charles mingus

charles mingusO ano de 1959 foi um divisor de águas para o jazz. Todas as grandes gravações foram lançadas durante este ano, incluindo ‘Kind of Blue’ (Miles Davis), ‘Giant Steps’ (John Coltrane), ‘The Shape of Jazz To Come’ (Ornette Coleman), ‘Time Out’ (Dave Brubeck) e, naturalmente, ‘Mingus Ah Um’, considerado como uma gravação que sinalizou o florescimento e desenvolvimento de Charles Mingus como contrabaixista, compositor e ocasionalmente pianista de jazz. Ele também ficou conhecido pelo seu ativismo contra a injustiça racial, presente no seu país. Em seus anos de aprendizado Mingus lutou para encontrar o seu lugar ao Sol, sempre preocupado com a falta de dinheiro e como negro suportou os ultrajes da época em um país que o considerava um cidadão de segunda categoria. Mingus conviveu com a ignorância e a intolerância que sufocava o seu trabalho e tanto como qualquer outro artista do século passado, sua vida foi a música. E para evitar a pressão comercial e exploração das grandes gravadoras Mingus fundou seu próprio selo em 1952. Mingus é considerado um dos mais importantes compositores e intérpretes de jazz, assim como um pioneiro na técnica do baixo. Era ao mesmo tempo uma enciclopédia e um laboratório do jazz. Quase tão conhecido como a sua música era o seu temperamento que lhe rendeu o apelido de ‘the angry man of jazz’. Os membros de sua banda eram rotineiramente repreendidos, mesmo agredidos fisicamente no palco, quando cometiam erros ou quando não mostravam atitudes apropriadas.

charles mingus thelonious monk charlie parkerMingus tinha o grande maestro Duke Ellington como paradigma. Durante toda a década de 50 ele refinou o seu estilo musical até a exaustão, mas manteve-se incapaz de atrair um público significativo. Devorou a obra de Stravinsky e Schoenberg, bem como de Duke Ellington, Charlie Parker, Thelonious Monk e Gillespie e lentamente sua confiança cresceu. Mingus foi o primeiro músico de jazz desde Ellington, que poderia competir com compositores clássicos. Um intelectual orgulhoso que publicamente desprezava os hábitos decadentes de muitas estrelas do jazz e até mesmo a atitude bárbara do público de jazz em comparação com o público da música clássica. Em 1955, Mingus foi envolvido em um incidente notório quando tocava com Charlie Parker, Bud Powell e Max Roach. Bud Powell que sofria de alcoolismo e doença mental agravada por tratamentos de eletrochoque, em certa ocasião, sem conseguir tocar ou falar de forma coerente teve de ser ajudado a se retirar do palco. Para exasperação de Mingus, Charlie Parker com um microfone pedia o retorno de Powell. Mingus tomou outro microfone e anunciou à multidão: ‘Senhoras e senhores, por favor, não me associem com nada disto. Este não é o jazz. E essas são pessoas doentes’. Cerca de uma semana depois Charlie Parker morreu, após anos de abuso de álcool e drogas. Mingus considerava Parker um gênio e inovador na história do jazz, tanto que suas composições e improvisações o inspiraram e o influenciaram, mas Mingus tinha uma relação de amor e ódio com o legado de Parker por causa de seus hábitos destrutivos.

