the color purple

 the color purple movieEm 1964 foi nomeado vice-presidente da gravadora ‘Mercury Records’, o primeiro negro a atingir um cargo executivo em uma companhia de brancos. No mesmo ano, Quincy Jones voltou sua atenção para outra área musical há muito fechada para os negros, o mundo das trilhas sonoras de filmes. Sua estréia como executivo no cinema veio em 1985, quando co-produziu ‘The Color Purple’. O filme, traduzido no Brasil como ‘A Cor Púrpura’, para o qual Jones compôs a trilha é uma adaptação do romance epistolar, livro escrito usando-se uma técnica literária que consiste em desenvolver a história principalmente através de cartas, da premiada escritora Alice Walker. O romance foi premiado com o ‘Pulitzer’ e trata de questões de discriminação racial e sexual e deu origem a um dos mais belos filmes de Steven Spielberg, o conceituado criador de grandes êxitos, que tornou ‘The Color Purple’ num dos seus mais notáveis sucessos, um filme que ganhou o prêmio de melhor filme da ‘National Board of Review’ e apareceu nas listas dos dez melhores em todo o mundo.

quincy jonesNa obra a personagem escreve cartas a Deus e à irmã desaparecida, com sensibilidade e talento Waker mostra representações de uma jovem negra sulista, quase analfabeta que vive em uma realidade dura de pobreza, opressão e desamor. Em 1909, em uma pequena cidade, Celie (Whoopi Goldberg), uma jovem com apenas 14 anos, violentada pelo pai, se torna mãe pela segunda vez. Além de perder a capacidade de procriar, Celie imediatamente é separada dos filhos e da única pessoa no mundo que a ama, sua irmã, e é doada a ‘Mister’(Danny Glover), que a trata simultaneamente como escrava e companheira. Grande parte da brutalidade de Mister é devida a uma forte paixão por Shug Avery (Margaret Avery), uma sensual cantora de cabaré. Tina Turner chegou a ser convidada para interpretar a personagem Shug Avery, mas recusou o papel. Celie em seu mundo de solidão, compartilha sua tristeza em cartas, a única forma de manter a sanidade em um mundo onde poucos a ouvem, primeiramente com Deus e depois com a irmã Nettie (Akosua Busia), missionária na África. Mas quando Shug, aliada à forte Sofia (Oprah Winfrey), esposa de Harpo (Willard E. Pugh), filho de Mister, entram na sua vida, Celie revela seu espírito brilhante, ganhando consciência do seu valor e das possibilidades que o mundo lhe oferece.



Cellie representa todas as mulheres que vivem na sombra de maridos dominadores. É uma alma cheia de anseios e sentimentos que luta com suas armas sutis para manter a sua dignidade. A mulher é o negro do mundo, escreveu John Lennon. E a Celie criada pela feminista Alice Walker é a escrava mais escrava que se poderia conceber, em uma sociedade extremamente machista, racista, classista. Shug Avery é o que Celie jamais pôde ser: bonita, atraente, sensual, alegre e sobretudo livre. A trajetória de Celie da escravidão para a luz passa necessariamente por seu amor por Shug Avery, é com ela que Celie aprende o prazer do sexo, assim como aprende a ter vontade de se libertar da opressão do marido.

alice walkerA escritora Alice Malsenior Walker nasceu em Eatonton, Georgia, EUA. De origem africana, filha de agricultores, ela perdeu a visão de um dos olhos aos 8 anos de idade, num acidente. Walker iniciou sua carreira de escritora com ‘Once’, um volume de poesias, alcançou fama mundial com ‘The Color Purple’ e escreveu também o livro ‘In Love and Trouble: Stories of Black Women’ uma obra belíssima que é composta pelas vozes de várias mulheres negras do sul dos EUA com seus temores, desafios e sonhos. Walker sempre foi uma ativista pelos direitos dos negros e das mulheres, destacando-se na luta contra o apartheid e contra a mutilação genital feminina em países africanos. Na década de 1990, manteve um relacionamento amoroso com a cantora Tracy Chapman.

tata vegaMusicalmente, ‘The Color Purple’ é também um deslumbramento do início ao final e sua não premiação, perdendo para John Barry com ‘Out of Africa’, foi uma das 11 injustiças cometidas contra o filme de Spielberg. A própria canção-tema, ‘Miss Celie's Blues’, parceria de Quincy, Rod Temperton e Lionel Ritchie, mereceria também o Oscar dado a Lionel Ritchie, mas por sua canção ‘Say You, Say Me’, do filme ‘White Nights’. ‘Miss Celie's Blues’, uma confissão do amor de uma mulher por outra, é o grande e enternecedor tema, na voz poderosa de Tata Vega, excelente cantora de blues, mas ainda desconhecida do grande público. Dublando a personagem Shug Avery, Tata é a intérprete de várias faixas, nesta trilha esplêndida que junta desde um reverencial tema de 57 anos passados, ‘Dirty Dozens’ de 1929, a work song ‘J. B. King’, canção dos construtores de ferrovias nos EUA, temas africanos, para as seqüências feitas no Kenia como a profunda ‘Katutoka Corrine’(Caiphus Semenya) além de uma homenagem a Coleman Hawkins, com a inclusão do clássico ‘Body And Soul’ numa gravação original de 1939.

Soundtrack - The Color Purple (1985)

The Color Purple (1985)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Overture: Miss Celie's Blues (Sister) 02. Main Title 03. Celie Leaves With Mr. 04. Corrine and Olivia 05. Nettie Teaches Celie 06. Separation 07. Celie and Harpo Grow up/Mr. Dresses to See Shug 08. Careless Love 09. Sophis Leaves Harpo 10. Celie Cooks Shug Breakfast 11. Junk Bucket Blues 12. Dirty Dozens 13. Miss Celie's Blues (Sister) 14. Don't Make Me No Never Mind 15. My Heart (Will Always Lead Me Back to You) 16. Three on the Road 17. Bus Pulls Out

Tracklist CD 2
01. First Letter 02. Letter Search 03. Nettie's Letters 04. High Life/Proud Theme 05. King J.B. 06. Heaven Delongs to You 07. Katutoka Corrine 08. Celie Shaves Mr. /Scarification Ceremony 09. I'm Here 10. Champagne Train 11. Celie's New House/Body and Soul 12. Maybe God Is Tryin' to Tell You Somethin' 13. Reunion/Finale

t-rex

O ‘glam rock’ também conhecido como ‘glitter rock’ é um estilo criado na Inglaterra, no final dos anos 60 e popularizado no início dos anos 70 a partir da explosão de Ziggy Stardust, alter-ego de David Bowie. Nos EUA, o ‘glam rock’ teve um menor impacto e foi apenas difundido nas cidades de Nova Iorque e Los Angeles. Com muitos cílios postiços, purpurinas, saltos altos, batons, lantejoulas e paetês, eram tempos da androginia e do glamour que agitavam o rock n’ roll com muita energia sexual, nada diferente ao que Elvis Presley vestia e fazia quando se apresentava em cabarés. Com um estilo nada discreto, o ‘glam rock’ inovou nas apresentações em palco, quando os concertos das bandas de rock não tinham nada de grandioso nos anos 70. Em meio à iluminação colorida, cabelos e trajes espalhafatosos e muita maquiagem, bandas ‘glam’ como ‘T-Rex' e outras, fizeram do rock and roll um grande show.

t-rex - Marc BolanMarc Bolan formou o grupo folk britânico ‘Tyrannosaurus Rex’ nos anos 60. Na década de 70, mudou o nome para ‘T.Rex’ e foi um dos iniciadores do chamado 'glam rock' ou 'glitter', e assim a banda que contava com Bill Legend, Mickey Finn, Marc Bolan, Steve Currie alcançou sucesso com os hits ‘Hot Love’, ‘Get It On’, ‘Telegram Sam’ e ‘Metal Guru’. Visualmente, Bolan era pura extravagância, abusando de roupas espalhafatosas, salto plataforma, muita pluma e paetê, sendo definido, entre outros termos, como o 'Little Richard reencarnado como um judeu londrino'. Mark Feld, este era o se nome, foi iniciado no rock, por acidente, graças ao pai que lhe deu seu primeiro toca discos e o primeiro compacto, apesar do baixo poder aquisitivo, e que sempre fez o possível para estimular o interesse do filho em música.

