touch of evil

 touch of evil (1958) movieRamon Miguel Vargas é um chefe de polícia mexicano que está em lua-de-mel com sua mulher Susan Vargas numa cidadezinha bem perto da fronteira com os Estados Unidos da América. Quando um assassinato acontece, os conceitos da ética policial de Ramon se confrontam diretamente com os de Hank Quinlan, o corrupto capitão da polícia local. O policial Vargas (Charlton Heston) ao discordar dos procedimentos utilizados pelo colega Quinlan (Orson Welles), no que diz respeito ao uso da autoridade policial adverte: impor as leis é um trabalho sujo. É neste horizonte ético que se desenvolvem vários confrontos entre os dois personagens, envolvidos na investigação do assassinato que conduz a trama de ‘Touch Of Evil’ (no Brasil ‘A Marca da Maldade’), filme americano de 1958. É um grande thriller noir, um clássico cult, uma obra-prima do escritor-diretor-ator Orson Welles. Foi seu último filme americano. Apesar de pouco apreciado nos EUA, ter sido um fracasso de bilheteria, criticado e classificado como um filme B, ele foi recebido com ótimas críticas na Europa, e ganhou o prêmio de melhor filme no Festival de Cinema de Bruxelas, tendo Truffaut e Godard entre os jurados. Foi totalmente ignorado pela Academia que concedeu todas as honras para o fútil conto musical ‘Gigi’ (1958) com um recorde de nove estatuetas.

 touch of evil - orson welles‘Touch Of Evil’ é uma adaptação, feita por Orson Welles, do livro ‘Badge of Evil’, de Whit Masterson. Dez anos depois de ter filmado ‘Macbeth’, de 1948, ele voltou a dirigir uma produção de um estúdio americano, graças à influência de Charlton Heston. Ignorando as recomendações do estúdio, reescreveu o roteiro e transformou ‘Touch of Evil’ em um eterno clássico. Welles desprezava os executivos e não conseguia ver inteligência neles. Foi impedido de filmar em Tijuana que seria perfeito já que a trama era ambientada na fronteira entre México e Estados Unidos. Para o estúdio poder controlá-lo teve que filmar em Venice, Califórnia. Durante as filmagens reescrevia as falas do elenco e o roteiro durante o dia, as gravações eram feitas à noite, para evitar visitas indesejadas. No final, a versão foi completamente adulterada pelos executivos da ‘Universal Pictures’, que não gostaram do resultado final apresentado pelo mestre Orson Welles. Eles simplesmente reescreveram trechos, refilmaram cenas e reeditaram o filme, sem a presença de Welles. Foram inseridas cenas de diálogos. Welles nunca entendeu por que o estúdio se voltou contra o filme e, depois de assistir à cópia reeditada, escreveu uma carta de 58 páginas. Não foi ouvido, mas, 40 anos depois, a dupla Bob O´Neil e Rick Schmidlin encontrou a carta e resolveu remontar o filme seguindo as instruções de Welles, acrescentando cenas que estavam nos arquivos da Universal. Hoje se vê que na versão original, tudo estava claro no filme, e com muito mais ritmo.

 touch of evil - henry manciniAlém de grandes estrelas como Charlton Heston, Janet Leigh, Akim Tamiroff, Orson Welles facilmente persuadiu Joseph Cotten, Marlene Dietrich, Mercedes McCambridge e Keenan Wynn para aparecerem no filme, além da pequena participação de Zsa Zsa Gabor. Foi em ‘Touch Of Evil’ que Janeth Leigh, cinco anos antes de ser esfaqueada em um chuveiro no ‘Bates Motel’, descobriria uma das grandes diferenças entre Orson Welles e outros grandes diretores. Ele entendia que o filme é um processo em evolução que pode melhorar sempre ao longo das filmagens. Já Alfred Hitchcok chegava ao set com o filme pronto e não admitia uma alteração sequer. Além da extraordinária fotografia de Russell Metty, o filme conta com a ótima trilha sonora de Henry Mancini cuja importância reside em ter aberto um divisor de águas na história da música para o cinema, ao colocar em ‘Touch of Evil’ o que estava na moda: o jazz. Henry Mancini quebrou o padrão estabelecido pelos europeus, temperou ‘Touch of Evil’ com metais de jazz, inconfundivelmente americano.

henry mancini - strollin blues


touch of evil - soundtrack

Touch of Evil (1958)

Tracklist
01. Main Title 02. Borderline Montuna 03. Strollin' Blues 04. Orson Around 05. Reflection 06. Tana's Theme 07. Flashing Nuisance 08. Something for Susan 09. The Boss 10. Rock Me to Sleep 11. The Big Drag 12. Ku Ku 13. Son of Raunchy 14. Lease Breaker 15. Background for Murder 16. Barroom Rock 17. Pigeon Caged 18. Blue Pianola 19. The Chase

pixinguinha

pixinguinha

O compositor e arranjador Alfredo da Rocha Vianna, nascido em 1897, além de ser um virtuose como instrumentista, é considerado um dos fundadores da música moderna brasileira. Desde cedo, a música foi sua companheira. Quase todos da sua família eram musicistas, o pai era flautista, Henrique e Léo, dois irmãos, o ensinaram a tocar cavaquinho. Isso o levou a acompanhar o pai em bailes e eventos. Com 11 anos compôs em uma flautinha sua primeira peça, um choro. Tocando em festas e quermesses o garoto causava admiração. Foi então presenteado com uma flauta importada pelo orgulhoso pai. Aos 14 anos seu irmão Otávio, levou-o para tocar nos bares da Lapa, no Rio de Janeiro. Os boêmios ficaram encantados com a técnica do garoto. Sua fama crescia com ele. Certo dia, enquanto empinava pipa, recebeu um convite para substituir o flautista na Banda do Corpo de Bombeiros. Ele não perdeu a oportunidade e seu talento brilhou com intensidade.

Em 1919, o cinema era uma grande atração e havia no Rio de Janeiro, então capital federal, um elegante cinema chamado ‘Palais’ onde o público aguardava o início do filme ouvindo música. Pixinguinha e mais sete companheiros foram contratados para se apresentarem. Seriam conhecidos como os ‘Oito Batutas’, ele na flauta. A notoriedade ganhou amplitude e o grupo foi convidado a fazer excursões pelo país. E o preconceito se fez presente quando o grupo, em 1922, foi representar o Brasil em Paris. Os racistas esbravejaram com o fato do Brasil ser representado por um ‘bando de negros’. Pixinguinha foi aclamado pelo seu virtuosismo na flauta. Nessa excursão ele teve um maior contato com o saxofone, um símbolo das ‘jazz-bands’. Neste mesmo ano é lançada a composição ‘Carinhoso’, talvez a mais conhecida de Pixinguinha.

benedito lacerda e pixinguinhaOs anos 40 foram duros para Pixinguinha, o mundo entrou em guerra, sua esposa adoeceu, o orçamento era escasso, e para complicar havia o vício da bebida. Em 1946 ele trocou a flauta pelo saxofone e uniu-se a Benedito Lacerda, exímio flautista e líder de um grupo que gerava lucro. Gravaram juntos 34 discos até o ano de 1950. Nos anos 50 gêneros como o bolero e o samba-canção foram ganhando terreno e a música de Pixinga e de Lacerda, perderam adeptos. Durante os anos 60, com o rock, a bossa nova, a Jovem Guarda e a Tropicália o ambiente ficou difícil para o trabalho do elegante Pixinguinha e seus mais de 50 anos de contribuições à música popular brasileira, empurrando-o para a aposentadoria. Apesar disso, em 1967, chegou a participar do II Festival Internacional da Canção com a música ‘Fala Baixinho’ interpretada por Ademilde Fonseca, classificando-se em 5ª posição. Em 1971 ele faz a gravação derradeira, o projeto ‘Som Pixinguinha’ de Hermínio Belo de Carvalho. No mesmo ano foi escolhido paraninfo da primeira turma de músicos da Universidade de Brasília. Em 1973, em pleno carnaval, o seu coração parou.

pixinguinhaÉ muito difícil pensar em Pixinguinha de outra forma senão como gênio. A genialidade de Pixinguinha é reconhecida até por jovens roqueiros. Os gênios, afinal, são eternos. Em qual de suas atividades ele foi mais importante? Como maestro teve papel importantíssimo na música popular brasileira, nunca ergueu a voz, com gestos suaves e olhares, ele conseguia fazer com que aqueles sob sua batuta jamais emitissem uma nota fora de lugar. Como arranjador foi um mestre e um dos primeiros do Brasil. Ele e Radamés Gnattali eram os melhores arranjadores brasileiros da década de 30. O flautista Pixinguinha, citando Orestes Barbosa, era um ‘Pan negro entre ninfas assustadas’. Soprando sua flauta mágica encantava homens e mulheres que iam ouvi-lo nos cinemas e teatros onde tocava. Infelizmente, tudo o que sobrou da sua flauta está em velhos discos de 78 rotações por minuto, gravados em estúdios precários e microfones idem. Pixinguinha está entre os quatro maiores flautistas da música popular brasileira, os outros são Patápio Silva, Benedito Lacerda e Altamiro Carrilho.