charles mingus
charles mingus
charles mingus

Charles Mingus e sua esposa Sue

Charles Mingus Jr., nasceu no Arizona. Sua mãe era descendente de chineses e ingleses, enquanto os registros históricos indicam que seu pai era filho ilegítimo de um colono negro e de uma das netas de seu empregador sueco. Criado em Los Angeles, Charles Mingus, também era um espécime raro em um mundo do jazz que era cada vez mais centrado em torno de Nova York. Um menino prodígio que compôs ‘Half-Mast Inhibition’ (1941) quando tinha apenas 19 anos. Tocou com Louis Armstrong e Lionel Hampton, mas não tinha nada em comum com a era do swing. Indo para Nova York, antes de alcançar o reconhecimento comercial como maestro, ele tocou com Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Bud Powell e Max Roach, imortalizado no ‘Jazz at Nassey Hall’ em 1953. Sua primeira grande conquista foi a gravação de ‘Pithecanthropus Erectus’ (1956). Gravado por um quinteto o destaque do álbum de quatro movimentos é o ‘Pithecanthropus Erectus’ que influenciou o nascimento do free jazz, mas o álbum também contém ‘Love Chant’, uma suite enigmática e uma versão de oito minutos de ‘A Foggy Day’ composição de Gershwin que se transformou em uma mini-sinfonia de ruídos da cidade, todos simulados pelos instrumentos.

Dezenas de músicos passaram por suas bandas. Na criação de suas bandas, Mingus exigia não só as habilidades dos músicos disponíveis, mas também de suas personalidades. Mingus foi também influente e criativo como um líder de banda, ele se esforçava para criar uma música original a ser tocada por músicos originais. Lidando com profundos problemas psicológicos, Mingus abandonou a cena musical nos anos 60 para se concentrar em escrever uma autobiografia. Em 1968 ele foi despejado de seu apartamento em Nova York, e muito de sua música escrita foi perdida nesse episódio. Descobriu que sofria de esclerose lateral amiotrófica, popularmente conhecida como doença de Lou Gehrig, uma degeneração da musculatura até que na década de 70 ele não pode mais tocar o seu instrumento. Limitado a uma cadeira de rodas e incapaz até para tocar piano, Mingus continuou compondo e supervisionado gravações antes da sua morte. Morreu aos 56 anos em Cuernavaca, México, onde ele tinha viajado para tratamento e convalescença. Suas cinzas foram jogadas no rio Ganges. Ainda assim, a música de Mingus viveu. Pouco depois de sua morte, sua viúva Sue Mingus formou a ‘Mingus Big Band’, premiada e considerada como uma das mais importantes ‘big bands’ de jazz existentes, para manter viva a obra de Mingus. Em 1989, dez anos após sua morte, uma estréia mundial foi realizada no ‘Lincoln Center’ em Nova York para sua composição ‘Epitaph’, uma obra-prima que foi descoberta após a sua morte.

charles mingus - pithecanthropus erectus


Esta versão de ‘Mingus Ah Um’ para o 50º aniversário é indispensável. Como a reedição anterior para o 40º aniversário, o álbum foi remasterizado e as versões originais foram cuidadosamente restauradas. Gravado em 1959 ‘Mingus Ah Um’ trás referências à tradição afro-americana e é uma espécie de somatória de tudo o que Mingus podia fazer. Meio século depois é quase impossível encontrar um candidato mais adequado que resuma o jazz do século XX. ‘Mingus Ah Um’ consegue sintetizar aspectos da historia americana, é o auto-retrato de um lutador, dado que nada foi fácil para Mingus, um homem que ajudou a definir a direção do jazz com sua luta para encontrar sua voz artística muitas vezes ignorada pela rejeição ou indiferença. Para aqueles, que enriquecem a vida com a música, devem ser eternamente gratos pelo milagre que foi Charles Mingus. A faixa de abertura ‘Better Git It In Your Soul ‘ é uma canção gospel. Ao longo da melodia, Mingus pode ser ouvido entoando como um pregador, cantando Aleluia!’. ‘Goodbye Porkpie Hat’ é uma balada escrita para o saxofonista Lester Young. ‘Fables of Faubus’ foi inspirada em um incidente de 1957, em Arkansas, quando o governador Orville Faubus resistiu à integração racial, em Little Rock, o que levou o presidente Eisenhower a enviar a Guarda Nacional.

charles mingus - mingus ah um (50th anniversary) (2009)

Mingus Ah Um (50 º aniversário Legacy Edition) (2009)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Better Git It In Your Soul 02. Goodbye Pork Pie Hat 03. Boogie Stop Shuffle 04. Self-Portrait In Three Colors 05. Open Letter To Duke 06. Bird Calls 07. Fables of Faubus 08. Pussy Cat Dues 09. Jelly Roll 10. Pedal Point Blues 11. GG Train 12. Girl of My Dreams 13. Bird Calls (Alternate Take)

