no Espaço’. Os anos 70 impulsionaram a carreira de Bowie em todo o mundo. A nova criação de Bowie fica por conta das influências de um cruzamento entre o glitter de Marc Bolan com a atitude agressiva e suicida de Iggy Pop, mais uma pitada do britânico Vince Taylor, um dos primeiros roqueiros da era pré-Beatles de 1958. Nasce o alienígena andrógino pop star, Ziggy Stardust, uma estrela marciana pronta a seduzir e a manipular os habitantes da Terra.

david bowie

seu personagem mais famoso, o extraterrestre Ziggy Stardust.

Ziggy Stardust é uma criatura sexualmente ambígua, de cabelos cor de fogo e roupas brilhantes, um misto de deus e demônio, que comanda a banda ‘The Spiders From Mars’. O LP ‘The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars’, onde ele deu vida ao seu mais famoso personagem é até hoje tido como obra-prima roqueira do artista. Refletia uma crise de identidade na sociedade, que se transformou num clássico, numa referência. A capa de Brian Ward, é considerada uma obra-prima. David Bowie a partir deste momento é tratado como mega estrela pela mesma imprensa que o ignorou anos antes. Depois de Ziggy Stardust, nada mais foi igual e Bowie atingiu o caminho do estrelato e da glória. Durante a extravâgancia do personagem Ziggy, sua vida amorosa foi bastante agitada. Bissexual declarado, casado com outra bissexual, sua relação com Angie Bowie foi progressivamente perdendo interesse para o seu sucesso profissional. Neste período, Bowie mantinha uma estável relação triplice com Amanda Lear, musa de Salvador Dali; Cherry Vanilla, atriz de filmes de Warhol; Ava Cherry, uma cantora negra; além de sua esposa. Outras relações ocasionais e paralelas conhecidas ou especuladas incluem Romy Haag, modelo alemã; Oona Chaplin, esposa de Charlie Chaplin; e Elizabeth Taylor, esposa de Richard Burton. Controvérsias sobre seu relacionamento com Lou Reed em plena fase ‘Transformer’, Mick Jagger e Nureyev também existem. Apesar do sucesso mundial de Ziggy, Bowie deixou de interpretá-lo depois de pouco mais de um ano, no início da década de 70.

david bowie, iggy pop e lou reed

David Bowie no auge da sua fase Ziggy Stardust. No centro está o pai do protótipo punk Iggy Pop, cujo LP ‘Raw Power’ de 1972 com os Stooges, tem mixagem de Bowie, produtor do disco. À direita o ícone do rock Lou Reed, sua obra-prima, também de 1972, ‘Transformer’, também tem a participação de Bowie na produção e nos vocais. A foto é do renomado fotógrafo de rock’n’roll Mick Rock.

Cada vez mais interessado musicalmente em soul americano, muda novamente o seu visual e excursiona os Estados Unidos vestido em um terno de cor sóbria e cabelos curtos. A mudança espanta seu público como também a imprensa e sua fama de camaleão começa a se espalhar. É nesta época também que Bowie começa a fazer uma dieta ‘branca’, já que só tomava leite e fazia uso cada vez maior de cocaína. Bowie grava e lança ‘Station To Station’ que contem impressionantes interpretações. Depois de diversas tentativas, Bowie finalmente consegue exorcizar Ziggy Stardust com o ‘Thin White Duke’, um sujeito mais cool, distante e alinhado. Conforme seu envolvimento com cocaína, seu egocentrismo aumenta e criticas surgem. Preocupado em mudar seu ambiente para que essa mudança reflita em sua música, Bowie muda para Berlim. Morando em um apartamento modesto, em cima de uma oficina mecânica, volta a viver uma vida mais simples. Deixa a cocaina e se envolve com música eletrônica alemã e seus próximos álbuns, são altamente influentes para a geração pós punk e o movimento dark da década de 80. Com o movimento neonazista que ressurgia, Bowie muda-se para Nova York. Bowie então dá uma guinada na sua carreira e foge novamente do mundo do rock.

david bowie

Estréia na Broadway a peça ‘O Homem Elefante’, onde a critica o considera excelente. Bowie volta ao Oriente, em uma ilha do Pacífico Sul, para filmar ‘Happy Christmas Mr. Lawrence’, primeiro filme em inglês do cineasta japonês, Nagisa Oshima. Bowie levou com ele para a ilha apenas algumas fitas cassettes de James Brown, Albert King, Johnny Otis, Buddy Guy e mais algumas bandas de R&B do seu tempo de adolescência. Na década de 90, Bowie encontraria o amor de sua vida, a modelo nascida na Somalia, Iman Abul Majid e volta ao estúdio pensando na sua carreira solo. David grava o disco ‘Black Tie White Noise’ que marca a volta de Bowie como saxofonista, instrumento que marcara o inicio de sua carreira. Em 1995, em Nova York, filma ‘Basquiat’, a história de Jean Michel Basquiat, um grafiteiro antisocial das ruas de Nova York descoberto pela elite artística da cidade, graças a Andy Warhol que vê no rapaz um talento autêntico. Bowie faz incrivelmente bem o papel de Andy Warhol, um amigo antigo. David Bowie é considerado um dos nomes da música pop que mais fez uso do uso da imagem em sua carreira. Ele incorporou elementos teatrais para criar vários personagens nos anos 70, ditando modas e tendências.

david bowie - china girl


david bowie - the platinum collection (2005)

The Platinum Collection (2005)
CD 1    CD 2    CD 3

CD 1: Best Of 1969-1974
01. The Jean Genie 02. Space Oddity 03. Starman 04. Ziggy Stardust 05. John, I'm Only Dancing (Sax Version) 06. Rebel Rebel 07. Let's Spend The Night Together 08. Suffragette City 09. Oh! You Pretty Things 10. Velvet Goldmine 11. Drive In Saturday 12. Diamond Dogs 13. Changes 14. Sorrow 15. The Prettiest Star 16. Life On Mars? 17. Aladdin Sane 18. The Man Who Sold The World 19. Rock 'n' Roll Suicide 20. All The Young Dudes

CD 2: Best Of 1974-1979
01. Sound And Vision 02. Golden Years 03. Fame 04. Young Americans 05. John, I'm Only Dancing (Again) 06. Can You Hear Me 07. Wild Is The Wind 08. Knock On Wood (Live) 09. TVC 15 10. 1984 11. It's Hard To Be A Saint In The City 12. Look Back In Anger 13. The Secret Life Of Arabia 14. DJ 15. Beauty And The Beast 16. Breaking Glass 17. Boys Keep Swinging 18. Heroes

