atlantic records

post relacionado
atlantic blues
atlantic gold: 100 soul classics

gravadora atlantic recordsA 'Atlantic Records' foi formada em 1947 por Ahmet Ertegun e Herb Abramson. Ahmet era filho do embaixador turco nos Estados Unidos, e quando a família mudou-se para o país em 1934, Ahmet tinha 11 anos. Ele e seu irmão mais velho, Nesuhi se apaixonaram pelo jazz e blues. Um amor que os fez ávidos colecionadores, mas também levou os irmãos a organizar concertos com várias lendas do jazz como Lester Young, Duke Ellington, Sidney Bechet, Lena Horne e Jelly Roll Morton. Foram os responsáveis pelos primeiros shows que integravam artistas brancos e negros na cidade de Washington DC. Na época, o único lugar que conseguiram alugar aceitando romper tal tabu sem fazer objeções foi o Centro Comunitário Judaíco. O amor pela música acabaria por levá-los à criação da 'Atlantic Records' alguns anos mais tarde, juntamente com Herb Abramson. Herb nasceu e cresceu no Brooklyn e era estudante de odontologia, e assim como os irmãos Ertegun era um colecionador e promovia concertos de jazz com artistas como Joe Turner e Pete Johnson para ajudar a pagar os estudos.

Ele também trabalhou como produtor musical para a 'National Records' e produziu alguns hits para o rótulo antes de decidir iniciar o seu próprio, a 'Jubilee Records', em 1946. Neste tempo se tornou amigo de Ahmet. Assim, em 1947, nasceu a 'Atlantic Records', com algum apoio financeiro do Dr. Vahdi Sabit, dentista da família Ertegun. Herb Abramson tornou-se presidente e Ahmet Ertegun, o vice-presidente da nova empresa que começou como um selo independente de rhythm & blues e jazz. E rapidamente tornou-se uma das mais influentes etiquetas, abalou grandes gravadoras como Columbia, Decca e RCA utilizando novas técnicas e formatos, e especialmente popular entre os artistas por não enganá-los como as outras faziam. Eram pagos royalties de 3% a 5%, enquanto em outras recebiam menos de 2%. E isso contribuiu para que os melhores músicos assinassem contratos de longo prazo com o rótulo, o que pavimentou o caminho para o sucesso. Durante a década de 50 outros gêneros foram incorporados como o country, o gospel o rock'n'roll. Quando em 1953, Herb foi convocado para o Exército e com o negócio crescente, foi necessário contratar um novo parceiro, Jerry Wexler, um excelente produtor.

Atlantic Records: Jerry Wexler, Neshui Ertegun, Bobby Darin, and Ahmet Ertegun

Jerry Wexler, Neshui Ertegun, Bobby Darin, and Ahmet Ertegun

O primeiro artista a vender a ponto de dar lucro real à gravadora foi Joe Turner com sucessivos sucessos, seguido de perto pela cantora Ruth Brown. Foi Wexler que forjou a aliança entre a Atlantic e a Stax Records. Essa união foi primordial para a difusão de artistas ainda desconhecidos como Aretha Franklin, Wilson Pickett, Joe Tex, Sam & Dave, Eddie Floyd e Otis Redding, entre outros. Outro contratado foi Nesuhi Ertegun, irmão de Ahmet, a quem foi dada a responsabilidade de criar o setor de jazz da gravadora. Nesuhi seria reconhecido e respeitado como um dos maiores especialistas no estilo. Nesuhi trouxe para a Atlantic artistas da costa oeste. Depois com projetos de artistas como John Coltrane, Charles Mingus e Ornette Coleman. Mais tarde ele iria trabalhar com alguns artístas de rhythm & blues produzindo hits para Ray Charles entre outros. Nesuhi também se preocupou em investir na qualidade do disco desde o vinil até a capa. A Atlantic passou a usar não só papelão de melhor qualidade como também laminação para proteger a capa, uma novidade para o mercado. No final dos anos 50 o trio Jerry Wexler, Ahmet e Nesuhi Ertegun, compram a parte de Herb Abramson e com a invasão dos Beatles começaram a investir em bandas de rock. Os primeiros contratados foram Sonny & Cher em 1965, com grande sucesso da dupla logo no primeiro disco. Entre outros artistas o mais lucrativo de todos foi Led Zeppelin. A década de setenta começou com a contratação dos Rolling Stones. Jerry Wexler e Ahmet Ertegun foram nomeados para o ‘Hall of Fame de Rock‘n’Roll’ em 1987, instituição que Ahmet Ertegun ajudou a criar. Nesuhi Ertegun foi nomeado em 1991.

joe turner - until the real thing comes along



atlantic jazz post bop (1986)

Post Bop (1986)



Tracklist
01. The Teddy Charles Tentet - Lydian M-1
02. Lee Konitz&Warne Marsh - I Can't Get
03. Sonny Rollins - Bags' Groove
04. The Jazz Modes - This'n'That
05. John Coltrane - Giant Steps
06. The Slide Hampton Octet - Sister Salvation
07. Von Freeman - White Salad
08. Freddie Hubbard - Misty
09. Gil Evans - Thoroughbred




atlantic jazz mainstream (1986)

Mainstream (1986)



Tracklist
01. Tony Fruscella - I'll Be Seeing You
02. Ray Charles - Ain't Misbehavin'
03. Coleman Hawkins & Milt Jackson - Stuffy
04. The Modern Jazz Quartet - Django
05. Stéphane Grappelli - Daphné
06. Duke Ellington - Perdido
07. Art Farmer & Jim Hall - Embraceable You
08. Woody Herman - Four Brothers
09. Ira Sullivan - Everything Happens to Me
10. Clarke-Boland Big Band - Speedy Reeds




atlantic jazz introspection (1986)

Introspection (1986)



Tracklist
01. Hubert Laws - Yoruba
02. Chick Corea - Tones for Joan's Bones
03. Charles Lloyd - Forest Flower: Sunrise
04. Joe Zawinul - In a Silent Way
05. Keith Jarrett - Standing Outside
06. Gary Burton - No More Blues
07. Gary Burton&Keith Jarrett - Fortune Smiles




atlantic jazz west coast (1986)

West Coast (1986)



Tracklist
01. Eddie Safransky - Sa Frantic
02. Shorty Rogers - Not Really The Blues
03. Jack Montrose - Parador
04. Conte Candoli&Lou Levy - Cheremoya
05. Shorty Rogers - Martians Go Home
06. Jimmy Giuffre - The Song Is You
07. Jimmy Giuffre - Topsy
08. Red Mitchell&Harold Land - Triplin’ Awhile
09. Shelly Manne - You Name It




atlantic jazz kansas city (1990)

Kansas City (1990)



Tracklist
01. Big Joe Turner - You're Driving Me Crazy
02. Buck Clayton - Lamp Is Low
03. Jay McShann - Hootie Blues
04. Buster Smith - E-Flat Boogis
05. Jay McShann - Confessin' the Blues
06. Jay McShann - Jumpin' at the Woodside
07. Jay Turner - Until the Real Thing Comes
08. Buck Clayton - Undecided
09. T-Bone Walker - Evenin'
10. Buster Smith - Buster's Tune
11. Big Joe Turner - Piney Brown Blues




atlantic jazz piano (1990)

Piano (1990)



Tracklist
01. Erroll Garner - The Way You Look Tonight
02. Mary Lou Williams - In The Purple Grotto
03. Lennie Tristano - Line Up
04. Phineas Newborn, Jr. - Celia
05. Ray Charles - Sweet Sixteen Bars
06. Thelonious Monk - In Walked Bud
07. John Lewis - Delaunay's Dilemma
08. McCoy Tyner - Lazy Bird
09. Bill Evans - Nirvana
10. Dwike Mitchell - Young Soul
11. Joe Zawinul - My One And Only Love
12. Junior Mance - Sweet Georgia Brown
13. Herbie Hancock - Eibahnstrasse
14. Ray Bryant - Blues #2
15. Keith Jarrett - Pardon My Rags
16. Dave Brubeck - Koto Song




