joan jett | lita ford = the runaways

mulheres no rock'n'roll
chrissie hynde = the pretenders
crucified-barbara
dolores o'riordan = the cranberries
doro pesch = warlock
girlschool
imelda may
janis joplin
siouxsie and the banshees
wendy o williams = plasmatics

The RunawaysUma vez que todas eram adolescentes e estavam aprendendo a tocar seus instrumentos, ‘The Runaways’ banda de punk rock dos Estados Unidos da década de 70, por muitos, é freqüentemente rejeitada, considerada como sendo apenas uma jogada de marketing. Uns poucos, concordam que o gênero foi fundamental para o fracasso da banda. Para outros, manipuladas, foram vítimas de seus próprios exageros, fornecidos pelo produtor Kim Fowley que não estava disposto a perder e conseguiu atenção da mídia para a banda, principalmente explorando o visual de Cherie Currie, de 16 anos, com espartilhos reveladores e macacões agarrados. Mas no final, o som e a atitude das meninas foram extremamente importantes para pavimentar o caminho para as mulheres no rock’n’roll. E o volume de suas guitarras, tão alto quanto as dos meninos, produziram um clássico do manifesto rebelde feminino: ‘Cherry Bomb’. Por muitos músicos e críticos, ‘The Runaways’ é considerado um grupo feminino amplamente influente tanto no punk, como no pop, no rock e principalmente no movimento ‘Riot Grrrl’, um movimento político e feminista com foco musical.

Polticamente, a intenção do movimento era informar a mulher de seus direitos e incentivá-las a reivindicá-los. Uma das principais formas além de protestos foi o uso da música. O movimento surgiu na década de 90, como resposta às atitudes machistas punks. O principal ponto foi montar bandas de rock, com instrumentos pesados como baixo e guitarra com muitos efeitos e distorção, estilo e instrumentos considerados como masculinos. O termo surgiu quando Alison Wolfe, do ‘Bratmobile’, resolveu produzir um fanzine feminista chamado ‘Riot Grrrl’, onde se rebelava contra um dos dogmas sagrados do mundo do rock: garotas não sabem tocar guitarra, bateria, ou baixo tão bem quanto os garotos. Devido a essa postura, várias garotas sentiam-se desencorajadas. E as riot grrrls estavam lá e não faziam questão de serem bonitinhas, meigas, ou bem comportadas. Os programadores das estações de rádio determinavam limites para o número de canções com vocalistas femininas e as meninas do ‘The Runaways’ levantaram-se contra esse sistema de dominação masculina. Apesar do reconhecimento internacional, na Europa e no Japão, nos EUA as fãs do sexo feminino que também foram adolescentes na década de 70 não podiam entrar nos bares onde elas tocavam. A resistência que elas enfrentaram na indústria da música acompanhou a luta das mulheres em outras carreiras, entrincheiradas pelo poder masculino.

the runaways

O grupo começou quando a então guitarrista adolescente Joan Jett e a baterista Sandy West se conheceram através do produtor Kim Fowley e começaram a tocar juntas em 1975. Depois chamaram a baixista Micki Steele. Ao final do ano de 1975 estava formado o trio chamado ‘The Runaways’. Em 1976 a banda cresceu, entraram a guitarrista solo de dezesseis anos Lita Ford e a cantora principal Cherie Currie. Uma banda de rock com cinco mulheres, ainda mais adolescentes. E as pessoas simplesmente não sabiam lidar com esta banda de garotas. E os críticos as odiavam. Os jornalistas, o pessoal das rádios e os executivos ficaram furiosos com a idéia de garotas invadindo um espaço masculino. Até mesmo as mulheres jornalistas estavam irritadas pela simples existência da banda. Uma delas chegou a desprezar a banda chamando-as de ‘vagabundas inúteis’. Ignoradas nos EUA, foram abraçadas pelos punks na Europa e no Japão, onde eram populares o bastante para gravar um álbum ao vivo em 1977.

Dentro da banda, entretanto, os problemas só cresciam. O uso de drogas era desenfreado e a postura autoritária de Kim Fowley idem. Cherie Currie abandonou as companheiras em 1977 durante uma sessão de fotos promocionais e iniciou uma carreira solo e de atriz. O grupo posteriormente rompeu com Fowley, gravou mais dois álbuns e trocou várias vezes de baixista antes de se separar em 1979. Tudo mudou para as mulheres na música após ‘The Runaways’. No entanto, no final da década de 70, quando a banda foi extinta, o sentimento ainda era que não tinham sido totalmente aceitas ou levadas à sério pela indústria da música. E o grupo caiu rapidamente na obscuridade e as integrantes seguiram seus próprios caminhos. Joan Jett foi a mais bem sucedida, com uma série de sucessos, e foi a primeira artista do sexo feminino a abrir seu próprio selo, a ‘Blackheart Records’. Lita Ford também teve uma carreira solo brevemente bem sucedida. A estrada de Cherie Currie foi mais turbulenta. Ela gravou um álbum solo e conseguiu mais alguns papéis como atriz, mas também lutou contra o vício em drogas, que finalmente superou nos anos 80. Ela se tornou uma conselheira sobre vício em drogas, uma personal trainer e uma escultora com serra.