Aos quinze anos Bolan abandonou a escola, expulso por mau comportamento, trabalhou como modelo e depois envolveu-se na cena musical londrina como cantor folk e depois juntou-se à banda ‘John's Children’, conhecida pela atitude maníaca em palco, o que não agradou a Marc e o fez formar uma nova banda com um nome escolhido para impressionar: Tyrannosaurus Rex. No primeiro show foram vaiados e imediatamente o baixista e o guitarrista abandonaram a banda, restando apenas Bolan e o baterista. Sem guitarra e amplificadores disponíveis Bolan voltou para o violão e Stephen Ross Porter que além de trocar o nome para Steve Peregrin Took, por sugestão de Marc, grande fã do escritor de fantasia JRR Tolkien, que foi uma grande influência nos hippies ingleses, trocou a bateria por um par de bongôs e assim a dupla começou a construir uma sólida reputação entre o 'underground' londrino.

t-rex - Bill Legend, Mickey Finn, Marc Bolan, Steve Currie

Bill Legend, Mickey Finn, Marc Bolan, Steve Currie

t-rex - Steve Peregrin Took, Mark Bolan

Steve Peregrin Took, Mark Bolan

John Peel, o lendário DJ londrino que já conhecia o trabalho de Bolan se interessou tanto pela música quanto pela personalidade dos dois músicos. O reconhecimento de Peel foi fundamental para a reputação da dupla. Tempos depois, no lugar de Took, que estava atrapalhando as apresentações do grupo pelo uso de drogas, principalmente ácido, entrou o percussionista Mickey Finn (Michael Norman Finn) que apesar de não ser tão ousado quanto Took, tinha uma imagem forte que contrastava com a de Bolan. Após um curto período de entrosamento a dupla lançou o que viria a ser o último disco da fase ‘Tyrannosaurus Rex’, intitulado ‘A Beard of Stars’. O disco todo trazia uma novidade: o som elétrico da guitarra de Bolan, o que desagradou vários fãs. Infelizmente, Bolan não conseguiu conquistar os americanos com seu som, uma frustração que viria a tornar-se um estigma pelo resto de sua carreira. 'T. Rex' terminou em 1977 após a morte de Marc Bolan em um acidente de carro, semanas após Elvis Presley. Steve Took depois de mais um banquete de drogas encontrou a morte em 1980, ao engasgar com uma simples cereja de cocktail. Mickey Finn morreu em 2003.

t-rex - 20th century boy


t-rex hits (2004)

T-Rex Hits (2004)
(The Very Best Of)

Tracklist
01. Hot Love 02. Ride A White Swan 03. Get It On 04. Telegram Sam 05. Metal Guru 06. Chariot Choogle 07. Lady 08. Spaceball Ricochet 09. Children Of The Revolution 10. Solid Gold Easy Action 11. Born To Boogie 12. 20th Century Boy 13. The Groover 14. Truck On (Tyke) 15. Teenage Dream 16. Light Of Love17. Zip Gun Boogie 18. New York City 19. Laser Love 20. I Love To Boogie

celso blues boy

celso blues boyComo músico profissional Celso Ricardo Furtado de Carvalho, instrumentista, cantor e compositor brasileiro, do Rio de Janeiro, escolheu para seu nome artístico o Blues Boy em homenagem a Blues Boy King, ou simplesmente, B.B. King, que para Celso funciona como um ponto de referência, assim como Eric Clapton, seu ídolo, entra como ponto de equilíbrio e Hendrix como desabafo. Nascido no Rio de Janeiro, morou em Blumenau, Santa Catarina, dos 6 aos 14 anos. Começou a estudar guitarra com o pai, aos 14 anos de idade. Sua irmã, pianista, foi uma das primeiras pessoas para quem fez acompanhamento. Um de seus tios, grande conhecedor de rock e blues, foi quem o encaminhou para esses estilos. Tocou em vários grupos e bailes na cidade, insatisfeito deixou a família e passou a viajar pelo país. Aos 17 anos, iniciou a sua carreira acompanhando Raul Seixas com quem gravou a faixa 'O diabo é o pai do rock', e atuando também com a dupla Sá e Guarabira, Luiz Melodia e ‘Renato e seus Blue Caps’.

Em 1973 fundou o grupo de blues-hard-rock ‘Legião Estrangeira’ e em 1976 o ‘Aero Blues’. Em 1980 iniciou sua carreira solo, um ano depois desistiu e retomou a carreira em 1982, na coletânea ‘Rock Voador’ com grupos que tocavam na sala de espetáculo do ‘Circo Voador’. Lançou um compacto simples, hoje chamado ‘single’, com as músicas ‘Fugindo de mim’ e ‘Sinto Tanta Saudade’ e participou do filme ‘Bete Balanço’ e na sua trilha sonora com a canção ‘Blues Motel’. Retornou ao cinema em 1985 participando da trilha sonora do filme ‘Tropclip’ cantando ‘Tempos Difíceis’. Com um talento único na guitarra, voz rouca e composições diferentes do que se ouvia na época, Celso Blues Boy tornou-se uma grande estrela da mídia e do rádio. Lançou na década de 1990 a grife ‘Blues Boy’ com óculos escuros e paletas para guitarra e baixo. Em 1995 participou do ‘Festival de Montreux’ na Suíça com B.B. King e Wilson Pichet. Neste mesmo ano gravou o álbum ‘Indiana Blues’ com a participação de B.B. King.

Paulo Celso da Silva, doutor em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (USP), observando e, principalmente, ouvindo o blues produzido na América do Norte concluiu que a temática das canções, assim como as palavras-tema e palavras-chave são, evidentemente, distintas daquelas ouvidas no Brasil. A dificuldade dos músicos neste estilo por aqui é muito grande, é uma carga muito pesada ser um bluesman branco por aqui, apesar de ser, ao mesmo tempo e tanto quanto o rock, um estilo musical universal. A classe média branca brasileira, na qual Celso Blues Boy se desenvolveu, não poderia, e talvez nem deva, aventurar-se pelos temas que deram origem ao blues, o sofrimento de um povo lutando para garantir um mínimo de dignidade em uma sociedade com uma parcela de sua população conservadora e racista, como a encontrada pelos músicos norte-americanos. O blues, música de resistência em sua forma, temas, modo de tocar/cantar e no contexto em que se desenvolveu, demonstra que estética e ética andam juntas e não devem ser analisadas e refletidas individualmente.

Analisando também a temática de Celso Blues Boy em seus álbuns lançados nos últimos vinte anos, observou que, para o primeiro disco ‘Som na Guitarra’ de 1984, a opção foi para guitarras, cigarros e bebidas, o próprio blues, temas sociais e amor. Tendo como carro chefe a canção ‘Aumenta que isso aí é Rock and Roll’, naquele ano, sucesso nas rádios cariocas. No encarte do álbum Celso Blues Boy explica: ‘Não esperem de mim mais um disco pasteurizado. Este primeiro procura retratar o sabor existencial de uma geração que luta pela verdade, no amor, nas artes, no destino do mundo. Este disco é um pedaço de mim, de minha arte. Uma forma de participar com uma cota de verdade de tudo que está acontecendo por aí’. Em ‘Marginal Blues’, segundo disco, a parceria com Cazuza, então conhecido letrista e cantor do grupo ‘Barão Vermelho’, tem a canção ‘Marginal’ abrindo o LP com uma temática social, contudo a predominância é o amor. ‘Blues Forever’ de 1988 e ‘Vivo’ de 1991 são álbuns de covers e hits, respectivamente. Destacando em ‘Blues Forever’ uma seleção que começa com Willie Dixon passando por Lennon & McCartney, Stones, Bob Dylan e terminando com J.J. Cale, demonstrando o ecletismo e as possibilidades da interpretação no estilo blues do músico.

celso blues boy

Celso Blues Boy faleceu na manhã do dia 06/08/2012 em Joinville, Santa Catarina.
O músico tinha 56 anos e sofria câncer de garganta.

celso blues boys - blues motel


blues forever (1988)

Blues Forever (1988)