Tracklist: Volume 1
01. Sarah Vaughan - It Might As Well Be Spring
02. Ginnie Powell - St. Louis Blues
03. Earl Coleman - I Hadn't Anyone Till You
04. Ruth Brown - It's Raining
05. Roy Kral - Ever Lovin' Blues
06. Sylvia Syms - Comes Love
07. Bobby Short - Rocks In My Bed
08. George Wein - I'm Through With Love
09. Betty Bennet - Sidewalks Of Cuba
10. Mabel Mercer - You Facintate Me So
11. Al Hibbler - Travelin' Light
12. Joe Turner - Until The Real Thing Comes Along
13. Ray Charles - When Your Lover Has Gone
14. Wilbur Deparis&Jimmy Witherspoon - Lotus Blossom
15. Joe Mooney - Nina Never Knew
16. Carol Stevens - Romance In The Dark
17. Frances Wayne - Two For The Blues
18. Jackie Paris - Someone's Rocking My Dreamboat
19. Lavern Baker - Nobody Knows You When Your
20. Helen Merrill - Any Time

Tracklist: Volume 2
01. All Nite Long - Bobby Darin
02. Senor Blues - Chris Connor
03. Baby Won't You Please Come Home - Bobby Scott
04. Blue Sentimental - Lurlean Hunter
05. La Cantatrice - The Modern Jazz Quartet
06. Evil Gal Blues - Ann Richards
07. Comin' Home Baby - Mel Torme
08. Ain't Nobody's Business If I Do - Nancy Harrow
09. Confessin' The Blues - Nancy Harrow
10. Round Midnight - Betty Carter
11. Your Red Wagon - Mose Allison
12. The Meaning Of The Blues - Carmen Mcrae
13. This Love Of Mine - Austin Cromer
14. Crazy He Calls Me - Aretha Franklin
15. Our Day Will Come - Jimmy Scott
16. Another Night In Tunysia - The Manhattan Transfe
17. What More Do I Need - Jane Harvey
18. Killing Time - Maxine Sullivan



atlantic jazz vocals vol 1 (1990)

Atlantic Jazz Vocals - Vol. 1 (1994)

atlantic jazz vocals vol 2 (1990)

Atlantic Jazz Vocals - Vol. 2 (1994)



atlantic blues

post relacionado
atlantic records
atlantic gold: 100 soul classics


Tracklist
01. Johnny Jones - Chicago Blues
02. Buddy Guy & Junior Wells - Poor Man's Plea
03. Buddy Guy & Junior Wells - My Baby She Left Me
04. Buddy Guy & Junior Wells - T-Bone Shuffle
05. Freddie King - I Wonder Why
06. Freddie King - Play It Cool
07. Freddie King - Wake up This Morning
08. Otis Rush - Gambler's Blues
09. Otis Rush - Feel So Bad
10. Otis Rush - Reap What You Sow
11. Howlin' Wolf - Highway 49
12. Muddy Waters - Honey Bee
13. Koko Taylor - Wang Dang Doodle
14. Johnny Shines - Dust My Broom
15. Luther Allison - Please Send Me Someone to Love
16. Luther "Guitar Jr." Johnson - Walkin' the Dog
17. J.B. Hutto - I Feel So Good



atlantic blues chicago (1990)

Atlantic Blues: Chicago (1990)



buddy guy & junior wells - poor man's plea



Tracklist
01. Blind Willie McTell - Broke Down Engine
02. Mississippi Fred McDowell - Shake 'Em on Down
03. John Lee Hooker - My Baby Don't Love Me
04. Stick McGhee - Tall Pretty Woman
05. Texas Johnny Brown - The Blues Rock
06. Texas Johnny Brown - There Goes the Blues
07. Texas Johnny Brown - Bongo Boogie
08. T-Bone Walker - Two Bones and a Pick
09. Chuck Brown - Let Me Know
10. Guitar Slim - Down Through the Years
11. Cornell Dupree - Okie Dokie Stomp
12. Big Joe Turner - TV Mama
13. Al King - Reconsider Baby
14. Mickey Baker - Midnight Midnight
15. Ike & Tina Turner - I Smell Trouble
16. B.B. King - Why I Sing the Blues
17. Albert King - Crosscut Saw
18. Albert King - Born Under a Bad Sign
19. John Hammond, Jr. - Shake for Me
20. Stevie Ray Vaughan - Flood Down in Texas



atlantic blues guitar (1990)

Atlantic Blues: Guitar (1990)




Tracklist
01. Jimmy Yancey - Yancey Special
02. Little Brother Montgomery - Talkin' Boogie
03. Jimmy Yancey - Mournful Blues
04. Jimmy Yancey - Salute to Pinetop
05. Jimmy Yancey - Shave 'Em Dry
06. Jack Dupree - Frankie & Johnny
07. Jack Dupree - TB Blues
08. Jack Dupree - Strollin'
09. Professor Longhair - Tipitina
10. Vann "Piano Man" Walls - Blue Sender
11. Vann "Piano Man" Walls - After Midnight
12. Joe Turner - Roll 'Em Pete
13. Jay McShann - Fore Day Rider
14. Jay McShann - My Chile
15. Meade Lux Lewis - Cow Cow Blues
16. Meade Lux Lewis - Albert's Blues
17. Meade Lux Lewis - Honky Tonk Train Blues
18. Ray Charles - Low Society
19. Floyd Dixon - Hey Bartender
20. Floyd Dixon - Floyd's Blues
21. Texas Johnny Brown - After Hours Blues
22. Doctor John - Junco Partner
23. Willie Mabon - I Don't Know



atlantic blues piano (1990)

Atlantic Blues: Piano (1990)




Tracklist
01. Sippie Wallace - Suitcase Blues
02. Jimmy Witherspoon - Trouble in Mind
03. Jimmy Witherspoon - In the Evenin'
04. LaVern Baker - Gimme a Pigfoot
05. Mama Yancey - How Long Blues
06. Joe Turner - Oke-She-Moke-She-Pop
07. Lil Green - I've Got That Feelin'
08. Lil Green - Every Time
09. Wynonie Harris - Destination Love
10. Wynonie Harris - Tell a Whale of a Tale
11. Ruth Brown - Rain Is a Bringdown
12. Percy Mayfield - Nothing Stays the Same Forever
13. Ted Taylor - River's Invitation
14. Esther Phillips - Just Like a Fish
15. Otis Clay - Pouring Water on a Drowning Man
16. Rufus Thomas — Did You Ever Love a Woman
17. Titus Turner - Baby Girl Parts
18. Bobby Bland - Ain't That Lovin' You
19. Johnny Copeland - It's My Own Tears That's Being Wasted
20. Eldridge Holmes - Cheatin' Woman
21. Johnny Taylor - I Had a Dream
22. Aretha Franklin - Takin' Another Man's Place
23. Z.Z. Hill - It's a Hang-Up Baby



atlantic blues vocalists (1990)

