motown: yesterday, today, forever

gravadora motown Motown Records, nome inspirado na cidade de Detroit, Motor Town, foi constituída em 1959 pelo ex-boxeador, ex-funcionário da linha de montagem da Ford e por último, compositor e produtor de bandas Berry Gordy Jr. Depois de ir à falência com a loja de discos especializada em jazz que fundou com 700 dólares emprestados por seu pai, Berry Gordy foi aconselhado por Smokey Robinson, líder dos 'Miracles', a fundar uma gravadora especializada em música negra e assim, começou gravando discos no porão de casa e a distribuí-los. A Motown nasceu oficialmente em 1960, num sobrado, perto do centro de Detroit e novamente com apoio financeiro familiar de 800 dólares, primeiro como Tammy Records que se tornou Tamla Records, por problemas de direitos autorais. A espirituosa placa ‘Hitsville, USA’ (Cidade dos Sucessos, EUA), foi pendurada na entrada; um presságio da impressionante máquina de sucessos e estrelas em que se tornaria a gravadora. A Motown desempenhou um papel importante na integração racial da música popular como a primeira gravadora de propriedade de um negro e principalmente com artistas negros norte-americanos. Através do talento de compositores como o próprio Smokey Robinson, Brian e Eddie Holland e Lamond Dozier, os artistas da Motown foram uma presença significativa nas paradas dos anos 60 e início dos 70 com ritmos fortes e o acompanhamento de orquestras além de criarem coreografias, estilos e roupas marcantes exigidos pela gravadora.

motown - berry gordy

Berry Gordy, fundador da 'Motown Records' em frente a sede original da sua empresa em Detroit, Michigan (1960)

A gravadora criou artistas como Diana Ross e as 'Supremes', Stevie Wonder e Marvin Gaye nos anos 60. Nos anos 70, o 'Jackson Five', de onde surgiu Michael Jackson. Nos anos 80, Lionel Richie. E assim, alçou a seu devido status de importância ritmos como o soul e o rhythmn n' blues. Todos os maiores nomes da música negra americana passaram pela gravadora deixando um legado de canções inesquecíveis e demolindo barreiras entre o branco e o negro. Em 1970, Berry Gordy mudou a Motown de Detroit para Los Angeles e entrou para o mundo do cinema, onde produziu ‘Lady Sings The Blues’, em 1972, sobre a vida de Billie Holiday, e ‘Mahogany’, em 1975, ambos estrelados por sua superstar, Diana Ross. Berry Gordy chefiou a Motown até 1988, quando decidiu vendê-la para a MCA e aposentar-se em função de uma série de mudanças no mercado fonográfico. Hoje a Motown continua a produzir músicos de talento, mas a magia não é mais a mesma, dos dias gloriosos do passado, com músicas que fazem parte da história pessoal de muita gente. Em 1998, a gravadora passou para as mãos da Universal. Já em 2005 é criada a Motown Universal, que permanece com nomes como Stevie Wonder, Diana Ross e algumas novidades.

Mortes e drogas maculam legado da lendária gravadora Motown

Sem dúvida, a Motown, e seus artistas com canções inspiradas levaram alegria para milhões de pessoas em todo o mundo. Muitos se tornaram lendas vivas, mas o destino não foi igualmente benevolente para outros artistas e compositores que trabalharam no estúdio espartano da ‘Hitsville USA’. Drogas, pobreza, suicídio e assassinato acabaram com muitas figuras da Motown. Em algum momento durante os anos 1970, Marvin Gaye, o garoto terrível da gravadora, refletiu sobre sua carreira turbulenta numa canção obscura intitulada ‘Dream of a Lifetime’. A vida de Gaye terminou de modo violento em 1984. Seu pai, um ex-pastor, o matou a tiros numa briga familiar, um dia antes do 45º aniversário do cantor. Marvin Gaye, uma alma atormentada cujo estrelato foi marcado por drogas, divórcio, disputas com a gravadora e falência, é provavelmente o nome trágico mais famoso ligado à gravadora. Um ano antes de Gaye ser morto, o baixista virtuose James Jamerson morreu na obscuridade. Alcoólatra inveterado que tocou no álbum ícone de Gaye ‘What's going on’, de 1971. Desde sua morte Jamerson foi endeusado por aficionados de sua música.

motown - jam session

Jam session em 1960 features Kim Weston (microfone), Stevie Wonder(deóculos escuros), Berry Gordy Jr. no piano, Smokey Robinson (atrás, no centro) e Marv Johnson, a esquerda de Gordy.

mary wellsOutros casos trágicos ligados à Motown são menos conhecidos. O baterista Benny Benjamin, que dava o ritmo a boa parte do som feito na Motown, foi silenciado por um derrame cerebral em 1969, depois de combater as drogas e o álcool. Roger Penzabene, co-autor da obra-prima melancólica ‘I wish it would rain’, cantada pelo ‘Temptations’ cometeu suicídio em 1967. Paul Williams o co-fundador do ‘Temptations’, coração do grupo e vocalista principal de ‘Don't look back’, tornou-se alcoólatra e, com o tempo, ficou sem condições de cantar. Dois anos depois de deixar o grupo, ele se matou a tiros em 1973, sentado num carro estacionado a duas quadras da Motown. Outro problemático ex-integrante do ‘Temptations’, David Ruffin, que foi o vocalista principal em ‘My girl’, morreu de overdose de drogas em 1991. Uma das primeiras estrelas da Motown foi Mary Wells, que ficou famosa com ‘My guy’ e morreu no ano seguinte de câncer da garganta. Ela passou seus últimos dias de vida na pobreza, como também foi o caso da ex-Supreme Florence Ballard, morta em 1976 de trombose coronária. É claro que a maioria das gravadoras tem uma lista longa de astros mortos, e é fato conhecido que as pessoas criativas têm suas fragilidades. Mas a Motown, inicialmente, tratava seus artistas como membros de uma família, cuidando de todas suas necessidades pessoais e profissionais, depois, a gravadora passou a ser administrada como uma linha de montagem, com pressão forte sobre todos os artistas para que não parassem de produzir sucessos e fazer turnês. Aqueles que já bebiam ou usavam drogas tornaram-se alcoólatras ou viciados devido ao estresse das turnês. Ficaram deprimidos, e a depressão tinha suas raízes no ambiente reinante no setor do entretenimento.

Em 2009 a gravadora lançou o álbum triplo ‘Motown 50: Yesterday, Today, Forever’
celebrando os 50 anos de existência.

four tops - reach out, I'll be there


Motown 50 Yesterday, Today, Forever (2008)

Motown 50: Yesterday, Today, Forever (2008)
CD 1    CD 2    CD 3

Tracklist CD 1
01. Jackson 5 - I want you back
02. Jackson 5 - I'll Be There
03. Michael Jackson - Ben
04. Marvin Gaye - What's going on
05. Michael Jackson - Ain't No Sunshine
06. Jackson 5 - ABC
07. Frank Wilson - Do I Love You (Indeed I Do)
08. Marvin Gaye - I heard it through the grapevine
09. Michael Jackson - One Day In Your Life
10. The Temptation - My Girl
11. The Isley Brothers - This Old Heart Of Mine (Is Weak For You)
12. Diana Ross - Ain't No Mountain High Enough
13. Four Tops - Reach Out, I'll Be There
14. The Supremes - You Can't Hurry Love
15. The Elgins - Heaven Must Have Sent You
16. Marvin Gaye - Let's get it on
17. Smokey Robinson - The Tears of a Clown