the runaways - cherry bomb


the runaways - the mercury anthology (2010)

Mercury Albums Anthology (2010)
CD 1  CD 2

Tracklist: CD 1
01. Cherry Bomb 02. You Drive Me Wild 03. Is It Day or Night? 04. Thunder 05. Rock & Roll 06. Lovers 07. American Nights 08. Blackmail 09. Secrets 10. Dead End Justice 11. Queens of Noise [Live] 12. California Paradise [Live] 13. All Right You Guys [Live] 14. Wild Thing [Live] 15. Gettin’ Hot [Live] 16. Rock N Roll [Live] 17. You Drive Me Wild [Live] [Live] 18. Neon Angels On the Road To Ruin [Live] 19. I Wanna Be Where the Boys Are [Live] 20. Cherry Bomb [Live] 21. American Nights [Live] 22. C’Mon [Live]

Tracklist: CD 2
01. Queens of Noise 02. Take It or Leave It 03. Midnight Music 04. Born To Be Bad 05. Neon Angels On the Road To Ruin 06. I Love Playin’ With Fire 07. California Paradise 08. Hollywood 09. Heartbeat 10. Johnny Guitar 11. Little Sister 12. Wasted 13. Gotta Get Out Tonight 14. Wait For Me 15. Fantasies 16. School Days 17. Trash Can Murders 18. Don’t Go Away 19. Waitin’ For the Night 20. You’re Too Possessive



joan jettJoan Jett é o nome artístico de Joan Marie Larkin. Em 2003 foi nomeada pela revista ‘Rolling Stone’ a 87ª melhor guitarrista de todos os tempos. Ela é conhecida mundialmente pelo hit ‘I Love Rock 'n Roll’ e também por outras músicas famosas como ‘Crimson and Clover’ e ‘Bad Reputation’. Joan Jett nasceu em Wynnewood, um subúrbio de Filadélfia, Pensilvânia. Quando sua família se mudou para Los Angeles, Joan interagiu com alguns de seus ídolos, incluindo Suzi Quatro, um das primeiras do rock feminino que tocava um instrumento. Suzi Quatro foi vital para a carreira de Joan, e Joan adotou muitas das qualidades de Suzi, incluindo o seu corte de cabelo e estilo. Joan foi ainda influenciada pelo estilo glam rock, que ela tanto adorava. Este gênero foi explosivo no Reino Unido e na Europa, mas nunca decolou nos EUA. E 'Rodney Bingenheimer's Disco' era o único lugar onde Joan podia ouvir este estilo de música. Quando o seu primeiro álbum solo autointitulado e realizado com o compositor e produtor Kenny Laguna foi rejeitado por 23 gravadoras, Jett fundou a sua própria gravadora. Com ajuda de Laguna, em 1980, Joan Jett formou o ‘The Blackhearts’ e relançou o álbum ‘Joan Jett’ com o nome ‘Bad Reputation’. Depois de um ano de turnês e gravações, a banda lançou o seu primeiro álbum chamado ‘I Love Rock 'n Roll’. O single com o mesmo nome é considerado pela Billboard, a 28ª maior música de todos os tempos. Seus álbuns considerados importantes: ‘Album’, ‘Flashback’ e ‘Fit to Be Tied: Great Hits by Joan Jett and the Blackhearts’.

joan jett and the blackhearts - activity grrrl


joan jett - album (1983)    joan jett - flashback (1993)    joan jett - fit to be tied (1997)

Album (1983)    |    Flashback (1993)    |    Fit to Be Tied (1997)

joan jett - video (I love rock n'roll)

Tracklist: Album (1983)
01. Fake Friends 02. Handyman 03. Everyday People 04. A Hundred Feet Away 05. Secret Place 06. Star Star 07. The French Song 08. Tossin’ And Turnin’ 09. Why Can’t We Be Happy 10. I Love Playin’ With Fire 11. Coney Island Whitefish 12. Had Enough

Tracklist: Flashback (1993)
01. Hide & Seek 02. Summertime Blues 03. Indian Giver 04. I Hate Long Good-Byes 05. Cherry Bomb Live With L7 06. Fantasy 07. Light Of Day 08. Gotcha 09. She Lost You 10. MCA (EMI) 11. Louie, Louie 12. Star, Star 13. Rebel, Rebel 14. Be My Lover 15. Bring It On Home 16. Play With Me 17. Activity Grrrl 18. Heartbeat 19. Stand Up For Yourself 20. Black Leather 21. Call Me Lightning 22. I Love Rock N’ Roll Early Version (with The Sex Pistols)