Atlantic Blues: Vocalists (1990)



atlantic gold: 100 soul classics

post relacionado
atlantic blues
atlantic records


Tracklist CD 1
01. Ray Charles - What'd I Say (Pt.1&2)
02. The Coasters - Poison Ivy
03. Ben E. King - Spanish Harlem
04. The Mar - Keys - Last Night
05. The Drifters - Up on the Roof
06. The Vibrations - My Girl Sloopy
07. Barbara Lewis - Hello Stranger
08. Ben E. King - Stand by Me
09. The Coasters - Shoppin' for Clothes
10. The Drifters - Only in America
11. Richie Barrett - Some Other Guy
12. Mel Torme - Comin' Home Baby
13. The Drifters - Save the Last Dance for Me
14. Doris Troy - Just One Look
15. Solomon Burke - Stupidity
16. Rufus Thomas - Walking the Dog
17. Esther Phillips - Mojo Hannah
18. Solomon Burke - if You Need Me
19. Patti Labelle & the Bluebelles - Groovy Kind of Love
20. The Drifters - Under the Boardwalk
21. Otis Redding - I've Been Loving You Too Long
22. Doris Troy - Whatcha Gonna Do About it
23. Solomon Burke - Everybody Needs Somebody to Love
24. Carla Thomas - B-A-B-Y
25. Don Covay - See-Saw

p align="left">Tracklist CD 2
01. Booker T & the Mg's - Green Onions
02. The Capitols - Cool Jerk
03. Wilson Pickett - Land of 1000 Dances
04. Solomon Burke - Keep Lookin'
05. Sam & Dave - Hold On, I'm Coming
06. Cliff Nobles - My Love is Getting Stronger
07. Booker T & the Mg's - Boot-Leg
08. Joe Tex - Show Me
09. The Astors - Candy
10. Mary Wells - Dear Lover
11. Darrell Banks - Angel Baby
12. Aretha Franklin - I Say A Little Prayer
13. Wilson Pickett - Mustang Sally
14. Solomon Burke - Maggie's Farm
15. The Bar - Kays - Soul Finger
16. Eddie Floyd - Knock on Wood
17. Aretha Franklin - Respect
18. Wilson Pickett - in the Midnight Hour
19. Tami Lynn - I'm Gonna Run Away from You
20. Deon Jackson - Ooh Baby
21. Willie Tee - Thank You John
22. Aretha Franklin - A Natural Woman
23. Percy Sledge - When A Man Loves A Woman
24. Sam & Dave - Soul Man
25. Darrell Banks - the Love of My Woman
26. Otis Redding - Try A Little Tenderness
27. Barbara Lynn - You're Losing Me

Tracklist CD 3
01. Aretha Franklin - Save Me
02. Otis Redding & Carla Thomas - Tramp
03. Ben E. King - What is Soul
04. Soul Brothers Six - Some Kind of Wonderful
05. King Curtis - Memphis Soul Stew
06. Aretha Franklin - Think
07. Arthur Conley - Sweet Soul Music
08. Otis Redding - Hard to Handle
09. Sam & Dave - Don't Turn Your Heater on
10. Eddie Floyd - Big Bird
11. Jimmy Hughes - it Ain't What You Got
12. Jeanne & the Darlings - How Can You Mistreat
13. William Bell - Never Like this Before
14. The Charmels - as Long as I've Got You
15. The Soul Clan - That's How it Feels
16. Percy Sledge - Warm and Tender Love
17. Johnnie Taylor - Ain't that Loving You
18. Otis Redding - (Sittin' on) the Dock of the Bay
19. Aretha Franklin - Chain of Fools
20. Clarence Carter - Looking for A Fox
21. Archie Bell & the Drells - Tighten Up Pt.1
22. Don Covay - Everything I Do Goin' Be Funky
23. King Floyd - Groove Me
24. Betty Wright - Clean Up Woman
25. The Beginning of the End - Funky Nassau
26. Aretha Franklin - Rock Steady
27. Clarence Carter - Take it Off Him

Tracklist CD 4
01. Donny Hathaway - the Ghetto (Pts. 1&2)
02. Tyrone Davis - Turn Back the Hands of Time
03. Laura Lee - What A Man
04. Ed Robinson - Face it
05. Dee Dee Warwick - Suspicious Minds
06. Howard Tate - She's A Burglar
07. Brook Benton - Rainy Night in Georgia
08. The Persuaders - Thin Line Between Love and Hate
09. Aretha Franklin - Until You Come Back to Me
10. Donny Hathaway - Love Love Love
11. Margie Joseph - Ridin' High
12. The Spinners - I'll Be Around
13. Bettye Swann - Kiss My Love Goodbye
14. Major Harris - Love Won't Let Me Wait
15. The Valentinos - I Can Understand it
16. Jackie Moore - Time
17. The Spinners - Could it Be I'm Falling in Love
18. Blue Magic - Sideshow
19. Vivian Reed - Save Your Love for Me
20. Ben E. King - Supernatural Thing
21. Eddie Harris - It's All Right Now



Atlantic Gold
100 Soul Classics (2009)

CD 1    CD 2    CD 3    CD 4

atlantic gold 100 soul classics (2009)

dee dee warwick - suspicious minds



ascenseur pour l'échafaud

ascenseur pour l'échafaudLouis Malle nasceu em uma família abastada no norte da França. Sua mãe tinha herdado a maior refinaria de açúcar do país e seu pai trabalhou como diretor. A família mudou para Paris durante a Segunda Guerra Mundial, onde Malle freqüentou uma escola jesuíta. Mais tarde, durante a ocupação alemã, partiram para o sul da França até Paris ser libertada. Após a guerra, Malle se formou em ciência política na Universidade de Paris para agradar seus pais. Em seguida iniciou seus estudos em cinema e acreditando que a sétima arte não se aprenda na escola abandonou os estudos e aceitou um estágio de dois meses com o mergulhador Jacques Cousteau, que havia começado a filmar seu primeiro documentário subaquático, ‘Le silence du monde’ (1956). Malle acabou ficando com Cousteau por quase três anos e logo foi nomeado co-diretor responsável pela filmagem e edição de expedições. ‘Le silence du monde’ foi um sucesso, ganhando Cousteau a ‘Palma de Ouro’ no Festival de Cannes e um Oscar de melhor documentário.

Louis MalleEssa conquista permitiu que Malle financiasse ‘Ascenseur pour l'échafaud’, 'Elevator to the Gallows' nos EUA, em 1957, seu primeiro longa-metragem e uma das obras mais representativas da ‘nouvelle vague’ francesa. Ele viu o filme como um exercício que lhe permitiria imitar os seus dois heróis: Robert Bresson e Alfred Hitchcock. A trama é um thriller ambientado numa Paris moderna envolvida em guerras na Indochina e na Argélia. Inicialmente, a personagem de Jeanne Moreau, que até então era uma estrela do cinema-B, não era para ser o centro do enredo, mas as seqüências dela vagando sem rumo pelas ruas de Paris forneceram algumas das imagens mais impressionantes do filme. O filme foi decisivo para a carreira da atriz francesa Jeanne Moreau e conta a história da enigmática Florence Carala. Casada com o milionário Simon Carala, mas apaixonada por outro, Florence decide matar o marido com a ajuda do amante Julien Tavernier. Tavernier é um ex-militar que trabalha como espião na Indochina para o marido de Florence. Planejado para parecer um suicídio, as coisas começam a dar errado quando Tavernier decide buscar uma corda no terraço e fica preso no elevador. É sábado à noite. Assim Julien é um prisioneiro de seu assassinato perfeito, até a manhã de segunda-feira.

Jeanne Moreau and Miles Davis Além disso, Malle, um aficionado por jazz, convenceu Miles Davis a contribuir com a trilha sonora para o filme. E a gravação se tornou um dos primeiros exemplos da abordagem modal de Miles Davis no jazz, que concluiria dois anos depois com o ‘Kind of Blue’. As vinte e seis faixas foram todas escritas por Miles Davis. Um álbum fantástico, um interessante momento musical, que deve ser incluído como uma das maiores trilhas sonoras de sempre. Miles Davis, quase uma divindade na França, sempre amou Paris, cidade que visitava desde 1949, quando saía com Jean-Paul Sartre e Juliette Grecco mesmo sem falar a língua francesa. Tudo começou em 1957, quando recebeu uma proposta para uma excursão de quase um mês pela Europa. E ele teria que ir sem a sua banda, e tocaria com músicos franceses, Barney Wilen no sax tenor, René Urtreger no piano e Pierre Michelot no baixo. E na bateria, Kenny Clarke, um velho amigo de Miles e que morava em Paris há anos. Miles aceitou o convite e ficou surpreso quando o chamaram para fazer a trilha sonora de um filme do jovem diretor Louis Malle, que era grande fã de seus discos.