Tracklist CD 2
01. The Temptations - Papa was a rollin'stone
02. Jimmy Ruffin - What Becomes Of The Brokenhearted
03. Martha Reeves & The Vandellas - Heatwave
04. The Velvettes - Needle ina a Haystack
05. Smokey Robinson & The Miracles - The Tracks Of My Tears
06. The Temptations - Ain't Too Proud To Beg
07. The Supremes - Stop! In The Name Of Love
08. The Supremes - Stoned Love
09. The Supremes - Baby Love
10. Martha Reeves & The Vandellas - Dancing In The Street
11. Michael Jackson - Rockin' Robin
12. Martha Reeves & The Vandellas - Nowhere To Run
13. Diana Ross & Lionel Richie - Endless Love
14. Edwin Starr - Twenty Five Miles
15. Stevie Wonder - For Once In My Life
16. The Temptations - Get Ready
17. Marvin Gaye - Mercy Mercy Me (The Ecology)

Tracklist CD 3
01. The Usley Brothers - Behind a Painted Smile
02. Stevie Wonder - Signed, Sealed, Delivered (I'm Yours)
03. Commodores - Easy
04. Marvin Gaye & Tammy Terrel - Ain't nothing like the real thing
05. Edwin Starr - War
06. The Detroit Spinner - It's a Shame
07. The Temptations - Just My Imagination (Running Away With Me)
08. The Detroit Spinner - I'll Always Love You
09. Diana Ross & Marvin Gaye - You Are Everything
10. Diana Ross - I'm Still Waiting
11. The Marvelettes - When You're Young and in Love
12. The Miracles - Going to a Go-Go
13. Thelma Houston - Don't Leave Me This Way
14. Mary Wells - My Guy
15. The Marvelettes - Please Mr Postman
16. Four Tops - Standing in the shadows of love

harold and maude

 harold & maude movieUm dos filmes mais marcantes dos anos 70 foi ‘Harold and Maude’ (no Brasil ‘Ensina-me a Viver ‘). Um cult escrito por Colin Higgins e dirigido por Hal Ashby e lançado em 1971. Apesar de ter sido um fracasso comercial na sua versão original, e morna a recepção da crítica, em 1997, foi selecionado para preservação no ‘National Film Registry’ da Biblioteca do Congresso dos EUA como sendo cultural e historicamente significativo. Na época, eu adolescente, Ruth Gordon, no papel principal, enquanto chocou alguns, encantou-me com seu amor nada ortodoxo. Com uma visão particular, Maude, de 79 anos, é excêntrica, impulsiva e desapegada da vida, enquanto Harold, interpretado por Bud Cort, de 19 anos, é um jovem alienado com uma visão sombria e sem perspectiva. Maude mora em um vagão abandonado, é adepta da filosofia hedonista, usa os cabelos trançados como uma coroa e é uma péssima motorista que gosta de ouvir música e acredita em viver cada dia como se fosse o último. Durante todo o filme, a diferença de idade entre Harold e Maude é mostrada de uma forma abstrata. O filme não revela nada sobre a sua tatuagem, que nos leva a crer ser de um campo de concentração nazista. O pano de fundo é a Guerra do Vietnã, personificada por Harold, que é parte de uma sociedade em que ele não tem qualquer importância, enquanto Maude é parte da geração que sobreviveu ao holocausto e vive uma vida rica em significados.

Harold um menino pálido que se torna mais bronzeado assim que o filme avança, almeja a interação humana, mas é sufocado por uma mãe controladora e materialista. Ele dirige um carro fúnebre, frequenta funerais de pessoas que não conhece e simula suicídios. Maude também visita funerais, mas a diferença é que, enquanto Harold é obcecado pela morte, ela é fascinada pelo ciclo da vida. Harold encontra Maude num desses funerais e uma sólida amizade nasce entre eles. Maude lentamente mostra a Harold os prazeres da música e da arte e de se viver o momento e fazer o que se quer. Depois de rejeitar três tentativas da mãe de fazê-lo casar-se com moças de sua preferência, os apelos do seu tio Victor em direção ao exército e de cometer quinze falsos suicídios, Harold, com seu carro fúnebre e suas idéias negativistas, anuncia que vai casar-se com Maude. Entretanto, no seu aniversário de 80 anos, Maude tem uma surpresa para Harold que vai mudar sua vida para sempre, ela revela que tomou veneno e estará morta por volta de meia-noite e reafirma a sua firme convicção de que 80 anos é a idade adequada para morrer. ‘Harold and Maude’ é um belíssimo filme, poético e com forte teor psicológico entremeado com humor negro e uma história sobre a vida. Bud Cort e Ruth Gordon foram ambos premiados. Bud Cort faleceu em 1988, de cancro no fígado, aos 59 anos. Bud Cort não morreu, em 1979, ele quase foi morto em um acidente de carro onde sofreu um traumatismo craniano grave, laceração facial, a perda de vários dentes e um braço e perna quebrados. Ele sobreviveu, mas devido às necessidades médicas de seu acidente, ele suportou anos de cirurgia plástica e fisioterapia, e viu sua carreira que estava florescendo escapar. Ruth Gordon tinha 75 anos quando desempenhou o papel de Maude e faleceu de ataque cardíaco em 1985, com 88 anos. A trilha sonora é toda composta por canções retiradas de dois álbuns de 1970 de Cat Stevens, que também aparece numa cena, no melhor momento de sua carreira. As duas únicas compostas expressamente para o filme foram ‘Don’t Be Shy’ e ‘If You Want To Sing Out, Sing Out’ que Harold, no final do filme, dedilha no banjo que Maude lhe deu de presente.

 cat stevensYusuf Islam, anteriormente conhecido pelo nome artístico de Cat Stevens é um ex-cantor e compositor britânico. Seu nome completo é Stephen Demetre Georgiou. Seu pai é de origem grego-cipriota e sua mãe, de origem sueca. Vendeu 40 milhões de álbuns, principalmente entre as décadas 1960 e 1970. Cat Stevens converteu-se ao Islã e abandonou a música em 1978, após a sua segunda experiência próxima à morte. Em 1975, pouco depois do lançamento do disco ‘Numbers’, quase se afogou enquanto estava na praia. Desde então passou a se dedicar a atividades beneficentes e educacionais em prol da religião. Toma muito cuidado quanto ao uso de suas músicas. Muitas delas dissertam a respeito de temas de sua vida anterior à conversão, e Stevens não quer mais ser associado a eles. Não surpreende que nunca tenha permitido que qualquer de suas canções fosse usada em comerciais de televisão. Apesar de estar afastado da indústria musical, os trabalhos anteriores como Cat Stevens continuam vendendo uma média de 1,5 milhão de discos por ano.

Criou seu próprio selo fonográfico, a ‘Ya Records’, pelo qual já produziu dez discos de música religiosa e espiritual. Fundou três escolas muçulmanas em Londres e uma organização sem fins lucrativos, ‘Small Kindness’, reconhecida pela ONU e através da qual presta ajuda aos órfãos de conflitos como Bósnia, Kosovo e Iraque. Em 2004, o departamento de segurança interna dos EUA impediu a entrada dele no país, após incluí-lo na lista de vigilância por atividades provavelmente relacionadas ao terrorismo. Em 2005 ele lançou ‘Indian Ocean’, com o objetivo de ajudar os órfãos na Indonésia afetada pelo tsunami em 2004. Em 2006, anunciou a sua volta à música pop, com o disco ‘An Other Cup’.

cat stevens - don't be shy


Depois de 37 anos, para os fãs que queriam uma verdadeira trilha sonora do filme, com as palavras ‘Harold’, ‘Maude’ e ‘Soundtrack’ estampados na capa, foi lançada essa edição limitada com apenas 2.500 unidades. O autor deste projeto foi Cameron Crowe, um colecionador de trilhas sonoras e também escritor, diretor e produtor que foi ajudado pela sua própria editora, a ‘Vinyl Film Records’, e também pela ‘Paramount’, que produziu o filme e também contou com a ajuda de Yusuf Islam, o ex-Cat Stevens. O seu interior apresenta uma série de imagens relacionadas com o filme além de um catálogo com 36 páginas, recheado de fotografias originais e com histórias, depoimentos e curiosidades como, por exemplo, a de Elton John ter sido convidado para o papel principal.