Até hoje é um mistério os motivos que o levaram a aposentar a flauta, um instrumento de que gostava tanto e que tocava com magia de um Pan. Há muitas versões sobre a troca da flauta pelo sax, uma delas foi o abuso do álcool que tornou suas mãos trêmulas que o impediam de ter a mesma agilidade de antes. Uma outra versão tem Benedito Lacerda como vilão. Como Pixinquinha não conseguia mais nem gravar, Benedito Lacerda, - flautista, regente e compositor - lhe propôs parceria, mas com uma condição: que Pixinguinha nunca mais tocasse sua flauta. Benedito nunca escondeu a inveja do flautista Pixinguinha, que graças a ele, Benedito continuava sendo sempre o segundo melhor do Brasil e não o primeiro. Nos discos gravados, os solos de flauta de Benedito Lacerda são soberbos, mas o brilho dos solos do sax coadjuvante de Pixinguinha, Benedito Lacerda não conseguiu ofuscar. Por fim o compositor Pixinguinha, o mais genial de todos. Dizem que ele não sabia explicar como conseguia criar suas obras-primas. Falava delas como ‘coisinhas simples’, sem importância. Era sincero na modéstia. Era um gênio.

pixinguinha - ingênuo


‘Pixinguinha 70’, álbum lançado em homenagem ao aniversário de 70 anos de Pixinguinha. Foi gravado por Jacob do Bandolim; Radames Gnattali; ‘Conjunto Epoca de Ouro’ (Jacob do Bandolim no bandolim, Dino 7 Cordas no violão 7 cordas. Cesar Faria e Carlos Leite no violão, Jonas no cavaquinho, Gilberto na percussão); ‘Os Boêmios’ (Homero Gelmim no violino, Sandoval Dias no tenor sax, Eugenio Martins na flauta, Gabriel Henriques no baixo, Carlos Lentini e Artur Duarte no violão, Waldemar Melo no cavaquinho, Cabore na percussão); Trio de Flautas do Teatro Municipal (Carlos Rato, Eugenio Martins, Maria do Carmo); Orquestra do Teatro Municipal dirigida por Radames Gnattali

pixinguinha 70 anos (1968)

Pixinguinha 70 (1968)

Tracklist
01. Carinhoso 02. Uma Rosa para o Pixinguinha 03. Vou pra Casa 04. Os Cinco Companheiros 05. Lamento 06. Ingenuo 07. Passatempo 08. Gargalhada 09. Rosa 10. Marreco quer Agua 11. Pixinguinha

Este álbum faz o resgate da parceria antológica entre Benedito Lacerda e Pixinguinha, dois gênios de um dos gêneros musicais brasileiros mais reconhecidos em todo o mundo: o choro, popularmente chamado de chorinho, é um gênero musical, uma música popular e instrumental brasileira, com mais de 130 anos de existência. Os conjuntos que o executam são chamados de regionais e os músicos, compositores ou instrumentistas, são chamados de chorões. Surgiu provavelmente em meados de 1870, no Rio de Janeiro. O dia internacional do choro é dia 23 de Abril, dia do nascimento do Pixinguinha. O álbum é um apanhado de gravações de Benedito Lacerda e de Pixinguinha de 1948 até 1950.

benedito lacerda e pixinguinha (1966)

Benedito Lacerda e Pixinguinha (1966)

Tracklist
01. André de Sapato Novo 02. Atraente 03. 1 X 0 04. Ainda Me Recordo 05. O Gato e o Canário 06. Naquele Tempo 07. Língua de Preto 08. Vou Vivendo 09. Devagar e Sempre 10. Displicente 11. Sofres Porque Queres 12. Soluços

‘Agô Pixinguinha’ é um projeto artístico do compositor, escritor e produtor Hermínio Bello de Carvalho. O lançamento foi uma justa homenagem a Pixinguinha. Nos dois CDs, grandes nomes reverenciam o mestre do chorinho no aniversário do seu centenário.

agô pixinguinha 100 anos (2004)

Agô - Pixinguinha 100 Anos (2004)
CD 1  CD 2

Tracklist CD 1: Sambando, Chorando
01. Carinhoso - Nana Caymmi
02. Mundo Melhor - Alcione
03. Rosa - Caetano Veloso
04. Lamentos - Chico Buarque, MPB-4
05. Fala Baixinho - Maria Bethânia
06. Cochichando - Zezé Gonzaga, Eduardo Dusek
07. Gavião Calçudo - Zeca Pagodinho
08. 1 X 0 (um a Zero) - Arranco de Varsóvia
09. Vou Vivendo - Cristina Buarque, Sérgio Ricardo
10. De Mal pra Pior - Paulinho da Viola
11. Página de Dor - Ney Matogrosso
12. Benguelê/yaô - João Bosco
13. Ingênuo - Simone, Baden Powell
14. Patrão, Prenda Seu Gado (com Depoimento de Pixinguinha) - Grupo Fundo de Quintal

Tracklist CD 2: Tocando, Tocando
01. Carinhoso - Tom Jobim
02. Rosa - Hermeto Pascoal
03. Tapa Buraco - R.Gnattali & Camerata Carioca
04. 1 X 0 (um a Zero) - Paulo Moura, Raphael Rabello
05. Ingênuo - Radamés Gnattali,Seu Sexteto
06. Naquele Tempo (ao Vivo) - Baden Powell
07. Marreco Quer Água - Camerata Carioca
08. Pula Sapo - Pixinguinha
09. Urubatan - Pixinguinha
10. O Gato e o Canário - Água de Moringa
11. Samba do Urubú - Pixinguinha
12. Lamentos - Conjunto Época De Ouro, Jacob Do Bandolim
13. Proezas de Solón - Conjunto Época De Ouro, Jacob Do Bandolim
14. Sofres Porque Queres - Conjunto Época De Ouro, Jacob Do Bandolim
15. Carinhoso - Orquestra Radamés Gnatalli

taj mahal

taj mahalDurante quarenta anos Taj Mahal explorou as raízes do blues, ele revitalizou a tradição e preparou o caminho para uma nova geração de bluseiros. Assimilou diferentes ritmos e criou um blues que vai além do tradicional. Enquanto muitos afro-americanos decidiram evitar velhos estilos musicais durante a década de 1960, Taj Mahal mergulhou nas raízes de seu passado. Seus pais incutiram nele o sentimento de orgulho pela sua ancestralidade através de suas histórias. Seus pais também o incentivaram na música, iniciando-o com aulas de piano clássico. Ele também estudou o clarinete, trombone e gaita. Taj Mahal nasceu Henry Saint Claire Fredericks, em Nova York em 1942. Seu pai, que emigrou do Caribe, escreveu arranjos para Benny Goodman e tocava piano. Sua mãe, Mildred Shields, foi professora na escola da Carolina do Sul. Através de seus pais cantou e ouviu gospel nas vozes de Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Mahalia Jackson e Ray Charles. Também ouviu a música de todo o mundo na rádio de onda curta de seu pai e desenvolveu o seu amor pelo blues e pelos artistas Leadbelly e Lightnin 'Hopkins, e também pelo o rock’n’roll de Chuck Berry e Bo Diddley e pelo jazz de Illinois Jacquet, Ben Webster, Charles Mingus, Thelonious Monk e Milt Jackson.

Taj Mahal cresceu em Massachusetts, jovem ainda mergulhou no estudo da sua herança cultural. Aos 11 anos testemunhou a morte de seu pai em um acidente na sua empresa de construção, esmagado por um trator, mas Mahal encontrou consolo na música. Quando sua mãe casou-se novamente, ele descobriu no porão da casa o violão de seu padrasto e aprendeu a tocá-la com um pente quebrado. Ele também desenvolveu uma paixão pela agricultura que quase rivalizava com seu amor pela música. Aos dezenove anos de idade ele era capataz agrícola. Taj Mahal, o seu nome artístico, veio-lhe de um sonho que teve sobre Gandhi e a tolerância social. Ele começou a usá-lo em 1959, época que iniciou a Universidade de Massachusetts tornando-se um membro do ‘Future Farmers of America’, e com especialização em produção animal e em ciência veterinária e agronomia.

taj mahal        taj mahal

Mahal decidiu tomar o caminho da música, em vez da agricultura. Ele participou do Newport Folk Festival no início dos anos 1960 e testemunhou as apresentações de grandes artistas do tradicional blues e do folk o que reforçou a sua decisão de tocar guitarra acústica. Após graduar-se em 1964 mudou-se para Los Angeles e formou o ‘Rising Sons’ com Ry Cooder e Jessie Lee Kincaid. O grupo assinou com a Columbia, mas a gravadora não tinha certeza quanto ao sucesso do grupo com um repertório que incluía blues country eletrificado e músicas folclóricas tradicionais. Embora o ‘Rising Sons’ tenha lançado um single, o restante do material gravado permaneceu trancado nos cofres da gravadora até 1992. Ao romper com o grupo, Taj Mahal permaneceu com a Columbia e gravou seu auto-intitulado álbum de estréia, ‘Taj Mahal’. O álbum teve uma aceitação surpreendente e o álbum seguinte, ‘The Natch'l Blues’ foi igualmente bem recebido como ‘Giant Step’, em 1969. Esses três registros construíram a sua reputação como um um bluesman autêntico, único e moderno.

