art blakey

Art Blakey Art Blakey trouxe vitalidade a várias influentes gravações que fez com os pioneiros do bebop, uma das correntes mais influentes do jazz que privilegia os pequenos conjuntos, como os trios, os quartetos e os solistas de grande virtuosismo. Art Blakey sempre deu apoio aos solistas, e mais tarde, como líder do ‘The Jazz Messengers’, passou seu legado para várias gerações de músicos do jazz. Depois de acompanhar Billy Eckstine, Thelonious Monk, Miles Davis, Sonny Rollins, Dexter Gordon e Charlie Parker na década de 1940, Art Blakey decidiu pela carreira bem sucedida de bandleader. Durante um período que abrange mais de quarenta anos ‘Art Blakey and The Jazz Messengers’ produziu centenas de registros e prosperou em meio a inúmeras mudanças de formação, sempre recebendo os melhores músicos do jazz. Ele mostrou habilidade incomum ao manter um público fiel e interessado enquanto ainda um dos principais bateristas do hard bop, gênero musical influenciado pelo rhythm and blues, gospel e blues, durante as décadas de 1950 e 1960 e como recrutador de talentos contribuiu para aumentar a legião de fãs do jazz. Em seus últimos anos Blakey sofreu perda auditiva irreversível e até a sua morte tocava sentindo as vibrações que o instrumento produzia.

art blakey and The Jazz MessengersArthur Blakey nasceu em Pittsburgh, Pensilvânia, em 1919. Na juventude, trabalhou em uma fábrica de aço e como muitos músicos de jazz começou sua educação musical nos cultos religiosos. Ele era filho adotivo e estudou religião em casa, bem como piano. Na adolescência já era líder de sua própria banda que se apresentava em clubes locais, mas decidiu que se sairia melhor como baterista. Em 1939 deu um grande passo quando passou a executar com o bandleader Fletcher Henderson e sua orquestra. No outono de 1942, Art e seu grupo se juntou a pianista Mary Lou Williams. Depois de um ano em Boston, Blakey foi contratado pelo cantor Billy Eckstine como baterista de seu grupo, que na época era uma espécie de incubadora de talentos do movimento bebop. Eckstine decidiu dissolver o grupo em 1947, e Blakey formou o ‘The Seventeen Messengers’. No mesmo ano, realizou várias sessões com o pianista Thelonious Monk. A música gravada durante as sessões produziram as primeiras versões de algumas das mais famosas composições de Monk, como ‘Round Midnight’, ‘Well, You Needn’t’ e ‘Ruby, My Dear’. No ano seguinte, Blakey fez uma viagem para a África Ocidental para satisfazer a sua curiosidade sobre religiões do mundo principalmente a cultura islâmica e ingressou na comunidade muçulmana ‘Ahmadiyya’ e tomou para si um nome Islâmico, Abdullah Ibn Buhaina.

Art Blakey Em 1949, retomou sua participação na cena bebop, tocando com Miles Davis e Charlie Parker. Em 1954, liderou um quinteto com o pianista Horace Silver, o baixista Curly Russell, o trompetista Clifford Brown e o saxofonista Lou Donaldson. No mesmo ano, o quinteto gravou ‘A Night at Birdland’ que se tornou um clássico do hard bop. No mesmo ano, apareceu no álbum ‘Somethin 'Else’ do saxofonista Cannonball Adderley, juntamente com Miles Davis. No final de 1954, Blakey e Horace Silver formaram o ‘The Jazz Messengers’, com o trompetista Kenny Dorham, o saxofonista Hank Mobley e o baixista Doug Watkins. O grupo se dissolveu em 1956 e Blakey reviveu o grupo como ‘Art Blakey and The Jazz Messenger' que encarnou o som do hard bop ao longo dos quase quarenta anos seguintes incluindo os trompetistas Donald Byrd, Lee Morgan, Freddie Hubbard e Wynton Marsalis, bem como o saxofonista Wayne Shorter e os pianistas Keith Jarrett e Joanne Brackeen. Em 1958 é gravado o álbum ‘Moanin’, clássico do jazz, com a formação da foto, que foi introduzido no ‘Grammy Hall of Fame‘ em 2001. Art Blakey morreu em 1990, em Manhattan, com a idade de setenta e um anos, após uma longa batalha contra o câncer de pulmão. Quinze anos após sua morte, foi agraciado com o prêmio ‘Grammy Award for Lifetime Achievement’ por sua contribuição ao jazz.

art blakey and the jazz messengers - moanin'


art blakey - for minors only (1957)

For Minors Only (1957)

Tracklist
01. For Minors Only 02. Right Down Front 03. Deo-X 04. Sweet Sakeena 05. For Miles And Miles 06. Krafty 07. Late Spring 08. Tippin’ 09. Pristine

art blakey - moanin' (1958)

Moanin' (1958)

Tracklist
01. Moanin' (Bobby Timmons) 02. Are You Real? 03. Along Came Betty 04. The Drum Thunder (Miniature) Suite 05. Blues March 06. Come Rain or Come Shine (Harold Arlen, Johnny Mercer) 08. Moanin’ (alternative take) (Timmons)

art blakey - free for all (1964)

Free For All (1964)

Tracklist
01. Free For All 02. Hammerhead 03. The Core 04. Pensativa

the best of Art Blakey and The Jazz Messengers (1989)

The best of (1989)
Art Blakey and The Jazz Messengers

Tracklist
01. Moanin' 02. Bues March 03. Lester Left Town 04. A Night in Tunisia 05. Dat Dere 06. Mosaic 07. Free for all

sonny terry & brownie mcghee

sonny terry & brownie mcgheeSonny Terry, cantor de blues e gaitista, nasceu Saunders Terrell em Greensboro, Georgia, EUA. Ele perdeu a visão em dois acidentes distintos, de um olho na infância e do outro na adolescência. Seu pai tocava gaita e ensinou Terry que desenvolveu um estilo que imitava sons de comboios em movimento e de animais, muitas vezes utilizando a voz para conseguir esses efeitos. Percebendo que não poderia exercer uma profissão na agricultura devido à cegueira, Terry decidiu ser cantor de blues influenciado pelo gaitista DeFord Bailey. Viajou como músico itinerante e em 1934 fez amizade com o popular guitarrista Blind Boy Fuller que o convenceu a mudar-se para Durham, onde os dois imediatamente ganharam notoriedade local. Em 1937 teve a oportunidade de ir para Nova York e gravar para a etiqueta Vocalion. Um ano depois estava participando com John Hammond do legendário concerto ‘Spirituals to Swing’, onde realizou uma de suas músicas memoráveis, ‘Mountain Blues’. Ao voltar para Durham, Terry continuou tocando regularmente com Blind Boy Fuller e também conheceu seu futuro parceiro, o guitarrista Brownie McGhee, que iria acompanhar Terry nas próximas duas décadas.

Após a morte de Fuller em 1941, Terry e McGhee foram para New York onde encontraram emprego fixo, tocando tanto como duo como sozinhos. Em meados dos anos 50, começaram a ampliar seus horizontes para fora de Nova York tornando-se conhecidos nos circuitos de festivais de folk e blues. Foi também nesta época que aceitaram papéis na Broadway, ao juntarem-se em 1955 na produção de ‘Cat on a Hot Tin Roof’ do dramaturgo Tennessee Williams. E Terry ainda encontrou tempo para trabalhar com o cantor Harry Belafonte e em comerciais de televisão. Estava constantemente viajando ao longo da década de 70, parando apenas o tempo suficiente para escrever seu livro de instruções para gaita. Devido a problemas pessoais com McGhee, infelizmente, Terry renunciou a longa parceria. Durante sua carreira, Terry também se apresentou com os bluesmen Blind Gary Davis, Mississippi John Hurt e Big Bill Broonzy. E foi descoberto por uma geração mais jovem através de Johnny Winte que produziu o álbum ‘Whoppin’ com Willie Dixon. Winter tinha também produzido um álbum de retorno de Muddy Waters (Hard Again) que ajudou a rejuvenescer sua carreira, e estava tentando o mesmo com Terry. Nos anos 80, Terry parou de gravar e só aceitou esporádicas aparições ao vivo. Faleceu em 1986, ano em que foi introduzido na ‘Blues Foundations Hall of Fame’



Brownie McGhee faleceu dez anos depois, em 1996, representando uma perda enorme e insubstituível para o bues. Embora sofresse de câncer de estômago, o guitarrista ainda era o líder do estilo ‘piedmont’ um dos mais antigos e diferentes tipos de blues, caracterizado pelo andamento mais rápido por causa da sua mistura com ragtime tocado no banjo sendo encontrado principalmente na região das montanhas Apalaches. Venerado no mundo todo pelas suas atividades tanto por conta própria ou como parceiro de Sonny Terry, Walter Brown McGhee nasceu em Knoxville, Tennessee, EUA. Filho de um cantor e guitarrista, ele contraiu poliomielite aos quatro anos de idade, que o deixou mancando e desenvolveu interesse pela guitarra com seis anos de idade e foi ensinado por sua irmã a tocar piano aos oito anos.