E Malle mostrou o que tinha sido filmado e Davis concordou em gravar depois de assistir a uma exibição privada. Ele trouxe os seus quatro sidemen ao estúdio de gravação, sem ter tido tempo para preparar qualquer coisa. Deu apenas para os músicos rudimentares seqüências harmônicas que ele havia montado em seu quarto de hotel, e a banda improvisou enquanto algumas cenas relevantes foram projetadas. ‘Jazz Track’, um álbum que contém dez canções a partir desta trilha, recebeu em 1960 uma nomeação para o Grammy como ‘Best Jazz Performance, Solo or Small Group’. Anos depois, o disco foi relançado em CD, contendo 26 músicas, contra apenas 10 do disco original. As faixas extras abrem o disco e deixam a trilha original para o final.

miles davis - le petit bal (take 2)


Ascenseur pour l'échafaudAscenseur pour l'échafaudAscenseur pour l'échafaud

ascenseur pour l'échafaud soundtrack
Ascenseur Pour L'Echafaud Soundtrack
parte I     parte II

Tracklist
01. Nuit Sur les Champs-Elysees - (take 1) 02. Nuit Sur les Champs-Elysees - (take 2) 03. Nuit Sur les Champs-Elysees - (take 3) 04. Nuit Sur les Champs-Elysees - (take 4) 05. Assassinat - (take 1) 06. Assassinat - (take 2) 07. Assassinat - (take 3) 08. Motel 09. Final - (take 1) 10. Final - (take 2) 11. Final - (take 3) 12. Ascenseur 13. Le Petit Bal - (take 1) 14. Le Petit Bal - (take 2) 15. Sequence Voiture - (take 1) 16. Sequence Voiture - (take 2) 17. Generique 18. L'Assassinat de Carala 19. Sur L'Autoroute 20. Julien dans L'Ascenseur 21. Florence Sur les Champs-Elysee 22. Diner au Motel 23. Evasion de Julien 24. Visite du Vigile 25. Au Bar du Petit Bac 26. Chez le Photographe du Motel

alberta hunter

Alberta HunterAlberta Hunter é uma das lendas do século 20, e tinha uma vida muito intensa e mostra isso na sua maneira de cantar. Suas gravações de jazz e clássicos do blues são simplesmente incríveis. Ela foi uma cantora pioneira cujo caminho cruzou o jazz, o blues e a música pop. Ela fez contribuições importantes para todos esses gêneros e teve uma carreira que sobreviveu seis décadas. Viajou extensivamente por conta própria a partir de 1925, quando ela comprou uma passagem para a França. Alberta Hunter foi um das primeiras cantoras negras, juntamente com Sippie Wallace, a fazer a transição dos humildes prostíbulos e clubes onde se apresentava para a ribalta internacional. Ela se tornou parte da era do jazz, e deu a Bessie Smith uma de suas composições, ‘Downhearted Blues’. Ela cantou em prostíbulos e cantou para Al Capone e para Eisenhower. Ela viajou o mundo, cantou em Londres e gravou com Louis Armstong e Duke Ellington. Então, ela desapareceu da música e trabalhou como enfermeira durante vinte anos atendendo a pacientes que não tinham idéia de quem ela tinha sido.

Alberta desafia qualquer categorização e sua longevidade como artista popular é igualada por poucos. Com oitenta anos ela encenou um retorno impressionante à música deixando sua marca como cantora de jazz e blues para multidões e com quatro novos álbuns antes de sua morte. Uma mulher incrível. Gravou ‘Amtrak Blues’ com 83 anos. A música ‘My Handy Man’ com Alberta, em comparação com a versão de Ethel Waters em 1920, é pura diversão. Sim, Alberta era uma mulher muito velha quando gravou este álbum e ainda assim desfrutou completamente de si mesma e cantou sobre sexo com dignidade e credibilidade. Este álbum é uma jóia absoluta. Sua voz está até melhor do que em 1920. Uma voz que eu prefiro, áspera e de personalidade mundana que ela adquiriu ao longo dos anos.

alberta hunter

Alberta Hunter (terceira da esquerda para direita) foi uma das dezenas de cantoras que floresceram em casas noturnas na década de 20. Ela garantiu sua sobrevivência profissional, de forma realista e sem medo.

alberta hunter

Quando ‘The Glory of Alberta Hunter’ foi gravado, Alberta Hunter tinha 87 anos e estava desfrutando de seu renascimento como artista. Grande sobrevivente da década de 20, Alberta estava, de algum modo, persuadida a retornar ao estágio em que se tornou grande estrela da vida noturna de Nova York. Neste álbum, apoiada por grandes músicos, Alberta está claramente se divertindo. Curiosamente ela não era tão interessante quando mais jovem em comparação com pesos pesados da época, mas a idade lhe deu a liberdade do charme que não tinha antes. Basta ouvir como ela termina ‘I've Had Enough’: ‘And if I never see you again brother...good bye, sayonara, au reuvoir, see ya see ya, auwiedersehn, hasta la vista…’. Rindo de si mesma é uma despedida rancorosa de uma amante. Ou em ‘Sometimes I'm Happy', batendo palmas e incentivando os músicos como se eles estivessem na casa dos 80 anos e não o contrário. Impossível não gostar.

alberta hunter 2Alberta nasceu em Memphis. Seu pai abandonou a família quando ela nasceu, e sua mãe tornou-se o ganha-pão trabalhando como empregada doméstica em um bordel. E Albeta passou a infância entre uma mãe rigorosa, que lhe ensinou a ser auto-confiante e respeitar a si mesma, e uma avó que viu nela potencial e o desejo louco de viajar. Sua educação musical precoce veio de sua exposição às bandas de blues da Beale Street. Quando W.C. Handy veio a Memphis com seu blues em 1905, Alberta correu para ouvir. Aos dezesseis anos, ela fugiu para Chicago e foi descascar batatas em uma pensão. Cativada pela vida noturna da cidade, começou a se apresentar em bordéis e clubes. Sua estréia profissional foi no clube ‘Dago Frank’, um lugar freqüentado por bandidos. Alberta permaneceu ali por dois anos e só saiu depois que o clube foi fechado. Sua mãe se juntou a ela em Chicago logo depois. As duas desenvolveram a política do ‘não pergunte, não diga’ para que não fosse discutido a sua homossexualidade ou os problemas conjugais de sua mãe. E ela foi cantar em clubes um pouco mais respeitáveis. Em 1915 ela estava cantando no ‘Panama Café’, um clube da moda que servia a clientela branca. Este lugar também foi fechado depois de um assassinato.

Em 1919 era celebridade em Chicago, e começou a prestar mais atenção à sua imagem. Nessa época havia poucos artistas abertamente homossexuais, e cantores de blues e jazz eram obrigados a ostentar a falsa heterossexualidade e Alberta não foi exceção. Casou-se com o garçom Willard Saxby Townsend do clube onde cantava, mas o casamento nunca foi consumado. Dois meses depois Townsend pediu o divórcio que só foi concedido em 1923. E Alberta Hunter já estava morando em Nova York com o grande amor de sua vida, Lottie Tyler, sobrinha do comediante americano Bert Williams. Em 1927, ela e Tyler embarcaram para Paris, onde Josephine Baker já era uma estrela. Foi uma oportunidade para escapar do racismo e preconceito norte-americano e se tornar reconhecida por seu talento. No entanto Paris foi também onde ela rompeu com Tyler, que se tornaram boas amigas depois. Em 1928, sem Tyler, que tinha retornado aos Estados Unidos, Alberta deixou Paris e foi para Londres.