Considerado um estudioso do blues, seus estudos de etnomusicologia na Universidade de Massachusetts o aproximaram mais da música popular do Caribe e da África Ocidental. Ao longo do tempo, incorporou mais e mais raízes da música africana abrangendo elementos de reggae, calypso, jazz, zydeco (uma forma de música folk norte-americana que possui sempre o som de um acordeon), rhythm and blues e música gospel. Mahal continuou a explorar novas direções na década de 1970, gravou o ‘Happy Just to Be Like I Am’ com ritmos caribenhos, enquanto em ‘The Real Thing’ introduziu a tuba como tocada em New Orleans. Em 1973 gravou a trilha sonora do filme 'Sounder', e no ano seguinte, lançou 'Mo' Roots', um álbum fortemente influenciado pelo reggae.

taj mahal

Com a carreira estagnada na década de 80 decidiu mudar-se para o Havaí e formou a banda ‘Hula Blues Band’. Voltou em 1988 e gravou ‘Taj’ que revitalizou a sua carreira. Na década de 90 lançou álbuns completos de blues, pop, r&b e rock e voltou a chamar a atenção com os álbuns, ‘Phantom Blues’ e ‘Señor Blues’ de 1998, que ganhou o Grammy de melhor álbum de blues contemporâneo. Entre as suas músicas mais conhecidas estão ‘Corrina’ e ‘Ain’t That a Lot of Love’ com a qual participou do antológico disco ‘Rock and Roll Circus’, dos 'Rolling Stones'. A trajetória de Taj Mahal continua e sua obra tem influenciado músicos que também procuram outras direções dentro do blues, como é o caso de Joe Louis Walker, Corey Harris, Keb’Mo, Guy Davis, Robert Cray e até mesmo o cantor Ben Harper.

taj mahal - In Progress & in Motion 1965-1998

In Progress & in Motion: 1965-1998
CD 1    CD 2    CD 3

Tracklist CD 1
01. You're Gonna Need Somebody On Your Bond 02. Corrina 03. Checkin' Up On My Baby 04. Leaving Trunk 05. Buck Dancer's Choice 06. Going Up To The Country, Paint My Mailbox Blue 07. She Caught The Katy & Left Me A Mule To Ride 08. Aint Gwine Whistle Dixie (Any Mo') 09. Stagger Lee 10. Built For Comfort 11. Natural Man 12. Railroad Bill 13. Texas Woman Blues 14. Early In The Morning 15. Dust My Broom 16. Blind Boy Rag

Tracklist CD 2
01. Oh, Susanna 02. Cakewalk Into Town 03. Fishin' Blues 04. Nobody's Business But My Own 05. Sweet Mama Janisse 06. Little Red Hen Blues 07. Mary Don't You Weep 08. Sweet Home Chicago 09. Frankie & Albert 10. M'Banjo 11. Statesboro Blue 12. Bye & Bye 13. Six Days On The Road 14. We Gonna Rock 15. Aint It Funky Now 16. Tom & Sally Drake 17. Fishin' Blues 18. Blues With A Feeling 19. Freight Train

Tracklist CD 3
01. When I Feel The Sea Beneath My Soul 02. West Indian Revelation 03. Eighteen Hammers 04. Johnny Too Bad 05. Slave Driver 06. Clara (St. Kitts Woman) 07. Do I Love Her 08. Everybody Is Somebody 09. But I Rode Some 10. Crossing 11. Sentidos Dulce (Sweet Feelings) 12. The Most Recent Evolution Of Muthafusticus Modernusticus 13. Curry 14. Follow The Drinking Gourd 15. Day-O (The Banana Boat Song) 16. Little Brown Dog 17. Señor Blues 18. Aint That A Lot Of Love 19. Take A Giant Step

taj mahal - I miss you baby


taj mahal - Senor Blues (1997)

Senor Blues (1997)

Tracklist
01. Queen Bee 02. Think 03. Irresistible You 04. Having a Real Bad Day 05. Senor Blues 06. Sophisticated Mama 07. Oh Lord, Things Are Gettin' Crazy Up in Here 08. I Miss You Baby 09. You Rascal You 10. Mind Your Business 11. 21st Century Gypsy Singin' Lover Man 12. At Last (I Found a Love) 13. Mr. Pitiful

Maestro é o título perfeito para este álbum que marcou o 40º aniversário de carreira de Taj Mahal. Um álbum com vários artistas convidados: 'Los Lobos', banda estadunidense altamente influenciada pela música country e músicas tradicionais mexicanas e espanholas aparecem em ‘Never Let You Go’ e ‘TV Mama’; Jack Johnson, filho do famoso surfista Jeff Johnson, é cantor, compositor, e cineasta conhecido por seu trabalho no soft rock e gêneros acústicos está na regravação ‘Further On Down the Road’, e a voz de Ben Harper pode ser ouvida em ‘Dust Me Down’. Outras aparições incluem Angélique Kidjo cantora e ativista da República do Benin, na música ‘Zanzibar’ e Ziggy Marley, filho mais velho de Bob Marley em ‘Man on Black, Brown Man’. Além disso, Taj Mahal contou novamente com o ‘Phantom Blues Band’, banda formada por Taj Mahal para acompanhá-lo em seu álbum ‘Dancin' the Blues’ e com quem gravou também os ‘Señor Blues’ e ‘Shoutin' in Key’; Toumani Diabaté, cantor de Mali com quem Taj Mahal gravou o álbum ‘Kulanjan’ que lhe permitiu reencontrar a sua ascendência africana dando-lhe a sensação de voltar para casa; e sua filha Deva Mahal com quem tinha gravado em 1987 o álbum 'Shake Sugaree', o primeiro dos álbuns gravados com várias crianças.

taj mahal - Maestro (2008)

Maestro (2008)

Tracklist
01. Scratch My Back 02. Never Let You Go 03. Dust Me Down 04. Further Down The Road 05. Black Man, Brown Man 06. Zanzibar 07. TV Mama 08. I Can Make You Happy 09. Slow Drag 10. Hello Josephine 11. Strong Man Holler 12. Diddy Wah Diddy

taj mahal - The Essential (2005)

The Essential (2005)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Leaving Trunk 02. Statesboro Blues 03. Celebrated Walking Blues, The 04. She Caught The Katy (And Left Me A Mule To Ride) 05. Corinna 06. Going Up The Country Gonna Paint My Mailbox 07. Take A Giant Step 08. Six Days On The Road 09. Country Blues 10. Fishin' Blues 11. Ain't Gwine Whistle Dixie (Anymo') 12. You're Gonna Need Somebody On Your Bond 13. Happy To Be Just Like I Am 14. West Indian Revelation 15. Texas Woman Blues 16. Cake Walk Into Town 17. Frankie & Albert 18. Railroad Bill

Tracklist CD 2
01. Johnny Too Bad 02. Slave Driver 03. St. Kitts Woman, (Clara) 04. When I Feel Teh Sea Beneath 05. Satisfied 'N' Tickled Too 06. Love Theme In The Key Of D 07. Everybody Is Somebody 08. Crossing 09. Don't Call Us 10. Big Legged Mamas Are Back In 11. That's How Strong My Love Is 12. Here In The Dark 13. Lovin' In My Baby's Eyes 14. Senor Blues 15. New Hula Blues, The 16. Queen Bee 17. Cruisin' 18. John Henry (with Etta Baker)

taj mahal - statesboro blues



duke ellington

duke ellingtonDuke Ellington, como muitos outros, foi vitima de uma sociedade racista, de uma 'democracia' que jamais recompensava os negros, e que descaradamente punia aqueles que resistiam, desafiavam e ultrapassavam os pequenos espaços a que eram obrigados a habitar. Uma sociedade racista, que muitas vezes não admitiu elogios a Duke Ellington e os concedeu a outros compositores e músicos americanos, como George Gershwin ou Benny Goodman. Por mais de 50 anos, Ellington usou sua música para analisar as complexidades da vida dos negros americanos e para desafiar as contradições da democracia americana, contradições que, até recentemente, negou a ele até seu legítimo lugar entre os gênios da música. Entre os negros, mesmo antes do blues ser inventado, que se aperfeiçoou e evoluiu para o rock and roll, uma forma separada de música com herança étnica e geográfica semelhante estava seguindo sua própria trajetória. No final de 1800, com raízes no ragtime e no dixieland, o jazz surgiu antes mesmo de Son House e Robert Johnson terem começado a gravar. Desde o início da década de 1920 até sua morte em 1974, Duke Ellington foi um gigante do jazz.

duke ellington and his orchestra 1937Edward Kennedy Ellington nasceu em 1899, e herdou a elegância de sua mãe e autoconfiança de seu pai. Foi um dos artistas musicais mais completos, um maestro invejável, um pianista excepcional e compositor de mais de três mil músicas escritas. Recebeu o apelido de Duke (duque) de um amigo de infância, por sua pose e por sempre estar bem vestido. Teve uma infância tranqüila, seu pai era mordomo na Casa Branca e era mimado por sua mãe que o incentivou a estudar piano desde os sete anos, mas Ellington apenas demonstrou interesse pelo instrumento quando conheceu o pianista Harvey Brooks. Sua paixão era o baseball, e para ver seus ídolos, vendia amendoim nas arquibancadas. Em Washington, os pianistas Oliver "Doc" Peri e Louis Brown ensinaram o jovem Duke a ler partituras e a aprimorar a sua técnica. Começou a tocar profissionalmente em bailes com um sexteto chamado ‘The Washingtonians’, e logo foi eleito o líder da banda. Formou seu próprio conjunto em 1922, um quinteto com o baterista Sonny Greer e o saxofonista Otto Hardwicke. Eram tempos difíceis e Ellington e seus quatro músicos chegaram a dividir uma salsicha como jantar. Dirigiu orquestras e fez arranjos de obras dos grandes clássicos, como Mozart, Schubert, Bach, e Brahms. Mas o jazz foi uma constante.

Duke EllingtonMais tarde, em Nova York, o mestre do piano Fats Waller foi o seu incentivador e Ellington conheceu sons novos, diferentes do ragtime ouvido em Washington. Passou a ouvir os pianistas do Harlem, e o som melodioso e swingado de Sidney Bechet e Louis Armstrong, mas a sua formação foi a dos pianistas de ragtime, cuja influência é clara em sua primeira composição, ‘Soda Fountain Rag’, de 1914. O nome de Ellington, que já era conhecido pelas transmissões de rádio, rapidamente se tornou conhecido e assim ele conseguiu um contrato para tocar no ‘Cotton Club’. Com o sucesso contrata os melhores músicos disponíveis como Ben Webster, Jimmy Blanton, Cootie Williams, Bubber Miley, Harry Carney e Johnny Hodges. Em uma turnê pela Europa sente-se respeitado como músico e homem. De volta aos Estados Unidos, em 1939, Ellington conheceu Billy Strayhorn, que apesar das características completamente opostas, seria seu colaborador por toda a sua vida. Os concertos no Carnegie Hall foram memoráveis, em especial a suíte ‘Black, Brown and Beige’, de 1943, inspirada na história da América negra. Ellington criou o ‘jungle style’ quando os metais da orquestra tocam com força e expressão, dando um efeito de selvageria às composições. Entre suas obras destacam-se os álbuns ‘The Blanton - Webster Band’, ‘Black, Brwon and Beige’ e ‘The Duke's Men’ feitos com a colaboração de seus melhores solistas. Quando se preparava para a festa de 75 anos foi hospitalizado com câncer e seu estado de saúde se agravou, falecendo um mês depois.