Tracklist
01. Built For Comfort 02. We Can Work It Out 03. It's Too Late 04. I Can't Stop Loving You 05. Sittin' On The Dock Of The Bay 06. Just Like A Woman 07. Woke Up This Morning 08. Honk Tonk Women 09. After Midnight

celso blues boy - novo millennium (2005)

Novo Millennium (2005)

Tracklist
01. Aumenta que Isso Aí é Rock and Roll 02. Sempre Brilhar 03. Tempos Difíceis 04. Marginal 05. Quem Entende 06. Vem Buscar o que sobrou 07. Fumando na Escuridão 08. Só Resta um Blues 09. Rock Fora da Lei 10. Amor Vazio 11. Não me Espere 12. Atrás do Tempo Perdido 13. Me Diga o que é o Amor 14. Damas da Noite 15. Brilho da Noite 16. A Isso Chamam Blues 17. Deixe Tudo Amanhecer 18. Blues Motel 19. Sem Ninguém 20. D-Natural Blues (instrumental)

chuck berry

chuck berryChuck Berry foi um dos precursores do rock'n'roll e um de seus maiores representantes ao misturar influências do blues e do country nos anos 50. Com narrativas sobre o cotidiano da juventude, o amor e carros velozes, seu grande sucesso foi 'Maybellene’ em 1955. Exerceu influência em importantes nomes do cenário musical como Elvis Presley, ‘The Beatles’, ‘Rolling Stones’ e mais recentemente, Eric Clapton, que declarou que, se não fosse Chuck Berry, ele jamais teria tocado uma guitarra. Cantor, compositor e guitarrista, hoje com quase 80 anos, nos shows é acompanhado pelo seu filho, Chuck Berry Jr., que toca guitarra, e sua filha, Ingrid Berry Clay, no vocal e na gaita.

Charles Edward Berry, nascido no Missouri, em 1931, ainda criança cantava em corais evangélicos, levado pelo pai que era pastor protestante. Aos 14 anos teve seu primeiro contato com uma guitarra, pouco antes de passar uma temporada em um reformatório, por furto. Livre da prisão a música foi esquecida e Chuck trabalhou alguns anos em uma fábrica de automóveis. Por pouco não se tornou cabeleireiro. Apenas em 1946, voltou a tocar. Em 1952 tocava profissionalmente em uma banda de estilo blues-country, ao se destacar como atração principal o nome do grupo foi mudado para ‘Chuck Berry Combo’. Participavam da banda o baterista Eddie Hardy e Johnnie Johnson a quem Berry considerava o melhor pianista e foi homenageado com a música ‘Johnny B. Goode’. Em 1955, Chuck Berry já estava em Chicago com a mulher e seus dois filhos e iniciou sua carreira na ‘Chess Records’. Gravou duas músicas com Willie Dixon no piano: ‘Ida May’, mais tarde regravada como ‘Maybellene’, e ‘Wee Wee Hours’. Um ano depois, Berry já vendia mais discos que todo o staff da gravadora. O toque inconfundível de sua guitarra imortalizou hits como: ‘Johnny B. Goode’ (1958), ‘Roll Over Beethoven’ (l956) e ‘Sweet Little Sixteen’ (1958).

chuck berry

O segredo para conquistar seus ouvintes era prestar atenção na reação de sua audiência e dar a ela o que queria. Tinha uma incrível presença no palco, tocando a guitarra, gesticulando, correndo e fazendo o seu clássico ‘duck-walk’. Sua figura carismática, seu humor irreverente contribuíram para torná-lo um ídolo para a juventude. Por essa razão sua música atravessou gerações, sempre falando diretamente aos jovens. Envolvido com drogas e outros problemas, não era raro o músico estar envolvido em polêmicas. Devido a uma delas, por levar uma prostituta de quinze anos para trabalhar em um de seus bares, foi condenado em 1962 e cumpriu dois anos da sentença. Quando saiu da prisão o rock havia mudado, tanto ‘Beatles’ como os ‘Rolling Stones’ haviam regravado suas canções e a simplicidade de sua música sofreu influências do rhytm & blues, que ele sempre aceitou.

Depois disso, sua carreira nunca foi totalmente recobrada, embora a música ‘My Ding a Ling’ em 1972 tenha sido o maior sucesso de sua carreira. Apesar de sua técnica única como guitarrista, era nos shows ao vivo que sempre fazia mais sucesso e um de seus álbuns, ‘London Sessions’, gravado em Londres em 1972, está até hoje entre os mais vendidos. Em 1979 teve novamente problemas com a justiça e em 1990 foi preso sobre acusação de ter instalado uma micro-câmera no banheiro feminino de seu restaurante. Em 1986 tornou-se um membro inaugural do ‘Hall da Fama’ do rock and roll. Sua autobiografia foi publicada em 1988. Chuck Berry é um ícone que estabeleceu o rock como uma forma musical e uniu o mundo dos negros e brancos na música.

chuck berry - you never can tell


Chuck Berry - The London Chuck Berry Sessions (1972)

The London Sessions (1972)

Tracklist
01. Let's Boogie 02. Mean Old World 03. I Will Not Let You Go 04. London Berry Blues 05. I Love You 06. Reelin' And Rockin' 07. My Ding-A-Ling 08. Johnny B. Goode

Chuck Berry – The Anthology (2000)

The Anthology (2000)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Maybellene 02. Wee Wee Hours 03. Thirty Days (To Come Back Home) 04. You Can't Catch Me 05. Down Bound Train 06. No Money Down 07. Brown Eyed Handsome Man 08. Roll Over Beethoven 09. Too Much Monkey Business 10. Havana Moon 11. School Day (Ring Ring Goes The Bell) 12. Rock And Roll Music 13. Oh Baby Doll 14. Sweet Little Sixteen 15. Guitar Boogie 16. Reelin' And Rockin' (Single Version) 17. Johnny B. Goode 18. Around And Around 19. Beautiful Delilah 20. House Of Blue Lights 21. Carol 22. Jo Jo Gunne 23. Memphis, Tennessee 24. Sweet Little Rock 'N' Roller 25. Little Queenie 26. Almost Grown

Tracklist CD 2
01. Back In The U.S.A. 02. Do You Love Me 03. Betty Jean 04. Childhood Sweetheart 05. Let It Rock 06. Too Pooped To Pop 07. I Got To Find My Baby 08. Don't You Lie To Me 09. Bye Bye Johnny 10. Jaguar And Thunderbird 11. Down The Road Apiece 12. Confessin' The Blues 13. I'm Talking About You 14. Come On 15. Nadine (Is It You?) 16. You Never Can Tell 17. Promised Land 18. No Particular Place To Go 19. Dear Dad 20. I Want To Be Your Driver 21. Tulane 22. My Ding-A-Ling 23. Reelin' And Rockin' 24. Bio

the definitive collection (2006)

The Definitive Collection (2006)

Tracklist
01. Maybellene 02. Thirty Days 03. You Can't Catch Me 04. Too Much Monkey Business 05. Roll Over Beethoven 06. Brown Eyed Handsome Man 07. Havana Moon 08. School Day (Ring Ring Goes The Bell) 09. Rock And Roll Music 10. Oh, Baby Doll 11. Reelin' And Rockin' 12. Sweet Little Sixteen 13. Johnny B. Goode 14. Around And Around 15. Beautiful Delilah 16. Carol 17. Memphis 18. Sweet Little Rock & Roller 19. Little Queenie 20. Almost Grown 21. Back In The U.S.A. 22. Let It Rock 23. I'm Talking About You 24. Come On 25. Nadine 26. You Never Can Tell 27. Promised Land 28. No Particular Place To Go 29. I Want To Be Your Driver 30. My Ding-A-Ling

the moody blues

The Moody BluesSim, eles faziam parte do ‘british invasion’. Sim, eles tiveram um sucesso considerável na década de 1980. ‘The Moody Blues’ era originalmente uma banda britânica de rhythm and blues, depois tornaram-se conhecidos através da música psicodélica e do rock progressivo que foi definido pela Imprensa britânica como o ‘encontro da sofisticação e lirismo da música erudita com a energia e simplicidade da música jovem moderna (leia-se rock'n roll)'. A banda foi formada em 1964, em Birmingham, Inglaterra, por Ray Thomas (sopros e vocal), Mike Pinder (teclados e vocal), Denny Lane (guitarra e vocal), Graeme Edge (bateria) e Clint Warwick (baixo e vocal) que mais tarde gravariam o que é considerado por críticos o primeiro LP de rock progressivo da história, o ‘Days Of Future Passed’. Foram os pioneiros a usar música erudita, foram igualmente pioneiros no uso do ‘mellotron’, instrumento de teclado que tem em seu interior um arquivo de sons gravados em fita, cada tecla comanda uma fita com uma nota musical, gravada, por exemplo, de um violino.