CD 3: Best Of 1980-1987
01. Let's Dance 02. Ashes To Ashes 03. Under Pressure 04. Fashion 05. Modern Love 06. China Girl 07. Scary Monsters 08. Up The Hill Backwards 09. Alabama Song 10. Drowned Girl 11. Cat People 12. This Is Not America 13. Loving The Alien 14. Absolute Beginners 15. When The Wind Blows 16. Blue Jean 17. Day-In Day-Out 18. Time Will Crawl 19. Underground

charlie parker

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round midnight

No início da carreira Charlie Parker foi apelidado de ‘Yardbird’ e esse apelido mais tarde foi encurtado para ‘Bird’ e permaneceu como o seu apelido para o resto da sua vida. Parker foi retratado em dois filmes cult. Clint Eastwood dirigiu a cinebiografia ‘Bird’. Bertrand Tavernier, em 'Round Midnight', criou um fictício Dale Turner, visivelmente inspirado nele, e interpretado por outro famoso saxofonista, Dexter Gordon, que nunca tinha trabalhado como ator. Parker é considerado um dos melhores músicos de jazz. Sua reputação como um dos melhores saxofonistas é tal que alguns críticos dizem que ele é insuperável. Os improvisos possuíam uma intensidade, liberdade e virtuosismo até então desconhecidos no jazz. Charlie Parker aprendeu a tocar sax sozinho tentando tirar os sons que vinham de uma vitrola velha. Acontece que a vitrola tinha problemas na velocidade da rotação: a música saía em outro tom. E assim Bird começou a tocar sax em tons que ninguém tocava. Por várias vezes fundiu o jazz com outros estilos musicais, do clássico à música latina, abrindo um caminho seguido mais tarde por outros. Inúmeros músicos têm estudado a música de Parker e absorvido elementos do seu estilo.

Em períodos de muita dificuldade financeira, tocou em orquestras e rompeu com elas e passou a tocar com pequenos conjuntos, principalmente com o grupo de músicos geniais que se reuniam no 'Minton Playhouse', um bar e clube de jazz fundado pelo saxofonista tenor Henry Minton em 1938 localizado no primeiro andar do Hotel Cecil no Harlem. O ‘Minton’ viria a formar o núcleo criativo do bebop, uma das correntes mais influentes do jazz, em suas jam sessions em 1940, onde se apresentavam Thelonious Monk e Kenny Clarke, Charlie Christian, Charlie Parker e Dizzy Gillespie. Segundo alguns jazzistas, as melodias ágeis e velozes desse estilo musical se assemelhavam ao som produzido pelos martelos nas obras das ferrovias americanas. Charlie Parker é juntamente com Dizzy Gillespie, o criador e a principal voz instrumental do bebop. Uma apresentação no ‘Massey Hall’, em Toronto, Canadá, em 53, foi considerada pela crítica como o melhor show de jazz da história. A banda era formada por Parker, Dizzy Gillespie, Bud Powell, Charles Mingus e Max Roach. 'The Quintet - Jazz at Massey Hall’ tornou-se obrigatório na coleção dos jazzófilos.

charlie parker - jazz at massey hall 1953

'The Quintet - Jazz at Massey Hall’ (1953)

Charles Christopher Parker Jr. nasceu no ano de 1920 em Kansas City e teve uma vida pessoal extremamente conturbada. Deixou a escola aos 15 anos e logo aderiu às drogas, que consumiriam sua vida e que o levou à morte prematura aos 35 anos. Mergulhado no álcool e nas drogas, ‘Bird’ morreu em Nova York, de pneumonia e congestão. Seu estado era tão deplorável que o médico responsável pela autópsia supôs que tivesse entre 50 e 60 anos. A pobreza e a tentativa dos jovens de buscar um alívio à vida sofrida fizeram com que as drogas se disseminassem pelos guetos negros das grandes cidades americanas desde o início do século 20. A morfina era uma das drogas mais populares até o fim da ‘Segunda Guerra Mundial’, quando a máfia italiana começou a traficar heroína para os Estados Unidos. Charlie Parker acompanhou tragicamente essa evolução histórica, viciando-se em morfina na adolescência e, mais tarde, substituindo-a pela heroína. Um dos episódios mais dramáticos de sua vida começou com uma crise de abstinência durante uma temporada em Los Angeles, em 46. Sem drogas, porque seu fornecedor tinha sido preso, ele buscou refúgio no álcool, piorando as coisas. Certa noite, bêbado, acabou armando uma tremenda confusão no hotel em que estava hospedado. Detido pela polícia foi confinado durante seis meses em um hospital público, para tratamento. Lá, ele compôs um de seus clássicos, ‘Relaxin' at Camarillo’, cujo título refere-se ao nome do hospital.

charlie parker - embraceable you


charlie parker - portrait (2007)

Portrait (2007)
CD 01    CD 02    CD 03    CD 04    CD 05    CD 06    CD 07    CD 08    CD 09    CD 10

Tracklist CD 1: Groovin' High
01. Swingmatism 02. The Jumpin' Blues 03. Tiny's Tempo 04. I'll Always Love You 05. Romance Without Finance 06. Red Cross 07. Dream Of You 08. Groovin' High 09. Dizzy Atmosphere 10. All The Things You Are 11. Salt Peanuts 12. Shaw 'nuff 13. Hot House 14. Hallelujah 15. Get Happy 16. Slam Slam Blues 17. Congo Blues 18. Takin' Off 19. 20th Century Blues 20. The Street Beat

Tracklist CD 2: Now's the Time
01. Warming Up A Riff 02. Billie's Bounce 03. Now's The Time 04. Thriving On A Riff 05. Meandering 06. Ko-Ko 07. Dizzy's Boogie 08. Flat Foot Boogie 09. Poppity Pop 10. Slim's Jam 11. Diggin' Diz 12. Moose The Mooche 13. Yardbird Suite 14. Ornithology 15. Night In Tunisia 16. Max (Is) Making Wax 17. Lover Man 18. The Gypsy 19. Be-Bop 20. This Is Always

Tracklist CD 3: Bird of Paradise
01. Dark Shadows 02. Bird's Nest 03. Cool Blues 04. Relaxin' At Camarillo 05. Cheers 06. Carvin' The Bird 07. Stupendous 08. Donna Lee 09. Chasin' The Bird 10. Cheryl 11. Buzzy 12. Milestones 13. Little Willie Leaps 14. Half Nelson 15. Slippin' The Bells 16. Dexterity 17. Bongo Pop 18. Dewey Square 19. The Hymn 20. Bird Of Paradise

Tracklist CD 4: Blue Bird
01. Embraceable You 02. Bird Feathers 03. Klact-Oveeseds-Tene 04. Scrapple From The Apple 05. My Old Flame 06. Out Of Nowhere 07. Don't Blame Me 08. Drifting On A Reed 09. Quasimodo 10. Charlie's Wig 11. Bongo Beep 12. Crazeology 13. How Deep Is The Ocean? 14. Another Hair-Do 15. Blue Bird 16. Klaunstance 17. Bird Gets The Worm 18. Barbados 19. Ah-Leu-Cha 20. Constellation