soundtrack - harold and maude (2007)

Harold and Maude (2007)
CD 1    CD 2    CD bônus

Tracklist CD 1
01. Don’t Be Shy 02. On The Road To Find Out 03. I Wish, I Wish 04. Miles From Nowhere 05. Tea For The Tillerman 06. I Think I See The Light

Tracklist CD 2
01. Where Do The Children Play? 02. If You Want To Sing Out, Sing Out 03. If You Want To Sing Out, Sing Out (banjo instrumental) 04. Trouble 05. Don’t Be Shy (alternate version) 06. If You Want To Sing Out, Sing Out (instrumental version)

Tracklist CD Bônus
01. Don’t Be Shy (demo version) 02. If You want To Sing Out, Sing Out (alternate version)

climax blues band

climax blues bandConduzida por Colin Cooper, o ex-líder do ‘Hipster Image’, a originalmente conhecida como ‘Climax Chicago Blues Band’ foi formada em Stafford, Inglaterra em 1968. Um sexteto purista do blues que seguiu os passos de Alexis Korner e John Mayall, influenciado pelo blues de Chicago. Composto pelos guitarristas Derek Holt e Peter Haycock, o tecladista Arthur Wood, o baixista Richard Jones, o baterista George Newsome e o vocalista e gaitista Colin Cooper, o grupo surgiu no boom do blues britânico no fim dos anos sessenta que celebrava a origem americana do blues de Chicago e Lousiana, enquanto nos EUA surgiam as bandas psicodélicas da geração flower power. Eric Clapton com as bandas 'Yardbyrds', 'Cream', 'Blind Faith' e depois como artista solo era o maior expoente desta época. Assim como as bandas ‘Savoy Brown’, ‘Chicken Shack’, ‘Fleetwood Mac’, ‘Ten Years After’, a excepcional ‘Climax Chicago Blues Band’ buscava referências em artistas como Muddy Waters, Sonny Boy Williamson, B.B King entre outros. Estreando em 1969 com o álbum auto-intitulado, o grupo recorda o trabalho de John Mayal, trazendo temas próprios e covers dos mestres do blues.

O álbum seguinte ‘Plays On’ gravado também em 1969, com Derek Holt no baixo já que Richard Jones saiu do grupo, tem um estilo diferente, mais jazzístico, sofisticado, com temas e arranjos mais elaborados, destacando-se o baixo e também para o saxofone. Em 1970, o grupo encurtou o nome para ‘Climax Blues Band’, devido à pressão da famosa banda de pop rock de Peter Cetera e lançam o terceiro álbum ‘A Lot of Bottle’ com canções próprias excetuando-se duas dos mestres Willie Dixon e Muddy Waters. A ‘Climax Blues Band’ se tornou um dos primeiros exemplos do que é hoje conhecido como o gênero jam-band, muitas vezes com o saxofone ou a gaita de Cooper em uníssono com a guitarra de Peter Haycock que em 1985 deixou a banda para seguir carreira solo, sendo mais tarde recrutado como membro do ‘Electric Light Orchestra’ antes de começar a sua carreira nas trilhas sonoras de filmes sob a liderança do compositor e produtor musical alemão Hans Zimmer.

climax blues band

Colin Cooper, Richard Jone, Derek Holt, John Cuffley e Peter Haycock (sentado)

A 'Climax Blues Band' lançou pelo menos dezessete álbuns e permanece como uma das mais interessantes bandas que surgiram na efervescente cena musical do jovem blues branco inglês. Com o hit 'Couldn´t Get it Right' que desfrutou de um sucesso estrondoso numa incursão pelas paradas mundiais, a banda destacando a pureza de seu estilo e mantendo firmemente suas raízes no blues e no jazz, se tornou uma força duradoura na música britânica e americana. Nas três décadas que se seguiram, para os fãs do blues, a ‘Climax Blues Band’ tem sido associada à produção de música de alta qualidade. Colin Cooper, vocalista, saxofonista e membro fundador da banda, em uma carreira que durou quase cinco décadas, morreu aos 68 anos, em sua casa em Stafford, após ter lutado contra o câncer de próstata. O último álbum da banda gravado com Colin Cooper, antes de sua trágica morte em 2008, foi uma celebração da música de Willie Dixon, um retorno maravilhoso ao blues que iluminou o álbum de estréia da banda em 1969. O choque com a morte de Colin, naturalmente, deixou os restantes membros da banda numa situação difícil para chegar a um acordo de como substituí-lo. Johnny Pugh trouxe suas próprias qualidades como músico ao ‘Climax Blues Band’ que voltou à estrada e ao estúdio de gravação.

climax blues band - spoonful
(Hamburg - 2004)



climax blues band - 25 Years 1968-1993

25 Years: 1968-1993 (1994)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Don't Start Me Talking 02. Wee Baby Blues 03. Flight 04. Hey Baby Everything's Gonna Be Alright 05. Louisiana Blues 06. Briefcase 07. That's All 08. Shoot Her If She Runs 09. Rich Man 10. Mole On The Dole 11. Standing By A River 12. Let's Work Together 13. Losing The Humbles 14. Shopping Bag People 15. Running Out Of Time 16. Mighty Fire

Tracklist CD 2
01. Together And Free 02. Couldn't Get It Right 03. Watcha Feel 04. Like A Movie 05. Children Of The Nighttime 06. Gotta Have More Love 07. I Love You 08. Cutting Up Rough 09. The Last Chance Saloon 10. Friends In High Places 11. Listen To The Night 12. The Movie Queen 13. California Sunshine 14. Ordinary People 15. Fool For The Bright Lights 16. Don't Start Me Talking (Live)

Climax Blues Band - Big Blues (The Songs of Willie Dixon) (2003)

Big Blues: The Songs of Willie Dixon (2003)

Tracklist
01. Little Red Rooster 02. Spoonful 03. The Seventh Son 04. Third Degree 05. I'm Ready 06. Wang Dang Doodle 07. My Babe 08. I'm Your Hoochie Coochie Man 09. You Can't Judge a Book By Looking At the Cover 10. Big Boss Man 11. I Love the Life I Live 12. That's My Baby



fleetwood mac

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peter green

fleetwood macEm Londres, no ano de 1967, o guitarrista e compositor Peter Green e o baixista John McVie deixaram o ‘John Mayall's Bluesbreaker’ para formar seu próprio grupo. Com o nome de ‘Peter Green's Fleetwood Mac’, a formação completou-se com o vocalista e guitarrista Jeremy Spencer, influenciado pelo guitarrista, cantor e compositor americano de blues Elmore James (conhecido como o rei da guitarra slide) e o baterista Mick Fleetwood. Peter Green já era conhecido como cantor de blues e a banda saiu do anonimato quando se apresentou, pela primeira vez no festival ‘British National Jazz & Blues’. Ao assinar um contrato com o empresário/produtor de blues Mike Vernon, do selo ‘Blue Horizon’, o ‘Fleetwood Mac’, como o grupo passou a ser chamado, tornou-se um dos pioneiros no movimento de blues na Inglaterra. No final de 1968, Peter Green introduziu no grupo seu protegido, o jovem guitarrista Danny Kirwan, e assim o ‘Fleetwood Mac’ tornou-se a única banda com três guitarristas. Com um repertório próprio, faziam sucesso na Inglaterra, mas ainda não conseguiam atingir o mercado norte-americano.