Sua primeira aparição profissional em Londres, dois dias depois que ela chegou, foi no Picadilly Circus. Depois de um breve retorno a França, para abrir o ‘Cotton Club’ de Paris retornou aos Estados Unidos em 1929. Se ela pensou que o seu sucesso absoluto em Paris e Londres seria suficiente para abrir as portas nos Estados Unidos ela estava enganada. A depressão econômica mantinha as pessoas longe das casas noturnas. Em 1934 ela foi para Copenhagen, na Dinamarca. E novamente para Londres. Quando a segunda grande guerra estourou e Paris caiu nas mãos dos nazistas, artistas negros retornaram a Nova York, fazendo com que a concorrência por empregos fosse muito aguerrida. Adicionando a isso surgiu uma nova geração de cantoras liderada por Ella Fitzgerald, Billie Holliday, e Lena Horne. E a carreira de Alberta esfriou.

alberta hunterImperturbável ela encontrou uma nova carreira, cantando para os soldados americanos na Segunda Guerra Mundial como membro do ‘United Service Organizations’ (USO). Experimentou um ataque aéreo e em teatros se apresentou para o general Eisenhower, o marechal Montgomery e Marshal Zhukov. Mais tarde continou a entreter os soldados durante a Guerra da Coréia. Alberta Hunter saiu do show business por duas décadas a partir de 1956, e foi trabalhar como enfermeira em um hospital na cidade de Nova York. Ela somente quebrou a rotina em 1961, a fim de gravar um álbum com seus velhos amigos Lovie Austin e Lil Hardin Armstrong. Nenhum de seus pacientes ou colegas de trabalho do hospital tinha a menor idéia de quem ela era ou quão famosa ela tinha sido, e Hunter preferiu dessa maneira. Aposentou-se como enfermeira em 1977, e em 1981 estava pronta para voltar à estrada. Gravou quatro discos incluindo o extraordinário ‘Amtrak Blues’, que para muitos jovens fãs são os registros definitivos de Alberta Hunter. Curiosamente, estes mesmos fãs têm pouca paciência para o seu doce e precioso cantar dos anos 20, e pouca tolerância para o seu trabalho nos anos 30 com Jack Jackson. No entanto, todas as gravações de Alberta são interessantes e importantes para o jazz e o blues. Ela continuou a se apresentar quase até o fim. Em Denver, no verão de 1984, ela finalmente decidiu que não podia mais continuar e voltou ao seu apartamento em New York. Alberta Hunter faleceu pouco depois.

alberta hunter - amtrak blues (1978)    alberta hunter - the glory of alberta hunter (1982)

Amtrak Blues (1978)     |     The Glory of Alberta Hunter (1982)

Tracklist: Amtrak Blues
01. The Darktown Strutters' Ball 02. Nobody Knows You When You're Down And Out 03. I'm Having A Good Time 04. Always 05. My Handy Man Ain't Handy No More 06. Amtrak Blues 07. Old Fashioned Love 08. Sweet Georgia Brown 09. A Good Man Is Hard To Find 10. I've Got A Mind To Ramble

Tracklist: The Glory of Alberta Hunter
01. Ezequiel Saw The Wheel 02. I’ve Had Enough (Alberta’s Blues) 03. Wrap Your Troubles In Dreams 04. Some of These Days 05. The Glory of Love 06. You Can’t Tell The Difference After Dark 07. I Love You Much Too Much 08. I Cried For You 09. The Love I Have For You 10. Sometimes I’m Happy 11. Give Me That Old Time Religion

downhearted blues (1981)    look for the silver lining (1982)

Downhearted Blues (1981) Live     |     Look for the Silver Lining (1982)

Tracklist: Downhearted Blues
01. My Castle's Rockin' 02. The Love I Have For You 03. I Got Rhythm 04. Downhearted Blues 05. Time Waits For No One 06. I'm Havin' A Good Time 07. Two-Fisted Double-Jointed Rough And Ready Man 08. The Sarktown Strutter's Ball 09. Sometimes I'm Happy10. I've Got A Mind To Ramble 11. Old Fashioned Love 12. You Can't Tell The Difference After Dark 13. Remember My Name 14. When You're Smiling (The Whole World Smiles With You) 15. Georgia On My Mind 16. Handy Man 17. Never Knew My Kisses 18. You're Welcome To Come Back Home

Tracklist: Look for the Silver Lining
01. Without Rhythm 02. Look For The Silver Lining 03. Now I'm Satisfied 04. Georgia On My Mind 05. J'ai Deux Amours 06. Black Man 07. He's Funny That Way 08. Somebody Loves Me 09. On The Sunny Side Of The Street 10. Somebody Told Me So

‘Alberta Hunter with Lovie Austin and Her Blues Serenaders’ é notável por duas razões principais. Ele encontra Alberta Hunter, que havia se aposentado da música em 1954 para se tornar enfermeira, e em 1961 gravou este álbum com seus velhos amigos Lovie Austin e Lil Hardin Armstrong. E está no auge da sua forma nas músicas ‘St. Louis Blues’, ‘Downhearted Blues’ e ‘You Better Change’. Além disso, a gravação é com a pianista Lovie Austin e seu quinteto ‘Austin’s Blues Serenaders’. Lovie Austin era uma figura popular do jazz de Chicago em 1920 e na cena do blues. Ela era freqüentemente vista correndo pela cidade em seu Stutz Bearcat com estofos de pele de leopardo. Seu início de carreira foi no vaudeville, onde tocava piano acompanhando muitos dos cantores clássicos do blues da década de 20, como Ma Rainey, Ida Cox, Alberta Hunter e Ethel Waters. A canção ‘Down Hearted Blues’ de sua autoria foi um grande sucesso de Bessie Smith.

Alberta Hunter with Lovie Austin and Her Blues Serenaders (1961)

Alberta Hunter with Lovie Austin and Her Blues Serenaders (1961)


Personnel: Alberta Hunter (vocals); Lovie Austin (vocals, piano); Jimmy Archey (trombone); Darnell Howard (clarinet); Pops Foster (bass); Jasper Taylor (drums)
Tracklist: 01. St. Louis Blues 02. Moanin' Low (Alberta Hunter) 03. Downhearted Blues (Alberta Hunter) 04. Now I'm Satisfied (Alberta Hunter) 05. Sweet Georgia Brown (Lovie Austin) 06. You Better Change (Alberta Hunter) 07. C-Jam Blues (Lovie Austin) 08. Streets Paved With Gold (Alberta Hunter) 09. Gallon Stomp (Lovie Austin) 10. I Will Always Be In Love With You (Alberta Hunter)

‘Young Alberta Hunter: The 20's and 30's’ é uma compilação e é vitrine de seu sucesso inicial, é apenas uma curiosidade do quanto ela evoluiu no mesmo período. De todas as divas do blues em 1920, Alberta Hunter era a única que correspondia a Ma Rainey e Bessie Smith, todas as outras eram apenas imitações.