Tracklist CD 5: Parker's Mood
01. Parker's Mood 02. Perhaps 03. Marmaduke 04. Steeplechase 05. Merry-Go-Round 06. Segment 07. Cardboard 08. Passport 09. Star Eyes 10. Ballade 11. Bloomdido 12. My Melancholy Baby 13. Relaxin' With Lee 14. Leap Frog 15. An Oscar For Treadwell 16. Mohawk 17. My Melancholy Baby 18. Relaxin' With Lee 19. Overtime 20. Victory Ball

Tracklist CD 6: Confirmation
01. Oh, Lady, Be Good! 02. A Night In Tunisia 03. Dizzy Athmosphere 04. Groovin' High 05. Confirmation 06. Ko-Ko 07. Embraceable You 08. Ornithology 09. Cheryl 10. Ko-Ko 11. Bird Of Paradise 12. Now's The Time

Tracklist CD 7: What's New
01. Sweet Georgia Brown (Part I + II) 02. Lady Be Good (Part I + II) 03. Ballad Medley 04. What Is This Thing Called Love 05. Jam Blues

Tracklist CD 8: Fiesta
01. Mango Mangue 02. No Noise (Part I + II) 03. My Little Suede Shoes 04. Okiedoke 05. Un Poquito De Tu Amor 06. Why Do I Love You 07. Tico-Tico 08. Fiesta 09. Afro-Cuban Jazz Suite 10. La Cucaracha 11. Mama Inez 12. Estrellita 13. La Paloma 14. Begin The Beguine

Tracklist CD 9: Star Eyes
01. The Opener 02. Lover Man 03. Swedish Schnapps 04. Blues For Alice 05. K.C. Blues 06. She Rote 07. Star Eyes 08. Funky Blues 09. I Can't Get Started 10. What Is This Thing Called Love?

Tracklist CD 10: Just Friends
01. Easy To Love 02. Summertime 03. I Didn't Know What Time It Was 04. If I Should Lose You 05. Just Friends 06. Everthing Happens To Me 07. I'm In The Mood For Love 08. I'll Remember April 09. Dancing In The Dark 10. Out Of Nowhere 11. Laura 12. East Of The Sun 13. They Can't Take That Away From Me 14. Temptation 15. Lover 16. Autumn In New York 17. Stella By Starlight

‘Bird e Diz’ é um álbum de estúdio de Charlie Parker e o trompetista Dizzy Gillespie, gravado primeiramente em 1950 em New York. Duas faixas em destaque na prensagem original, ‘Passport’ e ‘Visa’ foram gravadas por Parker em 1949, sem Gillespie e com um pessoal diferente do que das outras faixas. Produzido por Norman Granz, o álbum contém composições executadas com o padrão bebop, instrumentação de saxofone, trompete, piano, baixo e bateria. E é a gravação colaborativa definitiva de Parker e Gillespie, e também é notável por apresentar uma rápida aparição do pianista Thelonious Monk. Norman Granz é geralmente lembrado também por sua notável posição anti-racista e consequentemente pelas batalhas que lutou pelos seus artistas, dos quais muitos, talvez a maioria, eram negros, em tempos e lugares onde a cor da pele era a causa da discriminação aberta. Em 1955, em Houston, Texas, ele, pessoalmente, retirou os rótulos de ‘brancos’ e ‘negros’, que separavam a audiência no auditório, onde dois concertos estavam sendo realizados por Ella Fitzgerald e Dizzy Gillespie. Preso pela polícia local, depois de algumas negociações foi liberado, no entanto, insistiu na luta contra as acusações, que lhe custou uma imensa soma em dinheiro. Oscar Peterson contou como Granz uma vez insistiu para que taxistas brancos levassem seus artistas negros como clientes, mesmo quando um policial apontava uma pistola carregada em seu estômago. Granz também foi um dos primeiros a pagar para artistas brancos e negros o mesmo salário e dar-lhes igualdade de tratamento, mesmo em pequenos detalhes, como vestiários. Amado por seus artistas, não só porque ele pagava mais do que a média, ele teve três objetivos principais na vida, como ele várias vezes e francamente declarou: lutar contra o racismo, para dar aos ouvintes um bom produto e ganhar dinheiro com música boa.

charlie parker - bird and diz (1950)

Bird & Diz (1950)

Tracklist
01. Bloomdido (Master Take) 02. An Oscar For Treadwell (Alternate Take) 03. An Oscar For Treadwell (Master Take) 04. Mohawk (Alternate Take) 05. Mohawk (Master Take) 06. My Melancholy Baby (Alternate Take) 07. My Melancholy Baby (Master Take) 08. Leap Frog (Alternate Take) 09. Leap Frog (Alternate Take) 10. Leap Frog (Alternate Take) 11. Leap Frog (Master Take) 12. Relaxin' With Lee (Alternate Take) 13. Relaxin' With Lee (Master Take)

‘Jazz at Massey Hall’ é um álbum ao vivo com a apresentação de ‘The Quintet’ em 1953 no Massey Hall em Toronto. O quinteto era composto por vários líderes da época: Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Bud Powell, Charles Mingus e Max Roach. Foi a única vez que os cinco gravaram juntos e foi a última reunião registrada de Parker e Gillespie. Nesta data, Parker tocou um saxofone Grafton, pois havia penhorado seu saxofone, algumas fontes dizem para comprar heroína. Um representante de vendas da Grafton, ou o dono da empresa, pediu para Parker tocar o saxofone. Embora Parker estivesse sob um contrato exclusivo para utilizar apenas um tipo de saxofone, enquanto se apresentasse nos Estados Unidos, fora dos EUA, ele estava livre para usar qualquer sax que quisesse, incluindo este Grafton. Parker foi o mais notável representante de um saxofone Grafton, e este em particular, foi vendido na casa de leilões ‘Christie’ em Londres em 1994, e o comprador foi o Museu do Jazz Americano localizado na cidade de Parker, Kansas City, Missouri. E Charlie Parker também não poderia aparecer na capa do álbum original, também por razões contratuais, assim foi creditado como Charlie Chan, uma alusão ao detetive fictício chinês-americano criado por Earl Derr Biggers. O plano original era para que a Jazz Society e os músicos partilhassem os lucros da apresentação. No entanto, devido a uma luta de boxe entre Rocky Marciano e Jersey Joe Walcott ocorrendo simultaneamente, o público era tão pequeno que a Jazz Society foi incapaz de pagar as taxas dos músicos. Parker foi o único capaz de realmente ganhar dinheiro; Gillespie, por anos e anos, reclamou que não recebeu seus honorários. A nova versão reeditada em 2004 contém o concerto completo, das quais das faixas 5 a 11 são sem Parker e Gillespie, e foi intitulada ‘Complete Jazz at Massey Hall’. A apresentação foi introduzida ao ‘Grammy Hall of Fame’ em 1995, e é, por muitos, considerado o maior concerto de jazz de sempre.

charlie parker - complete jazz at massey hall (2004)

Complete Jazz at Massey Hall (2004)