Em 1969, Peter Green começou a se afastar do blues de raiz e, no começo de 1970, um Peter Green místico resolveu deixar o grupo e a vida musical. Com sua estrutura profundamente abalada, o grupo voltou somente no final do ano com o álbum ‘Kiln House’. E em 1971, Danny Kirwan deixou a banda por problemas pessoais. No ano seguinte, durante uma turnê pelos EUA, foi a vez de Jeremy Spencer abandonar a carreira musical, decisão tomada quando abordado em uma rua de Los Angeles por um membro de uma seita religiosa. Desaparecido por dias foi encontrado no templo da seita, o que surpreendeu a todos, pois, era avesso à religiosidade. Este novo golpe e o fracasso dos álbuns lançados foi determinante para banda ser desfeita. Objetivando completar a tournée interrompida, no ano seguinte o empresário Clifford Davis formou uma nova banda com o mesmo nome apesar de nenhum dos membros da formação original dela fazer parte. Sem serem notificados da mudança, os fãs do grupo compraram seus tickets para os diversos shows esperando ver a banda original. Os integrantes ao saberem dos fatos tomaram as providências legais para impedir que o nome fosse usado. O tribunal acolheu os argumentos e proferiu sentença contra o empresário e o novo grupo.

fleetwood mac

John McVie, Danny Kirwan, Peter Green, Jeremy Spencer e Mick Fleetwood

Em 1974, com o grupo britânico já estabelecido nos Estados Unidos, o seu líder, o baterista Mick Fleetwood, ao sondar um estúdio de Los Angeles para a gravação do próximo trabalho de sua banda, ouviu através do proprietário, que resolveu mostrar a qualidade do que se fazia por ali, um disco feito naquele local: era o ‘Buckingham Nicks’, gravado pelo casal Lindsey Buckingham e Stevie Nicks. Mick Fleetwood não só gostou da qualidade técnica da gravação como ficou encantado com a qualidade de Lindsey Buckingham como guitarrista, e resolveu convidá-lo para integrar o ‘Fleetwood Mac’. Mas o guitarrista só entraria se Stevie Nicks também entrasse. Mick Fleetwood concordou, e assim nasceu a formação clássica do ‘Fleetwood Mac’, que também incluía o casal formado pelo baixista John McVie e a cantora e tecladista Christine McVie.

fleetwood mac

No entanto, tempos depois, os conflitos internos causados pela separação de Christine e John McVie e de Stevie Nicks e Lindsey Buckingham criaram a especulação entre os meios de comunicação de que a banda poderia desmoronar. No entanto, a banda permaneceu unida artisticamente, e silenciou os especuladores gravando o álbum ‘Rumours’, lançado em 1977, no qual os membros da banda deixaram aflorar toda a carga emocional experimentada pelos últimos acontecimentos. O álbum tornou-se o mais vendido daquele ano, o de maior sucesso na história da música moderna, tendo recebido o Grammy de melhor álbum do ano, e nele estão sucessos como ‘Dreams’, ‘Go On Your Way’ e ‘The Chain’. ‘Rumours’, juntamente com ‘The Dark Side Of The Moon’ do ‘Pink Floyd’ é um dos álbuns mais vendidos. O 'Fleetwood Mac' já passou por 13 formações e 16 membros.

‘Peter Green’s Fleetwood Mac’ foi o primeiro álbum, gravado em 1968, com os membros originais: Peter Green, Mick Fleetwood, John McVie e Jeremy Spencer. Blues no estilo do início da carreira de Eric Clapton e John Mayall, não surpreende, considerando a influência de Clapton em Peter Green e por sua passagem no ‘John Mayall's Bluesbreakers’. Christine McVie, Bob Welch, Lindsay Buckingham e Stevie Nicks ainda não tinham se juntado à banda. Ao ser editado em CD, em 1975, o disco ganhou mais sete faixas extras.

‘Kiln House’ foi o primeiro álbum da era pós-Peter Green e o último álbum a apresentar Jeremy Spencer. Foi o álbum que abriu as portas para o sucesso da banda nos EUA. Christine McVie esteve presente nas sessões de gravação e contribuiu com vocais de apoio e cobertura, embora ela não fosse ainda membro da banda.

fleetwood mac - peter green's fleetwood mac (1968)    fleetwood mac - kiln house (1970)    the original fleetwood mac (1971)

Peter Green’s Fleetwood Mac (1968)
Kiln House (1970)
The Original Fleetwood Mac (1971)

Peter Green’s Fleetwood Mac
01. My Heart Beats Like A Hammer 02. Merry Go Round 03. Long Grey Mare 04. Hellhound on My Trail 05. Shake Your Moneymaker 06. Looking For Somebody 07. No Place To Go 08. My Baby's Good To Me 09. I Loved Another Woman 10. Cold Black Night 11. The World Keeps On Turning 12. Got To Move 13. My Heart Beat Like A Hammer 14. Merry Go Round 15. I Loved Another Woman 16. I Loved Another Woman 17. Cold Black Night 18. You're So Evil 19. I'm Coming Home To Stay

Kiln House
01. This Is the Rock 02. Station Man 03. Blood on the Floor 04. Hi Ho Silver 05. Jewel Eyed Judy 06. Buddy's Song 07. Earl Gray 08. One Together 09. Tell Me All the Things You Do 10. Mission Bell

The Original Fleetwood Mac
01. Drifting 02. Leaving Town Blues 03. Watch Out 04. A Fool No More 05. Mean Old Fireman 06. Can't Affort to Do It 07. Fleetwood Mac 08. Worried Dream 09. Love That Woman 10. Allow Me One More Show 11. First Train Home 12. Ramblin Pony No. 2 13. Mighty Cold 14. Jumping at Shadows (Live Recording) 15. Man of Action

'25 Years: The Chain' é um álbum de compilação com quatro CDs, que cobrem toda a história da banda desde sua formação em 1967 até 1992. O conjunto apresenta várias faixas inéditas e remixes de canções conhecidas.

fleetwood mac - The Chain (1992)

25 Years: The Chain (1992)
CD 1    CD 2    CD 3    CD 4

Tracklist CD 1
01. Paper Doll [New Song] 02. Love Shines [New Song] 03. Stand Back 04. Crystal 05. Isn’t It Midnight 06. Big Love 07. Everywhere 08. Affairs of the Heart 09. Heart of Stone [New Song] 10. Sara 11. That’s All for Everyone 12. Over My Head 13. Little Lies 14. Eyes of the World 15. Oh Diane 16. In the Back of My Mind 17. Make Me a Mash

Tracklist CD 2
01. Save Me 02. Goodbye Angel 03. Silver Springs 04. What Makes You Think You’re the One 05. Think About Me 06. Gypsy [Alternative Unedited Version] 07. You Make Loving Fun 08. Second Hand News [Alternati ve Mix] 09. Love in Store [Alternative Mix] 10. The Chain [Alternative Mix] 11. Teen Beat 12. Dreams [Alternative Mix] 13. Only over You 14. I’m So Afraid [Edit] 15. Love Is Dangerous 16. Gold Dust Woman 17. Not That Funny

Tracklist CD 3
01. Warm Ways 02. Say You Love Me 03. Don’t Stop 04. Rhiannon 05. Walk a Thin Line 06. Storms 07. Go Your Own Way 08. Sisters of the Moon 09. Monday Morning 10. Landslide 11. Hypnotized 12. Lay It All Down 13. Angel [Alternate Mix] 14. Beautiful Child 15. Brown Eyes 16. Save Me a Place 17. Tusk 18. Never Going Back Again 19. Songbird

Tracklist CD 4
01. I Believe My Time Ain’t Long 02. Need Your Love So Bad 03. Rattlesnake Shake 04. Oh Well, Pt. 1 05. Stop Messin’ Round 06. The Green Manalishi 07. Albatross 08. Man of the World 09. Love That Burns 10. Black Magic Woman 11. Watch Out 12. String-A-Long [Unreleased] 13. Station Man 14. Did You Ever Love Me 15. Sentimental Lady 16. Come a Little Bit Closer 17. Heroes Are Hard to Find 18. Trinity 19. Why

fleetwood mac - the very best of (2002)