Tracklist CD 2
01. Better Git It In Your Soul (Alternatve Take) 02. Jelly Roll (Alternative Take) 03. Slop 04. Diane 05. Song With Orange 06. Gunslinging Bird 07. Things Ain't What They Used To Be 08. Far Wells, Mill Valley 09. New Now, Know How 10. Mood Indigo 11. Put Me In That Dungeon 12. Strollin' (Nostalgia In Times Square)

Poucos esperavam que este concerto pudesse ser um clássico. Durante o show anterior, o trompetista de Mingus, Johnny Coles desmoronou com uma úlcera no estômago e foi levado às pressas para o hospital. Mingus, juntamente com os saxofonistas Clifford Jordan, Eric Dolphy, o baterista Dannie Richmond, e o pianista Jaki Byard, tiveram que lidar com o estresse emocional da doença, mas também com os arranjos da banda que foram prejudicados com a falta de Johnny Coles. De alguma forma, o agora quinteto conseguiu um desempenho arrasador. Essa gravação não é apenas uma das realizações mais elevadas de Mingus, mas é também um testemunho do poder do jazz para encontrar a beleza em situações mais terríveis. Estes homens eram gigantes, e ouvi-los é um prazer, mas é também um privilégio. A improvisação e a comunhão quase telepática entre os membros do grupo é algo verdadeiramente monumental.

charles mingus - the great concert (2004)

The Great Concert of Charles Mingus (2004)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. A.T.F.W. (Art Tatum Fats Waller) 02. Presentation of Musicians: Johnny Cole's Trumpet 03. So Long Eric (Don't Stay Over There Too Long) 04. Orange Was The Colour Of Her Dress Then Blue Silk 05. Fables of Faubus

Tracklist CD 2
01. Sophisticated Lady 02. Parkeriana 03. Meditations on Integration (Or For A Pair Of Wire-Cutters)

‘Mingus at Carnegie Hall’ contem apenas duas músicas, cada canção tem mais de 20 minutos de duração e ambas podem ser consideradas standards do jazz, têm melodias simples e são bem conhecidas pelos amantes do jazz. Não é um álbum experimental de Mingus, são composições de uma de suas maiores influências, Duke Ellington.

charles mingus - mingus at carnegie hall (1974)

Mingus at Carnegie Hall (1974)

Tracklist
01. C Jam Blues 02. Perdido

‘The Black Saint and the Sinner Lady’ foi escrito como um balé onde Mingus criou um estilo único de orquestra que chamou de ‘música de dança folk-étnica’. A música resultante é altamente emocional, beirando o neurótico. Os instrumentos simulam vozes humanas, o canto alegre com o sax ou o murmúrio triste com o trompete e trombone ou os uivos fantasmagóricos com a tuba e o sax barítono. Considerado uma obra-prima, o álbum é descrito como uma das maiores conquistas na orquestração de qualquer compositor na história do jazz. O álbum traz um encarte escrito por Mingus e seu psicoterapeuta, Dr. Edmund Pollock.

charles mingus - the black saint and the sinner lady (1963)

The Black Saint and the Sinner Lady (1963)

Tracklist
01. Solo Dancer 02. Duete Solo Dancers 03. Group Dancers 04. Medley: Trio and Group Dancers/Single solos and Group Dance/Group and Solo Dance

‘Blues and Roots’ foi uma homenagem ao som de New Orleans. Mostrou o desejo de Mingus a abraçar o blues tradicional ao lado de elementos culturais e musicais, especificamente do gospel.

charles mingus - blues and roots (1959)

Blues & Roots (1959)

Tracklist
01. Wednesday Night Prayer Meeting 02. Cryin' Blues 03. Moanin' 04. Tensions 05. My Jelly Roll Soul 06. E's Flat Ah's Flat Too