Cantor de blues, guitarrista, pianista, compositor e parceiro de longa data do vocalista e gaitista Sonny Terry ele ficou impressionado com os músicos de blues itinerantes e abandonou a escola no final de 1920 para se apresentar em shows de menestréis, bailes e reuniões informais em todo Tennessee. Em meados da década de 30 ele já tinha a sua própria banda quando conheceu Terry na Carolina do Norte em 1939 e trabalhou com ele e com o cantor Paul Robeson, em Washington, DC, em 1940. Suas primeiras gravações foram para o rótulo OKeh em 1940, mais tarde ele gravou extensivamente com Terry e outros, apresentando um estilo rural autêntico. A parceria entre Terry e McGhee começou em 1941 e durou, com interrupções freqüentes, até o final de 1970. Em 1942 McGhee fundou sua própria escola de música, a ‘Home of the Blues’, no Harlem. McGhee e Terry foram os primeiros artistas do blues a excursionar em turnês pela Europa durante os anos 50. Uma de suas últimas aparições foi em 1995 no ‘Chicago Blues Festival’, sua voz estava um pouco menos robusta do que o habitual, mas o som da sua guitarra acústica cortou com entusiasmo o ar da noite fria.

sonny terry & brownie mcghee - hootin' the blues



sonny & brownie - absolutely the best (2006)

Absolutely the Best (2006)

Tracklist
01. Walk On 02. Down by the Riverside 03. Blues for the Lowland 04. Right on that Shore 05. I'm a Stranger Here 06. Blowin' the Fuses 07. Trouble in Mind 08. Po' Boy 09. Early Morning Blues 10. Drinkin' in the Blues 11. In The Evening 12. Blues for Gamblers 13. Dirty Mistreater 14. What a Beautiful City

sonny & brownie - hometown blues (1951)

Hometown Blues (1951)

Tracklist
01. Mean Old Frisco 02. Man Ain't Nothin' But A Fool 03. The Woman Is Killing Me 04. Meet You in The Morning 05. Stranger Blues 06. Feel So Good 07. Forgive Me 08. Sittin' On Top Of The World 09. Crying The Blues 10. Key To The Highway 11. Ease My Worried Mind 12. Bulldog Blues 13. C.C. Rider-Where Did She Go 14. Going Down Slow 15. Bad Blood 16. Lightnin's Blues 17. Dissatisfied Woman 18. Pawn Shop Blues

sonny & brownie - midnight special (1978)

Midnight Special (1978)

Tracklist
01. Sonny's Squall 02. Red River Blues 03. Gone Gal 04. Blues Before Sunrise 05. Sweet Lovin' Kind 06. Midnight Special 07. Take This Hammer Whump 08. Too Nicey Mama 09. Meet Me Down The Bottom 10. Tryin' To Win 11. Blues All Around My Head 12. East Coast Blues 13. Muddy Water 14. Beggin' And Cryin' 15. My Plan 16. Trying To Destroy Me 17. Everything I Had Is Gone 18. Jealous Man 19. Understand Me 20. Blues Of Happiness

sonny & brownie - the 1958 london sessions

The 1958 London Sessions (1958)

Tracklist
01. Just A Dream 02. I've Been Treated Wrong 03. Woman's Lover Blues 04. Climbing On Top Of The Hill 05. Southern Train 06. Black Horse Blues 07. Gone But Not Forgotten 08. I Love You Baby 09. Cornbread, Peas & Black Molasses 10. You'd Better Mind 11. Brownie Blues 12. Change The Lock On My Door 13. Auto Mechanic Blues 14. Sonny's Blues 15. Wholesale & Retail 16. Fox Chase 17. The Way I Feel 18. Hooray (This Woman Is Killing Me)

Sonny Terry with Johnny Winter & Willie Dixon - Whoppin' (1984)

Whoppin' (1984)
(Sonny Terry with Johnny Winter & Willie Dixon)

Tracklist
01. I Got My Eyes On You 02. Sonny's Whoopin' The Doop 03. Burnt Child 04. Whoo Wee Baby 05. Crow Jane 06. So Tough With Me 07. Whoo Wee Baby 08. I Think I Got the Blues09. Ya, Ya 10. Roll Me, Baby

black sabbath

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black sabbathBanda britânica que definiu o termo heavy metal na década de 70, uma força determinante no estilo. Os principais membros foram o vocalista Ozzy Osbourne (John Michael Osbourne); o baixista Terry ‘Geezer’ Butler (Terence Michael Joseph Butler); o guitarrista Tony Iommi (Frank Anthony Iommi) e o baterista Bill Ward (William Thomas Ward). Osbourne, Butler, Iommi e Ward, eram colegas de escola em Birmingham no final dos anos 60, e formaram a banda ‘Polka Tulk and Earth’ que evoluiu para ‘Black Sabbath’. Nomeada assim inspirada na idéia de Butler, um grande fã de romances de magia negra e terror que tinha escrito a música ‘Black Sabbath’, título de um romance do escritor ocultista Dennis Wheatley, e que o grupo adotou como seu nome também. A banda cultivou essa imagem macabra, com riffs de guitarra sinistros e vocais sombrios. As letras do ‘Black Sabbath’, embebidas no ocultismo, rituais proibidos, expressavam angústia; a musicalidade considerada grosseira foi desprezada pela crítica e rejeitada pelos programadores de rádio.

Repudiados também pela sociedade, o que deu mais notoriedade, principalmente entre os jovens e as constantes turnês transformaram a banda em estrela, e canções como ‘Paranoid’, ‘Iron Man’ e ‘War Pigs’ tornaram-se clássicos do metal. A banda tinha descoberto um novo público ávido por sua abordagem intransigente. Se os seus antecessores claramente seguiam uma tradição do blues eletrificado, ‘Black Sabbath’ encaminhou essa tradição em uma nova direção, e assim deu vida a um estilo musical que atraiu milhões de fãs décadas mais tarde. Até o final da década de 70 haviam vendido milhões de discos e tornaram-se o padrão pelo qual praticamente todas as bandas de heavy metal tinham como referência. Osbourne deixou a banda no final de 1970, seguido depois por Ward e Butler. Iommi manteve vivo o nome ‘Black Sabbath’ na década de 80 com uma variedade de músicos e Osbourne forjou uma carreira solo abastecida com muita droga. Na década de 90 a formação original se reuniu em várias ocasiões. A banda foi introduzida no ‘Rock and Roll Hall of Fame’ em 2006.

black sabbath (dio) - heaven and hell



black sabbathBlack Sabbath com Ozzy Osbourne - O primeiro trabalho, ‘Black Sabbath’, teve um grande sucesso com composições históricas: ‘Black Sabbath’, ‘The Wizard’ e ‘N.I.B.’. O próximo álbum, ‘Paranoid’, é ainda o maior sucesso comercial e é considerado de grande importância para o aparecimento do heavy metal, com canções mais maduras como ‘Paranoid’, ‘Iron Man’, ‘Electric Funeral’ e ‘War Pigs’ que crítica políticos considerados responsáveis pelos horrores da guerra. De sucesso notável, ‘Master of Reality’, é o álbum mais obscuro e introspectivo da banda. Ele, junto com o ‘Black Sabbath’ e ‘Paranoid’, são considerados os álbuns do nascimento do doom metal, cuja característica é criar uma atmosfera de escuridão e melancolia. ‘Master of Reality’ tem uma inovação, chamada ‘limitação’, uma prática que se tornaria quase uma norma para muitos grupos de rock e metal. Iommi na guitarra e Butler no baixo tocam em C sustenido, abaixo da afinação tradicional, mudança feita por dois motivos: para se adaptar ao vocal de Ozzy e para dar um som mais pesado para a sua música. Mais tarde, a partir do álbum ‘Heaven and Hell’, com o vocalista Ronnie James Dio a guitarra e o baixo são afinados em D sustenido.

O álbum seguinte, ‘Black Sabbath Vol. 4’, revela uma contaminação do rock progressivo: na balada ‘Changes’, Ozzy é acompanhado por piano e cordas. ‘Sabbath Bloody Sabbath’, é caracterizado pelo rock progressivo ainda mais visível e conta com a presença de Rick Wakeman do ‘Yes’ nos teclados. Época em que todos os membros se envolveram com as drogas, em especial Osbourne e Ward que fizeram uso de LSD todos os dias por mais de dois anos. ‘Sabotage’ é um dos mais variados álbuns do grupo, alternando heavy metal em ‘Hole in the Sky’ e ‘Symptom of the Universe’, com o canto gregoriano de ‘Supertzar’ e pop rock de ‘Am I Going Insane (Radio)’. ‘Technical Ecstasy’ desiludiu os fãs do estilo inicial do grupo devido à presença de maestro e sintetizadores musicais. Para outros, foi um álbum inovador. Após a turnê, Osbourne deixou o grupo, devido à morte do seu pai e a sua dependência cada vez maior com o álcool e drogas. Ozzy voltou para o álbum ‘Never Say Die!’ com sons eletrônicos e experimentais com Don Airey do ‘Deep Purple’ nos teclados. A resposta dos fãs foi negativa. Ozzy continuou abusando das drogas e foi despedido.