Young Alberta Hunter: The 20's and 30's [1996]

Young Alberta Hunter: The 20's and 30's (1996)

Tracklist
01. You Can't Tell The Difference After Dark 02. Second Hand Man 03. Send Me A Man 04. Chirpin' The Blues 05. Downhearted Blues, 1939 06. I'll See You Go 07. Fine & Mellow 08. Yelpin' The Blues 09. Someday Sweetheart 10. The Love I Have For You 11. My Castle's Rockin' 12. Boogie Woogie Swing 13. I Won't Let You Down 14. Take Your Big Hands Off 15. He's Got A Punch Like Joe Louis 16. How Long, Sweet Daddy, How Long? 17. Down Hearted Blues, 1922 18. Gonna Have You, Ain't Gonna Leave You Alone 19. You Can Have My Man If He Comes To See You, Too 20. Bring It With You When You Come 21. Nobody Knows The Way I Feel Dis Mornin' 22. Early Every Morn 23. I'm Going To See My Ma

alberta hunter - always



johnny copeland

johnny copelandJohnny ‘Clyde’ Copeland é um dos mais imponentes cantores e guitarristas de blues do Texas, desde a década de 50. Mas, só atingiu um público considerável na década de 80, quando se mudou para New York e conseguiu um contrato com a gravadora Rounder Records. Mas, a sua ascensão no mundo do blues deu-se somente no início dos anos 90. Não que o talento de Copeland tenha mudado tanto assim, mas foi quando as grandes gravadoras começaram a visualizar o seu potencial como cantor de blues. Infelizmente, Copeland foi forçado a diminuir as suas atividades a partir de 1995 por complicações relacionadas ao coração, mas continuou a fazer shows até sua morte em 1997. Copeland gravou sete álbuns pela ‘Rounder Records’, e recebeu um Grammy em 1986 pelo álbum ‘Showdown!’ gravado com seu colega guitarrista texano Albert Collins e o estreante Robert de Cray. O grupo criou uma das melhores colaborações de guitarra da história do blues. Embora Copeland fosse um excepcional cantor e poderoso guitarrista o que a maioria das pessoas não percebia era o quão ele era notável como compositor. Ele se orgulhava em criar sua própria mistura de blues, seja misturado com os sons do jazz ou com o de outra cultura. Em 1984, ele foi incluído em uma excursão por 10 países da África Ocidental, patrocinado pelo Departamento de Estado. Johnny foi um sucesso com o público que tinha a idéia equivocada de que o blues era uma música triste, baseado em canções que ouviam de músicos do Delta. Mas a música de Johnny era alegre, e o público muitas vezes subia ao palco para dançar ao lado dele enquanto tocava. Em contra partida, Johnny estava tão fascinado com os artistas africanos que ele conheceu durante a sua visita que voltou para a Costa do Marfim dois anos depois e gravou o álbum ‘Bringing It All Back Home’, uma esplêndida mistura de ritmos africanos e blues norte-americano.

johnny copeland 1Sua vida começou em Haynesville, Louisiana, um viveiro de blues nos anos 20 e 30. Filho de meeiros, seus pais se separaram quando ele tinha seis meses de idade e então se mudou com sua mãe para Magnolia, Arkansas. Com 12 anos, seu pai morreu e ele herdou o seu violão. Em um ano, a família estava novamente em movimento, se deslocando para a cidade que Johnny iria considerar a sua casa para sempre: Houston, Texas. Na adolescência foi exposto a uma vasta gama dos melhores guitarristas de blues e seu interesse pessoal era destinado a Clarence ‘Gatemouth’ Brown, Lowell Fulson, Johnny ‘Guitar’ Watson e, especialmente, a T-Bone Walker. Fascinado por estes músicos excepcionais, Johnny decidiu tomar nota dos estilos individuais de cada um deles, mas a música que tocaria seria de sua própria criação. Quando Johnny chegou pela primeira vez em Houston, conheceu aquele que seria seu parceiro nos primeiros anos e um amigo para a vida toda, Joe ‘Guitar’ Hughes. Juntos, eles formaram o grupo ‘The Dukes of Rhythm’. Hughes era o guitarrista da banda, Herbert Henderson assumiu a segunda guitarra e Johnny sentou-se atrás da bateria. Não demorou muito, no entanto, para que Joe Hughes ensinasse Johny a tocar o violão. Johnny era um aprendiz dedicado. E logo os dois estavam desafiando um ao outro no palco, o que levou o grupo à popularidade em Houston e passaram a tocar em clubes de elite da cidade. Em Houston, Copeland se interessou também pelo boxe, principalmente como um hobby, e é a partir de seus dias como um boxer que ele ganhou o apelido de ‘Clyde’.

Joe ‘Guitar’ HughesNa década de 50 fez parte das turnês de Albert Collins, um devoto seguidor de T-Bone Walker, por quem Copeland nutria grande admiração. Depois subiu nos palcos com Sonny Boy Williamson II, Big Mama Thornton, e Freddie King. E em 1958 conseguiu sua chance de fama. Juntamente com o pianista de blues Teddy Reynolds gravou seu primeiro single ‘Rock And Roll Lily’ pelo rótulo Mercury, e foi um sucesso regional, mas não conseguiu muita atenção fora de Houston. Durante a década de 60, Johnny gravou para uma série de pequenas gravadoras e foi em uma delas que encontrou o sucesso com o single ‘Down On Bended Knees’. Gravada em 1962, é considerada um dos verdadeiros clássicos do blues do Texas. No entanto, a cena musical do Texas foi se afastando do blues e Johnny apenas encontrou trabalho tocando R&B e soul com Otis Redding e Eddie Floyd. Em Houston o blues não ganhava qualquer aumento de popularidade e Johnny decidiu mudar-se para New York City em 1975, estabelecendo-se no Harlem, por sugestão de seu amigo Robert Turner. E foi uma grande jogada, pois, ele tinha acesso fácil aos clubes, em Washington, DC, Nova York, Filadélfia, New Jersey e Boston, onde ainda tinha um lugar para músicos de blues como ele, encontrando audiências receptivas nos clubes do Harlem e Greenwich Village.

Copeland nunca percebeu, mas ele não só tinha herdado o violão de seu pai, mas também as doenças cardíacas. Ele descobriu isso no meio de uma turnê no final de 1994. Ao logo dos anos seguintes, teve vários ataques cardíacos. O prognóstico para a sobrevivência era desagradável. No início de 1997, ele estava esperando por um transplante de coração. Fiel à sua natureza, Johnny se recusou a ficar longe do palco e começou a se apresentar novamente. Depois de viver 20 meses com um dispositivo para pacientes que sofrem de cardiopatias congênitas, ele recebeu um transplante e durante alguns meses, o coração funcionou bem. Complicações surgiram e Johnny Copeland morreu com 60 anos. Sua marca registrada, a guitarra com o nome ‘Texas’ escrito com orgulho, foi colocada sobre o seu peito. Johnny Copeland foi o som do Texas que manteve o blues vivo durante os anos 80 e 90, ao lado de Albert Collins, Johnny Winter e Stevie Ray Vaughan.

johnny copeland - st.louis blues



‘Catch Up With The Blues’, para mim, é o melhor trabalho de Johnny. Todo ele até a última faixa. O álbum também contém contribuições de artistas como Clarence "Gatemouth" Brown, Joe "Guitar" Hughes e Sonny Terry entre outros. ‘Catch Up With The Blues’ demonstra a paixão e dedicação de Johnny Copeland ao blues. Para quem gosta do blues do Texas, vai adorar este álbum. Recomendadíssimo.

catch up with the blues (1994)

Catch Up With The Blues (1994)

Personnel:
Johnny Copeland Guitar - Vocals, Guitar (Rhythm)
Floyd Phillips - Piano
Jacquelyn Reddick - Vocals (Background)
Richard Ford - Guitar (Steel)
Clarence "Gatemouth" Brown Guitar, Guitar (Rhythm), Violin Robert Hall Tambourine
Barry Harrison - Drums
Mabon "Teenie" Hodges - Guitar (Rhythm)
Wayne Jackson - Trombone, Trumpet
Jacqueline Johnson - Vocals (Background)
Bobby Kyle - Guitar, Guitar (Rhythm)
Randy Lee Lippincott - Bass
Andrew Love - Sax (Tenor)
Lonnie Brooks - Guitar, Guitar (Rhythm)
Joe "Guitar" Hughes - Guitar, Vocals
Sonny Terry - Harmonica

Tracklist
01. Catch Up With The Blues 02. Rolling With The Punches 03. Every Dog's Got His Day 04. Cold, Cold Winter 05. Making A Fool Of Myself 06. Rain 07. The Grammy Song 08. Bye, Bye Baby 09. Another Man's Wife 10. I'm Creepin' 11. Pedal To The Metal 12. Life's Rainbow (Nature Song)