Duke Ellington fez muitas gravações que nunca foram lançadas durante a sua vida. 'The Private Collection' consiste principalmente de gravações de estúdio feitas por Duke Ellington com seu próprio dinheiro e estavam guardadas em seu cofre. Após a sua morte, seu filho Mercer doou esta relíquia para a rádio dinamarquesa 'Stockpile'. Duas das melhores composições de Duke estão nesta coleção, no volume 7, e em nenhum outro lugar: ‘The Degas Suite’, trilha sonora do filme sobre o pintor e ‘The River‘, em ambas o piano de Duke é, simplesmente, impressionante. Somos também brindados com o melhor trabalho do saxofonista tenor Paul Gonsalves, ele brilha em ‘I Cover The Waterfront’, ‘In A Sentimental Mood’ e ‘Moon Mist’; e com o excelente sax alto tocado por Johnny Hodges, que retornou a banda de Duke após 5 anos de ausência, em 'Satin Doll', ‘When I'm Feeling Kinda Blue’, ‘Something Sexual’ que inclui um grupo vocal e especialmente em ‘Sophisticated Lady’ e ‘Prelude To A Kiss’ que explica por que BB King era um admirador de Johnny Hodges. Há ainda a versão de ‘Jump For Joy’, melhor do que qualquer outra versão, que apresenta o clarinete de Jimmy Hamilton que é de tirar o fôlego. Além das riquezas musicais de Harold Ashby, Shorty Baker, Willie Cook, Ray Nance, Clark Terry, e Cootie Williams.

duke ellington and his orchestra - prelude to a kiss
johnny hodges (sax alto)


duke ellington - the private collection (1999)

The Private Collection (1999)

volume 01    volume 02    volume 03      volume 04    volume 05
volume 06    volume 07    volume 08    volume 09    volume 10

Tracklist: Volume 01
01. March 19th Blues 02. Feet Bone 03. In a Sentimental Mood 04. Discontented 05. Jump for Joy 06. Just Scratchin the Surface 07. Prelude to A Kiss 08. Miss Lucy 09. Uncontrieved 10. Satin Doll 11. Do Not Disturb 12. Love You Madly 13. Short Sheet Cluster 14. Moon Mist 15. Long Time Blues

Tracklist: Volume 02
01. Things Ain't What They Used to Be 02. Something Sexual 03. The Riff 04. Bluer 05. Wailing 'Bout 06. I Cover the Waterfront 07. Blues a La Willie Cook 08. Slow Blues Ensemble 09. Circle of Fourths 10. Perdido 11. Three Trumps 12. Deep Blues 13. Things Ain't What They Used to Be (instrumental) 14. Paris Blues 15. I Got It Bad and That Ain't Good 16. Circle Blues 17. The Sky Fell Down 18. Perdido (Instrumental) 19. Passion Flower 20. Cotton Tail

Tracklist: Volume 03
01. ESP 02. Blue, Too-The Shepard 03. Tune Up 04. Take It Slow 05. Telstar 06. To Know You Is To Love You 07. Like Late 08. Major 09. Minor 10. G For Grove 11. The Lonely Ones 12. Monk's Dream 13. Frere Monk 14. Cordon Bleu 15. New Concerto For Cootie 16. September 12Th Blues

Tracklist: Volume 04
01. Bad Woman 02. Jeep's Blues 03. Stoona 04. Serenade To Sweden 05. Harmony In Harlem 06. Action In Alexandria 07. Tajm 08. Isfahan 09. Killian's Lick 10. Blouson's Noir 11. Elysee 12. Butter And Oleo 13. Got Nobody Now 14. M.G 15. Blue Rose 16. July 18th Blues

Tracklist: Volume 05
01. Countdown 02. When I'm Feeling Kinda Blue 03. El Viti 04. Draggin' Blues 05. Cottontail 06. Now Ain't It 07. The Last Go-Round 08. Moon Mist 09. Skillipoop 10. Banquet Scene (Timon of Athens) 11. Love Scene 12. Rod La Roque 13. Rhythm Section Blues 14. Lele 15. Ocht O'Clock Rock 16. Lady 17. Rondolet

Tracklist: Volume 06
01. I Can't Get Started 02. Waiting For You 03. Knuf 04. Gigl 05. Meditation 06. Sophisticated Lady 07. Just Squeeze Me 08. Mood Indigo 09. In A Sentimental Mood 10. I Let A Song (Go Out Of My Heart) 11. Reva 12. Ortseam 13. Cool And Groovy 14. Elos 15. C-Jam Blues

Tracklist: Volume 07
01. The Degas Suite 02. The River

Tracklist: Volume 08
01. Black 02. Comes Sunday 03. Light 04. West Indian Dance 05. Emancipation Celebration 06. The Blues 07. Cy Runs Rock Waltz 08. Beige 09. Sugar Hill Penthouse 10. Harlem 11. Ad Lib On Nippon

Tracklist: Volume 09
01. Main Stem 02. Dancing In The Dark 03. Stompy Jones 04. Time On My Hands 05. Stompin' At The Savoy 06. Sophisticated Lady 07. Take The A Train-Instrumental 08. All Heart 09. Just A-Settin' and A Rockin' 10. Take The A Train-Vocal 11. Where Or When 12. The Mooche 13. One O'Clock Jump 14. Autumn Leaves 15. Oh Lady Be Good 16. Things Ain'T What They Used To Be

Tracklist: Volume 10
01. Such Sweet Thunder 02. The Blues To Be There 03. Juniflip 04. The Star-Crossed Lovers 05. Together 06. California Mello 07. Suburban Beauty 08. C Jam Blues 09. Blue in Orbit 10. Mood Indigo 11. Honeysuckle Rose 12. Willow Weep For Me 13. Caravan 14. Wailing Interval

Quando Duke Ellington participou do ‘Newport Jazz Festival’ em 1956, a banda fazia shows em ringues de patinação e estava precisando revitalizar a sua imagem e trazer de volta a popularidade perdida com o surgimento do bebop, o estilo de jazz que foi desenvolvido por Charlie Parker, Dizzy Gillespie e Thelonious Monk, o hard bop, e outras correntes do jazz. ‘Ellington At Newport’ é um álbum gravado ao vivo no histórico festival que reformulou a reputação de Ellington e sua banda. ‘Diminuendo em Blue’ e ‘Crescendo in Blue’, foram desempenhadas pelo saxofonista tenor Paul Gonsalves que desmoronou de exaustão quando o solo terminou e ganhou as manchetes ao redor do mundo.

duke ellington - at newport 1956

Ellington At Newport 1956: Original Jazz Classics (2009)
CD 1    CD 2

Tracklist: CD 1
01. Star Spangled Banner 02. Introduction by Father Norman O'Connor 03. Black and Tan Fantasy 04. Introduction by Duke 05. Tea for Two 06. Duke & Band Leave Stage 07. Take the "A" Train 08. Announcement by Duke 09. Festival Junction, Pt. 1 10. Announcement by Duke 11. Blues to Be There, Pt. 2 12. Announcement by Duke 13. Newport Up, Pt. 3 14. Announcement by Duke 15. Sophisticated Lady 16. Announcement by Duke 17. Day In - Day Out 18. Introduction by Duke/Paul Gonsalves Interlude 19. Diminuendo and Crescendo in Blue 20. Announcements, Pandemonium 21. [Six Second Pause Track]

Tracklist: CD 2
01. Introduction by Duke 02. I Got It Bad (And That Ain't Good) 03. Jeep's Blues 04. Duke Calms Crowd 05. Tulip or Turnip 06. Riot Prevention 07. Skin Deep 08. Mood Indigo 09. Tuning up/Studio Concert Begins 10. Introduction by Father Norman O'Connor 11. Festival Junction, Pt. 1 12. Announcement by Duke 13. Blues to Be There, Pt. 14. Announcement by Duke 15. Newport Up, Pt. 3 16. Announcement by Duke 17. I Got It Bad (And That Ain't Good) 18. Jeep's Blues 19. [Six Second Pause Track]

Swing! The Music of Duke Ellington (1999)

Swing! The Music of Duke Ellington (1999)

Tracklist
01. Mel Tormé - I'm Gonna Go Fishin'
02. Oscar Peterson, Clark Terry, Benny Carter, Lorne Lofsky, Ray Brown & Lewis Nash - In a Mellow Tone
03. Ray Brown Trio with Ulf Wakenius - Cotton Tail
04. Ahmad Jamal Trio - Do Nothin' Till You Hear from Me
05. Mel Tormé - Rockin' in Rhythm
06. André Previn, Ray Brown & Joe Pass - I Got It Bad and That Ain't Good
07. Dave Brubeck - Things Ain't What They Used to Be
08. Joe Pass - Azure
09. Satin Doll - Oscar Peterson, Ulf Wakenius, Niels-Henning Ørsted Pederson & Martin Drew
10. Mel Tormé - It Don't Mean a Thing (If It Ain't Got That Swing)

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chess recordsDois meninos, Leonard e Philip Chez, com idades de onze e seis, chegaram a Ilha Ellis em 1928 na companhia da mãe, da irmã e de várias centenas de outros imigrantes da pequena aldeia natal perto de Pinsk na Polônia. Filhos de um pai carpinteiro que trabalhava no turno da noite em um depósito de sucata, Leonard e Philip Chez, cujo nome de família foi americanizado para Chess (xadrez) logo após a chegada nos EUA, foram enviados para as escolas públicas de Chicago. Eles rapidamente aprenderam o idioma e anos depois Phil entrou para o Exército na II Guerra Mundial, Leonard por ter contraído pólio na infância que o deixou coxo foi dispensado do serviço militar. Enquanto Phil estava ausente, Leonard investiu em vários empreendimentos comerciais desde um ferro-velho de seu pai a bares e lojas de bebidas. Foi a partir destes últimos que ele fez a transição decisiva para o clube ‘Macomba Lounge’. O ‘Macomba Lounge’ tinha entretenimento ao vivo, muitos desses artistas sendo do blues que haviam migrado para Chicago a partir do delta do Mississipi, nos anos 30 e 40. Os irmãos perceberam que as músicas desses artistas não estavam sendo devidamente registradas, de modo que decidiram eles próprios iniciar a gravação. O que acabaria por resultar, em 1947, na parceria com Charles e Evelyn Aron, proprietários do pequeno selo local chamado ‘Aristocrat Records', que tinham formado para gravar blues, jazz e rhythm & blues.