The Very Best of (2002)

Tracklist
01. Go Your Own Way 02. Don't Stop 03. Dreams 04. Little Lies 05. Everywhere 06. Albatross 07. You Make Loving Fun 08. Rhiannon (Single Version) 09. Black Magic Woman 10. Tusk 11. Say You Love Me 12. Man Of The World 13. Seven Wonders 14. Family Man 15. Sara 16. Monday Morning 17. Gypsy 18. Over My Head (Single Version) 19. Landslide 20. Chain 21. Big Love (Live 1997)

fleetwood mac - looking for somebody



música indígena (1)

musica indigena

A música é uma forma de arte que combina sons e silêncio seguindo ou não uma pré-organização ao longo do tempo. É considerada uma prática cultural e humana. Os povos Indígenas, também identificados como índios ou ameríndios são grupos humanos que vivem em várias áreas do mundo e possuem grande diversidade de etnias e características históricas, musicais e culturais distintas. Não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. A maioria dos povos indígenas associa sua música ao universo transcendente e mágico, sendo empregada em todos os rituais religiosos. A música indígena é ligada desde suas origens imemoriais a mitos fundadores e usada com finalidades de socialização, culto, ligação com os ancestrais, exorcismo, magia e cura. A sua sonoridade apresenta uma enorme sutileza e complexidade sendo de difícil transcrição para a partitura ocidental. Não existe notação, e o acervo de composições antigas é transmitido pela prática continuada entre as gerações.

musica indigenaSeu instrumental inclui instrumentos de percussão e sopro que podem ser feitos de uma variedade de materiais, como sementes, madeiras, fibras, pedras, objetos cerâmicos, ovos, ossos, chifres e cascos de animais. Segundo certas lendas a música foi um presente dos deuses, entristecidos com o silêncio que imperava no mundo dos humanos. Noutras tribos a música é tida como originária do mundo dos sonhos, onde vivem as tribos míticas de animais e dos ancestrais. Ali é conhecida pelas pessoas sem espírito, aquelas que por algum motivo estiveram no limiar da morte e de lá retornaram, tornando-se introdutoras de novas melodias após esse contato com o mundo do além. Menos dramática e mais comumente, a criação de novas músicas se deve aos pajés, que as intuem em seus transes onde estabelecem contato com deuses e ancestrais, ou aos guerreiros mais distinguidos da tribo, que sonham com elas.

oliver shanti & friends - red indian's right to live


Oliver Shanti (Born Ulrich Schulz) depois conhecido como Oliver Serano-Alve, é o fundador do grupo ‘Inkarnation’ mais tarde transformado em ‘Oliver Shanti & Friends’. Com flautas etéreas e guitarra ‘Medicine Power’ foi criado por Oliver Shanti em conjunto com amigos das tribos Apache, Blackfoot, Cherokee, Chicksaw, Chocktaw, Irokese, e Navajo. A beleza e encantamento da flauta indígena conduzindo as vozes sutis das mulheres e a harmonia dos coros ‘Pow Wow’ são acompanhados pelo ritmo vital básico da terra, as danças em transe, os cantos do Shaman e a percussão que marcam as batidas do coração. Uma viagem musical em um ambiente de cura espiritual, chamado pelos índios americanos de ‘Medicine Power’.

oliver shanti & friends - medicine power (2000)

Oliver Shanti & Friends (2000)
(Medicine Power)

Tracklist
01. Slow Changes 02. Medicine Power Men 03. Shamboo Wokantonka 04. Navajo Prayer Song 05. White Bear’s Medicine Dance 06. Eagle Wabun Medicine Dance 07. Red Indian’s Right To Live 08. Golden Eagle’s Soaring Dance 09. Choctaw Shadownese Song 10. Mother Earth’s Tartaruga Song 11. The Mudjekeewis Flute Song 12. Hinayana Vision 13. Medicine Energy Pow Wow 14. Medicine Spirit Shine On

Álbum gravado pelo grupo argentino Toba Viri Nolká, traz temas tradicionais da música indígena argentina, e conquistou o prêmio especial do ‘Festival de Buenos Aires de Música e Dança’.

Toba Viri Nolká - Argentina Indigena (1970)

Toba Viri Nolká (1970)
(Argentina Indigena)

Tracklist
01. Alole nachoreta (mujer triste) 02. Chisi (siete cabritos) 03. Pichini (pajaro trepador) 04. Vuolé (aguila negra) 05. laañagashi (mujer de la reduccion) 06. Sheugulashi (mujer norteña) 07. Piockralo (aguará pope) 08. Tonolec (caburé) 09. Nakiaraik (viento norte) 10. Parok (tero real) 11. Viri nolká (pajaro mensajero) 12. Shiguó (despedida) 13. Membranófonos 14. Idiofonos 15. Instrumental completo

Amanecer Ecuador - The Wolf Spirit

Amanecer Ecuador
(The Wolf Spirit)

Tracklist
01. Amanecer 02. Life 03. The miracle of life 04. The last of the Mohicans 05. Intipa Churin 06. Beyond the trails of tears 07. Sweet lullaby 08. Llaky runa 09. Retourn to innocence 10. Qarwa yaku 11. Spirituality 12. Harmony 13. Munaq killa

Projeto realizado pelas Associações Indígenas Tembiguai, Aldeia Morro da Saudade, Aldeia Rio Silveira, Bracuí-Acibra, e pela Comunidade Solidária, interlocução São Paulo. ‘Avakue´i’ (meninos) e ‘kunhãgue´i’ (meninas) interpretam os cânticos milenares da tradição Guarani. O trabalho tem como objetivo mostrar e, principalmente preservar a cultura desta importante nação indígena.

Ñande Reko Arandu - Memória Viva Guarani (2000)

Ñande Reko Arandu (2000)
(Memória Viva Guarani)

Tracklist
01. Nhanerãmoi'i Karai Poty 02. Gwyrá Mi 03. Mãduvi'ju'i 04. Xekyvy'i 05. Nhanderuvixa Tenondei 06. Nhamandu 07. Mamo Tetã Guireju 08. Oreru Orembo'e Katu 09. Oreyvy Peraa Va'ekue 10. Xondaro'i 11. Pave Jajerojy 12. Nhamandu Miri 13. Ka'aguy Nhanderu Ojapo Va'ekue 14. Oreru Nhamandú Tupã 15. Xondaro

Antologia da música indígena latino-americana gravado pelo Centro Cultural Peguche, no Equador.

pachamama - antologia de la musica indígena (2001)

Pachamama (2001)
(Antologia de La Musica Indígena)

Tracklist
01. Kuraca 02. Jaillariaju 03. Cunru Cucha 04. Millaiyashunchi 05. Jatun Punlla 06. Peguche Capilla 07. Quinchuqui Asua 08. Huahua Huañui 09. Llaquishca Ush 10. Anchupay 11. Jubaleña

Amerñan - The Best Of Indianer (2007)

Amerñan (2007)
(The Best Of Indianer)