‘Pithecanthropus Erectus’ foi a descoberta de Charles Mingus como líder, um álbum firmemente enraizado na tradição do jazz. Nele Mingus realmente descobriu-se, depois de dominar o vocabulário do bop e swing. A faixa título é uma de suas maiores obras-primas, um poema que descreve a evolução do homem até a sua destruição final.

charles mingus - pithecanthropus erectus (1956)

Pithecanthropus Erectus (1956)

Tracklist
01. Pithecanthropus Erectus 02. A Foggy Day 03. Profile Of Jackie 04. Love Chant

Gravado no Festival de Antibes, Paris, na década de 60, Charles Mingus tocando o seu amado baixo e o solo de piano em ‘Better Git Hit In Your Soul’ apresentou o baterista Dannie Richmond, o saxofonista tenor Booker Ervin, o trompetista Ted Curson, Eric Dolphy no clarinete e sax alto e Bud Powell no piano. Esta foi uma das melhores bandas de Mingus, captada ao vivo e diante de um público atento e envolvido. A química musical é notável apesar do temperamento explosivo de Mingus que chamava a atenção dos músicos e era possível ouvi-lo fazendo isso. Talvez por isso o grupo estivesse em sua melhor forma e os arranjos complexos. Belos e gratificantes momentos preservados cerca de quarenta e tantos anos mais tarde em meio a tão pobre cultura atual.

Charles Mingus & Eric Dolphy - Immortal Concerts (1960)

Immortal Concerts (1960)
(Charles Mingus & Eric Dolphy)

Tracklist
01. Better Git Hit In Your Soul 02. Wednesday Night Prayer Meeting 03. Prayer For Passive Resistance 04. I'll Remember April 05. What Love? 06. Folk Forms No. 1

O lendário concerto de Charles Mingus e Eric Dolphy em Bremen, Alemanha, em abril de 1964, originalmente encontrado apenas em vinil, foi lançado, digitalmente remasterizado, pela primeira vez em CD. A banda é composta por Mingus no baixo, o grande Johnny Coles no trompete, Dolphy no sax alto, flauta e clarinete baixo, Clifford Jordan no sax tenor, Jacki Byard no piano, e o melhor baterista de Mingus, Dannie Richmond. Esse excelente desempenho foi o último show completo com o trompetista Johnny Coles, ele iria entrar em colapso devido a uma úlcera de estômago no dia seguinte ao tocar em Paris e teve que deixar a banda. E Eric Dolphy morreria em junho, na Europa, o que torna esta gravação muito valiosa. Este é um dos melhores concertos deste grupo de Mingus. O primeiro disco começa com uma peça para piano solo de Byard, em homenagem a Art Tatum e Fats Waller, dois dos melhores pianistas da história do jazz. A faixa seguinte é interpretada por Mingus, que é apoiado apenas pelo piano de Byard. A terceira faixa, todos da banda tocam, e a interação do grupo é muito intuitiva e emocionante. A música, ‘So Long Eric’, é uma homenagem a Dolphy, que deixaria a banda, a fim de se estabelecer na Europa. A última faixa, ‘Parkeriana’, é um tributo a Charlie Parker, uma mistura de suas várias músicas. O segundo disco é composto de duas longas faixas. A primeira faixa tem mais da interação maravilhosa de todo o grupo, com uma série de solos emocionantes. A última faixa mostra o quão profundo e poderoso o grupo tinha se tornado. E dá uma idéia do que foi o jazz durante este período de tempo, e o que deve ter sido ouvir esta música sentada na platéia. Uma música visceral criada por estes gigantes e notáveis músicos do jazz e do que foram capazes de fazer noite após noite.