O artista mais importante foi Morganfield McKinley, que viria a ser conhecido com Muddy Waters, com diversos singles de sucesso em 1947 e 1948. No final de 1949, Leonard e Phil Chess tornaram-se os únicos donos da ‘Aristocrat Records’ e em 1950 o nome foi mudado para ‘Chess Records’ que floresceu como gravadora independente. Com o sucesso de Muddy Waters, outros jovens bluesmen do Mississippi foram atraídos para Chicago, muitos se juntaram a banda de Muddy. Um dos músicos mais brilhantes foi Little Walter Jacobs, cuja gaita fez a banda ainda melhor. Em 1952, os irmãos Chess formaram uma etiqueta subsidiária chamada ‘Checker’ e Little Walter foi o primeiro a gravar. Sua primeira versão foi um instrumental chamado ‘Juke’ que liderou as paradas e depois com o vocal ‘My Babe’. Depois gravaram com um trabalhador agrícola chamado Chester Burnette, que ficou conhecido como Howlin 'Wolf e foi um dos bluesmen mais influentes na história, sua influência pode ser ouvida na música de muitos dos jovens britânicos e americanos nos anos 60 e 70.

Macomba Lounge’Além de Muddy Waters, Howlin 'Wolf e Little Walter, a ‘Chess Records’ registrou muitos outros gigantes do blues do pós-guerra como Sonny Boy Williamson, Fulson Lowell, Memphis Slim, Jimmy Rogers, John Lee Hooker e Willie Mabon. Mais tarde, eles gravaram a próxima geração de artistas do Chicago blues, Buddy Guy, Little Milton e Koko Taylor. Em 1955, numa viagem de férias para Chicago, um jovem cantor e guitarrista de St. Louis chamado Chuck Berry conheceu Muddy Waters, que o encorajou a ver os irmãos Chess. Chuck Berry fez um teste para eles com uma canção que tinha escrito chamada ‘Ida Red’. Leonard e Phil gostaram do tema, mas sugeriram uma mudança no nome, a música foi renomeada como ‘Maybellene’ e se tornou o primeiro de seus muitos hits. Chuck Berry gravou com os irmãos Chess durante muitos anos produzindo hit após hit, incluindo muitas canções para o início do rock and roll. Outro cantor e compositor foi descoberto pela gravadora em 1955. Seu nome era Elias McDaniels, que tinha se mudado do Mississipi para Chicago com sua família. O teste dele foi também com uma canção própria, ‘Uncle John’. Novamente, os irmãos gostaram da música, mas desta vez não gostaram do nome do jovem, assim McDaniels mudou para o apelido que ele tinha usado como pugilista amador, Bo Diddley.

 leonard, phil e marshall chess

Leonard, Phil e Marshall Chess

Em 1956, a ‘Chess’ estabeleceu uma outra subsidiária, com etiqueta exclusiva de jazz, chamada ‘Argo’, dando estabilidade para artistas influentes do jazz como Sonny Stitt, James Moody, Yusef Lateef, Gene Ammons, Lou Donaldson, Lorez Alexandria, Ahmad Jamal e Ramsey Lewis. O catálogo de álbuns da ‘Argo’ era extensa, e continha o trabalho de Etta James, uma de suas melhores artistas do sexo feminino. Em 1965, o nome foi mudado para ‘Cadet’, devido à existência de outra gravadora chamada ‘Argo’, na Inglaterra. No mesmo ano, a ‘Chess’ começou a se interessar pela música de Nova Orleans, tendo Paul Gayten para representá-los lá. Também são muitas as gravações de música gospel, com uma série de sermões do reverendo CL Franklin, como também foram os primeiros a gravar com a filha do reverendo, Aretha Franklin, quando ainda adolescente. Durante os primeiros anos da gravadora 'Chess', Leonard e Phil Chess produziram a música que eles amavam. Eles eram a essência dos anos 50. ‘Chess Records’ era a grande gravadora americana de blues, e fica difícil entender o seu declínio e queda nos anos 60. Em 1969, a empresa sofreu um golpe devastador quando Leonard Chess morreu de um ataque cardíaco. Marshall, filho de Leonard, ainda tentou desesperadamente manter-se, mas o selo foi vendido para TAB, uma empresa que fabricava fitas cassete. A qualidade da produção diminuiu, e até 1972, os escritórios em Chicago ficavam vazios. Em 1975, o que restou da ‘Chess Records’ foi desmantelado e vendido para a ‘All Platinum Records’ de Nova Jersey.

chess records sede

'Chess Records'

Quando os novos donos trouxeram as máquinas para derrubar o prédio de Chicago, foram destruídos 250.000 registros que tinham sido abandonados ali. É triste pensar em todas as músicas de Chuck Berry, Howlin 'Wolf, Little Walter, Bo Diddley, Etta James e Muddy Waters que foram levados para um aterro. Os registros foram destruídos, mas as fitas sobreviveram e são agora propriedade da MCA, que lançou a maior parte do material da ‘Chess’ durante os anos 1980 e 1990. Isso, combinado com o recente ressurgimento do interesse pelo blues em geral e de Chicago, em particular, garante que as futuras gerações de aficionados da música tenham a oportunidade de ouvir e aprender com os mestres do passado.

Presente por vinte e um anos na história do blues urbano de Chicago, a ‘Chess Records’ entre 1947 e 1967 acompanhou um estilo musical que nasceu miserável no Mississippi com Muddy Waters e seus companheiros, que cresceu surpreendente e altamente influente e enviou sementes que germinaram em solo fértil em toda a América e em terras tão distantes como a Inglaterra. O álbum ‘Blues Chess’ é uma compilação incrível com artistas de renome e aqueles que desempenharam papéis de apoio por duas décadas de gravações contribuindo para o sucesso da gravadora. Uma lista impressionante de músicos que se apresentavam nos clubes de Chicago, como Muddy Waters, Howlin 'Wolf, Little Walter, Jimmy Rogers, Sunnyland Slim, Robert Nighthawk, Memphis Slim, Buddy Guy, Sonny Boy Williamson, Elmore James, John Brim, Henry Gray e JB Lenoir, entre outros. Gigantes do Chicago Blues, um estilo que muito contribuiu para o nascimento do rock and roll, e inúmeras outras formas de música.

etta james - I'd rather go blind


Chess Blues (1947-1967)

Chess Blues (1947-1967)
CD 1    CD 2    CD 3    CD 4

Tracklist: CD 1 (1947-1952)
01. Clarence Samuels - Lollypop Mama
02. Andrew Tibbs - Bilbo Is Dead
03. Sunnyland Slim - Johnson Machine Gun
04. Sunnyland Slim - Fly Right, Little Girl
05. Muddy Waters - Little Anna Mae
06. Muddy Waters - I Can't Be Satisfied
07. Robert Nighthawk - My Sweet Lovin' Woman
08. Muddy Waters - I Feel Like Going Home
09. Sunnyland Slim - She Ain't Nowhere
10. St. Louis Jimmy - Florida Hurricane
11. Forest City Joe - Memory of Sonny Boy
12. Forrest Sykes - Tonky Boogie
13. Laura Rucker - Cryin' the Blues
14. Baby Face Leroy - My Head Can't Rest Anymore
15. Johnny Jones - Big Town Playboy
16. Robert Nighthawk - Sweet Black Angel
17. Muddy Waters - Rollin' Stone
18. Jimmy Rogers - Luedella
19. Memphis Slim - Mother Earth
20. Doctor Ross - Dr. Ross' Boogie
21. Johnny Shines - Joliet Blues
22. Howlin' Wolf - Moanin' at Midnight
23. Muddy Waters - All Night Long
24. Arbee Stidham - Mr. Commissioner
25. Howlin' Wolf - Getting Old and Grey

Tracklist: CD 2 (1952-1954)
01. John Lee Hooker - Walkin' the Boogie
02. Little Walter - Juke
03. Memphis Minnie - Conjur Man
04. Muddy Waters - Who's Gonna Be Your Sweet Man When I'm Gone
05. Memphis Minnie - Broken Heart
06. Willie Nix - Truckin' Little Woman
07. Rocky Fuller - Funeral Hearse at My Door
08. Eddie Boyd - Hard Time Gettin' Started
09. Little Walter - Don't Need No Horse
10. Gus Jenkins - Eight Ball
11. Little Walter - Fast Boogie
12. Willie Mabon - I'm Mad
13. John Brim - Ice Cream Man
14. Elmore James - Whose Muddy Shoes
15. Willie Mabon - Got to Have It
16. Henry Gray - I Declare That Ain't Right
17. Remember - Alberta Adams
18. Henry Gray & Morris Pejoe - Untitled Instrumental
19. Little Walter - Blues With a Feeling
20. Muddy Waters - Hoochie Coochie Man
21. Howlin' Wolf - Forty-Four
22. Little Walter - Got to Find My Baby
23. Howlin' Wolf - Evil
24. Lowell Fulson - Reconsider Baby
25. J.B. Lenoir - Mama Talk to Your Daughter