Tracklist
01. Spirit Of The Flying Eagle 02. The Last Of The Mohicans 03. Mayampi 04. Ananau 05. Flying Condor 06. Wakantanka Vision 07. Matsuri 08. Echoes Of Time 09. White Buffalo 10. Arco Iris 11. Smoke Signals 12. Tatanka 13. Montesuma 14. Naupa Llajta-Nuka Llajta 15. Antonio Mocho

oscar benton blues band

oscar benton blues bandDepois de aprender a tocar bandolim e violino, em 1967, na Holanda, Oscar Benton (Ferdinand van Eis) formou seu grupo de blues ‘Oscar Benton Blues Band’ com Hank 'Jay' Hawkins (Peter van Kouteren) no baixo; Han van Dam no piano, teclados e vocais; Tanny Lent (Herman Souverein) na bateria e Gerard Van Doorn no baixo. Em 1968 o grupo lançou com sucesso seu primeiro álbum ‘Feel So Good’. Em 1974, Oscar Benton deixou o grupo e os demais integrantes mudaram o nome para ‘Barrelhouse’ convidando o vocalista Tineke Schoenmaker para o lugar de Oscar e continuaram as suas atividades musicais. Após deixar a banda, Oscar Benton iniciou a colaboração com a cantora e pianista Monica Verschoor, com quem lançou diversas canções com ‘All I Ever Need Is You’ tornando-se seu primeiro hit. Mas o verdadeiro avanço para a carreira solo de Oscar Benton começou em 1981 quando o ator francês Alain Delon, usou a canção ‘Bensonhurst Blues’, no filme ‘Pour la Peau d'Un Flic’. Em 1987, Oscar Benton decidiu restaurar o grupo ‘Oscar Benton Blues Band’ com o baixista Ge Carlsberg e o baterista Jos van de Dries. Com enorme sucesso em festivais de prestígio como ‘Amsterdam Blues Festival’ e ‘Bélgica Rhythm & Blues Festival’ o grupo durou até 1993.

oscar benton - greatest hits (1999)

Greatest Hits (1999)

Tracklist
01. Bensonhurst Blues 02. Busted 03. St. Louis Blues 04. I believe in love 05. Basin Street Blues 06. Helpless 07. You go away 08. Not the Same Anymore Dreams 09. It Ain't Nobody Business 10. I Feel So Good 11. How Can I Just Start Again 12. I Can't Leave You 13. Prisoner Of Love 14. My Petite Fleur 15. The Day I Got Rid Of The Blues 16. Wooly Booly Boogie 17. Roll On Sweet Mississipi 18. Today is Yesterday Tomorrow19. Stop What You're Doing

oscar benton blues band - the best of (2003)

The Best of (2003)

Tracklist
01. Bensonhurst blues 02. Somebody's love will do 03. Helpless 04. I don't know 05. Not the same dream anymore 06. Took me a long time 07. The day i got rid of the blues 08. Lovin' C.M.B.H. 09. The long and winding road 10. Busted 11. The three bells 12. It Ain't Nobody's business 13. I believe in love 14. How can i just start again 15. Bensonhurst blues (2)

dinner jazz


Dinner Jazz

Dinner Jazz (2009)
CD 1    CD 2

art pepper - come rain or come shine


Tracklist CD 1
01. Art Pepper - Come Rain Or Come Shine
02. Eliane Elias - Baubles, Bangles and Beads
03. Wes Montgomery & Nat Adderley - My Heart Stood Still
04. Duke Ellington - Isfahan
05. Norma Winstone & Stan Tracey Trio - If The Moon Turns Green
06. Gwilym Simcock - And Then She Was Gone
07. Chet Baker - Worrying The Life Out Of Me
08. Claire Martin - But Beautiful
09. Alan Skidmore - After The Rain
10. Beady Belle - Shadow
11. Alec Dankworth - Con Alma
12. Cassandra Wilson - Gone With The Wind
13. Bobby Wellins - You Don't Know What Love Is
14. Mishka Adams - A Portait of You

Tracklist CD 2
01. Miles Davis - My Ship
02. Kurt Elling - And We Will Fly
03. Charlie Rouse - When Sunny Gets Blue
04. Esbjorn Svensson Trio - Around Midnight
05. Ian Shaw - Moon At The Window
06. Charles Mingus - Self-Portrait In Three Colours
07. The Bill Evans Trio - If You Could See Me Now
08. Tina May - After The Love Has Gone
09. Art Farmer - Like Someone In Love
10. Wayne Shorter - Tarde
11. Nina Simone - Just Like A Woman
12. Cannonball Adderley & Bill Evans - Elsa
13. Joan Viskant - Move Towards The Light
14. Bebel Gilberto - All Around

U2

U2Em 1976, o baterista Larry Mullen que estava envolvido numa banda que tocava músicas militares, chamada ‘The Artane Boys Band’, colocou uma nota no quadro de avisos no ‘Mount Temple Comprehensive School’ em Dublin, à procura de pessoas que quisessem participar de uma banda. E assim, a banda cover dos Beatles e Rolling Stones, inicialmente, foi formada por Larry Mullen; o vocalista Paul Hewson, o Bono Vox (do latim, voz perfeita) que recebeu, ironicamente, este apelido por seus amigos do grupo ‘The Village’ que o consideravam desafinado; o guitarrista Dick Evans; o baixista Adam Clayton e os amigos de Larry Mullen, Ivan McCormick e Peter Martin. Dick Evans logo saiu para se juntar a ‘Virgin Prunes’ sendo substituído pelo irmão David ‘The Edge’ Evans. Primeiramente, a banda ficou conhecida como ‘Larry Mullen Band’, mas o nome rapidamente foi mudado para ‘Feedback’, depois para ‘The Hype’ e com a saída de Ivan McCormick e Peter Martin, definitivamente para U2, nome sugerido em homenagem ao avião espião ‘Lockheed-2’ abatido pelos russos no dia do nascimento de Bono. Em 1978, a banda ganhou um concurso patrocinado por Paul McGuinness e assinaram um contrato. Em 1979 lançaram o primeiro single, ‘U23’, somente para a Irlanda, que liderou as paradas. Desde então o U2 tem sido uma das bandas mais populares no mundo desde os anos 80 quando lançaram quatro álbuns com um som único baseado na guitarra de David Evans e nas letras introspectivas de Bono.

Em outubro de 1981, o grupo lançou 'October', um álbum com temas espirituais, inspirado por Bono, David Evans e Larry Mullen que aderiram a um grupo cristão chamado ‘Shalom Fellowship’, que os levou a questionar a relação entre a fé cristã e o estilo de vida rock'n roll. O álbum recebeu críticas da mídia e dos fãs que consideram o pior álbum da banda. Em 1983 foi lançado o polêmico 'War' com 'Sunday Bloody Sunday', uma das músicas mais conhecidas do U2. Em 1984 a banda foi eleita pelos críticos da revista ‘Rolling Stone’ como a banda do ano e foi lançado 'The Unforgettable Fire', com a música 'Pride’ dedicada ao reverendo Marthin Luther King. Em 1985, a mesma revista elegeu o U2 como a banda dos anos 80, mesmo estando ainda na metade da década. Atingiram o mega-estrelato em 1987 com o elogiado ‘The Joshua Tree’, considerado por muitos uma obra-prima. Em 1991 a banda foi acusada de perder parte de sua qualidade da década de 80, e decepcionou mais uma vez os fãs com o disco 'Achtung Baby'. Em 1995, com 'Passengers: Original Soundtracks, Volume One', Bono volta a falar sobre guerra, dessa vez da Bósnia gravando com Luciano Pavarotti, a música 'Miss Sarajevo'. Em 1997, o grupo apostou tudo na dance music e lançou 'Pop'.

U2

Adam Clayton, David ‘The Edge’ Evans, Bono Vox, Larry Mullen

Bob GeldofAlém de ser conhecida pela sua música, a banda tem se destacado por seu trabalho social, especialmente Bono, que foi nomeado para Prêmio Nobel da Paz. Além de seu ativismo a banda colabora com várias organizações como a Anistia Internacional e Greenpeace, e ainda participa em eventos e concertos organizados por Bob Geldof, cantor, compositor e humanista irlandês, um dos homens mais reconhecidos e admirados pelo mundo, que nunca hesitou em dizer abertamente o que pensa, mesmo que isso possa ferir algumas personalidades importantes do poder. Em 1984 Geldof viu na BBC uma reportagem sobre a fome na Etiópia e prometeu fazer alguma coisa sobre o assunto. Teve a idéia de editar um single de caridade e formou um grupo chamado 'Band Aid', com músicos do pop rock britânicos, entre eles o U2. Não satisfeito com o enorme sucesso do single dos 'Band Aid', Geldof organizou o concerto de caridade 'Live Aid', que angariou fundos sem precedentes. Em reconhecimento pelo seu trabalho recebeu muitos prêmios, incluindo uma nomeação para o Prémio Nobel da Paz. Juntamente com Bono, desde 2000, tem devotado muito do seu tempo à luta pelo perdão da dívida externa dos países africanos.