Black Box: The Complete Original Black Sabbath

Black Box: The Complete Original Black Sabbath (1970–1978)
CD 1    CD 2    CD 3    CD 4    CD 5    CD 6    CD 7    CD 8

CD 1: Black Sabbath
01. Black Sabbath 02. The Wizard 03. Wasp/Behind The Wall Of Sleep/Bassically/N.I.B. 04. Wicked World 05. A Bit Of Finger/Sleeping Village/Warning 06. Evil

CD 2: Paranoid
01. War Pigs/Luke's Wall 02. Paranoid 03. Planet Caravan 04. Iron Man 05. Electric Funeral 06. Hand Of Doom 07. Rat Salad 08. Jack The Stripper/Fairies Wear Boots

CD 3: Master of Reality
01. Sweet Leaf 02. After Forever 03. Embryo 04. Children of The Grave 05. Orchid 06. Lord Of This World 07. Solitude 08. Into The Void

CD 4: Black Sabbath, Vol. 4
01. Wheels Of Confusion/The Straightener 02. Tomorrow's Dream 03. Changes 04. FX 05. Supernaut 06. Snowblind 07. Cornucopia 08. Laguna Sunrise 09. St . Vitus' Dance 10. Under The Sun/Every Day Comes And Goes

CD 5: Sabbath Bloody Sabbath
01. Sabbath Bloody Sabbath 02. A National Acrobat 03. Fluff 04. Sabbra Cadabra 05. Killing Yourself To Live 06. Who Are you? 07. Looking For Today 08. Spiral Architect

CD 6: Sabotage
01. Hole In The Sky 02. Don't Start (Too Late) 03. Symptom Of The Universe 04. Magalomania 05. The Thrill Of It All 06. Supertzar 07. Am I Going Insane (Radio) 08. The Writ

CD 7: Technical Ecstasy
01. Back Street Kids 02. You Won't Change Me 03. It's Alright 04. Gypsy 05. All Moving Parts (Stand Still) 06. Rock 'N' Roll Doctor 07. She's Gone 08. Dirty Women

CD 8: Never Say Die!
01. Never Say Die 02. Johnny Blade 03. Junior's Eyes 04. A Hard Road 05. Shock Wave 06. Air Dance 07. Over To You 08. Breakout 09. Swinging The Chain

black sabbath com dioBlack Sabbath com Ronnie James Dio - Ozzy Osbourne era um grande animador do público durante os concertos ao vivo, e encontrar um substituto digno foi difícil. Finalmente ele foi substituído por Ronnie James Dio, ex-vocalista das bandas ‘Elf’ e ‘Rainbow’. O primeiro álbum com Dio, ‘Heaven and Hell’, foi um grande sucesso e foi marcado pela entrada de Geoff Nicholls nos teclados. Embora nem sempre seja reconhecido como um membro oficial do grupo, Nicholls teve indiscutível influência sobre o grupo. Durante a turnê, o baterista Bill Ward teve que sair por razões pessoais e foi substituído por Vinny Appice. A turnê também revelou o carisma, a excelente voz e o talento de Ronnie James Dio, além do famoso gesto de 'chifres', mais tarde incorporado como sinal de reconhecimento pelos amantes do heavy metal. Autoria do gesto que gerou polêmica, uma vez que também foi reivindicada por Gene Simmons do 'Kiss'. No entanto, os críticos argumentam que não foi introduzido nem por Dio nem por Simmons, mas pelos ‘Beatles’ em 1967. O álbum posterior, ‘Mob Rules’ confirmou o novo estilo adquirido pela banda. ‘Live Evil’ foi gravado com a maior parte das canções mais famosas do grupo e deu asas a debates acalorados entre Ronnie James Dio e o líder Tony Iommi que acusou o vocalista de estudar a noite para aumentar o seu volume de voz e o chamou de ‘pequeno Hitler’. As controvérsias convenceram o cantor a deixar a banda levando consigo o baterista Vinny Appice.

black sabbath - the dio years (2007)    black sabbath - rules of hell (2008)

The Dio Years (2007)

Rules of Hell (2008)
CD 1    CD 2    CD 3    CD 4    CD 5

The Dio Years
01. Neon Knights 02. Lady Evil 03. Heaven And Hell 04. Die Young 05. Lonely Is The World 06. The Mob Rules 07. Turn Up The Night 08. Voodoo 09. Falling Off The Edge Of The World 10. After All (The Dead) 11. TV Crimes 12. I 13. Children Of The Sea (live) 14. The Devil Cried 15. Shadow Of The Wind 16. Ear In The Wall

Rules of Hell CD 1: Heaven and Hell (1980) 01. Neon Knights 02. Children of the Sea 03. Lady Evil 04. Heaven and Hell 05. Wishing Well 06. Die Young 07. Walk Away 08. Lonely Is the Word

Rules of Hell CD 2: Mob Rules (1981)
01. Turn up the Night 02. Voodoo 03. The Sign of the Southern Cross 04. E5150 05. The Mob Rules 06. Country Girl 07. Slipping Away 08. Falling off the Edge of the World 09. Over and Over

Rules of Hell CD 3: Live Evil (1982)
01. E5150 02. Neon Knights 03. N.I.B. 04. Children of the Sea 05. Voodoo 06. Black Sabbath 07. War Pigs 08. Iron Man

Rules of Hell CD 4: Live Evil (1982)
01. The Mob Rules 02. Heaven & Hell 03. The Sign of the Southern Cross/Heaven & Hell (Continued) 04. Paranoid 05. Children of the Grave 06. Fluff

Rules of Hell CD 5: Dehumanizer (1992)
01. Computer God 02. After All (The Dead) 03. TV Crimes 04. Letters From Earth 05. Master Of Insanity 06. Time Machine 07. Sins Of The Father 08. Too Late 09. I 10. Buried Alive 11. Time Machine (Wayne's World Version)

black sabbath com ian gillanBlack Sabbath com Ian Gillan - Para a bateria foi contratado Cozy Powell, mas a resposta foi negativa. O vazio foi preenchido pelo regresso de Bill Ward. Porém, encontrar um novo vocalista foi novamente uma árdua tarefa. Iommi queria ter David Coverdale do ‘Whitesnake’, mas o vocalista recusou a proposta. Assim, Iommi e Butler convidaram Ian Gillan, ex-Deep Purple. Os boatos dão conta que Gillan aceitou a proposta em estado de embriaguez e de não se lembrar de nada. Com um novo vocalista foi possível a realização de ‘Born Again’, álbum odiado por alguns críticos e que suscitou grande controvérsia: a canção ‘Trashed’ foi acusada de incitar o uso de álcool e foi incluída em uma lista chamada de ‘as quinze asquerosas’. A associação entre Gillan e Sabbath foi apelidada, ironicamente por muitos jornais, como ‘Black Purple’. Durante a turnê Bill Ward se retirou novamente e foi substituído por Bev Bevan, ex-Electric Light Orchestra, e Gillan voltou ao ‘Deep Purple’ para gravar o álbum ‘Perfect Strangers’. Infelizmente ‘Born Again’ foi o único trabalho de Ian Gillan com o ‘Black Sabbath’.

black sabbath - born again (1983)

Born Again (1983)

Tracklist
01. Trashed 02. Stonehenge 03. Disturbing The Priest 04. The Dark 05. Zero The Hero 06. Digital Bitch 07. Born Again 08. Hot Line 09. Keep It Warm

Tony Iommi and Glenn HughesBlack Sabbath com Glenn Hughes - Novamente só restaram Iommi e Butler que muito desapontado também deixou a banda até 1992 onde gravaria o álbum ‘Dehumanizer’ junto com Dio e Appice. A banda ficou inativa por seis meses, até Iommi decidir lançar um álbum solo. Comprou os direitos da banda e lançou o álbum ‘Seventh Star’ como se fosse do ‘Black Sabbath’ com o baterista Eric Siger e o baixista Gordon Copley. O vocalista escolhido foi Glenn Hughes, ex-baixista e vocalista do Deep Purple. Hughes foi demitido alguns shows depois e substituído por Ray Gillen e Gordon Copley por Dave Spitz. ‘Seventh Star’ é o décimo segundo álbum da banda e é considerado um ótimo álbum pelos fãs.


black sabbath - seventh star (1986)

Seventh Star (1986)

Tracklist
01. In For The Kill 02. No Stranger To Love 03. Turn To Stone 04. Sphinx (The Guardian) 05. Seventh Star 06. Danger Zone 07. Heart Like A Wheel 08. Angry Heart 09. In Memory

black sabbath com tony martinBlack Sabbath com Tony Martin - Na preparação do álbum ‘The Eternal Idol’, Ray Gillen saiu do grupo e foi substituído por Tony Martin cujo talento foi comparado, por muitos, com o de Ronnie James Dio. Mesmo com algumas referências ao passado e mantendo o estilo adotado nos últimos anos o álbum não teve o sucesso esperado. Com os fracos resultados alcançados com os álbuns posteriores, ‘Headless Cross’ e ‘Tyr’, Tony Iommi convocou a formação do início dos anos 80, com Geezer Butler, Ronnie James Dio e Vinny Appice. O álbum que surgiu, ‘Dehumanizer’ teve uma ótima repercussão entre os fãs e críticos. Com a saída de Dio e Appice, a banda chamou novamente Tony Martin e lança ‘Cross Purposes’ com um som bastante vigoroso e algumas músicas marcantes. Mais uma vez, o baterista Bill Ward e baixista Butler abandonaram a banda e regressaram Cozy Powell e Neil Murray, que lançam o álbum ‘Forbidden’ com o rapper e ator Ice-T cantando junto com Tony Martin, a canção ‘Illusion of Power’.

black sabbath - the eternal idol (1987)

The Eternal Idol (1987)