Charles Mingus & Eric Dolphy Sextet - The Complete Bremen Concert (1964)

The Complete Bremen Concert (1964)
(Charles Mingus & Eric Dolphy)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. A.T.F.W (Art Tatum - Fats Waller) 02. Sophisticated Lady 03. So Long Eric 04. Parkeriana

Tracklist CD 2
01. Meditations on Integration 02. Fables of Faubus

A histórica reunião de Duke Ellington, Charles Mingus e Max Roach ocorreu nos estúdios da ‘United Artists’, que lançou ‘Money Jungle’ em 1963. A partir do renascimento do Harlem no início dos anos 20 até o pós-Vietnam, Ellington guiou a evolução, não só do jazz, mas a música orquestral em geral. Nos anos 60 começou a trabalhar com bandas menores, organizando combinações felizes de artistas como Coleman Hawkins, Dizzy Gillespie e John Coltrane. Como foi concebido o seu encontro com o mestre baixista Charles Mingus e Max Roach, um dos bateristas fundadores do bop, deve ser uma história fascinante. Duke Ellington escreveu a maior parte do material de ‘Jungle Money’. E a genialidade combinada dos três é algo totalmente inesperado. Em algumas canções o baixo de Charles Mingus é tão harmonicamente distinto quanto o piano de Ellington. Em ‘Very Special’ é uma das raras ocasiões em que Mingus não é o líder, mas seu onipresente baixo está em toda parte. Max Roach na liderança em ‘Max A Little’ toca contra Mingus e Duke a mesma melodia hipnótica, completamente diferente. ‘Fleurette Africaine’ sussurra sua melodia enquanto Roach brinca e o baixo de Mingus geme. Mingus abre ‘Switchblade’, a melodia se estabelece em um blues lento, como um lamento. ’Caravan’ é uma canção antiga, na verdade, composta por Juan Tizol, mas comumente associada a Duke Ellington desde que começou a tocá-la em 1937. Uma melodia instantaneamente reconhecível. A doce ‘Solitude’ foi escrita em 1934 por Duke, que a interpreta na maior parte.

money jungle (1962)

Money Jungle (1962)
(Duke Ellington, Mingus & Max Roach)

Tracklist
01. Very Special 02. A Little Max (Parfait) 03. A Little Max (Parfait) (alternate take) 04. Fleurette Africaine 05. REM Blues 06. Wig Wise 07. Switch Blade 08. Caravan 09. Money Jungle 10. Solitude (alternate take) 11. Solitude 12. Warm Valley 13. Backward Country Boy Blues

9 comentários:

Charles Netto disse...

Parabéns pelo post referente ao Jazz e ao meu chará, pois o histórico a respeito esta bem completo passo a passo, gostei de saber.

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...

Mara,
Mingus? Era fã, fiquei ainda mais depois de aqui.

Abraço desde o "Valadares Jazz Festival", que o homenageará este ano, agora em julho:
Pedro Ramúcio.

carol sakurá disse...

Ao ler uma linda trajetória dessas,penso se estão surgindo outros na atualidade.
Bjs!

Nicolás disse...

Muchas gracias por compartir tu pasión. Tu blog es un ejemplo de como hacer bien las cosas.

Cauê disse...

Faltou Marlena Shaw e Bill Withers na sua sessão de Soul e eu tenho links para Charles Mingus at the Bohemia de 55, que é demais, se você quiser. PS: li sua descrição e posso dizer sem sombra de dúvidas que você é minha gemea perdida, especialmente no sorvete de pistache

mara* disse...

Cauê! Bem lembrado! O post sobre Marlena publico ainda esta semana. Eu quero sim o 'Charles Mingus at the Bohemia de 55' mande-me o link para o e-mail pintandomusicas@yahoo.com.br. Que bom saber que tenho uma alma gêmea, ao menos para o sorvete de pistache...rs....

Um abraço

Augusto Senna disse...

Querida Mara,
Confesso que adorei as suas postagens, continue a nos deliciar com suas obras, pois no processo musical criativo, as frases e as melodias vem rápidas, líricas e intensas, assim como um pintor em meia dúzia de traços expressa todo um quadro.

Prestigie também o remetente:
http://whatsjazz.blogspot.com

Augusto Senna.

Ricardo disse...

Mara!

Só para dizer: muito obrigado!!!

ricardo

mara* disse...

Eu que agradeço a sua visita Ricardo! Um abraço.

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