Personnel: Charlie Parker (alto saxophone); Dizzy Gillespie (trompete); Bud Powell (piano); Charles Mingus (baixo); Max Roach (bateria)
Tracklist: 01. Perdido 02. Salt Peanuts 03. All the Things You Are 04. 52nd Street Theme 05. Drum Conversation - Max Roach 06. Cherokee 07. Enbraceable You 08. Hallelujah (Jubilee) 09. Sure Thing 10. Lullaby of Birdland 11. I've Got You Under My Skin 12. Wee (Allen's Alley) 13. Hot House 14. Night in Tunisia

charlie parker - the essential (1992)

The Essential Charlie Parker (1992)

Tracklist
01. Now's The Time 02. If I Should Lose You 03. Mango Mangue 04. Bloomdido 05. Star Eyes 06. Confirmation 07. My Little Suede Shoes 08. Just Friends 09. Loverman 10. I Got Rhythm 11. Repetition 12. K.C. Blues 13. Relaxing With Lee 14. April In Paris 15. Okiedoke 16. The Song Is You

leonard cohen

leonard cohenA melancolia tem um rosto e seu nome é Leonard Cohen. De ascendência judaica Cohen nasceu na década de 30 em Montreal, Quebec, Canadá, e iniciou a carreira como romancista e poeta na década de 50. E como cantor aos 34 anos gravou seu álbum de estréia, ‘Songs of Leonard Cohen’, na década de 60. Obra prima que tem ou teve lugar de honra na estante de muitos roqueiros famosos, de Kurt Cobain, líder do Nirvana, morto em 1994, a Ian McCulloch, cantor do grupo inglês 'Echo & the Bunnymen'. Com voz grave e por suas letras contundentes e canções com elevadas doses de melancolia, é um poeta extraordinário, autor de algumas das mais assombradas e assombrosas canções. O Canadá que já exportou a insuportável Celine Dion e a enfadonha Alanis Morissette, se redime com Leonard Cohen. Dizendo sofrer de uma melancolia crônica, que tentou curar com bebida, música e mulheres, Cohen não é um cantor de fácil assimilação às primeiras audições. As suas canções são dopantes, são drogas pesadas sobre loucas (‘Suzanne’), romances amargos (‘Hey That´s No Way To Say Goodbye’), tentações divinas (‘Song of Isaac’ em que ele canta ‘você não sabe o que é ser tentado por um deus ou por um demônio’) e um tratado do sofrimento em ‘Avalanche’ (‘sua dor não é mérito nenhum/ é apenas a sombra da minha ferida’). As letras oferecem uma visão amarga do mundo como em ‘The Future’: ‘Dê-me crack e sexo anal / Derrube a última árvore que resta / E preencha com ela o buraco em sua cultura / Devolva-me o Muro de Berlim / Dê-me Stalin e St. Paul / Eu vi o futuro, irmão: Ele é mortal’. Ou na sombria e bela ‘By The Rivers Dark'. Cohen que passou toda a sua vida nas trevas, depois de refugiar-se, por quase uma década, no mosteiro budista na Califórnia, onde meditou, entoou mantras, cozinhou e ouviu conselhos do seu amigo e fundador do mosteiro Joshu Sasaki Roshi, mestre zen de 92 anos, quis um pouco de luz e preferiu a entrada do sol pela janela.

leonard cohenLeonard é uma pessoa reclusa, que evita ser badalado e lança poucos discos. Seu valor foi reconhecido e recebeu do governo canadense a mais alta honraria a ‘Companion of the Order of Canada’, em reconhecimento aos seus trabalhos na cultura e na arte. Leonard é um mito e foi comparado, pelos críticos norte-americanos, a James Joyce. Nascido Leonard Norman Cohen, perdeu o pai, um engenheiro, ainda aos nove anos. Com 17 anos foi para a Universidade e formou um trio de country chamado ‘Buckskin McGill’. Apesar da proximidade com os Estados Unidos, Cohen amava a cultura européia. Apaixonado pela Grécia viveu na ilha de Hydra, com Marianne e seu filho Axel. Mesmo com tanto sucesso como romancista, e feliz com sua vida em Hydra, Leonard resolveu largar tudo para tentar a sorte no mundo da música e acabou voltando para a América. Ele gosta de explicar porque três de suas melhores canções estão relacionadas ao universo feminino.

'So long, Marianne': ‘Marianne me deu um incrível senso de ordem na minha vida. Foi uma bênção viver com uma pessoa como ela, que veio da Noruega, onde vivia no campo. Ela punha flores na minha mesa pela manhã, especialmente gardênias. Eu não percebia que ela era a musa que todo poeta tinha pedido. Ela me nutria de várias formas’.

'Suzanne': ‘Um dia encontrei Suzanne, que era esposa de um amigo meu e era uma mulher deslumbrante, assim como seu marido. Todos homens se apaixonavam pelas suas formas, assim como as mulheres por seu marido, Armand. A idéia de qualquer um de nós flertarmos com ela era impossível. Mas um dia eu a encontrei e ela me convidou gentilmente para ir ao seu estúdio e ela me serviu chá com pequenas rodelas de laranja e mentalmente eu toquei seu corpo perfeito em minha mente, porque não teria como ser de outra maneira. E assim nasceu o nome e a simbologia para a canção’.

'Sister of Mercy': ‘Ela foi inspirada em duas moças que eu conheci durante uma nevasca. Elas não tinham um quarto no hotel e eu as convidei para dividir o quarto comigo. Elas adormeceram na cama de casal, enquanto fiquei na cadeira. E juntas dormiam de uma maneira delicada. Eu vivia lutando contra a solidão nesse período e sempre desejava encontrar mulheres durante as viagens. Então peguei uma caneta, um pedaço de papel e reparei que o luar brilhava em cima da camada de gelo que havia se formado sobre o rio e eu imaginei que poderia ser tão belo como imaginava’. (fonte: Mofo)

leonard cohen & sharon robinson

Leonard Cohen & Sharon Robinson

O CD 5 que é o álbum ‘Ten New Songs’ lançado em 2001 conta com o brilhante auxílio da cantora, produtora e compositora americana, Sharon Robinson. A voz grave do poeta dobrada pela voz de Sharon cria uma atmosfera de rara beleza introspectiva como em 'By the Rivers Dark', simplesmente magnífica.

leonard cohen & sharon robinson - by the rivers dark


Leonard Cohen - The Collection (2008)

The Collection (2008)
CD 1    CD 2    CD 3    CD 4    CD 5

Tracklist CD 1: Songs of Leonard Cohen
01. Suzanne 02. Master Song 03. Winter Lady 04. The Stranger Song 05. Sisters Of Mercy 06. So Long* Marianne 07. Hey* That's No Way To Say Goodbye 08. Stories Of The Street 09. Teachers 10. One Of Us Cannot Be Wrong

Tracklist CD 2: Various Positions
01. Dance Me To The End Of Love 02. Coming Back To You 03. The Law 04. Night Comes On 05. Hallelujah 06. The Captain 07. Hunter's Lullaby 08. Heart With No Companion 09. If It Be Your Will