Tracklist
01. The Shining 02. Ancient Warrior 03. Hard Life To Love 04. Glory Ride 05. Born To Lose 06. Nightmare 07. Scarlet Pimpernel 08. Lost Forever 09. Eternal Idol

‘The Best of Black Sabbath’ é um álbum de compilação lançado pela ‘Sanctuary Records’ e abrange um período total de gravação entre 1970-1983. Começa com Ozzy Osbourne nos vocais e termina com Ian Gillan, começa com o álbum ‘Black Sabbath’ de 1970, e termina com ‘Born Again’ de 1983. ‘Deep Purple’, ‘Led Zeppelin’ e ‘Black Sabbath’, a trindade do heavy metal. A mais pesada era Sabbath’, e sem elas o heavy metal não poderia mesmo ter existido. Tony Iommi é responsável por alguns dos melhores riffs já escritos e esta compilação é um testemunho desse fato. Ao adicionar a voz do lendário Ozzy Osbourne, temos nesta compilação as melhores combinações do gênero. A capa do álbum traz os túmulos de pedra nas ruínas da capela de St. Patrick e remontam ao século 11. A localização é em Heysham, grande aldeia costeira ao noroeste da Inglaterra com vista para Baía de Morecambe. Os túmulos foram cortados a partir de rocha sólida. No fundo o sol está se pondo. Na parte de trás do encarte há a silhueta de Geezer Butler tocando ao luar. Geezer Butler é mais conhecido como o baixista e letrista do ‘ Black Sabbath’. Butler formou sua primeira banda com o velho amigo Ozzy Osbourne em 1967. Separados por um tempo, foram reunidos com o guitarrista Tony Iommi e o baterista Bill Ward no ‘Black Sabbath’ no início de 1969. Butler tocava guitarra, mas quando Sabbath foi formado, Iommi deixou claro que ele não gostaria de tocar com outro guitarrista, então Butler mudou para o baixo. E ficou conhecido como um dos melhores baixistas e o primeiro a utilizar um pedal wah-wah no seu baixo. Enquanto Ozzy Osbourne foi o frontman, Butler escreveu quase todas as letras da banda, mostrando nelas a sua fascinação por religião, ficção científica, fantasia e horror, e reflexões sobre o lado obscuro da natureza humana que representam uma constante ameaça de aniquilação global.

black sabbath - the best of (2000)

The Best of Black Sabbath(2000)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Black Sabbath 02. The Wizard 03. N.I.B. 04. Evil Woman 05. Wicked World 06. War Pigs 07. Paranoid 08. Planet Caravan 09. Iron Man 10. Electric Funeral 11. Fairies Wear Boots 12. Sweet Leaf 13. Embryo 14. Children of the Grave 15. Lord of This World 16. Into the Void

Tracklist CD 2
01. Tomorrow's Dream 02. Supernaut 03. Snowblind 04. Sabbath Bloody Sabbath 05. Killing Yourself to Live 06. Spiral Architect 07. Hole in the Sky 08. Don't Start (Too Late) 09. Symptom of the Universe 10. Am I Going Insane [Radio Edit] 11. Dirty Women 12. Never Say Die 13. Hard Road 14. Heaven and Hell 15. Turn Up the Night 16. The Dark/Zero the Hero

cyndi lauper

cyndi lauperOntem, 22 de junho de 2010, foi o seu aniversário. Uma das vozes que mais marcaram a década de 80, Cyndi Lauper foi a grande estrela do início da era MTV e a única na época a rivalizar com Madonna. Mas aquela menina hoje tem 57 anos e nunca mais conseguiu superar seu grande momento, vivido em 1984, com o álbum 'She’s So Unusual'. Ela passou a ser conhecida no mundo inteiro, seus clipes eram exibidos exaustivamente na MTV, enquanto seu estilo nada convencional, ‘unusual’, se tornou uma das imagens mais marcantes do início dos anos 80, que ajudou a levá-la não só para o topo das paradas, mas também para o estrelato. Em toda a América, meninas adolescentes vestiam-se como Cyndi Lauper e usavam a música ‘Girls Just Wanna Have Fun’ como hino, um apelo à expressão de liberdade. A sua voz era peculiar, feminina e alegre e a sua música era brilhante, colorida, uma fusão de vários estilos, incluindo new wave, pós-punk, reggae, pop e funk.

cyndi lauperCyndi Lauper e Madonna são vistas como pioneiras da libertação sexual das mulheres. O álbum ‘She's So Unusual’ de Cyndi também gerou inúmeras fãs entre as lésbicas simbolizadas no hino ‘Girls Just Wanna Have Fun’. Cyndi Lauper explicou que crescer durante a década de 60 influenciou na sua luta para a igualdade de tratamento entre todas as pessoas, observando que a música de 60 ajudou a abrir o mundo para mudanças. Ícone do movimento LGBT, defensora dos direitos gays, anunciou que abrirá um abrigo em Nova York para homossexuais moradores de rua. E planeja utilizar o abrigo para ajudar pessoas com idades entre 18 e 24 anos que ao se assumirem, agora que se vêem aceitas e representadas na TV e nos filmes, ainda são expulsas de suas casas por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero e, muitas delas vivem nas ruas. Cyndi Lauper se tornou ativista e militante, incentivando as pessoas LGBT e seus aliados a votarem a favor de direitos iguais ao vivenciar a ignorância do preconceito contra sua irmã mais velha que é lésbica. A partir de 2007, saiu em turnê pelos EUA com a ‘True Colors Tour’, tendo como objetivo a arrecadação de fundos para a ‘The Human Rights Campaign’, uma ONG que defende os direitos dos homossexuais. Sempre defendendo as liberdades individuais, participou de um episódio do seriado gay ‘Queer As Folk’, muito popular na Europa e nos Estados Unidos, representando a si própria fazendo um show para arrecadar fundos em benefício de causas homossexuais.

Cynthia Ann Stephanie Lauper além de cantora e compositora vencedora do Grammy é atriz vencedora do Emmy. Nasceu no bairro do Brooklyn, em Nova York. Fiel ao seu estilo independente, Cyndi saiu da escola logo que aprendeu a tocar violão. Passou algum tempo no Canadá e quando voltou participou de várias bandas cover nos anos 70. Começou a escrever seu próprio repertório e junto com o tecladista John Turi formou o ‘Blue Angel’. Desfeita a dupla Lauper cantou em clubes locais e em um restaurante japonês, vestida de gueixa, para poder pagar as suas contas. Em 1983, seu empresário e namorado David Wolff conseguiu assegurar o seu primeiro contrato. Ao combinar um colorido criativo, um pouco de punk rock e um som pop comercial, Lauper atingiu o topo com o álbum ‘She's so Unusual’, e com o apoio do videoclipe divulgado na MTV, 'Girls Just Want to Have Fun' foi a música mais tocada. Contudo, foi com o segundo single, ‘Time After Time’, que Cyndi atingiu o primeiro lugar nos mais diversos países. Logo depois vieram ‘She Bop’, música sobre masturbação feminina, ‘All Through the Night’ e ‘Money Changes Everything’.

cyndi lauperO segundo álbum ‘True Colors’ veio somente em 86 e ganhou disco de platina. Três anos depois foi a vez de ‘A Night to Remember’, mas as vendas foram uma decepção apesar do sucesso da música 'I Drove All Night'. Em 1991, com sua avó como dama de honra, Cyndi se casou com David Thorthon, ator que contracenou com ela em ‘Off and Running’. Depois de muitos anos sem gravar, lançou ‘Hat Full of Stars’ em 1993, o álbum ‘preto e branco’ que mostra uma Cyndi até então desconhecida: nada de cabelos coloridos e visual espalhafatoso, mas uma cantora introspectiva e séria. Apesar de elogiado pelos críticos, e considerado o melhor trabalho de Cyndi Lauper, foi um fracasso nas vendagens. O ano 1994 marcou a volta de Cyndi ao seu estilo ‘unusual’ na coletânea de sucessos de sua carreira que incluíam as inéditas ‘Come on Home’ e ‘Hey Now (Girls Just Wanna Have Fun)’, uma regravação de "Girls Just Want To Have Fun’ onde Cyndi apareceu no clipe com o cabelo amarelo e um chapéu vermelho, ao lado de inúmeras drag queens.