Apesar do sucesso com a música ‘Go Now’, e boas colocações nas paradas inglesas e norte-americanas, a banda entrou em declínio. Com isso, Clint Warwick e Denny Laine partiram. Laine passou um bom tempo no anonimato, para ressurgir, na década de setenta, com os ‘Wings’ de Paul McCartney. Quanto ao Clint Warwick, nunca mais se ouviu falar dele. ‘The Moody Blues’ só retornou em 1967, com Justin Hayward (guitarra e vocal), John Lodge (baixo e vocal), mais Mike Pinder, Ray Thomas e Graeme Edge. Foi quando entrou em cena o ‘mellotron’ e os integrantes passaram a agir como se a banda não tivesse uma história anterior, um passado. O LP do retorno foi ‘Days Of Future Passed’. Essa segunda formação seguiu firme até 1972, quando a banda se dispersou, e no período de cinco anos foi lançado apenas uma coletânea e um álbum contendo gravações antigas ao vivo. Em 1978, o quinteto entrou em estúdio para gravar ‘Octave’. Depois desse LP, Mike Pinder deixou a banda e foi substituído por Patrick Moraz (ex Refugee, Yes). A banda ainda existe e o único integrante original é Graeme Edge.

the moddy blues 1968

Mike Pinder, Ray Thomas, Graeme Edge, Justin Hayward e John Lodge (1968)

Os álbuns de ‘The Moody Blues’ tiveram certas características, como um tema central para cada álbum, em torno do qual as músicas eram desenvolvidas, temas que abordavam questões fundamentais para a vida humana, como por exemplo em ‘A Question of Balance’, que defende a preservação do meio ambiente; era comum um texto recitado, principalmente na abertura do álbum. Com arranjos e melodias incrivelmente belos, o álbum ‘Days Of Future Passed’ representa até hoje uma das mais perfeitas fusões entre o erudito e o rock, particularmente, na obra-prima ‘Nights In White Satin’. Concebido para ser apenas uma releitura da ‘Sinfonia do Novo Mundo’ de Dvorak, acabou sendo uma obra inédita com as partes orquestrais executadas pela ‘London Festival Orchestra’ a cargo do Maestro Peter Knight e a das partes do ‘rock’ com os membros da banda.

the moody blues - nights in white satin


the moody blues - go now (1964)    the moody blues - Days Of Future Passed (1967)

Go Now (1964)    |    Days of Future Passed (1967)

Go Now
01. I Go Crazy 02. And My Baby's Gone 03. Go Now 04. It's Easy Child 05. Can't Nobody Love You 06. I Had a Dream 07. Let Me Go 08. I Don't Want to Go on Without You 09. True Story 10. It Ain't Necessarily So 11. Bye Bye Bird 12. From the Bottom of My Heart (I Love You)

Days of Future Passed
01. The Day Begins
02. Dawn: Dawn Is a Feeling
03. The Morning: Another Morning
04. Lunch Break: Peak Hour

05. The Afternoon
a) Forever Afternoon (Tuesday?)
b) Time To Get Away

06. Evening
a) The Sun Set
b) Twilight Time

07. The Night
a) Nights In White Satin
b) Late Lament

Bonus Tracks
08. Don't Let Me Be Misunderstood
09. Fly Me High
10. I Really Haven't Got The Time
11. Love And Beauty
12. Leave This Man Alone
13. Cities

Alternative Versions & Out-Takes
14. Tuesday Afternoon
15. Dawn Dawn Is A Feeling
16. The Sun Set
17. Twilight Time

The Moody Blues - Time Traveller (1994)

Time Traveller (1994)
CD 1    CD 2    CD 3    CD 4    CD bônus

Tracklist CD 1
01. Fly Me High 02. Love and Beauty 03. Cities 04. Tuesday Afternoon (Forever Afternoon) 05. Nights in White Satin 06. Ride My See-Saw 07. Legend of a Mind 08. House of Four Doors 09. Voices in the Sky 10. Best Way to Travel 11. Actor 12. In the Beginning 13. Lovely to See You 14. Dear Diary 15. Never Comes the Day 16. Are You Sitting Comfortably? 17. Dream 18. Have You Heard, Pt. 1 19. Voyage 20. Have You Heard, Pt. 2

Tracklist CD 2
01. Higher and Higher 02. Gypsy (Of a Strange and Distant Time) 03. Eyes of a Child 04. Never Thought I'd Live to Be a Hundred 05. Beyond 06. Out and In 07. Candle of Life 08. Never Thought I'd Live to Be a Hundred 09. Watching and Waiting 10. Question 11. Don't You Feel Small 12. It's Up to You 13. Minstrel's Song 14. Dawning Is the Day 15. Melancholy Man 16. Procession 17. Story in Your Eyes 18. One More Time to Live 19. You Can Never Go Home 20. My Song

Tracklist CD 3
01. Lost in a Lost World 02. New Horizons 03. For My Lady 04. Isn't Life Strange 05. You and Me 06. I'm Just a Singer (In a Rock & Roll Band) 07. This Morning 08. Remember Me, My Friend 09. My Brother 10. Saved by the Music 11. I Dreamed Last Night 12. When You Wake Up 13. Blue Guitar 14. Steppin' in a Slide Zone 15. Driftwood 16. Day We Meet Again

Tracklist CD 4
01. Forever Autumn 02. Voice 03. Talking Out of Turn 04. Gemini Dream 05. Blue Worl 06. Sitting at the Wheel 07. Running Water 08. Your Wildest Dreams 09. Other Side of Life 10. I Know You're Out There Somewhere 11. No More Lies 12. Say It With Love 13. Bless the Wings (That Bring You Back) 14. Lean on Me (Tonight) 15. Highway

Tracklist CD 5 (bonus)
01. This Is The Moment 02. The Story In Your Eyes (Live) 03. Voices In The Sky (Live) 04. New Horizons (Live) 05. Emily's Song (Live) 06. Bless The Wings (That Bring You Back ) (Live) 07. Say It With Love (Live) 08. Legend Of A Mind (Live) 09. Gemini Dream (Live)

soundtrack by yann tiersen

Yann TiersenGuillaume Yann Tiersen, de origem judaica, nasceu na cidade de Brest, França. Durante sua infância estudou violino e piano, mas não se limitou a estes instrumentos, adquirindo grande técnica no acordeão, e mais tarde dedicando-se à regência orquestral, tornando-se um músico de vanguarda, um virtuoso multi-instrumentista. Sua eclética mistura de estilos musicais inclui folk francês, rock e música erudita. A guitarra elétrica tornou-se o principal instrumento de seus concertos, influenciado pelo rock na adolescência e a música clássica por seus estudos no conservatório, mas seus interesses também incluíam tocar em uma banda de new-wave local. Em seu álbum de estréia lançado em 1995, incluíam algumas faixas que ele havia escrito para curtas-metragens e peças teatrais. Mas, o sucesso internacional apenas veio quando Tiersen foi convidado pelo diretor Jean-Pierre Jeunet para compor a trilha do filme ‘Le fabuleux destin d'Amélie Poulain’ em 2001. O filme foi um sucesso internacional, refletido nas vendas do álbum da trilha sonora. Sua obra inclui outro filme, ‘Good Bye Lenin’ um filme alemão de 2003 dirigido por Wolfgang Becker. Yann Tiersen voltou em 2008 no filme/documentário sobre a vida de Tabarly, um velejador francês. Embora as trilhas sonoras para cinema não sejam primordiais em sua carreira, Tiersen é sempre notado pela sua genialidade, com suas composições cativantes como em ‘Amélie Poulain’ e emocionantes em ‘Good Bye Lenin’. Na sinfonia das ondas, no encontro entre a luz do céu e a sombra do mar, ‘Tabarly’ tem a trilha mais sensível de Tiersen, é bela e forte.