Tracklist CD 3: I'm your man
01. First We Take Manhattan 02. Ain't No Cure for Love 03. Everybody Knows 04. I'm Your Man 05. Take This Waltz 06. Jazz Police 07. I Can't Forget 08. Tower of Song

Tracklist CD 4: The Future
01. The Future 02. Waiting for the Miracle 03. Be For Real 04. Closing Time 05. Anthem 06. Democracy 07. Light as the Breeze 08. Always 09. Tacoma Trailer

Tracklist CD 5: Ten New Songs
01. In My Secret Life 02. A Thousand Kisses Deep 03. That Don't Make It Junk 04. Here It Is 05. Love Itself 06. By The Rivers Dark 07. Alexandra Leaving 08. You Have Loved Enough 09. Boogie Street 10. The Land Of Plenty

blindside blues band

blindside blues band‘Blindside Blues Band’ é liderada por Mike Onesko que é o guitarrista e vocalista da banda. Mike cresceu em Cleveland, Ohio, e era fã de Elvis. Sua jornada começou aos 17 anos quando deixou a sua cidade rumo a São Francisco. Influenciado pelo ‘Black Sabbath’ fundou a ‘Sundog’, com o fim da mesma em 1974 e depois de tocar em várias bandas, foi descoberto por Mike Varney em um clube. Os dois fundaram a ‘Blindside Blues Band’ em 1993. Mike Varney hoje, é mais conhecido como produtor, editor e fundador da gravadora ‘Shrapnel Records’. Mike Varney também descobriu Yngwie Malmsteen, Paul Gilbert, Tony MacAlpine, Greg Howe, Marty Friedman, Vinnie Moore e Jason Becker. 'Blindside Blues Band’ é uma banda com um som refinado de hard rock e com influência do blues. Apesar de estar na estrada desde 1993, é difícil encontrar algum comentário sobre a banda. Mike Onesko, um veterano na guitarra, também é pouco conhecido, mas desfruta de muito prestígio entre os bluseiros norte-americanos.

Nesses anos, já passaram pela banda nomes como Aynsley Dunbar, Jeff Martin, Gregg, James Lomenzo, até chegar a formação atual: Mike Onesko (guitarra/ vocais), Scott Johnson (guitarra), Kier Staeheli (baixo), Emery Ceo (bateria). Nesse período, Mike Onesko juntou-se ao baixista Tim Bogert (Cactus, BBA) e ao baterista Emery Ceo (Blindside Blues Band) para dois projetos em homenagem ao ‘Cream’: com participações de Leslie West, Pat Travers, Glenn Hughes, Rick Derringer e outros no álbum ‘Cream Of The Crop’ que é o quinto volume da série ‘L.A. Blues Authority’ de 1994, onde os músicos prestam sua homenagem a grandes nomes do blues rock; e em 2009 no álbum ‘Big Electric Cream Jam’, gravado ao vivo e somente com o trio de excelentes músicos. Os dois álbuns apresentam o som dos anos 70 e prestam um tributo a uma das maiores bandas de rock. Para quem gosta do ‘Cream’, Hendrix, ‘Deep Purple’, Robin Trower, os ‘Blindside Blues Band’ são os guardiões desta chama.

blindside blues band

blindside blues band - guilty


Blindside Blues Band – Blindsided

Blindsided (1994)

Tracklist
01. Play the Blues 02. Borderline Blues 03. Talkin' 'Bout My Baby 04. Truth Never Lies 05. Climb the Sky 06. Higher Ground 07. Long Hard Road 08. Whole Lotta Nothin' 09. Guilty 10. Catchin' Z's

Blindside Blues Band - Messenger Of The Blues (1995)

Messenger of the Blues (1995)

Tracklist
01. Let the Blues 02. True Blues 03. Crying Shame 04. Many Lessons 05. Mystery Rider 06. No Mercy 07. Lonely Road 08. No One to Trust 09. Messenger of the Blues 10. I'm Trying

Blindside Blues Band – Long Hard Road (2006)

Long Hard Road (2006)

Tracklist
01. Electric Woman 02. Mercury Man 03. Outside Woman Blues 04. I Should've Loved You 05. The Power 06. Time Before the Sun 07. Pack It Up and Go 08. Sacred Son 09. Gypsy Blood 10. Wall of Illusion 11. Hot Shot

Blindside Blues Band - Keepers of the Flame (2008)

Keepers of the Flame (2008)

Tracklist
01. Keepers Of The Flame 02. Sonic Love 03. Jagged Edge 04. Maybe I'm A Leo 05. Lonesome Road 06. Back Stabber 07. Electric Wave 08. I Wanna Be Free 09. Bad Luck 10. Hannah 11. Bluesion 12. Jam (Bonus)

Blinside Blues Band - Smokehouse Sessions

Smokehouse Sessions (2009)

Tracklist
01. Little Red Rooster 02. Rock Me Baby 03. Dirty Double Dealer 04. Sweet Little Angel 05. Ramblin' On My Mind 06. Hoochie Coochie Man 07. Same Old Situation 08. Who Knows Jam 09. Crossroads 69 10. Albatross

blindside blues band - Tim Bogert, Emery Ceo, Mike Onesko

Tim Bogert, Emery Ceo, Mike Onesko

‘Big Electric Cream Jam’ e ‘Cream Of The Crop’ são dois projetos de Mike Onesko, do baixista Tim Bogert e do baterista Emery Ceo. ‘Big Electric Cream Jam’, foi gravado ao vivo e somente com o trio de excelentes músicos onde prestam sua homenagem a grandes nomes do blues rock. Em 'Cream Of The Crop’, que é o quinto volume da série ‘L.A. Blues Authority’, com outras participações, apresentam o som dos anos 70. Nos dois álbuns prestam um tributo a uma das maiores bandas de rock, o ‘Cream’.

mike onesko - big electric cream jam (2009)

Big Electric Cream Jam (2009)

Tracklist
01. Crossroads 02. Politician 03. Sitting On Top of the World 04. Outside Woman Blues 05. Tales of Brave Ulysses 06. I'm So Glad 07. Spoonful 08. Toad 09. We're Going Wrong 10. Sunshine of Your Love

mike onesko - Cream Of The Crop (1994)

Cream of the Crop (1994)