Em 1995 Cyndi participou de alguns episódios do seriado ‘Mad About You’, e a sua excelente atuação lhe rendeu um prêmio Emmy. Em 1997 gravou ‘Sisters of Avalon’ no qual flerta com novas influências e estilos musicais. Em 2002 voltou com o disco ‘Shine’, seguido de ‘At Last’, perfeito para quem gosta do jazz-pop dos anos 50 a 60. Em 2006 Cyndi participou do espetáculo da Broadway ‘The Threepenny Opera’ onde interpretou a prostituta Jenny, papel que lhe rendeu indicação ao ‘Tony Awards’. Em 2008, lançou seu décimo álbum de estúdio, ‘Bring Ya to the Brink’. Ontem, comemorando o seu aniversário, foi lançado o seu 10º disco de estúdio. Cyndi Lauper trocou as engrenagens e gravou ‘Memphis Blues’, que traz versões de vários clássicos do blues. Produzido por Scott Bomar, o disco conta com as participações especiais do cantor e guitarrista B.B. King; do pianista Allen Toussant; da cantora Ann Peebles; do gaitista Charlie Musslewhite; e do guitarrista Johnny Lang.

cyndi lauper - she bop


the great cyndi lauper (2003)

The Great Cyndi Lauper (2003)
CD 1    CD 2    CD 3

Tracklist CD 1
01. Girls Just Want to Have Fun 02. Maybe He'll Know 03. Calm Inside the Storm 04. What's Going On 05. The Goonies 'R' Good Enough 06. That's What I Think 07. Broken Glass 08. Unhook the Stars 09. Money Changes Everything 10. True Colors 11. Time After Time 12. She Bop 13. When You Were Mine 14. I'm Gonna Be Strong 15. All Through the Night

Tracklist CD 2
01. Change of Heart 02. I Drove All Night 03. Sally's Pigeons 04. Come on Home 05. Iko Iko 06. Hat Full of Stars 07. A Night to Remember 08. The World Is My Stone 09. Insecurious 10. You Don't Know 11. Cold 12. Hole in My Heart (All the Way to China) 13. Unconditional Love 14. Who Let in the Rain

Tracklist CD 3
01. Fall into Your Dreams 02. Fearless 03. Hot Gets a Little Cold 04. Witness 05. I'll Kiss You 06. 911 07. Ballad of Cleo & Joe 08. Sisters of Avalon 09. Ubbbreviated Love 10. What a Thrill 11. One Track Mind 12. I Don't Want to Be Your Friend 13. Yeah Yeah 14. Hey Now (Girls Just Want to Have Fun)

juliet kelly

juliet kellyJuliet descobriu seu talento para cantar enquanto estudava Economia na universidade, mas levou algum tempo para encontrar a sua identidade musical, a sua própria voz para gravar um álbum de material original influenciado pelo jazz que pudesse apelar a uma audiência mais jovem e diversificada, bem como aos fãs do jazz tradicional. Seu álbum de estréia, ‘Aphrodite's Child’ gravado em 2003, recebeu excelentes críticas tanto no Reino Unido como nos EUA. Em 2005, Juliet gravou seu segundo álbum ‘Delicious Chemistry’, uma coletânea de suas músicas que mostram o seu talento como compositora e um jazz descontraído. Juliet Kelly foi criada em Londres em uma rigorosa família onde apenas a música religiosa era permitida. Ela não sabia nada sobre jazz, e nunca havia cantado em público até se matricular em uma aula de jazz vocal em uma oficina de música local. Assim, por acaso, ela descubriu o seu talento para cantar e seu amor pelo jazz. E em um ano fez o teste e foi aceita no programa de jazz de pós-graduação na prestigiada ‘London's Guildhall School of Music and Drama’. Desde então, trabalhou com muitos músicos, tocando em vários locais da Inglaterra, bem como na Irlanda, Itália, Alemanha, Israel e Austrália. Com dois álbuns aclamados pela crítica, o seu terceiro álbum, ‘Licorice Kiss’ é mais ambicioso, com influências diversas incluindo pop, soul e reggae, bem como o jazz, ao lado de suas próprias criações. Toda a música religiosa foi completamente banida e Juliet, o que parecia uma possibilidade improvável em uma família religiosa, tornou-se uma daquelas cantoras raras de jazz, apaixonada por lip gloss e luvas até os cotovelos, que contam a sua história através da música, em uma combinação sedutora que é difícil de resistir: performance apaixonada e uma voz calorosa e deliciosa.

juliet kelly - licorice kiss


juliet kelly - licorice kiss (2009)

Licorice Kiss (2009)

Tracklist
01. Licorice Kiss 02. Tainted Love 03. I'm Still Here 04. Back to Life 05. Ordinary Lives 06. Serendipity 07. Mutual Attraction 08. Never Really Knew You 09. Here Comes the Rain Again 10. Destiny

soundtrack by henry mancini

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'touch of evil'

henry manciniQuando criança aprendeu a tocar vários instrumentos. Na adolescência foi atraído pelo jazz, principalmente pela música das big bands. Mas, foi com as trilhas sonoras para o cinema que ficou conhecido. Como compositor, usando técnicas mais modernas da indústria fonográfica e com orquestras menores e diferentes grupos instrumentais, fez a mais importante mudança na música do cinema americano na década de 50. Henry Mancini compôs um legado de famosas e agradáveis músicas para filmes quando as mudanças foram modelando a indústria de filmes e a cultura americana. No início dos anos 1950 e 1960, os estúdios começaram a afastar-se dos sons tradicionais das orquestras sinfônicas que haviam servido de cenário para filmes até então e Mancini contribuiu para esta tendência, oferecendo alternativas ao incorporar elementos do jazz e da música popular. Até o início dos anos 1960, os estúdios estavam enfrentando a concorrência da televisão e a evolução do rock and roll e Henry Mancini aproveitou essas mudanças e trouxe jovens músicos de diferentes formações e interesses e passou a colaborar com letristas talentosos como Johnny Mercer. Mancini primeiro chamou atenção com sua música para a série de televisão ‘Peter Gunn’ em 1958, mas é mais conhecido por sua composição para o filme ‘Pink Panther’.

pink pantherEnrico Nicola Mancini era filho de imigrantes italianos e cresceu em West Aliquippa, Pennsylvania, onde seu pai era um operário metalúrgico e membro da banda da cidade ‘The Sons of Italy’ onde tocava flauta e incentivou Henry a se ocupar com a música como forma para superar a única opção que era a de ser um simples operário. Ainda jovem, Mancini conseguiu emprego como arranjador com o bandleader Benny Goodman, mas não demorou muito para que ambos descobrissem que Henry ainda não estava preparado para tal tarefa ambiciosa. Então, em 1942, ingressou na ‘Juilliard School Of Music’ em New York, onde estudou composição e teoria, interrompendo os estudos ao ser convocado para o serviço militar, durante a segunda guerra mundial. Enquanto servia na força aérea do exército, conheceu Glenn Miller, e depois da guerra, ele se juntou à Miller como arranjador e pianista da recém-formada ‘The Glenn Miller Orchestra’ (1946) liderada pelo saxofonista Tex Beneke. Ao se desligar da orquestra começou a escrever arranjos para filmes, e o primeiro trabalho em Hollywood foi para o filme ‘Lost In Alaska’ de 1953 com os comediantes Budd Abbot e Lou Costello.

blake edwardsO seu grande interesse pelas lendárias big bands também o levou a escrever arranjos para os filmes biográficos ‘The Glenn Miller Story’ e ‘The Benny Goodman Story’. Composições para o clássico policial ‘Touch Of Evil’ de Orson Welles e para as séries de televisão ‘Mister Lucky’ e ‘Peter Gunn’, mostraram além da alta qualidade as fortes influências jazzísticas. A partir daí, sendo muito requisitado e respeitado como músico e pessoa, ele escreveu trilhas para mais de 80 filmes e teve um total de 18 indicações para o Oscar sendo agraciado com quatro, além de gravar 90 álbuns. Henry Mancini faz parte do seleto grupo que encontrou diretores para fazer parcerias bem-sucedidas e rentáveis. O ano de 1964 foi glorioso, o diretor Blake Edwards o convidou para escrever a trilha sonora do filme ‘Pink Panther’, estrelado pelo ator inglês Peter Sellers. Outro trabalho premiado, sob direção também de Blake Edwards, foi ‘Victor/Victoria’, estrelado por Julie Andrews, esposa de Edwards. Juntos, dividiram projetos por mais de três décadas, fazendo com que Mancini criasse a identidade musical de filmes notáveis.

Como músico profissional, Mancini era conhecido por ser modesto e despretensioso e tinha fortes sentimentos sobre o papel da música no filme. Em sua última entrevista, Mancini afirmou que escrever a música era a sua terapia. Ele continuou realizando uma média de 30 concertos por ano e produzindo discos, mesmo depois de ser diagnosticado com câncer. Com seu falecimento aos 70 anos, perdeu-se um dos maiores mestres do mundo musical. Com seu sorriso gentil e modos educados Henry Mancini foi um compositor único em uma profissão que já é secular e não criava músicas apenas para acompanhar imagens.

henry mancini - peter gunn


Como um dos maiores compositores americanos de música para filme é nesta coleção notável que Henry Mancini nos dá uma bela idéia do quanto ele amava as canções criadas para enriquecer o cinema, sendo algumas delas muito melhores do que os filmes. Canções maravilhosas que Mancini teve a idéia de apresentá-las de forma agradável para que não caíssem no esquecimento. Os vocais são envolventes e a sensação final é de que tivemos um passeio por filmes produzidos em três décadas sob a orientação de alguém que está entre aqueles que os fizeram inesquecíveis através da música.

henry mancini - the academy award songs (1965)

The Academy Award Songs: 31 Oscar Winners (1965)