yann tiersen - au dessous du volcan
(tabarly)


le fabuleux destin d'amelie poulain (2001)‘Le fabuleux destin d'Amélie Poulain’ conta a história de Amélie, uma menina que cresceu isolada das outras crianças porque seu pai achava que ela possuia uma anomalia no coração, já que este batia muito rápido durante os exames mensais que o pai fazia na menina. Na verdade, Amélie ficava nervosa com este raro contato físico com o pai, por isso, e somente por isso, seu coração batia mais rápido que o normal. Seus pais, então, privaram Amélie de freqüentar escola e ter contato com outras crianças. Sua mãe, que era professora, foi quem a alfabetizou até falecer quando Amélie ainda era menina. Sua infância solitária e a morte prematura de sua mãe influenciaram fortemente o seu desenvolvimento e a forma como ela se relacionava com as pessoas e com o mundo depois de adulta quando muda-se do subúrbio para o bairro parisiense de Montmartre e começa a trabalhar como garçonete. Ao encontrar no banheiro de seu apartamento uma caixinha com brinquedos e figurinhas pertencentes ao antigo morador do apartamento, decide procurá-lo e entregar o que lhe pertence. Ao notar que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e remodela sua visão do mundo. A partir de então, Amélie se engaja na realização de pequenos gestos a fim de ajudar e tornar mais felizes as pessoas ao seu redor. Ela ganha aí um novo sentido para sua existência. Em uma destas pequenas grandes ações ela encontra um homem por quem se apaixona e mudando o seu destino para sempre.

Le Fabuleux Destin d'Amelie Poulain (2001)

Tracklist
01. J'y Suis Jamais Alle 02. Les Jours Tristes (instrumental) 03. La Valse D'Amelie 04. Comtine D'un Autre Ete: L'apres Midi 05. La Noyee 06. L'autre Valse D'Amelie 07. Guilty 08. A Quai 09. Le Moulin 10. Pas Si Simple 11. La Valse D'Amelie (orchestra version) 12. La Valse Des Vieux Os 13. La Dispute 14. Si Tu N'etais Pas La 15. Soir De Fete 16. La Redecouverte 17. Sur Le Fil 18. Le Banquet 19. La Valse D'Amelie (piano version) 20. LaValse Des Monstres

yann yiersen - good bye lenin (2003)'Good Bye Lenin!' tem início com as manifestações populares contra o regime marxista-leninista da Alemanha Oriental no ano de 1989, pouco antes da queda do muro de Berlim, momento em que muitos deixavam a cidade em direção à Hungria para conseguirem entrar na Alemanha Ocidental. Entre os manifestantes, encontra-se Alex, filho de uma professora entusiasta do socialismo que quando o vê é obrigada a descer do táxi em que estava e sofre uma parada cardíaca. Como efeito colateral, entra em estado de coma. No hospital, Alex sente-se culpado pelo estado de saúde da mãe. Com o passar do tempo, ele conhece uma enfermeira chamada Lara. A mãe de Alex recupera-se, mas o muro de Berlim já havia caído e a Alemanha se unificara com a derrocada do socialismo na Alemanha. Para que a mãe não sofresse um choque emocional que debilitasse sua saúde, Alex recria em um quarto de seu apartamento a extinta Alemanha Oriental, com produtos, notícias e até mesmo pessoas, mostrando uma fictícia derrocada do capitalismo na Alemanha. Alex até ‘cria’ um canal de televisão, para sua mãe acreditar plenamente na idéia de que ainda estavam sobre o socialismo.

Good Bye Lenin! (2004)

Tracklist
01. Summer 78 [Instrumental] 02. Coma 03. Childhood 1 04. From Prison to Hospital 05. Mother 06. Watching Lara 07. Dishes 08. First Rendez-Vous 09. Decant Session 10. Lara's Castle 11. Deutsch Mark Is Coming 12. I Saw Daddy Today 13. Birthday Preparations 14. Good Bye Lenin 15. Childhood 2 16. Letters 17. Mother's Journey 18. Preparations for the Last TV Fake 19. Mother Will Die 20. Father Is Late 21. Father and Mother 22. Finding the Money 23. Summer 78

yann yiersen - tabarly (2008)'Tabarly' acontece no ano de 1998. Na noite de 12 de junho o velejador francês Éric Tabarly navegava em seu centenário ‘Pen Duick’ dirigindo-se para Fairlie, na Escócia, onde iria participar de uma homenagem a William Fife III, o arquiteto naval que viveu entre 1857 e 1944 e que além do ‘Pen Duick’ foi autor dos planos de mais de 800 barcos de recreio. O vento tinha aumentado e Tabarly, numa manobra para substituir a grande vela por uma de temporal foi atingido no peito, se desequilibrou e caiu no mar. Os outros quanto tripulantes lançam-lhe uma bóia, disparam dois foguetes de sinalização e pedem socorro no canal 16, mas não obtêm resposta e logo a bateria do rádio VHF portátil esgota-se. Foi só ao nascer do Sol que a tripulação do máxi australiano Longobarda descobre o Pen Duick, a 30 milhas da costa do País de Gales, e dá o alarme. A guarda costeira inglesa inicia a busca, que depois é reforçada por um helicóptero da RAR e pela marinha francesa, mas não encontram o náufrago.

Tabarly (2008)

Tracklist
01. Tabarly 02. Naval 03. II 04. Au dessous du volcan 05. IV 06. La longue route 07. 1976 08. Yellow 09. Point Zéro 10. La corde 11. 8 mm 12. Point Mort 13. Dernière 14. Atlantique Nord 15. Eire

pure jazz

O jazz é, sem dúvida, a música mais livre do planeta. Nela é permitido ao músico esquecer as regras e os dogmas criados pelo mundo e ao ouvinte entregar-se ao feitiço e pureza do seu ritmo. Quando surgiu, no final do século XIX e início do século XX, no sul dos Estados Unidos, principalmente na cidade de Nova Orleans, o jazz foi considerado profano. No início do ano de 1800, os escravos se reuniam na Praça do Congo para tocar suas músicas e mostrar suas danças tradicionais. Os negros norte-americanos foram os porta-vozes do jazz. Cantado ou tocado eles fizeram do jazz a sua identidade, que é respeitada e admirada até hoje em todo o mundo.

buddy bolden band (1905)

Buddy Bolden Band (1905)

scott joplinBuddy Bolden, considerado o primeiro músico de jazz, nasceu em 1877 e as primeiras bandas de jazz surgiram por volta de 1885. De acordo com o ‘All Music Guide’, Bolden formou sua primeira banda em 1895. E infelizmente, as músicas dessa época inicial nunca foram gravadas. A fusão entre a música vinda da África, por meio dos escravos que trabalhavam nas plantações de fumo e algodão, e os ritmos europeus como polca, música erudita e a marcha deu origem ao ragtime que teve como principais expoentes os pianistas Tom Turpin, James Scott e, principalmente, Scott Joplin, autor do clássico ‘The Entertainer’. Mas o ragtime, diferente do jazz, não era uma forma improvisada de música. Um novo estilo de tocar piano, desenvolvido perto do fim do século 19, começou a deixar seu marco no jazz também. Um tocador de piano mantinha a batida com sua mão esquerda enquanto tocava uma melodia com a direita. No alto da sua popularidade no início do século XX, o ragtime realizou incursões com os músicos de jazz que começaram a incorporar e enfeitar a técnica com seu próprio estilo. Pode-se dizer que o ragtime foi o embrião do jazz.