Tracklist
01. Sunshine Of Your Love (Pat Travers - vocal & guitarra)
02. Strange Brew (Richie Kotzen - vocal & guitarra)
03. Sittin' On Top Of The World (Joe Lynn Turner - vocal; Neal Schon- guitarra)
04. Born Under a Bad Sign (Glenn Hughes - vocal; Jeff Watson- guitarra)
05. Crossroads (Leslie West - vocal & guitarra)
06. Cat's Squirrel (Little John Chrisley - vocal & harmônica; Michael Lee Firkins- guitarra)
07. Politician (Mike Onesko - vocal & guitarra)
08. Sleepy Time Time (Eric Gales - vocal & guitarra)
09. Outside Woman Blues (Rick Derringer - vocal & guitarra)
10. Take It Back (Alan Mirikitani - vocal & guitarra)

pink floyd

pink floydMagnífica, insuperável, 'Pink Floyd', é banda inglesa de rock progressivo, uma das mais importantes bandas de rock de todos os tempos, além de uma das mais bem sucedidas. Famosa pelo seu estilo progressivo e pelos espetáculos ao vivo extremamente elaborados, o ‘Pink Floyd’ evoluiu de uma banda de rock formada em 1964 que fazia um folk-rock e que teve vários nomes: ‘Sigma 6’, ‘The Meggadeaths’, ‘The Abdabs’, ‘The Screaming Abdabs’, ‘The Architectural Abdabs’. Quando a banda se separou, os guitarristas Rado ‘Bob’ Klose e Roger Waters, o baterista Nick Mason e o instrumentista de sopro, Rick Wright formaram uma nova banda, chamada ‘Tea Set’. Depois de um pequeno período com o vocalista Chris Dennis, o guitarrista e vocalista Syd Barrett se juntou a banda, com Waters mudando para o baixo. Quando o ‘Tea Set’ descobriu que outra banda tinha esse mesmo nome, Barrett deu a idéia de um nome alternativo, ‘Pink Floyd Sound’, devido a sua admiração pela arte dos músicos de blues Pink Anderson e Floyd Council. Por um tempo a banda oscilou entre os dois nomes, até se decidirem pelo segundo. O ‘Sound’ foi deixado de lado rapidamente, mas o ‘The’ continuou sendo usado regularmente até 1968.

pink floyd - David Gilmour, Syd Barrett, Nick Mason, Roger Waters, Rick Wright (1968)Com a entrada de Syd Barret, que era compositor, pintor, artista performático e consumidor inveterado de drogas, o grupo tinha um modesto sucesso na segunda metade da década de 1960 produzindo rock psicodélico. Um ano depois de lançarem o seu primeiro álbum, a banda teria que se conformar com uma terrível baixa: a falta de condições mentais de Syd. A linha que limitava a genialidade e a loucura de Syd Barrett se tornava mais tênue a cada momento. Problemas mentais provenientes de uma infância conturbada se agravaram em virtude do uso excessivo de alucinógenos e Syd Barrett começou a apresentar um comportamento algumas vezes esquizofrênico e algumas vezes alienado. A situação se agravou até o ponto em que ele não conseguia mais tocar ou compor e no palco limitava-se a um único acorde e a olhar para um ponto perdido no espaço. O comportamento de Barrett forçou seus colegas de banda a afastá-lo e substituí-lo pelo guitarrista e cantor David Gilmour. Com a saída de cena de Barrett, o baixista e vocalista Roger Waters tornou-se o líder e com David Gilmour assumiu as composições, tornando a banda mais próxima do pop. Esta fase foi marcada pela produção de álbuns conceituais como ‘The Dark Side of the Moon’ (1973), ‘Wish You Were Here’ (1975), ‘Animals’ (1977) e ‘The Wall’ (1979). Mas após o álbum, ‘The Final Cut’ (1983). O grupo separou-se e em 1985, Waters declarou que o ‘Pink Floyd’ estava extinto, mas os demais membros, agora liderados por Gilmour, mais o tecladista Rick Wright e o baterista Nick Mason, após briga judicial, retomaram a banda com o nome oficial e seguiram gravando e se apresentando. Em 2005 e pela primeira vez em 24 anos, a formação mais clássica do ‘Pink Floyd’ voltou a tocar no concerto ‘Live 8’, em Londres. Em 2008, o tecladista Richard Wright morreu, pondo um fim no sonho de um possível retorno do ‘Pink Floyd’.

pink floyd - Waters, Mason, Wright e Gilmour

Waters, Mason, Wright e Gilmour
(formação clássica do Pink Floyd nos anos 1970)

Syd BarrettEra Syd Barrett (1964–1968)

Os primeiros lançamentos no Reino Unido da banda, durante a era do Syd Barrett, vinham creditados como ‘The Pink Floyd’. Rado ‘Bob’ Klose que era bastante influenciado pelo jazz, saiu depois de ter gravado somente uma demo, deixando uma formação diferente com Syd Barrett na guitarra e vocais principais, Roger Waters no baixo e vocais de apoio, Nick Mason na bateria e percussão, e Rick Wright revezando nos teclados e vocais de apoio. Barrett logo começou a escrever suas próprias composições, influenciado pelo rock psicodélico norte-americano e britânico, com extravagância e humor. O ‘Pink Floyd’ se tornou favorito no movimento underground. Lançado em 1967, o primeiro álbum da banda, ‘The Piper at the Gates of Dawn’, é atualmente considerado um ótimo exemplo da música psicodélica britânica e é visto como o melhor primeiro álbum por muitos críticos. As faixas, predominantemente escritas por Barrett, mostram letras poéticas e surreais, às vezes fazendo referência ao folclore. O álbum foi um hit no Reino Unido, mas não foi muito bem na América do Norte. O disco foi gravado simultaneamente ao aclamado ‘Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band’ dos Beatles, no estúdio da Abbey Road, e os integrantes das bandas frequentemente se encontravam no corredor e conversavam sobre influências musicais. Ambos os álbuns são citados como o início do rock progressivo.

Roger WatersEra Roger Waters (1976-1985)

Durante essa era, Roger Waters tomou cada vez mais controle do trabalho do ‘Pink Floyd’. Demitiu Rick Wright depois que o ‘The Wall’ foi terminado, argumentando que Wright não estava contribuindo muito, em parte por causa do vicio de cocaína. David Gilmour e Nick Mason foram contra a demissão. Nas músicas desse período, Waters explora os sentimentos sobre a morte de seu pai na Segunda Guerra Mundial, e sua crescente atitude de cinismo, contra figuras políticas como Margaret Thatcher. A música é orientada pela guitarra com teclados e saxofones. Uma orquestra completa faz um papel significante em ‘The Wall’ e especialmente ‘The Final Cut’.

‘Animals’, no entanto, é mais orientado pela guitarra do que os álbuns anteriores, e pela influência do movimento punk rock. Foi o primeiro a não ter uma composição feita por Wright. Contém canções longas ligadas por um tema, tirado do livro ‘Animal Farm’ de George Orwell, em que usou ‘Pigs’, ‘Sheeps’ e ‘Dogs’ como metáforas dos membros da sociedade contemporânea. Apesar da relevante guitarra, sintetizadores ainda fazem uma importante parte de ‘Animals’, mas é carente de saxofone e vocais femininos. Muitos críticos não receberam muito bem o álbum, considerando-o tedioso. O porco no entanto se tornou um dos mais memoráveis símbolos do ‘Pink Floyd’ e porcos infláveis são utilizados em concertos do desde então.