Tracklist: CD 3 (1954-1960)
01. Little Walter - Mellow Down Easy
02. Muddy Waters - My Eyes (Keep Me in Trouble)
03. Little Walter - My Baby
04. Billy Boy Arnold - You Got to Love Me
05. Willie Dixon - Walking the Blues
06. Sonny Boy Williamson - Don't Start Me to Talkin'
07. Howlin' Wolf - Smokestack Lightning
08. Willie Dixon - Twenty-Nine Ways to My Baby's Door
09. Paul Gayton & Myrtle Jones - Right to Love You
10. Jimmy Witherspoon - Ain't Nobody's Business
11. Otis Spann - I'm Leaving You
12. Howlin' Wolf - Break of Day
13. Floyd Dixon - Please Don't Go
14. Sonny Boy Williamson - Keep It to Yourself
15. Jimmy Rogers - Walking by Myself
16. Muddy Waters - Got My Mojo Working
17. Sonny Boy Williamson - Fattening Frogs for Snakes
18. Lafayette Leake - Slow Leake
19. Howlin' Wolf - Sitting on Top of the World
20. J.B. Lenoir - She Don't Know
21. Sonny Boy Williamson - Your Funeral and My Trial
22. Little Walter - Key to the Highway
23. Muddy Waters - Double Trouble
24. Eddie Boyd - Come on Home
25. Sonny Boy Williamson - Goat [Band Track]
26. Otis Rush - So Many Roads, So Many Trains

Tracklist: CD 4 (1960-1967)
01. Buddy Guy - First Time I Met the Blues
02. Detroit Junior - Too Poor
03. Lowell Fulson - Blue Shadows
04. Lloyd Glenn - Shakedown
05. Elmore James - Sun Is Shining
06. Albert King - Calling on My Darling
07. Howlin' Wolf - Red Rooster
08. Sonny Boy Williamson - Nine Below Zero
09. Howlin' Wolf - Goin' Down Slow
10. Little Milton - Satisfied
11. Etta James - Something's Got a Hold on Me
12. The Big Three Trio - Wrinkles
13. Sonny Boy Williamson - Bring It on Home
14. Big Walter Horton - Good Moanin' Blues
15. Howlin' Wolf - Killing Floor
16. Koko Taylor - What Kind of Man Is That?
17. Little Milton - We're Gonna Make It
18. Koko Taylor - Wang Dang Doodle
19. Little Joe Blue - Dirty Work Goin' On
20. John Lee Hooker - One Bourbon, One Scotch, One Beer
21. Eddie "Guitar" Burns - Jinglin' Baby
22. Muddy Waters - That's Why I Don't Mind
23. Buddy Guy - Keep It to Myself
24. Hound Dog Taylor - Sitting Here Alone
25. Etta James - I'd Rather Go Blind

sid & nancy

sid & nancyO corpo de Nancy Spungen, 20 anos, foi encontrado em outubro de 1978 em um quarto no ‘Chelsea Hotel’ em Nova York, onde ela e Sid Vicious se hospedavam. Vestida com apenas roupas íntimas, ela morreu esfaqueada. Sid Vicious, 21 anos, foi preso no mesmo dia e acusado de assassinato, passou alguns meses na prisão e estava em liberdade condicional quando em fevereiro de 1979, uma overdose de heroína fez o maior ícone do punk rock inglês de todos os tempos entrar para a história como mais um protagonista do lema ‘viva rápido, morra jovem’. Encerrava-se a carreira do polêmico baixista que não sabia tocar uma nota sequer e substituiu Glen Matlock no ‘Sex Pistols’. Era Johnny Rotten, o vocalista, quem o fazia decorar as notas no instrumento. A morte de Vicious foi considerada o fim do punk legítimo.

Sid & NancyAlex Cox, diretor britânico que nutria simpatia pelo punk, em 1986, contou a história do trágico romance entre Sid Vicious e Nancy Spungen em ‘Sid and Nancy: Love Kills’, mostrando como a vida de John Simon Ritchie-Beverly, nome de batismo de Sid Vicious, já tumultuada e autodestrutiva foi potencializada com a chegada da namorada Nancy Spungen. Dois desajustados sociais que literalmente se amaram até a morte. Nancy Spungen trabalhava num bordel em Uptown onde havia quartos temáticos. Antes ela já tinha namorado astros do rock como Ron Wood, Keith Richards e viajou em turnê com o Aerosmith. Nancy era do tipo sadomasoquista. O punk rock, com toda a sua rebeldia e agressividade, conquistou os jovens contestadores dos anos 70 e se tornou um instrumento de protesto. Os ‘Sex Pistols’ sintetizavam toda essa revolução musical e Sid Vicious, problemático e revoltado se encaixou no perfil da banda. Tudo caminhava bem, até Sid conhecer a groupie Nancy Spungen, a Yoko Ono punk, com quem começou a dividir loucura, droga, sexo, violência e escândalos. Uma relação de altos e baixos que afastou Sid da banda e da vida.

sex pistolsGary Oldman incorporou Sid Vicious e Chloe Webb no papel da detestável Nancy Spungen impressionam. Com este filme, o ator Gary Oldman começou a chamar a atenção de Hollywood, para outros papéis de sucesso. Courtney Love, a Yoko Ono do grunge, a odiosa viúva de Kurt Cobain, falecido líder do 'Nirvana', impressionou o diretor Alex Cox, e esteve perto de interpretar Nancy Spungen, mas acabou ficando com um papel secundário, uma das amigas junkies de Nancy, já que os investidores queriam uma atriz com mais experiência e a escolhida foi Chloe Webb.

Para marcar os 25 anos da morte de Sid, em 2004, foi lançado na Inglaterra ‘Vicious – Too Fast To Live...’ escrito por Alan Parker que, como jornalista, começou a coletar dados sobre o punk rock. Para o autor, produtor e diretor, a overdose fatal de Sid Vicious não foi acidental e ele não esfaqueou e matou sua namorada. Para Parker, a morte de ambos foi provocada pela mesma pessoa, o traficante Rockets Redglare, que também morreu por overdose de heroína, em 1999. Parece que as investigações de Parker fazem mais sentido do que os boletins oficiais da polícia nova-iorquina. Em 2009, no 30º aniversário da morte de Sid Vicious, o mesmo Alan Parker, que não acreditava que Vicious era inocente até 1999, lançou o filme ‘Who Killed Nancy?’ onde reforça a afirmação de que o baixista do ‘Sex Pistols’ não matou Nancy Spungen. Anne Beverley, mãe de Sid Vicious, nunca desistiu de provar a inocência do filho.

O ex-líder Joe Strummer do ‘Clash’, banda formada em 1976 na primeira onda do punk rock britânico, escreveu a canção tema do filme, ‘Love Kills’. Contribuíram também ‘The Pogues’, banda inglesa que faz uma mistura da música tradicional irlandesa e inglesa com influência do punk e jazz; ‘Circle Jerks’ banda de hardcore punk estadunidense caracterizada por canções com durações mínimas e letras irônicas e bem-humoradas, muitas vezes tratando da sexualidade de forma explícita e debochada, a começar pelo nome da banda; ‘Pray for Rain’ uma companhia de produção e gravação de músicas para trilhas sonoras de filmes; Steve Jones guitarrista fundador do ‘Sex Pistols’; John Cale compositor, cantor, compositor e produtor musical galês, que foi um membro fundador da banda de rock experimental ‘The Velvet Underground’; e o ator Gary Oldman como Sid Vicious em duas faixas, uma delas, ‘My Way’, pela qual Sid tinha recebido pouco antes do assassinato de Nancy, de Malcolm McLaren, empresário dos ‘Sex Pistols’, uma grande quantia de dinheiro referente aos royalties da música.

steve jones - pleasure and pain


sid & nancy (1985)

Sid & Nancy (1985)

Tracklist
01. Love Kills - Joe Strummer
02. Haunted - The Pogues
03. Pleasure And Pain - Steve Jones
04. Chinese Choppers - Pray For Rain
05. Love Kills - Circle Jerks
06. Off The Boat - Pray For Rain
07. Dum Dum Club - Joe Strummer
08. Burning Room - Pray For Rain
09. She Never Took No For An Answer - John Cale
10. Junk - The Pogues
11. I Wanna Be Your Dog - Gary Oldman
12. My Way - Gary Oldman
13. Taxi To Heaven - Pray For Rain

rod stewart

rod stewartQuando se pensa em Rod Stewart, erroneamente, o limitamos a um gênero específico, a visão que se tem é a de uma estrela do rock com roupas apertadas, cabelos compridos e espetados. Na verdade, estas percepções enganaram a muitos, especialmente os críticos. Essa imagem obscureceu o seu verdadeiro talento, com sua voz incrível, que sempre foi o seu maior trunfo. Ao longo de uma carreira que se estende por quase 40 anos, ele cantou rock, blues, r&b, soul, baladas, pop e, mais recentemente, o hip-hop. Um dos maiores artistas de venda de todos os tempos, Roderick David Stewart nasceu e foi criado em Londres, mas ele se descreve como um cantor escocês, devido à sua ascendência e identidade incutida por seus pais. Durante sua carreira, Stewart foi integrante de diversos grupos de rock e blues, isso depois da tentativa frustrada de seguir carreira nos clubes de futebol e logo após trabalhar como coveiro. Ele começou a carreira na música com o cantor folk Wizz Jones no início dos anos 60. Como cantores de rua viajaram pela Europa, até serem deportados da Espanha por vadiagem. Na primavera de 1962, como vocalista, ele ajudou a fundar o ‘The Ray Davies Quartet’, mais tarde conhecido como a banda de sucesso britânico ‘The Kinks’. Ele se apresentou com o grupo em pelo menos uma ocasião, mas logo foi demitido devido a reclamações sobre sua voz.

rod stewart & steampacket

Rod Stewart, Long John Baldry (vocalista do ‘Bluesology’, banda que Elton John fez parte e de quem emprestou o nome John), a vocalista Julie Driscoll e Brian Auger que com Rod integravam a banda ‘Steampacket’ (1964)