Tracklist
01. Moon River [From Breakfast at Tiffany's] 02. Secret Love [From Calamity Jane] 03. On the Atchison, Topeka and the Santa Fe [From The Harvey Girls] 04. You'll Never Know [From Hello, Frisco, Hello] 05. Gigi [From Gigi] 06. Whatever Will Be, Will Be (Que Será, Será) [From the Man Who Knew ...] 07. White Chrismas [From Holiday Inn White Christmas] 08. Baby, It's Cold Outside [From Neptune's Daughter] 09. Days of Wine and Roses [From Days of Wine and Roses] 10. All the Way [From the Joker Is Wild] 11. Continental (You Kiss While You're Dancing) [From the Gay Divorcée] 12. Mona Lisa [From Captain Carey, U.S.A.] 13. When We Wish Upon a Star [From Pinocchio] 14. Zip-A-Dee Doo Dah [From Song of the South] 15. High Noon (Do Not Forsake Me) 16. Buttons and Bows [The Paleface] 17. Three Coins in the Fountain [From Three Coins in the Fountain] 18. Call Me Irresponsible [From Papa's Delicate Condition] 19. High Hopes [From a Hole in the Head] 20. It Might as Well Be Spring [From State Fair] 21. Over the Rainbow [From The Wizard of Oz] 22. Swingin' on a Star [From Going My Way] 23. Sweet Leilani [From Waikiki Wedding] 24. Chim Chim Cher-Ee [From Mary Poppins] 25. Never on Sunday [From Never on Sunday] 26. Love Is a Many-Splendored Thing [From Love Is a Many-Splendored Thing] 27. In the Cool, Cool, Cool of the Evening [From Here Comes the Groom] 28. Last Time I Saw Paris [From Lady Be Good] 29. Way You Look Tonight [From Swing Time] 30. Thanks for the Memory [From the Big Broadcast of 1938] 31. Lullaby of Broadway [From the Gold Diggers of 1935]

henry mancini - the best of (1997)

The Best of Henry Mancini (1997)

Tracklist
01. Breakfast at Tiffany's 02. Pink Panther Theme 03. Days of Wine and Roses 04. Moon River 05. Shot in the Dark 06. Theme from "Love Story" (Where Do I Begin) 07. Raindrops Keep Fallin' on My Head 08. Mr. Lucky 09. Peter Gunn 10. Experiment in Terror 11. Windmills of Your Mind 12. Dream a Little Dream of Me 13. Love Is a Many-Splendored Thing 14. By the Time I Get to Phoenix 15. Charade (Opening Titles) 16. Shadow of Your Smile 17. Evergreen 18. Midnight Cowboy 19. 'Till There Was You 20. Summer Knows 21. Baby Elephant Walk 22. (Theme From) Hatari! 23. Blue Satin 24. Moment to Moment

henrymancini - midnight, moonlight & magic (2004)

Midnight, Moonlight & Magic: The Very Best of Henry Mancini (2004)

Tracklist
01. The pink panther theme 02. Moon river 03. Baby elephant's walk 04. The sweetheart tree 05. In the arms of love 06. Peter Gunn 07. Days of wine and roses 08. Charade 09. The Inspector Clouseau Theme 10. Darling Lili 11. Two for the road 12. Candlelight on crystal 13. Dear heart 14. Mr. Lucky 15. Theme from Cade's County 16. Whistling away the dark 17. Pie in the face Polka 18. Dreamsville 19. It had better be tonight 20. Nothing to lose 21. Frish frosh 22. Mystery movie theme 23. Romeo and Juliet love theme

ultimate mancini (2004)

Ultimate Mancini (2004)

Tracklist
01. The Pink Panther Theme 02. Charade 03. Two For The Road 04. Moon River (Stevie Wonder) 05. Moment To Moment 06. The Days Of Wine And Roses 07. Peter Gunn Theme 08. Dreamsville 09. Dear Heart 10. The Thorn Birds Theme 11. Anywhere The Heart Goes 12. Mr. Lucky 13. Whistling Away The Dark 14. Life In A Looking Glass 15. Crazy World 16. It's Easy To Say 17. Music On The Way

soundtrack by mancini - grand collection (2004)

Grand Collection (2004)

Tracklist
01. Pink Panther Theme 02. Moon River 03. Raindrops Keep Fallin' On My Head 04. The Shadow Of Your Smile 05. Tijuana Taxi 06. Peter Gunn 07. The Windmills Of Your Mind 08. Love Story 09. The House Of The Rising Sun 10. The Summer Knows 11. Baby Elephant Walk 12. Breakfast At Tiffany's 13. Dream A Little Dream Of Me 14. Midnight Cowboy 15. Moment To Moment 16. Mr. Lucky 17. 'Round Midnight 18. Satin Doll 19. Till There Was You 20. A Shot In The Dark 21. By The Time I Get To Phoenix 22. Autumn Nocturne 23. Charade 24. Days Of Wine And Roses 25. Stockholm Sweeting 26. Stolen Sweets 27. The Cat

ronnie wood

ronnie woodQuando ele era criança, seus desenhos foram mostrados em um programa de televisão da BBC, e ele ganhou uma das competições do programa, uma conquista que ele se refere como seu ‘despertar para a arte’. Grande fã dos pintores impressionistas, nos seus tempos de escola, foi inspirado por Caravaggio, Velázquez e Rembrandt. Todas as primeiras influências ainda estão lá, mas ele tentou uma forma diferente de pintura, uma forma expressionista. Gosta de pintar seus cavalos e quando viaja a Londres frequenta a ‘Royal Opera House’ e captura os movimentos das bailarinas em telas coloridas. Esse é o lado que quase ninguém conhece de Ronnie Wood, o de pintor, e o seu talento para visualizar o mundo deslumbrante da música que o rodeia e documentar os músicos com quem ele toca em retratos de ação vibrante. Sabemos mais do seu trabalho como cantor, guitarrista e compositor com os ‘Rolling Stones’ de quem é membro desde 1976. É conhecido também como ex-integrante do grupo ‘The Faces’, mas sua carreira começou em 1964 com os ‘The Birds’.

ronnie wood & rod dtewart - the facesNo final dos anos 60 ele passou a ser integrante da banda ‘The Creation’ entrando depois para o ‘Jeff Beck Group’, banda que também incluiu, um então desconhecido, Rod Stewart nos vocais. Ronnie Wood entrou para os Stones em 1975, quando Keith Richards e Mick Jagger usaram vários guitarristas para tocarem de graça na gravação do álbum ‘Black and blue’ a pretexto de estarem sendo testados. Sua entrada para a banda deveria ter acontecido em 1969 quando o fundador Brian Jones foi expulso pelo uso excessivo de drogas, mas havia dois concorrentes de peso, Eric Clapton e Jeff Beck, que desistiram. Quando saiu do ‘The Faces’ para os Stones, Ron sentiu a diferença entre uma banda desorganizada e uma com estrutura empresarial. Em 2006, no show dos ‘Rolling Stones’ no Rio de Janeiro, Ronald David ‘Ronnie’ Wood conta, em sua autobiografia, que ao ver a multidão de 2 milhões de pessoas, percebeu como tinha chegado longe desde seu nascimento em uma casa pobre em Hillingdon, Londres. De uma família de ‘ciganos da água’, às vezes também chamados de ‘bargees’ por trabalharem como operadores da barca no canal fluvial, a geração de Wood foi a primeira da família a nascer em terra firme. Seus dois irmãos mais velhos, Art e Ted, foram artistas gráficos, bem como músicos. Ted Wood morreu em 2004 e Art Wood em 2006.

ronnie wood - rolling stonesConvencido por Mick Jagger, amigos e familiares, Wood, já se internou incontáveis vezes em clínicas de reabilitação. Ele hoje preza a lucidez, mas ficou muitos anos mergulhado nas drogas, do álcool à heroína e ao freebase, uma forma muito pura de cocaína, apresentada pelo saxofonista dos Stones, Bobby Keys. Ele conta em seu livro sobre esses dias regados a álcool, cocaína e sexo e da ocasião em que Keith Richards a quem ele se refere como ‘senhora czar anti-droga’ para ajudá-lo a ficar sóbrio, tentou fazer isso com uma faca e uma pistola. A luta já é antiga. A autobiografia revela ainda a experiência musical e pessoal e do contacto que teve com personalidades como Jimi Hendix e Elton John a quem chama ‘narcisista insuportável’. E adianta pormenores sobre o romance com a ex-mulher de George Harrison, Patti Boyd, que o trocou por Eric Clapton, e de Jo Howard, a companheira em 23 anos que trocou recentemente por uma relação com a jovem russa Ekaterina Ivanova, 40 anos mais nova que ele. Sobre os ‘Rolling Stones’, Ron Wood diz que não teria existido como banda se não fosse o chato Keith Richards a enfrentar o megalômano vocalista: o Mick Jagger é fantástico, mas sem o Keith não haveria banda.

art by ronnie wood


ronnie wood - you strum and I'll sing


ronnie wood - the essential crossexion (2006)

Anthology: The Essential Crossexion (2006)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. I Can Feel the Fire (Ronnie Wood) 02. Cancel Everything (Ronnie Wood) 03. Far East Man (Ronnie Wood) 04. Big Bayou (Ronnie Wood) 05. If You Don’t Want My Love (Ronnie Wood) 06. 1234 (Ronnie Wood) 07. Fountain of Love (Ronnie Wood) 08. Seven Days (Ronnie Wood) 09. Always Wanted More (Ronnie Wood) 10. Breathe on Me (Ronnie Wood) 11. Somebody Else Might (Ronnie Wood) 12. Josephine (Ronnie Wood) 13. Testify (Ronnie Wood) 14. Whadd’ya Think (Ronnie Wood) 15. This Little Heart (Ronnie Wood) 16. Little Mixed Up (Ronnie Wood) 17. You Strum and I’ll Sing (Ronnie Wood)