‘Texas Twister’, ‘Crazy Cajun Recordings’ e ‘Ghetto Child’ são seus álbuns mais representativos. ‘Texas Twister’ é uma excelente introdução à obra do guitarrista. O que há de mais especial, porém, são as três últimas faixas de ritmos africanos destacando a semelhança familiar com o blues. ‘Ghetto Child’ aqui postado é o álbum remasterizado digitalmente, lançado em 2008 e inclui faixas gravadas em Houston, Texas, nos anos 60, 70 e 90.

when the rain starts fallin' (1988)    blues power (1989)     texas twister (1990)

When the rain starts falin’ (1988)    |    Blues Power (1989)    |    Texas Twister (1990)

When the rain starts falin’
01. Midnight Fantasy 02. Make My Home Where I Hang My Hat 03. Down on Bended Knee 04. Jessanne 05. Bozalimalamu 06. Devil's Hand 07. Third Party 08. Conakry 09. Old Man Blues 10. When the Rain Starts Fallin' 11. Same Thing 12. I Wish I Was Single 13. Rock 'N' Roll Lilly 14. North Carolina 15. Big Time 16. St. Louis Blues

Blues Power
01. Down on Bending Knees (1963) 02. Just One More Time (1963) 03. Heebie Jeebies (1963) 04. Night Time Is the Right Time (1967) 05. That's All Right Mama (1964) 06. Let Me Cry (1963)? 07. Late Hours (1960) 08. Rock Me Baby (1960) 09. Wella, Wella Baby (1963) 10. Ghetto Child (1971) 11. Mama Told Me (1963) 12. Ain't Nobody's Business (1963) 13. Baby Please Don't Go (1960) 14. All These Things (1964) 15. Working Man's Blues (1963) 16. You Got Me Singing a Love Song (1987, Live) 17. Travelling Blues (1987, Live) 18. Drinking New York City Dry (1987, Live) 19. Texas Party (1987, Live) 20. Working Man's Blues (1963)

Texas Twister
01. Everybody Wants A Piece Of Me 02. Copeland Special 03. It's My Own Tears That's Being Wasted 04. Claim Jumper 05. Natural Born Believer 06. Cold Outside 07. Honky Tonkin' 08. Love Utopia 09. Don't Stop By The Creek, Son 10. Houston 11. I De Go Now 12. Excuses 13. Ngote 14. Kasavubu 15. Abidjan

the crazy cajun recordings (1999)    ghetto child (2008)

The Crazy Cajun Recordings (1999)    |    Gheto Child (2008)

The Crazy Cajun Recordings
01. Gonna Make My Home Where I Hang My Hat 02. Stealing 03. Working Man's Blues 04. Ain't Nobody's Business 05. I've Gotta Go Home 06. Hurt Hurt Hurt 07. Somethin' You Got 08. Slow Walk You Down 09. Johnny Ace Medley 10. Tribute to Sam Cooke 11. Little Coquette 12. Don't Tell Me 13. Four Dried Beans 14. Wake Up Little Susie 15. The Hip Hop 16. Stealing (alt. take) 17. Hurt Hurt Hurt (alt. take) 18. Johnny Ace Medley (alt. take) 19. Tribute to Sam Cooke (alt. take) 20. Four Dried Beans (alt. take) 21. Ain't Nobody's Business (alt. take)

Gheto Child
01. Rock Me Baby 02. Let Me Cry 03. Something's Up Your Sleeve 04. Ghetto Child 05. Daily Bread 06. Heebie Jeebies 07. Mama Told Me 08. May The Best Man Win 09. Proving Time 10. You've Got Me Singing A Love Song 11. Please Let Me Know 12. Coming To See About You 13. House Of So Many Tears 14. Soul Power

velvet goldmine

‘Glam rock’, também conhecido como glitter rock, é um estilo de música e subgênero do rock que foi criado na Inglaterra e se desenvolveu na década de 70. O figurino era composto por roupas, maquiagem, cílios postiços e penteados extravagantes, botas com solado plataforma, lantejoulas, paetês e brilho, muito brilho. E as músicas esbanjavam energia sexual. Nos EUA, o glam rock foi apenas difundido nas cidades de Nova Iorque e Los Angeles. O glam é mais conhecido por suas representações sexuais e de gênero e a ambiguidade da androginia, tudo temperado com muita teatralidade. As origens do glam rock estão associadas a Marc Bolan, do T. Rex. A partir de 1971, David Bowie desenvolveu sua persona Ziggy Stardust e foi a grande estrela internacional do estilo.

Velvet GoldmineO cult ‘Velvet Goldmine’, de 1998, do diretor Todd Haynes, é a androginia do glam rock em sua forma mais glamourosa. E claramente não é um filme para todos. Não é para homofóbicos. O filme é uma fantasia bonita e dolorosa ao mesmo tempo. É um filme feito de começos, fins e recomeços. Baseado nos rumores do romance entre Iggy Pop e David Bowie nos anos 70 é a história da vida, morte e ressurreição de um ídolo do glam rock chamado Brian Slade, interpretado por Jonathan Rhys-Meyers. Brian Slade inicia sua carreira como um ingênuo cantor e compositor com algumas idéias interessantes e incomuns, mas a sua criatividade é sufocada quando a máquina de marketing do seu empresário Jerry Divine assume as diretrizes de sua carreira. Slade tinha criado um alter-ego de si mesmo chamado Maxwell Demon, como Bowie criou Ziggy Stardust. E o personagem quase eclipsa o próprio Slade.

Finalmente, o exterior pré-fabricado é tudo o que sobrou dele. Depois de simular a sua própria morte no palco, os fãs se revoltam, e o cantor mergulha em drogas e na obscuridade. Sua história é contada em flashbacks, quando uma década mais tarde, o jornalista Arthur Stuart interpretado por Christian Bale é designado para investigar essa lenda do glam rock. Arthur Stuart não é também um mero espectador de todos estes acontecimentos. O desdobramento da história revela que ele era um grande fã de Slade, e através das entrevistas é inundado por lembranças de sua conturbada adolescência onde fez da música uma válvula de escape. Ao escavar o passado de Slade, ele também libera os seus próprios demônios. ‘Velvet Goldmine’ evoca uma variedade desconcertante de memórias.

Bowie, Iggy Pop and Lou ReedBrian Slade é casado com Mandy, inspirada em Angela, a primeira mulher de David Bowie, mas tem um caso com uma estrela do rock chamado Curt Wild. O ator Ewan McGregor como Curt Wild é a transcrição mal disfarçada de Iggy Pop. Alguns detalhes também evocam Lou Reed e Mick Jagger. Quem conhece um pouco da história e boatos destes anos, ao assistir ‘Velvet Goldmine’ sabe quem está por trás de cada personagem. Há muitas referências, como algumas frases sugeridas. A cena em que Curt e Brian são descobertos juntos na cama sugere o que aconteceu quando Angie encontrou David Bowie com Mick Jagger, o que resultou em divórcio. Além de focar o movimento glam, o filme é também sobre a aceitação da homossexualidade, no sentido de enfrentar e assumir a própria sexualidade.