A ópera rock de 1979, ‘The Wall’, concebida por Roger Waters, lida com temas como solidão, falha de comunicação, que foram expressos pela metáfora de um muro construído entre um artista de rock e sua audiência. Um filme intitulado ‘Pink Floyd: The Wall’ foi lançado em 1982, incorporando toda a música do álbum. O filme, escrito por Waters e dirigido por Alan Parker. É considerado o maior video de rock do mundo, e certamente o mais depressivo. O álbum ‘The Final Cut’ de 1983 foi dedicado ao pai de Waters, Eric Fletcher Waters. Ainda mais sombrio em sonoridade que o ‘The Wall’, incluindo a raiva de Waters da participação da Inglaterra na Guerra das Malvinas, a culpa que ele colocou nos líderes políticos.

David GilmourEra David Gilmour (1987-1995)

No final de 1985, Waters anunciou que estava saindo do Pink Floyd e descreveu a banda como ‘uma força criativa desgastada’. Uma disputa legal foi inciada por Waters, reivindicando que o nome ‘Pink Floyd’ deveria ser colocado de lado, mas Gilmour e Mason seguraram sua convicção que eles tinham direitos legais para continuar com o nome. O processo acabou se acertando por um acordo fora dos tribunais. Sem Waters, que foi o letrista da banda por uma década, a banda recebeu ajuda de escritores de fora. Como o ‘Pink Floyd’ nunca havia feito isso antes e essa atitude recebeu muitas críticas. Por causa das poucas contribuições de Mason e Wright, alguns críticos dizem que ‘A Momentary Lapse of Reason’ deveria ser considerado como um trabalho solo de Gilmour, do mesmo jeito que ‘The Final Cut’ seria um trabalho solo de Waters. Um ano depois, a banda lançou o álbum ao vivo ‘Delicate Sound of Thunder’ (1988). Em 1995, a banda recebeu seu primeiro e único prêmio Grammy para Melhor Performance de Instrumental de Rock com ‘Marooned’.

‘The Piper at the Gates of Dawn’ (1967) foi o único álbum da banda que foi feito sob a liderança de Syd Barrett. O álbum tem letras caprichosas sobre espantalhos, gnomos, bicicletas e contos de fadas, juntamente com passagens instrumentais de rock psicodélico. O título é baseado no conto infantil ‘O vento nos salgueiros’, de Kenneth Grahame, onde o rato e a toupeira, enquanto procuram um animal perdido, têm uma experiência religiosa: ‘Este é o local do meu sonho, onde eu ouvi a música,’ segredou o rato, como se estivesse em transe. ‘Aqui é o meu local sagrado, se O pudermos encontrar nalgum lado, é aqui’. O flautista (piper) é identificado com o deus grego Pan.

Pink Floyd - The Piper at the Gates of Dawn (1967)

The Piper at the Gates of Dawn (1967)

Tracklist
01. Astronomy Domine 02. Lucifer Sam 03. Matilda Mother 04. Flaming 05. Pow R. Toc H. 06. Take Up Thy Stethoscope And Walk 07. Interstellar Overdrive 08. The Gnome 09. Chapter 24 10. Scarecrow 11. Bike

Antes do novo disco de estúdio, a EMI resolveu lançar no mercado uma coletânea, contendo músicas dos tempos de Syd Barrett e coisas inéditas. ‘Relics’ (1971) é notável, pois pela primeira vez, um LP trazia os clássicos ‘See Emily Play’ e ‘Arnold Layne’, além de outras preciosidades, tais como ‘Paintbox’, ‘Julia Dream’, ‘Careful with That Axe, Eugene’ e a inédita ‘Biding My Time’. ‘Relics’ teve duas capas, a norte-americana (da esquerda) e a inglesa que é um desenho feito pelo baterista Nick Mason, nos anos em que estudou arquitetura na ‘Regent Street Polytechnic’.

pink floyd - relics (1971)

Relics (1971)

Tracklist
01. Arnold Layne (Syd Barrett) 02. Interstellar Overdrive (Syd Barrett/Roger Waters/Rick Wright/Nick Mason) 03. See Emily Play (Syd Barrett) 04. Remember a Day (Rick Wright) 05. Paintbox (Rick Wright) 06. Julia Dream (Roger Waters) 07. Careful with That Axe, Eugene (David Gilmour/Roger Waters/Rick Wright/Nick Mason) 08. Cirrus Minor (Roger Waters) 09. The Nile Song (Roger Waters) 10. Biding My Time (Roger Waters) 11. Bike (Syd Barrett)

‘Meddle é um dos meus discos favoritos. Para mim, é o começo de tudo o que o Pink Floyd faria’. Palavras ditas por David Gilmour, que, finalmente, parecia feliz com um álbum de estúdio de sua banda. Gravado aos pedaços em vários estúdios, o disco traz uma das músicas mais emblemáticas da banda, a belíssima ‘Echoes’. A banda começava a encontrar o que tanto buscava. ‘Meddle’ (1971) trazia uma capa diferente, um ouvido embaixo d'água, que foi usado como base para o desenho final, feito por Storm Thorgerson.

Pink Floyd - Meddle (1971)

Meddle (1971)

Tracklist
01. One of These Days 02. A Pillow of Winds 03. Fearless 04. San Tropez 05. Seamus 06. Echoes

‘Dark Side of the Moon’ (1973) é um álbum baseado em concepções de astronomia sobre a face oculta, ou escura da lua, o disco propôs analogias deste fenômeno com teorias psicanalíticas, onde temas mundanos como dinheiro, loucura, ética, vida, morte e outros são tratados de modo reflexivo. A capa do disco consiste em um prisma dispersivo usado para transformar um feixe de luz em vários espectros de cores, uma brincadeira alusiva ao ato de esclarecer aquilo que está obscuro. É considerado por muitos críticos e fãs como sendo a obra prima da banda. O álbum é uma ponte entre o blues rock clássico e a música electrônica. No entanto são os tons mais suaves e as nuances líricas e musicais que fazem com que este álbum seja uma obra à parte. ‘Dark Side of the Moon’ é o nono álbum mais vendido de todos os tempos no mundo inteiro. Foi considerado uma inovação em termos de engenharia e mixagem, contém alguns dos mais complicados usos dos instrumentos e efeitos sonoros existentes à época e até hoje é uma referência para os audiófilos que o usam para testar a fidelidade dos equipamentos de áudio.

Relação com o filme 'The Wizard of Oz' (O mágico de Oz)
Quando o álbum é tocado simultaneamente com o filme de 1939 ocorrem algumas correspondências entre o filme e o álbum.
- Quando Dorothy está na fazenda e ela olha para o alto, no audio surge barulho de avião.
- O som da caixa registradora no princípio de 'Money' aparece exatamente quando Dorothy pisa pela primeira vez a estrada dos tijolos amarelos; que é também o momento em que o filme passa de preto e branco para cores. Outra referência é a aparição da fada dourada;
- No momento em que a bruxa do Oeste aparece, é tocada a palavra 'black';
- A cena em que Dorothy encontra o espantalho (personagem que alegava não ter cérebro) é acompanhada pela música 'Brain Damage' (dano cerebral), e quando a letra da música começa a tocar: 'the lunatic is in my head...' (o lunático está na minha cabeça), o espantalho começa a dançar freneticamente como um lunático;
- O bater de coração no fim do álbum ocorre quando Dorothy tenta ouvir o coração do homem de lata;
- No momento em que a bruxa do oeste lança uma bola de fogo contra Dorothy e seus companheiros, a música grita 'run!' (corra);
- No momento que Dorothy encontra Oz, entra a música 'Us and Them', soando 'Us' como 'Oz' bem quando aparece a primeira imagem de Oz;
- Várias frases das letras contidas nas músicas coincidem com os mesmos atos sendo executados pelos atores no mesmo momento;
- A duração da maioria das músicas coincide precisamente com a duração das cenas no filme.