Original Dixie Jazz Band (1917)

Original Dixie Jazz Band (1917)

louis armstrongMuitos viam o jazz como promíscuo e relacionado à classe baixa, devido às ligações raciais, mas nem todos se opunham a ele e músicos brancos começaram a procurar músicos negros. Oficialmente, a primeira gravação de jazz aconteceu em 1917, com a original ‘Dixieland Jazz Band’, um conjunto formado por músicos brancos de Chicago. Mas foi a partir do pianista Jelly Roll Morton e da cantora Bessie Smith que o jazz começou sua verdadeira viagem. O primeiro grande expoente do jazz foi Louis Armstrong, que era trompetista da banda ‘Creole Jazz Band’, liderada por Joe King Oliver. Entre 1925 e 1928, após deixar Oliver, Armstrong entrou definitivamente para a história e é considerado o primeiro grande solista do jazz. Duke Ellington é considerado o Mozart do jazz. Seus arranjos sofisticados e sua orquestra de virtuosos foram as novidades, no meio dos anos 30, que regeram a era do swing. No meio dos anos 40, uma revolução acontece no jazz, nasce o bebop, estilo que tem como característica principal a vocalização do instrumento. Seus precursores foram o saxofonista Charlie ‘Bird’ Parker , o trompetista Dizzy Gillespie e o pianista Thelonius Monk. Nessa época, as cantoras ajudaram a reerguer as big-bands, que estavam em franco declínio. Quanto tudo parecia calmo, um trompetista discreto apareceu, era Miles Davis. Junto a outro gênio, o saxofonista John Coltrane, Davis cria o que ficou rotulado de cool jazz, algo mais tranqüilo e requintado que o bebop.

duke ellingtonNo início do anos 60 o free jazz aparece liderado por Ornette Coleman. O estilo gera amor e ódio. As músicas tinham arranjos e escalas completamente insanos. No início dos anos 70, Miles Davis volta à cena e começa um casamento com o rock, criando o jazz fusion. No início dos anos 80, um movimento denominado ‘young lions’ liderado pelo trompetista Wynton Marsalis trouxe uma nova vida ao jazz. No fim dos anos 80 uma nova influência é somada ao jazz. Mais uma vez cabe a Miles Davis ser o precursor. Com o lançamento do disco póstumo ‘Doo-bop’, o trompetista criou o que mais tarde foi chamado de acid jazz. Assim como aconteceu ao logo do século XX, o jazz continuou sua mutação no início deste século. Uma nova geração tem adicionado elementos do rap, rock, erudito e música eletrônica ao jazz. Correndo por fora de todo esse movimento está o smooth jazz, que é um fusion mais acessível. Para os puristas, esse tipo de jazz é um desrespeito à música secular. Apesar de ter nascido nos Estados Unidos, o jazz está presente no velho continente. Não apenas por causa dos grandes festivais que acontecem anualmente por lá, como o Montreux (Suíça), o North Sea (Holanda) e o Umbria (Itália), mas também por músicos formidáveis que escreveram ou escrevem seus nomes na história do jazz. (por emerson lopes)

coleman hawkins - someone to watch over me


Pure Jazz - 48 Original Hits by the Original Artists (2007)
CD 1    CD 2    CD 3

Tracklist CD 1
01. Miles Davis - It Never Entered My Mind
02. Dexter Gordon - Dam That Dream
03. Donald Byrd - I Got It Bad & That Ain't Good
04. Nat King Cole & George Shearing - Fly Me to the Moon
05. Art Blakey & The Jazz Messengers - Along Came Betty
06. Cannonball Adderley Quintet - Dancing in the Dark
07. The Duke Ellington Trio - In a Sentimental Mood
08. Count Basie & His Orchestra - After Supper
09. Nina Simone - (I Loves You) Porgy
10. Sonny Rollins - Reflections
11. Stanley Turrentine with the 3 Sounds - Willow Weep for Me
12. Dinah Washington - Lover Man (Oh Where Can You Be)
13. Pete La Roca - Lazy Afternoon
14. Thelonious Monk - Round Midnight
15. Ike Quebec - Blue & Sentiment
16. Bud Powell - You'd be so nice to come home to

Tracklist CD 2
17. John Coltrane - I'm Old Fashioned
18. Herbie Hancock - Driftin'
19. Peggy Lee - Basin St Blues
20. Wayne Shorter - Footprints
21. Grant Green - God Bless Child
22. Herbie Nichols - Lady Sings The Blues
23. Chet Baker - I Can't Get Started
24. Sarah Vaughan - All I Do Is Dream Of You
25. George Shearing - Midnight In The Air
26. Chico Hamilton with Eric Dolphy - In A Mellotone
27. Lee Morgan - Rainy Night
28. Art Pepper - You Go To My Head
29. Mel Torm - You're Getting To Be A Habit With Me
30. Chick Corea - My One & Only Love
31. Jimmy Smith - On The Sunny Side Of The Street
32. Bobby Hutcherson - Maiden Voyage

Tracklist CD 3
33. Louis Armstrong - We Have All The Time In The World
34. Coleman Hawkins - Someone To Watch Over Me
35. Art Tatum - Sweet Lorraine
36. Nancy Wilson - Call It Stormy Monday
37. Kenny Dorham - Una Mas (One More Time)
38. Hank Mobley - Falling In Love With Love
39. The Lou Donaldson Quartet - The Things We Did Last Summer
40. Sonny Clark - Cool Struttin'
41. Dinah Shore with Andre Previn - My Funny Valentine
42. Wes Montgomery - Baubles, Bangles & Beads
43. Milt Jackson - Thinking Of You
44. Freddie Hubbard - You're My Everything
45. Lou Rawls - Summertime
46. Kenny Burrell, Grover Washington Jr - Day Dream
47. The Horace Silver Quintet - You Happened My Way
48. Duke Pearson - After The Rain

flávio guimarães

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blues etílicos

Flávio GuimarãesCom mais de 20 anos de carreira, Flávio Guimarães é gaitista, cantor e pioneiro do blues no Brasil. Produziu cinco álbuns próprios e dez com o ‘Blues Etílicos’, banda de blues brasileira da qual foi fundador. Começou a tocar a gaita cromática, depois ouvindo discos do Muddy Waters, do Johnny Winter e outros sua curiosidade foi aguçada para saber qual gaita era aquela que tinha o som diferente. Como no Brasil, em 83, era difícil encontrar alguém tocando gaita, Flávio levou um tempo para descobrir que a gaita que ele ouvia nos discos era a diatônica também chamada de ‘gaita de tom’ e usada no blues. As cromáticas e as diatônicas são diferentes tanto em suas características técnicas quanto em sua sonoridade. Foi essa descoberta que o levou a comprar uma gaita diatônica, a tentar soprar, a tentar aprender, até que foi desenvolvendo sozinho, como autodidata, já que, naquela época, também não tinha professor para esse instrumento.

Com o passar do tempo teve contato com o ‘Sugar Blue’, que veio ao Brasil na banda do Buddy Guy. E nesse contato, Buddy Guy o aconselhou a ir pra Chicago. E Chicago fervia no anos 80 com Billy Branch, ‘Sugar Blue’, James Cotto, Junior Wells, além dos guitarristas Loonie Brooks, Son Seals e Buddy Guy. Em Chicago, Flávio acabou tendo aulas com o 'Sugar Blue' e com o Howard Levy. Na gaita diatônica, pelo conjunto de sua obra e por seu pioneirismo, Flávio se tornou a principal referência desse instrumento no Brasil. Gravou como participante em diversos álbuns de diversos artistas. Charlie Musselwhite, Howard Levy e 'Sugar Blue' foram convidados especiais em seus álbuns. Foi escolhido para abrir os shows de B.B. King no Brasil, em 1999 e 2004 e para Robert Cray, além de compartilhar o palco com algumas lendas vivas do blues, como Buddy Guy e Taj Mahal. Já realizou shows em todo Brasil, Argentina, Estados Unidos e Europa. Sua gaita pode ser ouvida em trilhas sonoras para cinema, TV e comerciais. Foi influenciado por Little Walter, Big Walter Horton, William Clarke, Rod Piazza, Charlie Musselwhite e segue influenciando toda uma geração de gaitistas brasileiros, ensinando e divulgando essa linguagem musical através de vídeos-aulas, workshops e festivais que produz. Flávio Guimarães é endorser da mais antiga e conceituada fábrica de gaitas do mundo, a ‘Hohner Harmonicas’.