Em seguida juntou-se a ‘Jimmy Powell and the Five Dimensions’ e depois ao ‘The Hoochie Coochie Men’ que evoluiu para ‘Steampacket’ apoiando os ‘Rolling Stones’ em turnês. Depois de se tornar bem conhecido no meio musical juntou-se ao ‘Shotgun Express’ como líder vocal junto a Beryl Marsden, Mick Fleetwood e Peter Green, que viriam a formar ‘Fleetwood Mac’ e Peter Bardens. Mas a sua voz grave foi determinante para o ‘Jeff Beck Group’, cujo primeiro álbum ‘Truth’ (1968) se tornou um sucesso em ambos os lados do Atlântico e foi uma influência enorme sobre ‘Led Zeppelin’ e definiu o desenvolvimento do hard rock. O grupo viajou muito e lançou um segundo álbum, 'Beck-Ola' (1969), antes de se separarem. Assim, Stewart e o guitarrista Ronnie Wood uniram-se ao ‘The Faces’ e Rod Stewart também lançou sua carreira solo com o álbum ‘An Old Raincoat Won't Ever Let You Down’ (1970). ‘The Faces’ continuou a desfrutar de um sucesso moderado, mas a tensão foi aumentando com o sucesso solo de Stewart, finalmente levando a uma cisão em 1975. Ronnie Wood tornou-se o guitarrista dos ‘Rolling Stones’, enquanto Rod Stewart mudou-se para os EUA, devido a luta com as autoridades fiscais do Reino Unido e o seu caso de amor com a atriz sueca Britt Ekland. Mais conhecida por seu papel de bond girl da série James Bond e por seu atribulado casamento com o ator Peter Sellers, Britt Ekland deixou a carreira para se dedicar ao cantor. O relacionamento com Rod Stewart durou dois anos, acabando por infidelidade assumida de Stewart. Na mesma época, com o single ‘Sailing’, Rod tornou-se um enorme sucesso no Reino Unido e EUA.

rod stewart - the faces

'The Faces': Ian McLagen, Ronnie Wood e Rod Stewart

Na década de 80, a carreira de Stewart, entrou em uma queda relativa, recebendo duras críticas da imprensa musical, apesar do single ‘Baby Jane’. Em 1988, ele retornou com o álbum ‘Out Of Order’ com as músicas ‘Forever Young’ e ‘Lost in You’ obtendo sucesso significativo. ‘Forever Young’ foi uma revisão inconsciente da canção de Bob Dylan, de mesmo nome, e os dois chegaram a um acordo sobre a partilha de royalties. Em 1979, Stewart já tinha sido processado pelo cantor brasileiro Jorge Ben Jor por uso ‘inconsciente’ do refrão da música ‘Taj Mahal’ em ‘Da Ya Think I'm Sexy’. Jorge ganhou na Justiça, mas os direitos autorais relativos à canção foram doados ao Unicef, o órgão da ONU que auxilia crianças carentes, um truque que o advogado de Stewart encontrou para transformar o pecado em virtude. Em 1999, Stewart foi diagnosticado como câncer de tireóide, e após a cirurgia ele teve que reaprender a cantar. Desde então, tem participado na angariação de fundos para uma entidade que procura curas para todas as formas de câncer, especialmente aqueles que afetam as crianças. Jogando em um campeonato de futebol sênior, ele afirmou que o esporte foi o seu salvador dos excessos do rock'n'roll. Como fã, ele é um conhecido torcedor do ‘Celtic FC Escócia’ e da equipe nacional. É conhecido também por suas ligações com mulheres atraentes.

rod stewart & britt ekland

Rod Stewart & Britt Ekland

Nos últimos anos, Rod Stewart tem se concentrado nas músicas da década de 30 e 40. ‘It Had to Be You: The Great American Songbook’ é o seu vigésimo álbum de estúdio lançado em 2002 e o primeiro de uma série de quatro volumes. Com grande sucesso popular, os álbuns contam com uma seleção das melhores músicas produzidas nos Estados Unidos antes da era pré-rock, passando por compositores como Irving Berlin, os irmãos George Gershwin e Ira Gershwin, até Cole Porter. Em uma época em que o mundo está cheio de canções com fins lucrativos com letras sem nenhum sentido e o mesmo som para todas, Rod Stewart lançou esse álbum de canções clássicas. Os sons de orquestra são maravilhosos. Os solos de sax e trompete, estupendos. Rod está mais requintado, maduro e suave como seda. Seria como pensar que estas canções foram originalmente escritas tendo Rod Stewart em mente. Rod interpreta estas canções como só ele pode fazer, reinventando-as para uma geração nova apreciar e saborear. Fiel aos arranjos originais adicionou um toque moderno para os vocais. É romântico, essa é a melhor palavra para se usar, que evoca os pensamentos de uma época passada e lembra os filmes dos anos 50 com pessoas dançando. Com o lançamento destes álbuns, é justo que Rod Stewart seja incluído na lista exclusiva dos lendários vocalistas.

rod stewart - The Great American Songbook vol 1 e 2

The Complete Great American Songbook (2002)
volume I    volume II

Volume I: It Had To Be You
01. You Go To My Head (feat Dave Koz) 02. They Can't Take That Away From Me (feat Arturo Sandoval) 03. The Way You Look Tonight 04. It Had To Be You (feat Michael Brecker) 05. That Old Feeling (feat Arturo Sandoval) 06. These Foolish Things (feat Dave Koz) 07. The Very Thought Of You 08. Moonglow (feat Arturo Sandoval) 09. I'll Be Seeing You 10. Everytime We Say Goodbye (feat Dave Koz) 11. The Nearness Of You 12. For All We Know 13. We'll Be Together Again 14. That's All

Volume II: As Time Goes By
01. Time After Time 02. I’m In The Mood For Love 03. Don’t Get Around Much Anymore 04. Bewitched, Bothered & Bewildered (duet with Cher) 05. ‘Till There Was You 06. Until The Real Thing Comes Along 07. Where Or When 08. Smile 09. My Heart Stood 10. Someone To Watch Over Me 11. As Time Goes By (duet with Queen Latifah) 12. I Only Have Eyes For You 13. Crazy She Calls Me 14. Our Love Is Here To Stay

rod stewart - The Great American Songbook vol 3 e 4

volume III    volume IV

Volume III: Stardust
01. Embraceable You 02. For Sentimental Reasons (feat Dave Koz) 03. Blue Moon (feat Eric Clapton) 04. Stevie Wonder - What a Wonderful World (feat Stevie Wonder) 05. Stardust 06. Manhattan (duet with Bette Midler) 07. ‘S Wonderful (feat Dave Grusin) 08. Isn’t It Romantic (feat Dave Koz) 09. I Can’t Get Started 10. But Not for Me 11. A Kiss to Build a Dream On (feat Arturo Sandoval) 12. Baby, It’s Cold Outside (duet with Dolly Parton) 13. Night and Day 14. A Nightingale Sang in Berkeley Square

Volume IV: Thanks For The Memory
01. I’ve Got a Crush on You (feat Diana Ross) 02. I Wish You Love (feat Chris Botti) 03. You Send Me (feat Chaka Khan) 04. Long Ago and Far Away 05. Makin’ Whoopee (feat Elton John) 06. My One and Only Love 07. Taking a Chance on Love 08. My Funny Valentine 09. I’ve Got My Love to Keep Me Warm 10. Nevertheless (feat Dave Koz) 11. Blue Skies 12. Let’s Fall in Love (feat George Benson) 13. Thanks for the Memory

Rod Stewart passou a maior parte da década passada a explorar as grandes canções norte-americanas. Já tendo vendido dezessete milhões de cópias mundialmente, com os primeiros quatro volumes, com o quinto volume, ‘Fly Me To the Moon’, a popular série chega ao fim. Com tantas versões existentes dessas músicas, cantadas e tocadas com maior profundidade de emoção por outros artistas como Nat King Cole, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, o sucesso com Rod Stewart é óbvio: ele tem uma legião de fãs que se cruzam ao longo de muitos gêneros musicais, quer se trate de seus primeiros anos de rock blues com o grupo de Jeff Beck e ‘Faces’ ou abraçando o pop nos anos 80. As músicas foram escolhidas pelo produtor Richard Perry e pelos co-produtores Lauren Wild e Mike Thompson. Embora a voz de Rod Stewart não seja o que era durante o auge no início dos anos 70 e que não haja qualquer originalidade em suas interpretrações, as escolhas são de bom gosto. E Rod Stewart é um nome de marca e não importa em que direção ele vá, multidões de fãs estão determinadas a segui-lo.

the great american songbook vol.5

The Complete Great American Songbook (2010)
volume V
CD 1    CD 2

Volume V: Fly Me To the Moon
CD 1: 01. That Old Black Magic 02. Beyond The Sea 03. I've Got You Under My Skin 04. What A Difference A Day Makes 05. I Get A Kick Out Of You 06. I've Got The World On A String 07. Love Me Or Leave Me 08. My Foolish Heart 09. September In The Rain 10. Fly Me To The Moon 11. Sunny Side Of The Street 12. Moon River
CD 2: 01. Bye Bye Blackbird 02. All Of Me 03. She's Funny That Way 04. Cheek To Cheek 05. Ain't Misbehavin' 06. When I Fall In Love

rod stewart - sailing


rod stewart - The Platinum Collection (2009)

The Platinum Collection (2009)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. You're In My Heart (The Final Acclaim) 02. Rhythm Of My Heart 03. Have I Told You Lately 04. What A Wonderful World (feat. Stevie Wonder) 05. I Wish You Love (feat. Chris Botti) 06. Don't Come Around Here (feat. Helicopter Girl) 07. I Was Only Joking 08. Da Ya Think I'm Sexy 09. What Am I Gonna Do (I'm So In Love With You) 10. Ooh La La 11. Love Touch 12. The Motown Song 13. These Foolish Things 14. Sailing 15. Tonight's The Night (Gonna Be Alright) 16. You Wear It Well 17. Baby Jane 18. Young Turks