U2 - spanish eyes


U2 - the best of 1980-1990

The Best of 1980-1990 & The B-Sides
CD 1    CD 2

Tracklist: CD 1
01. Pride (In The Name Of Love) 02. New Year's Day 03. With Or Without You 04. I Still Haven't Found What I'm Looking For 05. Sunday Bloody Sunday 06. Bad 07. Where The Streets Have No Name 08. I Will Follow 09. The Unforgettable Fire 10. Sweetest Thing (The Single Mix) 11. Desire 12. When Love Comes To Town 13. Angel Of Harlem 14. All I Want Is You

Tracklist: CD 2
01. The Three Sunrises 02. Spanish Eyes 03. Sweetest Thing 04. Love Comes Tumbling 05. Bass Trap 06. Dancing Barefoot 07. Everlasting Love 08. Unchained Melody 09. Walk to the Water 10. Luminous Times (Hold on to Love) 11. Hallelujah Here She Comes 12. Silver and Gold 13. Endless Deep 14. A Room at the Heartbreak Hotel 15. Trash, Trampoline and the Party Girl

U2 - the best of 1990-2000

The Best of 1990-2000 & The B-Sides
CD 1    CD 2

Tracklist: CD 1
01. Even Better Than The Real Thing 02. Mysterious Ways 03. Beautiful Day 04. Electrical Storm (William Orbit Mix) 05. One 06. Miss Sarajevo (com Luciano Pavarotti) 07. Stay (Faraway, So Close!) 08. Stuck In A Moment You Can't Get Out Of 09. Gone (New Mix) 10. Until The End Of The World 11. The Hands That Build America 12. Discòtheque (New Mix) 13. Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me 14. Staring At The Sun 15. Numb (New Mix) 16. The First Time

Tracklist: CD 2
01. Lady with the Spnning Head 02. Dirty Day 03. Summer Rain 04. Electrical Storm 05. North and Southy of the River 06. Your Blue Room 07. Happiness is a Warm Gun 08. Salomé 09. Even Better than the Real Thing 10. Numb 11. Mysterious Way 12. If God Will send His Angels 13. Lemon 14. Disconthéque

greatest hits (2010)

Greatest Hits (2010)
CD 1    CD 2

Tracklist: CD 1
01. The Saints Are Coming 02. Vertigo 03. Electrical Storm 04. Elevation 05. Window in the Skies 06. Staring at the Sun 07. New Year’s Day 08. Where the Streets Have No Name 09. Sunday Bloody Sunday 10. Desire 11. I Will Follow 12. Discotheque 13. Walk On 14. Numb 15. Even Better Than the Real Thing 16. Do You Feel Loved 17. Stay (Faraway, So Close!) 18. With or Without You

Tracklist: CD 2
01. Hold me, thrill me, kiss me, kill me 02. Mysterious way 03. City of blinding lights 04. One 05. Pride (In the Name of Love) 06. Stuck in a moment you can’t get out of 07. Beautiful day 08. Sometimes You Can’t Make It on Your Own 09. I still haven’d found what I’m looking for 10. Sweetest thing 11. Miss sarajevo (feat Luciano Pavarotti) 12. In god’s country 13. Until the end of the world 14. Mofo 15. Angel of Harlem 16. If God will send his angels 17. The hands that built America

the bourne trilogy

The BourneNos filmes clássicos de espionagem o planeta estava dividido em dois blocos bem distintos: norte-americanos e soviéticos. De um lado estava o mocinho sedutor, sempre acompanhado de exóticas mulheres, do outro estavam os bandidos fardados e desengonçados que eram aniquilados em seus submarinos com apenas um torcer de uma tampa de caneta. Desde a estréia de ‘The Bourne Identity’ em 2002, primeiro filme da trilogia baseada nos best sellers de Roberto Ludlum, o cinema da espionagem nunca mais foi o mesmo. A disputa não é mais entre norte-americanos e soviéticos, mas entre CIA e NSA, em projetos e pesquisas obscuros e ilegais; o protagonista sedutor foi substituído por um herói falível e atormentado. Sem estilo, com instinto. Com as mulheres é tímido, e sua sexualidade é contida.

Em ‘The Bourne Identity’, dirigido por Doug Liman, a busca do herói Jason Bourne, vivido por Matt Damon, é pela sua identidade desde que foi resgatado mais morto do que vivo por um barco de pesca. A história é rápida e inteligente. Jason Bourne não se lembra de nada, mas muito lentamente, sua memória volta, ele conhece vários estilos de luta e fala perfeitamente diversos idiomas. Em ‘The Bourne Supremacy’, dirigido por Paul Greengrass, Jason Bourne busca vingança e redenção. O terceiro episódio ‘The Bourne Ultimatum’ é pela sobrevivência. Também dirigido por Paul Greengrass, Jason Bourne parte de uma pequena cidade costeira na Índia, onde vive escondido com a sua namorada Marie, para Paris, Moscou, Madri e Londres à procura de pistas sobre o seu verdadeiro passado. Em toda a série, a história se resume apenas em perseguição e é preciso dar importância a cada cena. Em ‘The Bourne Ultimatum’ é preciso estar atento a cada detalhe, cada ação é conseqüência de algum ato anterior, passado e presente se interligam. É um belíssimo trabalho de Matt Damon, em um personagem que ele aprendeu a conhecer ao longo dos anos. Damon consegue enquanto busca soluções rápidas, revelar a turbulência interior do personagem.

John PowellA trilha sonora é do versátil compositor inglês John Powell, cuja lista de créditos inclui grandes produções de ação como na trilogia ‘The Bourne’ ao popular longa-metragem de animação ‘Shrek’. Em menos de 10 anos, Powell estabeleceu-se como um compositor respeitado, já tendo quase 50 filmes em seu currículo. Ele demonstrou sua queda por melodias de praticamente todos os gêneros. Inicialmente treinou como violinista quando criança, mais tarde, se aventurou nos ritmos do jazz e rock tocando na banda de soul ‘The Fabulistics’. Desde que se mudou para os Estados Unidos em 1997, o gosto de Powell por instrumentação incomum e sua experiência em diversos estilos musicais fazem dele a escolha perfeita para filmes de comédia e ação.

mobyÉ grande a variação de John Powell na trilogia ‘The Bourne’. No primeiro filme, a trilha tem um estilo mais eletrônico e mais agitado, com alguns temas dramáticos. Em ‘The Bourne Supremacy’ é mais sóbria, menos eletrônica e mais clássica. Em ‘The Bourne Ultimatum’, Powell repete o som refinado sem muita exaltação assim como ocorre nos anteriores. ‘Extreme Ways’ do cantor e compositor de música eletrônica estadunidense Moby (Richard Melville Hall) aparece nos dois últimos episódios, identificando-se como a música tema da série. Moby toca teclado, guitarra e baixo. Seu nome deriva da obra ‘Moby Dick’ de Herman Melville, que foi seu parente.

moby - extreme ways


 the bourne identity (2002)    the bourne supremacy (2004)    The Bourne Ultimatum (2007)

The Bourne Identity (2002)
parte I    parte II

The Bourne Supremacy (2004)
parte I    parte II

The Bourne Ultimatum (2007)
parte I    parte II

Tracklist: The Bourne Identity
01. Main Title 02. Bourne Gets Well 03. Treadstone Assassins 04. At The Bank 05. Bourne On Land 06. Escape From Embassy 07. Drive To Paris, The 08. Apartment, The 09. At The Hairdressers 10. Hotel Regina 11. Investigation, The 12. Taxi Ride 13. At The Farmhouse 14. Jason Phones It In 15. On Bridge Number 9 16. Jason’s Theme 17. Mood Build 18. The Bourne Identity 19. Drum And Bass – (remix)