A banda insiste que isso são puras coincidências. Quando este fato começou a vir a público em 1997, iniciou-se um enorme interesse pelo fenômeno. Quer as correspondências sejam verdadeiras ou imaginadas, alguns fãs do álbum gostam de ver 'Dark side of the rainbow', como é chamada muitas vezes esta combinação.

Pink Floyd - Dark Side Of The Moon (1973)

Dark Side Of The Moon (1973)

Tracklist
01. Speak to Me 02. Breathe in the Air 03. On the Run 04. Time 05. The Great Gig in the Sky 06. Money 07. Us and Them 08. Any Coulour You Like 09. Brain Damage 10. Eclipse

‘Wish You Were Here’ (1975) fala sobre a ausência e em duas das suas faixas, ‘Welcome to the Machine’ e ‘Have a Cigar’ sobre os aspectos negativos da indústria musical. O álbum é melancólico. Diz-se que a faixa que dá título ao álbum ‘Wish You Were Here’ fala sobre o que eles pensavam ser o desmoronamento da banda, e é também um tributo a Syd Barrett. ‘Shine On You Crazy Diamond’ é uma peça dividida em nove partes e uma homenagem a ele. A qualidade musical do álbum é tão grande que alguns dos fãs da banda o consideram superior aos álbuns ‘The Dark Side of the Moon’ e ‘The Wall’.

Pink Floyd - Wish You Were Here (1975)

Wish You Were Here (1975)

Tracklist
01. Shine on You Crazy Diamond, Pts. 1-5 02. Welcome to the Machine 03. Have a Cigar 04. Wish You Were Here 05. Shine on You Crazy Diamond, Pts. 6-9

‘Animals’ (1977) é o 12º álbum de estúdio. É um disco conceitual, isto é, todas as músicas abordam um mesmo assunto. O conteúdo é inspirado na obra ‘Animal Farm’ (A Revolução dos Bichos), do britânico George Orwell. O livro narra a história metafórica de uma fazenda em que os animais se libertam dos humanos para retratar as condições injustas da sociedade capitalista. Todas as músicas recebem nomes de animais. ‘Dogs’, por exemplo, fala dos capitalistas selvagens, e ‘Sheep’ refere-se ao povo oprimido. ‘Animals’ marca o início do monopólio de Roger Waters sobre a banda: das cinco canções, quatro são composições do músico.

Pink Floyd - Animals (1977)

Animals (1977)

Tracklist
01. Pigs on the Wing (part 1) 02. Dogs 03. Pigs (Three Different Ones) 04. Sheep 05. Pigs on the Wing (part 2)

A inspiração de Roger Waters para a criação do álbum ‘The Wall’ (1979) aconteceu em Montreal, Quebec, durante um concerto para a divulgação do álbum ‘Animals’ em 1977. Waters cuspiu no rosto de um fã que o estava perturbando. De imediato, repugnado com o seu ato , surgiu-lhe a ideia de construir um muro entre ele e o público, idéia essa desenvolvida mais tarde para a produção de ‘The Wall’. O conceito do álbum, tal como a maioria das músicas, pertence a Roger Waters. A história retrata a vida de um anti-herói, ‘Pink’ que é martelado e espancado pela sociedade desde os primeiros dias da sua vida: sufocado pela mãe, oprimido na escola, ele constrói um muro em sua consciência para isolá-lo da sociedade, e refugia-se num mundo de fantasia que criou para si. Durante uma alucinação provocada pela droga, Pink transforma-se num ditador fascista apenas para que a sua consciência rebelde o ponha em tribunal, onde seu juiz interior ordena-lhe que mande abaixo o seu próprio muro e se abra para o mundo exterior.

Pink Floyd - The Wall (1979)

The Wall (1979)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. When the Tigers Broke Free 02. In the Flesh? 03. The Thin Ice 04. Another Brick in the Wall (part 1) 05. The Happiest Days of Our Lives 06. Another Brick in the Wall (part 2) 07. Mother 08. Goodbye Blue Sky 09. Empty Spaces 10. What Shall We Do Now 11. Young Lust 12. One of My Turns 13. Don't Leave Me Now 14. Another Brick in the Wall (part 3) 15 .Goodbye Cruel World

Tracklist CD 2
01. Hey You 02. Is There Anybody Out There? 03. Nobody Home 04. Vera 05. Bring the Boys Back Home 06. Comfortably Numb 07. The Show Must Go On 08. In the Flesh 09. Run Like Hell 10. Waiting for the Worms 11. Stop 12. The Trial 13. Outside the Wall

'Echoes: The Best of Pink Floyd' é uma compilação da banda britânica que atingiu o ouro, platina e dupla platina em 2001 nos EUA, onde foi recentemente listado como tripla platina (3 milhões de cópias vendidas). 'Echoes inclui boa parte do trabalho da banda, desde 'Arnold Layne', de 1967, até 'The Division Bell', de 1994. Possui músicas de todos os álbuns, exceto do 'Atom Heart Mother', 'Ummagumma', 'Obscured by Clouds' e do 'Music from the Film More'. Considerando que os dois últimos são trilhas sonoras, nota-se certo descontentamento da banda quanto ao conteúdo dos outros dois discos, apesar de o produtor James Guthrie ter cogitado a inclusão de 'If' e 'Fat Old Sun', do 'Atom Heart Mother', e de 'Grantchester Meadows' do 'Ummagumma'. As músicas do álbum são seqüências umas das outras (não há espaço entre uma música e outra) e todas foram remasterizadas para a compilação. A capa traz diversas referências a outros álbuns da banda.

pink floyd - echoes (2001)

Echoes (2001)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Astronomy Domine 02. See Emily Play 03. The Happiest Day of Our Lives 04. Another Brick in the Wall (Parte 2) 05. Echoes 06. Hey You 07. Marooned 08. The Great Gig in the Sky 09. Set the Controls for the Heart of the Sun 10. Money 11. Keep Talking 12. Sheep 13. Sorrow

Tracklist CD 2
01. Shine On You Crazy Diamond (Partes 1-7) 02. Time 03. The Fletcher Memorial Home 04. Comfortably Numb 05. When the Tigers Broke Free 06. One of These Days 07. Us and Them 08. Learning to Fly 09. Arnold Layne 10. Wish You Were Here 11. Jugband Blues 12. High Hopes 13. Bike

pink floyd - us and them
(com cenas do filme '2001:Space Odyssey' de Kubrick)



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