Tracklist CD 2
01. You’re on My Mind (The Birds) 02. You Don’t Love Me (The Birds) 03. No Good Without You Baby (The Birds) 04. How Can It Be (The Birds) 05. Midway Down (The Creation) 06. Girls Are Naked (The Creation) 07. I Ain’t Superstitious (Jeff Beck Group) 08. All Shook Up (Jeff Beck Group) 09. Plynth (Water Down the Drain) (Jeff Beck Group) 10. Jailhouse Rock (Jeff Beck Group) 11. Flying (The Faces) 12. Gasoline Alley (Rod Stewart) 13. Miss Judy’s Farm (The Faces) 14. Too Bad (The Faces) 15. Maggie May (Rod Stewart) 16. Stay with Me (The Faces) 17. Every Picture Tells a Story (Rod Stewart) 18. Ooh La La (The Faces) 19. Everything Is Turning to Gold (The Rolling Stones) 20. Black Limousine (The Rolling Stones)

charles mingus

charles mingusO ano de 1959 foi um divisor de águas para o jazz. Todas as grandes gravações foram lançadas durante este ano, incluindo ‘Kind of Blue’ (Miles Davis), ‘Giant Steps’ (John Coltrane), ‘The Shape of Jazz To Come’ (Ornette Coleman), ‘Time Out’ (Dave Brubeck) e, naturalmente, ‘Mingus Ah Um’, considerado como uma gravação que sinalizou o florescimento e desenvolvimento de Charles Mingus como contrabaixista, compositor e ocasionalmente pianista de jazz. Ele também ficou conhecido pelo seu ativismo contra a injustiça racial, presente no seu país. Em seus anos de aprendizado Mingus lutou para encontrar o seu lugar ao Sol, sempre preocupado com a falta de dinheiro e como negro suportou os ultrajes da época em um país que o considerava um cidadão de segunda categoria. Mingus conviveu com a ignorância e a intolerância que sufocava o seu trabalho e tanto como qualquer outro artista do século passado, sua vida foi a música. E para evitar a pressão comercial e exploração das grandes gravadoras Mingus fundou seu próprio selo em 1952. Mingus é considerado um dos mais importantes compositores e intérpretes de jazz, assim como um pioneiro na técnica do baixo. Era ao mesmo tempo uma enciclopédia e um laboratório do jazz. Quase tão conhecido como a sua música era o seu temperamento que lhe rendeu o apelido de ‘the angry man of jazz’. Os membros de sua banda eram rotineiramente repreendidos, mesmo agredidos fisicamente no palco, quando cometiam erros ou quando não mostravam atitudes apropriadas.

charles mingus thelonious monk charlie parkerMingus tinha o grande maestro Duke Ellington como paradigma. Durante toda a década de 50 ele refinou o seu estilo musical até a exaustão, mas manteve-se incapaz de atrair um público significativo. Devorou a obra de Stravinsky e Schoenberg, bem como de Duke Ellington, Charlie Parker, Thelonious Monk e Gillespie e lentamente sua confiança cresceu. Mingus foi o primeiro músico de jazz desde Ellington, que poderia competir com compositores clássicos. Um intelectual orgulhoso que publicamente desprezava os hábitos decadentes de muitas estrelas do jazz e até mesmo a atitude bárbara do público de jazz em comparação com o público da música clássica. Em 1955, Mingus foi envolvido em um incidente notório quando tocava com Charlie Parker, Bud Powell e Max Roach. Bud Powell que sofria de alcoolismo e doença mental agravada por tratamentos de eletrochoque, em certa ocasião, sem conseguir tocar ou falar de forma coerente teve de ser ajudado a se retirar do palco. Para exasperação de Mingus, Charlie Parker com um microfone pedia o retorno de Powell. Mingus tomou outro microfone e anunciou à multidão: ‘Senhoras e senhores, por favor, não me associem com nada disto. Este não é o jazz. E essas são pessoas doentes’. Cerca de uma semana depois Charlie Parker morreu, após anos de abuso de álcool e drogas. Mingus considerava Parker um gênio e inovador na história do jazz, tanto que suas composições e improvisações o inspiraram e o influenciaram, mas Mingus tinha uma relação de amor e ódio com o legado de Parker por causa de seus hábitos destrutivos.

charles mingus
charles mingus
charles mingus

Charles Mingus e sua esposa Sue

Charles Mingus Jr., nasceu no Arizona. Sua mãe era descendente de chineses e ingleses, enquanto os registros históricos indicam que seu pai era filho ilegítimo de um colono negro e de uma das netas de seu empregador sueco. Criado em Los Angeles, Charles Mingus, também era um espécime raro em um mundo do jazz que era cada vez mais centrado em torno de Nova York. Um menino prodígio que compôs ‘Half-Mast Inhibition’ (1941) quando tinha apenas 19 anos. Tocou com Louis Armstrong e Lionel Hampton, mas não tinha nada em comum com a era do swing. Indo para Nova York, antes de alcançar o reconhecimento comercial como maestro, ele tocou com Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Bud Powell e Max Roach, imortalizado no ‘Jazz at Nassey Hall’ em 1953. Sua primeira grande conquista foi a gravação de ‘Pithecanthropus Erectus’ (1956). Gravado por um quinteto o destaque do álbum de quatro movimentos é o ‘Pithecanthropus Erectus’ que influenciou o nascimento do free jazz, mas o álbum também contém ‘Love Chant’, uma suite enigmática e uma versão de oito minutos de ‘A Foggy Day’ composição de Gershwin que se transformou em uma mini-sinfonia de ruídos da cidade, todos simulados pelos instrumentos.

Dezenas de músicos passaram por suas bandas. Na criação de suas bandas, Mingus exigia não só as habilidades dos músicos disponíveis, mas também de suas personalidades. Mingus foi também influente e criativo como um líder de banda, ele se esforçava para criar uma música original a ser tocada por músicos originais. Lidando com profundos problemas psicológicos, Mingus abandonou a cena musical nos anos 60 para se concentrar em escrever uma autobiografia. Em 1968 ele foi despejado de seu apartamento em Nova York, e muito de sua música escrita foi perdida nesse episódio. Descobriu que sofria de esclerose lateral amiotrófica, popularmente conhecida como doença de Lou Gehrig, uma degeneração da musculatura até que na década de 70 ele não pode mais tocar o seu instrumento. Limitado a uma cadeira de rodas e incapaz até para tocar piano, Mingus continuou compondo e supervisionado gravações antes da sua morte. Morreu aos 56 anos em Cuernavaca, México, onde ele tinha viajado para tratamento e convalescença. Suas cinzas foram jogadas no rio Ganges. Ainda assim, a música de Mingus viveu. Pouco depois de sua morte, sua viúva Sue Mingus formou a ‘Mingus Big Band’, premiada e considerada como uma das mais importantes ‘big bands’ de jazz existentes, para manter viva a obra de Mingus. Em 1989, dez anos após sua morte, uma estréia mundial foi realizada no ‘Lincoln Center’ em Nova York para sua composição ‘Epitaph’, uma obra-prima que foi descoberta após a sua morte.

charles mingus - pithecanthropus erectus


Esta versão de ‘Mingus Ah Um’ para o 50º aniversário é indispensável. Como a reedição anterior para o 40º aniversário, o álbum foi remasterizado e as versões originais foram cuidadosamente restauradas. Gravado em 1959 ‘Mingus Ah Um’ trás referências à tradição afro-americana e é uma espécie de somatória de tudo o que Mingus podia fazer. Meio século depois é quase impossível encontrar um candidato mais adequado que resuma o jazz do século XX. ‘Mingus Ah Um’ consegue sintetizar aspectos da historia americana, é o auto-retrato de um lutador, dado que nada foi fácil para Mingus, um homem que ajudou a definir a direção do jazz com sua luta para encontrar sua voz artística muitas vezes ignorada pela rejeição ou indiferença. Para aqueles, que enriquecem a vida com a música, devem ser eternamente gratos pelo milagre que foi Charles Mingus. A faixa de abertura ‘Better Git It In Your Soul ‘ é uma canção gospel. Ao longo da melodia, Mingus pode ser ouvido entoando como um pregador, cantando Aleluia!’. ‘Goodbye Porkpie Hat’ é uma balada escrita para o saxofonista Lester Young. ‘Fables of Faubus’ foi inspirada em um incidente de 1957, em Arkansas, quando o governador Orville Faubus resistiu à integração racial, em Little Rock, o que levou o presidente Eisenhower a enviar a Guarda Nacional.

charles mingus - mingus ah um (50th anniversary) (2009)

Mingus Ah Um (50 º aniversário Legacy Edition) (2009)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Better Git It In Your Soul 02. Goodbye Pork Pie Hat 03. Boogie Stop Shuffle 04. Self-Portrait In Three Colors 05. Open Letter To Duke 06. Bird Calls 07. Fables of Faubus 08. Pussy Cat Dues 09. Jelly Roll 10. Pedal Point Blues 11. GG Train 12. Girl of My Dreams 13. Bird Calls (Alternate Take)

Tracklist CD 2
01. Better Git It In Your Soul (Alternatve Take) 02. Jelly Roll (Alternative Take) 03. Slop 04. Diane 05. Song With Orange 06. Gunslinging Bird 07. Things Ain't What They Used To Be 08. Far Wells, Mill Valley 09. New Now, Know How 10. Mood Indigo 11. Put Me In That Dungeon 12. Strollin' (Nostalgia In Times Square)