Tracklist: The Bourne Supremacy
01. Goa 02. Drop, The 03. Funeral Pyre 04. Gathering Data 05. Nach Deutschland 06. To The Roof 07. New Memories 08. Berlin Foot Chase 09. Alexander Platz / Abbotts Confession 10. Moscow Wind Up 11. Bim Bam Smash 12. Atonement 13. Extreme Ways – Moby

Tracklist: The Bourne Ultimatum
01. Six Weeks Ago 02. Tangiers 03. Thinking of Marie 04. Assets and Targets 05. Faces Without Names 06. Waterloo 07. Coming Home 08. Man Verses Man 09. Jason Is Reborn 10. Extreme Ways (Bourne’s Ultimatum) Moby

crucial blues

Grandes canções executadas por grandes artistas do blues, os melhores da gravadora de Chicago, Alligator Records, fundada por Bruce Iglauer em 1971. Se você gosta de blues ou não tem certeza, mas está curioso(a) para experimentá-lo, esta é uma grande oportunidade.


Tracklist
01. Low Down And Dirty - Luther Allison
02. Ernestine - Koko Taylor
03. Somebody Changed the Lock - Junior Wells
04. Take Five - Hound Dog Taylor
05. Cotton Picking Blues - Son Seals
06. Let Me Stir in Your Pot - Carey Bell
07. Mama, Talk to Your Daughter - Magic Slim
08. Cold Lonely Nights - Lonnie Brooks
09. Take It Easy, Baby - Pinetop Perkins
10. My Mind Is Gone - Lil' Ed & the Blues Imperials
11. 23 Hours Too Long - James Cotton
12. I Hear Some Blues Downstairs - Fenton Robinson



Crucial Chicago Blues (2003)


Crucial Chicago Blues (2003)



Tracklist
01. All The King's Horses - Luther Allison
02. Heartless - Michael Burks
03. Same Old Thing - Coco Montoya
04. Lights Are On But Nobody's Home - Albert Collins
05. Percolatin' - Little Charlie & The Nightcats
06. To the Devil For A Dime - Tinsley Ellis
07. Country Boogie - Roy Buchanan
08. I Can't Hear Nothing But The Blues - Son Seals
09. Phone Line - Dave Hole
10. Double Whammy - Lonnie Mack-Stevie Ray Vaughan
11. I Smell Trouble - Johnny Winter
12. Pressure Cooker - Clarence "Gatemouth" Brown



Crucial Guitar Blues (2003)


Crucial Guitar Blues (2003)



Tracklist
01. Make My Getaway - Charlie Musselwhite
02. Have Mercy - Carey Bell
03. Shake the Boogie - Billy Boy Arnold
04. Sonny's Woopin' the Doop - Sonny Terry
05. Broke and Hungry - Junior Wells
06. Thank You Baby - Delbert McClinton
07. Burn Your Bridges - Phil Wiggins
08. Coastin' Hank - Little Chartlie
09. Superharp - James Cotton
10. Lonesome Stranger - Carey Bell
11. One More Mile to Go - Suger Blue
12. Blowin' Like Hell - William Clarke



Crucial Harmonica Blues (2003)


Crucial Harmonica Blues (2003)



Tracklist
01. Riding the Blinds - Lonnie Mack
02. Tired Man - Albert Collins
03. Cherry Red Wine - Luther Allison
04. Going Back to Iuka - Koko Taylor
05. My Dog - Elvin Bishop
06. Eyes Like a Cat - Little Charlie & the Nightcats
07. Dump That Chump - Saffire -- The Uppity Blues Women
08. Born With the Blues - Lonnie Brooks
09. Born in Chicago - James Cotton
10. Call My Job - Son Seals
11. Gonig Back to Louisiana - Delbert McClinton
12. Short Fuse Blues - Dave Hole
13. Dust My Broom - Hound Dog Taylor



Crucial Live Blues (2004)


Crucial Live Blues (2004)



Tracklist
01. It's My Life, Baby - Johnny Winter
02. Never Miss Your Water - Lil' Ed And The Blues Imperials
03. She's Fine - Bonnie Raitt
04. Give Me Back My Wig - Luther Allison
05. I'm Gone - Elvin Bishop
06. The Same Thing - Bob Margolin
07. Taylor's Rock - Sonny Landreth
08. When the Church Burned Down - Kinsey Report
09. She's Gone - Michael Hill's Blues Mob
10. Jack O'Diamonds - Corey Harris
11. The Sun Is Shining - Hound Dog Taylor & The Houserockers
12. Out of Here - Dave Hole



Crucial Slide Guitar Blues (2004)


Crucial Slide Guitar Blues (2004)



Tracklist
01. She Walks Right In - Clarence "Gatemouth" Brown
02. Lion's Den - Johnny Copeland
03. Both Ends of the Road - Long John Hunter
04. Midnight Hour Blues - W.C. Clark
05. Those Lonely, Lonely Nights - Katie Webster
06. Street Walkin' Woman - Phillip Walker
07. Tin Pan Alley - Johnny Winter
08. 450 Pound Woman - Floyd Dixon
09. Richest Man - C.J. Chenier
10. Standing on Shaky Ground - Delbert McClinton
11. I'm Coming Down With the Blues - Marcia Ball
12. Too Many Dirty Dishes - Albert Collins



Crucial Texas Blues (2004)


Crucial Texas Blues (2004)



Tracklist
01. High Heel Sneakers - Junior Wells
02. Oreo Cookie Blues - Stevie Ray Vaughan
03. Stop Running 'Round - Carey Bell
04. Down in the Alley - Bob Margolin
05. Sloppy Drunk - Saffire The Uppity Blues Women
06. The Man Next Door – Koko Taylor
07. Railroad Bill - John Jackson
08. Evil on My Mind - Johnny Winter
09. Trouble in Mind - Cephas & Wiggins
10. So Tough with Me - Sonny Terry
11. Baby Bee - Kenny Neal
12. God Don't Ever Change - Corey Harris
13. The Dirty Dozens - Johnny Jones



Crucial Acoustic Blues (2007)


Crucial Acoustic Blues (2007)



Tracklist
01. Last Dirty Deal - Coco Montoya
02. Route 90 - Johnny Winter
03. Golden Rule - Lil' Ed & the Blues Imperials
04. Hound Dog Man - Stevie Ray Vaughan
05. Phone Line - Dave Hole
06. I'm Gonna Leave You - Guitar Shorty
07. The Next Miss Wrong - Tinsley Ellis Live
08. Run Myself out of Town - The Holmes Brothers
09. It's 2 A.M. - Shemekia Copeland
10. Rockin' Harder - Lee Rocker
11. 25 Miles - Johnny Sayles
12. Follow Your Heart - The Paladins



Crucial Rockin' Blues (2007)


Crucial Rockin' Blues (2007)



Tracklist
01. Will It Ever Change? - Luther Allison
02. One More Chance - Michael Burks
03. The Love You Lost on the Way - Roomful of Blues
04. Get to Gettin' - Albert Collins
05. No, No Baby - Son Seals
06. You Got Your Hooks in Me - Little Charlie & the Nightcats
07. Don't Cloud Up on Me - Lucky Peterson
08. You Know What My Body Needs - Lonnie Brooks Live
09. Stop What You're Doing - Long John Hunter
10. Lightning's Gonna Strike - Kenny Neal
11. Shady Lane - Elvin Bishop
12. Okie Dokee Stomp - W.C. Clark



More Crucial Guitar Blues (2007)


Crucial More Crucial Guitar Blues (2007)


luther allison - low down and dirty



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