Lou Reed, Mick Jagger & David BowieBrian Slade inspirado em David Bowie recita Oscar Wilde, um dos ícones gays mais marcantes. E o filme começa em Dublin com o nascimento do próprio Oscar Wilde, que mais tarde em idade avançada diz: eu quero ser um ídolo pop. Talvez um início destinado a estabelecer uma ligação entre Wilde e a geração crossdressing de Bowie e artistas performáticos que provocaram o público com sua bissexualidade aparente. E não se consegue encontrar falhas em um único ator. Toni Colette como Mandy Slade é uma maravilha, passando de menina ingênua para a esposa de um cínico e cansado roqueiro. Ela é engraçada e sutil ao sugerir um amor profundo e verdadeiro por Brian, apesar da dor da traição, quando ele termina o romance. De todos os personagens, Mandy parece ser a única que realmente amava o circo selvagem do glam rock. Mas, o filme pertence a Jonathan Rhys-Meyers. Como Brian ‘Bowie’ Slade ele é nada menos do que fascinante. Ele é magnético, assim como o próprio Bowie, é impossível tirar os olhos dele. A semelhança física recebeu todos os pequenos detalhes: as expressões, a postura, a linguagem do corpo. Mesmo a sua voz esganiçada evoca o Bowie jovem. Os trajes e a iluminação criam um mundo fantástico e ‘McCarren Park Pool’, um local conhecido por sua boa música fornece o cenário perfeito.

'Uma vez, não há muito tempo, os filhos de uma revolução olharam para o céu. E aí, pairando no meio de uma avenida de estrelas, tiveram uma visão do futuro, estranho e fascinante como qualquer sonho. O que eles viram na noite, ninguém pode dizer. Mas o que eles ouviram ainda pode ser ouvido hoje.'

Velvet GoldmineVelvet GoldmineVelvet Goldmine

Outra força de ‘Velvet Goldmine’ é a sua música, que consiste em músicas clássicas da época, bem como canções escritas especificamente para o filme combinando perfeitamente com as imagens visuais. Michael Stipe, do R.E.M., foi o produtor da trilha sonora. ‘Velvet Goldmine’ é também o título de uma canção de David Bowie, editada em 1975 no lado B de um disco contra a sua vontade. A trilha sonora conta com grandes bandas e músicos, mas nota-se a falta de David Bowie. Ele se recusou a ceder músicas de sua autoria para o filme. E o que poucos sabem: a presença do ‘Wylde Rattz’, composto por alguns renomados e respeitados nomes do punk rock como os guitarristas Ron Asheton (The Stooges), Thurston Moore (Sonic Youth), Don Fleming (Gumball), o baixista Mike Watt (Minutemen), o baterista Steve Shelley ( Sonic Youth ), e o vocalista Mark Arm (Mudhoney). O grupo inicialmente se reuniu em 1998, quando foi convidado pelo cineasta Todd Haynes para interpretar o clássico ‘TV Eye’ dos Stooges para o filme. O disco conta também com a participação do ‘Placebo’ cantando ‘20th Century Boy’, o hino do glam rock. Uma ótima coletânea de clássicos do glam rock.

placebo - 20th century boy


soundtrack - velvet goldmine (1998)

Velvet Goldmine: Original Motion Picture Soundtrack (1998)

Tracklist
01. Brian Eno - Needles in the Camel's Eye
02. Shudder to Think - Hot One
03. Placebo - 20th Century Boy
04. 2HB - Venus in Furs
05. T.V. Eye - Wylde Ratttz
06. Ballad of Maxwell Demon - Shudder To Think
07. The Whole Shebang - Grant Lee Buffalo
08. Ladytron - Venus in Furs
09. We Are the Boyz - Pulp
10. Virginia Plain - Roxy Music
11. Personality Crisis - Teenage Fanclub
12. Satellite of Love - Lou Reed
13. Diamond Meadows - T Rex
14. Bitter's End - Paul Kimble, Andy Mackay
15. Baby's on Fire - Venus in Furs
16. Bitter-Sweet - Venus in Furs
17. Velvet Spacetime - Carter Burwell
18. Tumbling Down - Venus In Furs
19. Make Me Smile (Come up and See Me) - Steve Harley

guitar fingerstyle

A guitarra pode solar e acompanhar ao mesmo tempo, como o piano? E ainda fazer o baixo simultaneamente? Sim, e é assim que pensam os adeptos do ‘fingerstyle’, o estilo dos guitarristas que fazem uma abordagem pianística da guitarra e que não tocam com a palheta, e sim com os dedos. Os precursores mais notáveis deste estilo foram George Van Eps e Barney Kessel. Mas quem explorou muito o ‘fingerstyle’ e ficou fortemente associado a ele foi o grande mestre Joe Pass que elevou definitivamente a guitarra à condição de instrumento solista, na acepção mais completa da palavra. Com o tempo o estilo foi se desenvolvendo mais, principalmente graças à grande contribuição do incrível Lenny Breau até sua morte precoce no final de 1984, seguido do ultravirtuoso inglês Martin Taylor e do mestre Tuck Andress.

A idéia do ‘fingerstyle’ é que, se tocar utilizando ao menos os dedos p, i, m e a da mão direita (Lenny Breau usava fluidamente o mindinho), é possível sincronizar a melodia com o acompanhamento e, com um pouco mais de estudo, com o baixo também. Para isso é necessário pensar como um pianista, que precisa concatenar esses três itens o tempo todo, podendo tocar um ou dois deles por vez ou os três itens simultaneamente. E isso não apenas ao executar a melodia, ao improvisar também. Aliás, o desafio de tocar o baixo junto com o solo motivou o excepcional Charlie Hunter a unir os dois instrumentos, tocando uma guitarra de 8 cordas em que as três cordas superiores são de baixo mesmo. O ‘fingerstyle’ também pode ser utilizado, adaptando técnicas de violão erudito para a guitarra. (fonte: revista Guitar Player)

Esses dois álbuns apresentam um conjunto de gravações individuais de um dos mais versáteis e expressivos instrumentos, o violão. Com contribuições dos melhores violonistas do rótulo ‘Narada’ em uma esplêndida combinação de técnica brilhante, melodia, imaginação e arte. Fundada em 1983 como uma alternativa de qualidade para as variantes musicais tradicionais, ‘Narada’ tornou-se uma opção para os mestres do violão, para a música celta, flamenco, jazz, new age e gêneros do piano.

eric tingstad & nancy rumbel - la fagota.mp3


Tracklist
01. Little Martha - Tim Farrell
02. Crow - Edward Gerhard
03. South by Winterwest - Billy McLaughlin
04. Daisy Goes a Dancing - Pat Kirtley
05. That'll Be the Phone - Don Ross
06. Soul Discovery - Benjamin Woolman
07. Lunar Eclipse - Laurence Juber
08. To B or Not To B - Muriel Anderson
09. Perestroika - Stephen Bennett
10. If Only I Had Wings - D. R. Auten
11. The First Ride - Don Ross
12. It Never Gets Easier - Muriel Anderson
13. Helms Place - Billy McLaughlin
14. Only My Heart - Tommy Jones
15. Angela - D. R. Auten
16. Grandpa's Lullaby - Pat Kirtley



guitar fingerstyle (1996)

Guitar Fingerstyle (1996)




Tracklist CD 1
01. Desperate Love - Oscar Lopez
02. Sunday at Home, A - Ralf Illenberger
03. Magnolia - Eric Tingstad
04. Breeze from Saintes Maries - Jesse Cook
05. Lover's Promise - David Arkenstone
06. November Winds - Friedemann
07. Ferry - Randy Roos
08. Amber - Matthew Montfort
09. Leaving Home - Sheldon Mirowitz
10. Simpatico - William Ellwood
11. Beloved - John Doan
12. Fall Dreams - Gabriel Lee

Tracklist CD 2
01. Barcelona - Andrew White
02. Fingerdance - Billy McLaughlin
03. Mori Sonando - Miguel de la Bastide
04. Walking With Alfredo - David Lanz/Paul Speer
05. Fagota, La - Tingstad & Rumbel
06. Horizons I - Ralf Illenberger
07. Bye Bye Lullaby - Martin Kolbe
08. Man from Caesaria, The - Friedemann
09. New Face - Nando Lauria
10. My Sky at Twilight - Peter Maunu
11. Chameleon's Dance - Randy Roos



Narada Guitar - 15 Years of Collected Works (1998)

Narada Guitar: 15 Years of Collected Works (1998)
CD 1     CD 2



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...