Poucos esperavam que este concerto pudesse ser um clássico. Durante o show anterior, o trompetista de Mingus, Johnny Coles desmoronou com uma úlcera no estômago e foi levado às pressas para o hospital. Mingus, juntamente com os saxofonistas Clifford Jordan, Eric Dolphy, o baterista Dannie Richmond, e o pianista Jaki Byard, tiveram que lidar com o estresse emocional da doença, mas também com os arranjos da banda que foram prejudicados com a falta de Johnny Coles. De alguma forma, o agora quinteto conseguiu um desempenho arrasador. Essa gravação não é apenas uma das realizações mais elevadas de Mingus, mas é também um testemunho do poder do jazz para encontrar a beleza em situações mais terríveis. Estes homens eram gigantes, e ouvi-los é um prazer, mas é também um privilégio. A improvisação e a comunhão quase telepática entre os membros do grupo é algo verdadeiramente monumental.

charles mingus - the great concert (2004)

The Great Concert of Charles Mingus (2004)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. A.T.F.W. (Art Tatum Fats Waller) 02. Presentation of Musicians: Johnny Cole's Trumpet 03. So Long Eric (Don't Stay Over There Too Long) 04. Orange Was The Colour Of Her Dress Then Blue Silk 05. Fables of Faubus

Tracklist CD 2
01. Sophisticated Lady 02. Parkeriana 03. Meditations on Integration (Or For A Pair Of Wire-Cutters)

‘Mingus at Carnegie Hall’ contem apenas duas músicas, cada canção tem mais de 20 minutos de duração e ambas podem ser consideradas standards do jazz, têm melodias simples e são bem conhecidas pelos amantes do jazz. Não é um álbum experimental de Mingus, são composições de uma de suas maiores influências, Duke Ellington.

charles mingus - mingus at carnegie hall (1974)

Mingus at Carnegie Hall (1974)

Tracklist
01. C Jam Blues 02. Perdido

‘The Black Saint and the Sinner Lady’ foi escrito como um balé onde Mingus criou um estilo único de orquestra que chamou de ‘música de dança folk-étnica’. A música resultante é altamente emocional, beirando o neurótico. Os instrumentos simulam vozes humanas, o canto alegre com o sax ou o murmúrio triste com o trompete e trombone ou os uivos fantasmagóricos com a tuba e o sax barítono. Considerado uma obra-prima, o álbum é descrito como uma das maiores conquistas na orquestração de qualquer compositor na história do jazz. O álbum traz um encarte escrito por Mingus e seu psicoterapeuta, Dr. Edmund Pollock.

charles mingus - the black saint and the sinner lady (1963)

The Black Saint and the Sinner Lady (1963)

Tracklist
01. Solo Dancer 02. Duete Solo Dancers 03. Group Dancers 04. Medley: Trio and Group Dancers/Single solos and Group Dance/Group and Solo Dance

‘Blues and Roots’ foi uma homenagem ao som de New Orleans. Mostrou o desejo de Mingus a abraçar o blues tradicional ao lado de elementos culturais e musicais, especificamente do gospel.

charles mingus - blues and roots (1959)

Blues & Roots (1959)

Tracklist
01. Wednesday Night Prayer Meeting 02. Cryin' Blues 03. Moanin' 04. Tensions 05. My Jelly Roll Soul 06. E's Flat Ah's Flat Too

‘Pithecanthropus Erectus’ foi a descoberta de Charles Mingus como líder, um álbum firmemente enraizado na tradição do jazz. Nele Mingus realmente descobriu-se, depois de dominar o vocabulário do bop e swing. A faixa título é uma de suas maiores obras-primas, um poema que descreve a evolução do homem até a sua destruição final.

charles mingus - pithecanthropus erectus (1956)

Pithecanthropus Erectus (1956)

Tracklist
01. Pithecanthropus Erectus 02. A Foggy Day 03. Profile Of Jackie 04. Love Chant

Gravado no Festival de Antibes, Paris, na década de 60, Charles Mingus tocando o seu amado baixo e o solo de piano em ‘Better Git Hit In Your Soul’ apresentou o baterista Dannie Richmond, o saxofonista tenor Booker Ervin, o trompetista Ted Curson, Eric Dolphy no clarinete e sax alto e Bud Powell no piano. Esta foi uma das melhores bandas de Mingus, captada ao vivo e diante de um público atento e envolvido. A química musical é notável apesar do temperamento explosivo de Mingus que chamava a atenção dos músicos e era possível ouvi-lo fazendo isso. Talvez por isso o grupo estivesse em sua melhor forma e os arranjos complexos. Belos e gratificantes momentos preservados cerca de quarenta e tantos anos mais tarde em meio a tão pobre cultura atual.

Charles Mingus & Eric Dolphy - Immortal Concerts (1960)

Immortal Concerts (1960)
(Charles Mingus & Eric Dolphy)

Tracklist
01. Better Git Hit In Your Soul 02. Wednesday Night Prayer Meeting 03. Prayer For Passive Resistance 04. I'll Remember April 05. What Love? 06. Folk Forms No. 1

O lendário concerto de Charles Mingus e Eric Dolphy em Bremen, Alemanha, em abril de 1964, originalmente encontrado apenas em vinil, foi lançado, digitalmente remasterizado, pela primeira vez em CD. A banda é composta por Mingus no baixo, o grande Johnny Coles no trompete, Dolphy no sax alto, flauta e clarinete baixo, Clifford Jordan no sax tenor, Jacki Byard no piano, e o melhor baterista de Mingus, Dannie Richmond. Esse excelente desempenho foi o último show completo com o trompetista Johnny Coles, ele iria entrar em colapso devido a uma úlcera de estômago no dia seguinte ao tocar em Paris e teve que deixar a banda. E Eric Dolphy morreria em junho, na Europa, o que torna esta gravação muito valiosa. Este é um dos melhores concertos deste grupo de Mingus. O primeiro disco começa com uma peça para piano solo de Byard, em homenagem a Art Tatum e Fats Waller, dois dos melhores pianistas da história do jazz. A faixa seguinte é interpretada por Mingus, que é apoiado apenas pelo piano de Byard. A terceira faixa, todos da banda tocam, e a interação do grupo é muito intuitiva e emocionante. A música, ‘So Long Eric’, é uma homenagem a Dolphy, que deixaria a banda, a fim de se estabelecer na Europa. A última faixa, ‘Parkeriana’, é um tributo a Charlie Parker, uma mistura de suas várias músicas. O segundo disco é composto de duas longas faixas. A primeira faixa tem mais da interação maravilhosa de todo o grupo, com uma série de solos emocionantes. A última faixa mostra o quão profundo e poderoso o grupo tinha se tornado. E dá uma idéia do que foi o jazz durante este período de tempo, e o que deve ter sido ouvir esta música sentada na platéia. Uma música visceral criada por estes gigantes e notáveis músicos do jazz e do que foram capazes de fazer noite após noite.

Charles Mingus & Eric Dolphy Sextet - The Complete Bremen Concert (1964)

The Complete Bremen Concert (1964)
(Charles Mingus & Eric Dolphy)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. A.T.F.W (Art Tatum - Fats Waller) 02. Sophisticated Lady 03. So Long Eric 04. Parkeriana

Tracklist CD 2
01. Meditations on Integration 02. Fables of Faubus

A histórica reunião de Duke Ellington, Charles Mingus e Max Roach ocorreu nos estúdios da ‘United Artists’, que lançou ‘Money Jungle’ em 1963. A partir do renascimento do Harlem no início dos anos 20 até o pós-Vietnam, Ellington guiou a evolução, não só do jazz, mas a música orquestral em geral. Nos anos 60 começou a trabalhar com bandas menores, organizando combinações felizes de artistas como Coleman Hawkins, Dizzy Gillespie e John Coltrane. Como foi concebido o seu encontro com o mestre baixista Charles Mingus e Max Roach, um dos bateristas fundadores do bop, deve ser uma história fascinante. Duke Ellington escreveu a maior parte do material de ‘Jungle Money’. E a genialidade combinada dos três é algo totalmente inesperado. Em algumas canções o baixo de Charles Mingus é tão harmonicamente distinto quanto o piano de Ellington. Em ‘Very Special’ é uma das raras ocasiões em que Mingus não é o líder, mas seu onipresente baixo está em toda parte. Max Roach na liderança em ‘Max A Little’ toca contra Mingus e Duke a mesma melodia hipnótica, completamente diferente. ‘Fleurette Africaine’ sussurra sua melodia enquanto Roach brinca e o baixo de Mingus geme. Mingus abre ‘Switchblade’, a melodia se estabelece em um blues lento, como um lamento. ’Caravan’ é uma canção antiga, na verdade, composta por Juan Tizol, mas comumente associada a Duke Ellington desde que começou a tocá-la em 1937. Uma melodia instantaneamente reconhecível. A doce ‘Solitude’ foi escrita em 1934 por Duke, que a interpreta na maior parte.

money jungle (1962)

Money Jungle (1962)
(Duke Ellington, Mingus & Max Roach)

Tracklist
01. Very Special 02. A Little Max (Parfait) 03. A Little Max (Parfait) (alternate take) 04. Fleurette Africaine 05. REM Blues 06. Wig Wise 07. Switch Blade 08. Caravan 09. Money Jungle 10. Solitude (alternate take) 11. Solitude 12. Warm Valley 13. Backward Country Boy Blues

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