Tracklist CD 2
01. It Takes Two (feat. Tina Turner) 02. Every Beat Of My Heart 03. All For Love (feat. Bryan Adams & Sting) 04. Reason To Believe 05. I Don't Want To Talk About It 06. Makin' Whoopee (feat. Elton John) 07. In My Life 08. Tom Traubert's Blues (Waltzing Matilda) 09. Downtown Train 10. The First Cut Is The Deepest 11. Some Guys Have All The Luck 12. This Old Heart Of Mine (feat. Ronald Isley) 13. Tonight I'm Yours 14. Maggie May 15. Ruby Tuesday 16. Handbags And Gladrags 17. The Way You Look Tonight 18. Where Or When

rod stewart - I'm in the mood for love



bessie smith

bessie smithA primeira grande cantora de blues e jazz, uma das mais poderosas de todos os tempos, Bessie Smith, com razão ganhou o título de ‘A Imperatriz do Blues’. Mesmo nos primeiros registros fonográficos de 1923, sua voz apaixonada superou a qualidade da gravação primitiva e ainda consegue se comunicar facilmente com quem a ouve atualmente. Bessie Smith, a maior estrela, em todos os sentidos, que o blues já teve, influência marcante nas cantoras de sua época e também de Billie Holiday, LaVern Baker, Etta James e mais tarde Janis Joplin, nasceu em 1894, em Chattanooga, Tennesee. Seus pais morreram quando ela ainda era criança, mas incentivada por seu irmão mais velho, Clarence, nunca desistiu de cantar e dançar. Em 1912, Bessie se juntou a um grupo itinerante como dançarina e cantora. O show era apresentado por Ma Rainey que se tornou sua mentora e protetora. Bessie foi uma das primeiras ativistas sexuais de sua época, bissexual como Ma Rainey que nunca escondeu sua orientação sexual foi, além de sua mentora, a sua amante. Em 1920, Bessie Smith teve seu próprio show em Atlantic City e, em 1923, ela se mudou para Nova York onde foi logo contratada pela Columbia e fez sua estréia acompanhada pelo pianista Clarence Williams gravando ‘Gulf Coast Blues’ e ‘Down Hearted Blues’, composição de Alberta Hunter. O disco vendeu milhares de cópias rivalizando com o sucesso da cantora de blues Mamie Smith.

ma raineyA produção musical de Bessie era impressionante, com colaboradores de peso como os músicos de jazz James P. Johnson, Coleman Hawkins, Louis Armstrong, Don Redman e Fletcher Henderson. Sua interpretação de ‘St. Louis Blues’, com Armstrong é considerada pelos críticos como uma das melhores gravações da década de 20. Bessie Smith era popular entre os brancos e negros e foi a artista da indústria fonográfica mais bem paga durante a década, chegando a vender sozinha pela Columbia o que três artistas de outras companhias vendiam juntas. Foi realmente um fenômeno. No entanto, em 1929 o blues entrou em declínio e a carreira de Bessie Smith também, mas ela continuou a cantar ao vivo e em 1933 gravou pela última vez sob a direção de John Hammond antes de falecer em 1937, em um acidente de carro. Na época, John Hammond causou uma grande celeuma por escrever um artigo sugerindo que Smith tinha sangrado até a morte quando socorrida e levada para um hospital que se negou a atendê-la, alegando que não atendia negros. Foi provado não ser verdade, mas o boato persiste até hoje.

bessie smith - movie‘St. Louis Blues’ foi composta por William Christopher Handy no estilo blues, nas continua a ser uma parte fundamental do repertório de músicos de jazz. Publicada em 1914 pela própria empresa Handy, ela mais tarde ganhou popularidade tal que inspirou o passo da dança ‘foxtrot’. A versão com Bessie Smith e Louis Armstrong foi incluída no Hall da Fama do Grammy em 1993. Em 1929, Kenneth W. Adams e William Christopher Handy escreveram o roteiro para uma curta metragem baseado na famosa canção e convenceram o estúdio ‘RCA Phototone’ a realizá-lo. Para tanto foi contratado Dudley Murphy para dirigir e Bessie Smith foi escolhida para ser a estrela do filme, era a pessoa certa para a obra certa. Foi a única aparição de Bessie Smith em filme. O filme mostra James P. Johnson no piano, Thomas Morris, Joe Smith nos pistões, como também Johnson Choir. O filme contou ainda com o dançarino e ator Jimmy Mordecai no papel do imprestável namorado de Bessie e a atriz Isabel Washington Powell como a outra mulher. windows media clip (79 MB)

bessie smith - down hearted blues
(clarence williams - piano)



bessie smith - 1923    bessie smith - 1927-1928

The Chronogical
Bessie Smith: 1923    |    Bessie Smith: 1927-1928

Tracklist: Bessie Smith 1923
01. Downhearted Blues 02. Gulf Coast Blues 03. Aggravatin' Papa 04. Beale Street Mama 05. Baby Won't You Please Come Home 06. Oh Daddy! You Won't Have No Mama at All 07. 'Tain't Nobody's Bizness If I Do 08. Keeps on A-Rainin' (Papa, He Can't Make No Time) 09. Mama's Got the Blues 10. Outside of That 11. Bleeding Hearted Blues 12 - Lady Luck Blues 13. Yodling Blues 14. Midnight Blues 15. If You Don't, I Know Who Will 16. Nobody in Town Can Bake a Sweet Jelly Roll Like Mine 17. Jailhouse Blues 18. St. Louis Gal 19. Sam Jones Blues 20. Graveyard Dream Blues 21. Cemetery Blues 22. Far Away Blues 23. I'm Going Back to My Used to Be

Tracklist: Bessie Smith 1927-1928
01. After You've Gone 02. Alexander's Ragtime Band 03. Muddy Water [A Mississippi Moon] 04. There'll Be a Hot Time in the Old Town Tonight 05. Trombone Cholly 06. Send Me to the 'Lectric Chair 07. Them's Graveyard Words 08. Hot Springs Blues 09. Sweet Mistreater 10. Lock and Key 11. Mean Old Bed Bug Blues 12. A Good Man Is Hard to Find 13. Homeless Blues 14. Looking for My Man Blues 15. Dyin' by the Hour 16. Foolish Man Blues 17. Thinking Blues 18. Pickpocket Blues 19. I Used to Be Your Sweet Mama 20. I'd Rather Be Dead and Buried in My Grave 21. Standin' in the Rain Blues 22. It Won't Be You 23. Spider Man Blues

bessie smith - 1928-1929    bessie smith - 1929-1933

The Chronogical
Bessie Smith: 1928-1929    |    Bessie Smith: 1929-1933

Tracklist: Bessie Smith 1928-1929
01. Empty Bed Blues, Pt. 1 02. Empty Bed Blues, Pt. 2 03. Put It Right Here (Or Keep It Out There) 04. Yes Indeed He Do! 05. Devil's Gonna Get You 06. You Ought to Be Ashamed 07. Washwoman's Blues 08. Slow and Easy Man 09. Poor Man's Blues 10. Please Help Me Get Him Off My Mind 11. Me and My Gin 12. I'm Wild About That Thing 13. You've Got to Give Me Some 14. Kitchen Man 15. I've Got What It Takes (But It Breaks My Heart to Give It Away) 16. Nobody Knows You When You're Down and Out 17. St. Louis Blues, Pt. 1 18. St. Louis Blues, Pt. 2 19. St. Louis Blues, Pt. 3 20. St. Louis Blues, Pt. 4 21. Take It Right Back 22. He's Got Me Goin' 23. It Makes My Love Come Down

Tracklist: Bessie Smith 1929-1933
01. Wasted Life Blues 02. Dirty No-Gooder's Blues 03. Blue Spirit Blues 04. Worn Out Papa Blues 05. You Don't Understand 06. Don't Cry Baby 07. Keep It to Yourself 08. New Orleans Hop Scop Blues 09. See If I'll Care 10. Baby Have Pity on Me 11. On Revival Day (A Rhythmic Spiritual) [A Rhythmic Spiritual] 12. Moan, You Moaners 13. Hustlin' Dan 14. Black Mountain Blues 15. In the House Blues 16. Long Old Road 17. Blue Blues 18. Shipwreck Blues 19. Need a Little Sugar in My Bowl 20. Safety Mama 21. Do Your Duty 22. Gimme a Pigfoot (And a Bottle of Beer) 23. Take Me for a Buggy Ride 24. I'm Down in the Dumps

bessie smith - the essential (1997)

The Essential Bessie Smith (1997)
CD 1    CD 2

Tracklist: CD 1
01. Aggravatin' Papa 02. Baby Won't You Please Come Home 03. 'Tain't Nobody's Bizness If I Do 04. Jail-House Blues 05. Graveyard Dream Blues (78rpm Version) 06. Ticket Agent, Ease Your Window Down 07. Boweavil Blues 08. Weeping Willow Blues 09. Dying Gambler's Blues 10. St. Louis Blues (78rpm Version) Bessie Smith with Louis Armstrong 11. You've Been A Good Ole Wagon 12. Cake Walkin' Babies From Home 13. Careless Love Blues (Alternate Take) 14. I Ain't Goin' To Play Second Fiddle 15. At The Christmas Ball 16. Jazzbo Brown From Memphis Town 17. Backwater Blues (78rpm Version) 18. After You've Gone

Tracklist: CD 2
01. Alexander's Ragtime Band 02. There'll Be A Hot Time In The Old Town Tonight 03. Trombone Cholly 04. Send Me To The 'Lectric Chair (Bessie Smith and Her Blue Boys) 05. A Good Man Is Hard To Find 06. Dyin' By The Hour 07. Me And My Gin 08. Kitchen Man (78 rpm Version) 09. Nobody Knows You When You're Down And Out 10. On Revival Day (A Rhythmic Spiritual) 11. Moan, You Moaners 12. Black Mountain Blues 13. Shipwreck Blues 14. Need A Little Sugar In My Bowl 15. Do Your Duty 16. Gimme A Pigfoot And A Bottle of Beer Buck and His Band 17. Take Me For A Buggy Ride 18. Down In The Dumps

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