Ouvinte e colecionador de jazz, mesmo não sendo um músico de jazz, é influenciado por ele na maneira de tocar, no fraseado, pendendo para o blues jazzístico, influenciado pelo saxofone de John Coltrane. No seu primeiro álbum solo ‘Little Blues’, tocando com músicos que conheciam a linguagem do jazz, Flávio acabou flertando com um jazz mais simples, mais melódico, um jazz menos complexo. O álbum com a banda de São Paulo ‘Prado Blues Band’ é uma mistura de blues com swing e jazz. Formada por Yuri Prado na bateria, Igor Prado na guitarra e voz, Ivan Marcio na harmônica e voz e Marcos Klis no baixo, a banda toca no estilo ‘jump blues’.

flávio guimarães - telephone blues


Flávio Guimarães - Little Blues (1995)

Little Blues (1995)

Participações: Sugar Blue, Paulo Moura, Ed Motta, Mauro Senise, Roberto Frejat, George Israel, Maurício Gaetani, Rodrigo, Rildo Hora
Tracklist
01. Telephone blues 02. Take five 03. Blues jam for Charlie 04. Honest I do 05. Blue Stu 06. Free delay 07. Hoochie coochie man 08. Sick and tired 09. Surfing 10. Baby please don't go 11. Hand jive 12. Na baixa do sapateiro 13. Tin sandwich swing 14. Russo's blues 15. Blues pra Márcia

Flávio Guimarães - On The Loose (2000)

On the Loose (2000)

Tracklist
01. Keep It To Yourself 02. Berimbau Não É Gaita 03. You Was Wrong 04. Checkin' On My Baby 05. On The Loose 06. Baby What You Want Me To Do 07. Boogie Pro Rafa 08. Jam For Big Walter 09. Blowin' The Family's Jewels 10. Rock With Me 11. Tributo A William Clarke

Flávio Guimarães - Navegaita (2003)

Navegaita (2003)

Tracklist
01. Cão Comendo Mariola 02. Não Para! 03. Pinote 04. Maracagroove 05. Menina Mulher da Pele Preta 06. Balada de Robert Johnson 07. A Formiga e a Sauva 08. Mãe dos Vícios 09. Caba Véi 10. S Dobrado 11. Estrela da Noite 12. Boomerang

Flávio Guimarães e Prado Blues Band

Flávio Guimarães & Prado Blues Band (2006)

Tracklist
01. May Be Wrong 02. Missing Mr. Clarke 03. T-Bone Shuffle 04. Riding with Ray 05. Please Send Her Home to Me 06. Tin Pan Alley 07. George's Boogie 08. Lazy Thing 09. Below's Shuffle 10. Swing Me Baby 11. Put The Kettle On 12. Going Home Tomorrow 13. Boogie do Cauê 14. Louise

r.e.m.

R.E.M.Em 1979, em Athens, na Geórgia, o vocalista Michael Stipe, estudante de artes plásticas, conheceu o guitarrista Peter Buck, um jovem que trabalhava numa loja de discos e que era uma verdadeira enciclopédia ambulante do rock. No começo da amizade, a principal diversão da dupla era freqüentar bares e shows da região vestidos de mulher. Em 1980, em uma das festas que freqüentavam conheceram o baixista Mike Mills e o baterista Bill Berry que também eram amigos. A afinidade entre os quatro foi imediata e logo começaram a tocar juntos e fundaram o 'R.E.M.' uma referência ao estágio de sono REM. Em 1980, a banda fez seu primeiro show para a festa de aniversário de um amigo, numa igreja abandonada da cidade. A partir daí, começaram a tocar em bares, restaurantes e festas no sudeste dos EUA. Através da década de 80 a banda trabalhou sem descanso, lançando álbuns anualmente por sete anos consecutivos. Seu estilo ‘punk rock’ e ‘art rock’ inspirado na década de 70 permitiu que o grupo se estabelecesse na cena do rock alternativo da década de 80. O grupo é admirado por outros músicos por ter realizado um feito raro, mesmo com a sua popularidade crescendo e não fazendo mais parte do underground, a banda manteve a aura da época de sua fundação, quando só encontrava fãs nas rádios universitárias dos Estados Unidos. Não simplificou seus arranjos e suas letras, manteve-se fiel a um estilo que combina o ‘folk rock’ dos anos 60 e a energia ‘punk’ do final dos anos 70, numa época dominada pelo ‘new wave’. Acima de tudo, o R.E.M. contou com o enorme carisma do letrista e vocalista Michael Stipe.

R.E.M. (1980)

Michael Stipe, Mike Mills, Bill Berry, Peter Buck (1980)

Michael StipeStipe é um pop star atípico. Feioso e desengonçado nunca deu a mínima para o glamour. Seu visual magérrimo e com a cabeça raspada chegou a suscitar boatos de que ele seria portador do HIV. Stipe reluta em falar com a imprensa, mas às vezes usa a mídia de maneira surpreendente. Em certa ocasião, durante um bate-papo informal com os leitores de uma revista inglesa, confessou ser bissexual, revelando que namorou tanto Stephen Dorff como a destrambelhada Courtney Love. Em 2008 admitiu abertamente a uma publicação americana que é gay reconhecendo que nem sempre viu o quão útil sua saída do armário poderia ser para os homossexuais. Acrescentou que sempre foi sincero sobre sua orientação sexual com os parceiros de banda, a família, os amigos e as pessoas com as quais se relacionou. Sua carreira não se limita à música, nos últimos anos, ele se revelou um ousado produtor cinematográfico. O forte da banda R.E.M. são as canções que nunca cheiram a naftalina como a ‘So.Central Rain’, ‘The One I Love’ e principalmente ‘Losing My Religion’ que sempre soa como música inédita.

r.e.m - losing my religion


R.E.M. – 20 Years of R.E.M. (2001)

20 Years of R.E.M. (2001)

Tracklist
01. Imiatation Of Life 02. The Great Beyond 03. At My Most Beautiful 04. Electrolite 05. What’s The Frequency, Kenneth? 06. Man On The Moon 07. Everybody Hurts 08. Drive 09. Losing My Religion 10. Pop Song 89 11. Orange Crush 12. It’s The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine) 13. The One I Love 14. Finest Worksong 15. Fall On Me 16. Driver 8 17. So. Central Rain 18. Talk About The Passion 19. Gardening At Night 20. Radio Free Europe

oi va voi

‘Oi Va Voi’ é uma banda experimental de Londres, que se formou no final de 1990, quando Lemez Lovas (trompete, teclado, vocais), Josh Breslaw (bateria, percussão), Leo Bryant (bass, double bass) , Steve Levi (clarinete, vocais), Nik Ammar (guitarra, mandolin, apoio vocais) e Sophie Solomon (violino, viola, piano, acordeão), reuniram suas diversas formações musicais de jazz, hip-hop, música judaica e ritmos globais provenientes da Europa Oriental e do Mediterrâneo. O nome do iidisch é derivado de uma exclamação popular em hebraico moderno significando: ‘Oh, cara!'. É um corajoso grupo de músicos de uma das diversas comunidades judaicas existentes em Londres.

oi va voi concerto em Cambridge, 2009Corajosos porque inovaram a música folclórica judaica, da tradição ashkenazic e sefarditas, resgatando as influências tradicionais do oriente europeu, incluindo tanto klezmer e música ladino que em função das opressões contra o povo judeu no séc. XX foram reprimidas, bem como a música cigana, especialmente música popular húngara, modernizadas com arranjos eletrônicos. Cantadas muitas vezes em ladino, as músicas de ‘Oi Va Voi’ já eram sucesso quando nem mesmo seu álbum de estréia estava finalizado. Sophie Solomon que abandonou o grupo em 2006 para lançar a sua carreira solo foi substituída por Anna Phoebe no violino e nos vocais Alice McLaughlin, cuja voz impressionante combina a pureza de Marianne Faithfull com algo do outro mundo de Bjork. Lemez Lovas principal compositor e letrista, deixou a banda em 2007. Em seguida, o produtor Mike Spencer conhecido por suas gravações da música tradicional do Sudão e Camboja fez o ajuste perfeito para o ecletismo de ‘Oi Va Voi’. Mais recentemente, o australiano violinista Haylie Ecker juntou-se ao grupo.

oi va voi - wonder


oi va voi - digital folklore (2002)

Digital Folklore (2002)

Tracklist
01. 7 Brothers 02. D'Ror Yikra (featuring Ben Hassan) 03. Salaam Shalom (featuring MoMo) 04. Od Yeshoma 05. Tatar Love Song (featuring Maiya James) 06. Pagamenska (featuring Majer Bogdanski) 07. A Csitari Hegyek Alatt 08. Crimea

oi va voi - laughter through tears (2003)

Laughter Through Tears (2003)

Tracklist
01. Refugee (featuring KT Tunstall) 02. Yesterday's Mistakes (featuring KT Tunstall) 03.Od Yeshoma 04. A Csitári Hegyek Alatt (featuring Judit Németh) 05. Ladino Song (featuring KT Tunstall) 06. 7 Brothers (featuring Sevara Nazarkhan) 07. D'Ror Yikra (featuring Ben Hassan) 08. Gypsy (featuring Earl Zinger) 09. Hora 10. Pagamenska (featuring Majer Bogdanski)

oi va voi - oi va voi (2007)

Oi Va Voi (2007)

Tracklist
01. Yuri 02. Further Deeper 03. Look Down 04. Dissident 05. Balkanik 06. Black Sheep 07. Nosim 08. Dry Your Eyes 09. Worry Lines 10. Spirit Of Bulgaria

Oi Va Voi - Travelling the Face of the Globe (2009)

Travelling the Face of the Globe (2009)

Tracklist
01. Waiting 02. I Know What You Are 03. Travelling the Face of The Globe 04. Every Time 05. S'brent 06. Magic Carpet 07. Dusty Road 08. Foggy Day 09. Wonder 10. Long Way from Home 11. Stitches and Runs 12. Photograph

les uns et les autres

Les uns et les autres‘Les uns et les autres’ é dirigido por Claude Lelouch, com roteiro de Claude Lelouch e produzido por Claude Lelouch. O elenco é extraordinário, interpretando mais de um papel: pai e filho, mãe e filha, avó e neta. As músicas são fascinantes, não só as dos grandes mestres como Ravel, Beethoven, Brahms, Chopin, Liszt, como as de Michel Légrand compositor, arranjador, maestro e pianista francês descendente de armênios que compôs mais de 200 trilhas sonoras para filmes e televisão e gravou mais de uma centena de discos; e Francis Lai compositor e pianista francês que em 1970 ganhou o Oscar pela trilha de 'Love Story'. O filme se passa em quatro países, Rússia, França, Alemanha e Estados Unidos, e mostra o drama de quatro famílias que se cruzam e se unem através da dança e da música. Separados por motivos políticos e pela guerra, são unidos pelo amor às artes. ‘Les uns et les autres’ mostra o período americano das 'big bands', a ascensão de Hitler na Alemanha, a perseguição dos judeus na França e sua deportação para os campos de concentração de Treblinka, Auschwitz, entre outros, a batalha de Stalingrado, o desembarque na Normandia, a libertação de Paris, e o impacto desses acontecimentos nas gerações futuras.

Em Moscou, no ano de 1936, a dançarina Tatiana apresenta-se diante de um comitê que vai escolher aquela que dançará o ‘Boléro’, de Ravel, e se tornará a 1ª bailarina do Bolshoi. Ela não é a escolhida, mas casa-se com o músico e um dos examinadores, Boris Itovitch. Depois que o casal tem um filho, Sergei, a Rússia é invadida pelas tropas nazistas, e Boris é convocado pelo exército, morrendo no campo de batalha. Em Paris, 1937, a violinista, Anne, apaixona-se e se casa com o colega e pianista judeu, Simon Meyer. Em 1942, durante a ocupação da cidade pelas forças nazistas, o casal é deportado para um campo de concentração, levando consigo o filho Robert, com apenas alguns meses de idade. Quando o trem, que os leva, pára na pequena cidade de Igney-Avricourt, eles abandonam o bebê entre os trilhos da ferrovia, na esperança de que alguém o encontre. Um adolescente, ao passar de bicicleta, o apanha e o deixa à porta de uma pequena igreja a 50 km do local. Robert é, então, criado pelo padre Antoine, com o nome de Robert Prat. Seu pai, Simon, é morto numa câmara de gás do campo de concentração.

Em Berlim, 1938, o jovem pianista Karl Kremer recebe os cumprimentos pessoais de Hitler. A eclosão da guerra, em 1939, o leva a deixar sua mulher, Magda, a fim de lutar por seu país. Quando as tropas alemãs ocupam Paris, em 1940, Kremer desfila com seu batalhão, permanecendo na capital francesa, durante todo o período da ocupação. Em Nova York, 1939, durante uma apresentação de Jack Glenn e sua orquestra, após ele dedicar sua última composição à sua jovem mulher, a cantora francesa Susanne, o show é interrompido para ser anunciado que, face à invasão da Polônia pelas tropas nazistas, a Inglaterra e a França declararam guerra à Alemanha. Em 1942, Jack deixa a mulher e seus dois filhos pequenos, Jason e Sarah e viaja para Londres onde proporciona shows para os soldados. E em 1944, Jack anima a festa popular da vitória dos aliados. Na multidão encontra-se o padre Antoine, com o pequeno Robert em seus braços, assim como, Evelyne, uma jovem cantora francesa que, durante o período da ocupação, teve vários amantes entre os oficiais nazistas. Rejeitada pelos parisienses, que a vêem como uma prostituta, Evelyne tem a cabeça raspada e viaja com sua filha, Edith, fruto de seus relacionamentos com os oficiais alemães, para a casa de seus pais. Cercada de incompreensão, ela se suicida. Edith é criada pelos avós e aos 20 anos, muda-se para Paris.

Com o fim da guerra, Anne Meyer, sobrevivente do campo de concentração, dedica sua vida à procura do filho que, um dia, fora obrigada a abandonar. Vinte anos depois, este é um conceituado advogado, casado e com um filho, Patrick, que vem a se tornar um importante cantor. Na Rússia, Tatiana torna-se encarregada da escola para principiantes do Bolshoi. Em 1964, seu filho, Sergei, agora um bailarino de sucesso, aproveita uma turnê no exterior para pedir asilo político. Em seguida, casa-se e tem uma filha, Tania, que também segue a mesma carreira da avó. Em Nova York, a exemplo de seus pais, Jason e Sarah Glenn tornam-se importantes figuras do show business, ele como diretor de cinema e ela como uma brilhante cantora. Na França, por sua incrível semelhança com o pai, ao lançar um livro com sua foto na capa, Robert Prat é reconhecido e procurado pelos padrinhos de casamento de seus pais. No encontro, toma conhecimento de sua história, bem como, que sua mãe foi vista pela última vez há dois anos, quando começou a perder a memória. Ele passa a procurá-la. Em 1980, o Sr. Stéphane, representando a Cruz Vermelha e a UNICEF, convida Sarah para participar de uma grande festa de solidariedade, a ser transmitida por todas as TVs do mundo. O mesmo convite é feito por ele ao agora mundialmente famoso, maestro Karl Kremer, ao fabuloso bailarino, Sergei, e ao jovem e talentoso cantor, Patrick. Assim, em Paris, em benefício da UNICEF, tem lugar a apresentação de gala do balé ‘Boléro’, de Maurice Ravel, tendo o russo Sergei Itovitch, como primeiro-bailarino, o alemão Karl Kremer, como o maestro-regente, o cantor francês, Patrick Prat, e a cantora americana, Sarah Glenn.

un parfum de fin du monde (instrumental)


Soundtrak - Les Uns Et Les Autres

Les Uns Et Les Autres (1981)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Folies Bergère 02. Serenade For Sarah (Instrumental) 03. Les Violons De La Mort 04. Les Allemands A Paris 05. Les Uns Et Les Autres 06. Un Parfum De Fin Du Monde 07. Boris et Tatiana 08. Paris Des Autres 09. Dad And Co. 10. Ballet Apocalypse 11. Un Parfum De Fin Du Monde (Instrumental) 12. Les Uns Et Les Autres (Instrumental) 13. Paris T'Es Degueulasse 14. Serenade For Sarah (Instrumental)

Tracklist CD 2
01. Les Uns et Les Autres 02. Body and Soul Incorporated 03. Ballade Pour Ma Mémoire 04. Serenade For Sarah (Chant) 05. Paris Des Autres (Instrumental) 06. Paris Des Autres 07. Les Violons De La Mort (Instrumental) 08. Dad And Co. (Instrumental) 09. Les Uns Et Les Autres 10. Un Parfum De Fin Du Monde 11. Bolero de Ravel 12. Pot Pourri

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