Tracklist: Fit to Be Tied - Great Hits by Joan Jett & The Blackhearts (1997)
01. Bad Reputation 02. Light of Day 03. Do You Wanna Touch Me?(Oh Yeah!) 04. Roadrunner 05. I Love Rock N’ Roll 06. Victim of Circumstance 07. Everyday People 08. I Hate Myself for Loving You 09. Crimson and Clover 10. Fake Friends 11. Make Believe 12. Cherry Bomb 13. Little Liar 14. World of Denial 15. Love is All Around



lita fordCarmelita Rossanna Ford nasceu em Londres e começou a tocar violão aos onze anos de idade. Quando a banda ‘The Runaways’ se separou o futuro de Lita Ford era incerto e ela trabalhou em vários empregos antes de Eddie Van Halen encorajá-la a pegar na guitarra novamente. Ela o fez e conseguiu um contrato com a gravadora Mercury, mas poucas pessoas perceberam sua estréia com o álbum ‘Out For Blood’. Lita ficou noiva de seu ídolo de infância, Tony Iommi do ‘Black Sabbath’, mas a relação azedou rapidamente como a sua associação com a gravadora. Com um novo rótulo ela foi capaz de lançar seu álbum mais vendido ‘Lita’ de 1988 devido aos hits ‘Kiss Me Deadly’ e ‘Close My Eyes Forever’, um dueto com Ozzy Osbourne. Os próximos álbuns foram uma decepção. Em 1994 ela se casou com o gigantesco Jim Gillette do estranho ‘Nitro’. Em 1997 tornou-se mãe. Em 2000 foi lançado ‘Greatest Hits Live’ que traz um show gravado de 1993, na Califórnia, durante a turnê de divulgação de seu último álbum de estúdio, ‘Dangerous Curves’. Lita e a banda de apoio impressionam.

Quando os machistas de plantão imaginaram que a maternidade tornou-se a sua grande paixão, pois nada mais foi gravado, é lançado ‘Wicked Wonderland’ em 2009. Opinião de um crítico sobre o álbum: ‘Prole criada, 51 anos nas costas, e eis que a loirinha retorna, com o marido ao lado, naturalmente’. E mais: ‘Existe como agravante o apelo sexual das letras, cuja vulgaridade é simplesmente ridícula em vários trechos, a ponto de se ficar imaginando a cara dos filhos da Lita ao ver a mamãezinha deles cantando esse lixo'. Lá atrás, com ‘The Runaways’ ainda adolescentes e tocando seus próprios instrumentos e cantando com franqueza e entusiasmo sobre sexo, bebida, e a vida nas ruas, Lita Ford e as demais incomodaram muitos. Elas eram 'vagabundas inúteis'. Trinta e cinco anos depois, para alguns, parece que essa percepção não mudou.

lita ford - back to the cave


 lita ford - lita (1988)    the best of lita ford (1992)    greatest hits live! (2000)

Lita (1988)    |    The Best of Lita Ford (1992)    |    Greatest Hits Live! (2000)

lita ford - video (kiss me deadly)

Tracklist: Lita (1988)
01. Back to the Cave 02. Can't Catch Me 03. Blueberry 04. Kiss Me Deadly 05. Falling In And Out Of Love 06. Fatal Passion 07. Under the Gun 08. Broken Dreams 09. Close My Eyes Forever

Tracklist: The Best of Lita Ford (1992)
01. What Do Ya Know About Love 02. Kiss Me Deadly 03. Shot Of Poison 04. Hungry 05. Gotta Let Go 06. Close My Eyes Forever 07. Larger Than Life 08. Only Women Bleed 09. Playin' With Fire 10. Back To The Cave 11. Lisa

Tracklist: Greatest Hits Live! (2000)
01. Nobody's Child 02. Larger Than Life 03. What Do You Know About Love? 04. Black Widow 05. Holy Man 06. Can't Catch Me 07. Falling In And Out Of Love 08. Bad Love 09. The Ripper 10. Close My Eyes Forever 11. Shot Of Poison 12. Hungry 13. Kiss Me Deadly 14. Rock Candy

3 comentários:

Игорь disse...

Oi Mara

Engraçado comentarem das letras . Como se as letras das banda " masculinas " fossem muito diferentes .

O que me interessa é a qualidade técnica . Hmmm... e um belo par de pernas também ajuda rsssss

um beijo !

Игорь disse...

Oops

Lembrei : GIRLSCHOOL

Se puder seria muito legal ler a história delas aqui .

Bom final de semana !

BATE POEIRA disse...

The runaways me remete ao distante século passado. rsr.r.r.s Ainda me lembro o dia, lá pelos idos de 1978, em que comprei o vinil importado das moças em uma loja especializada em rock. Na hoje famosa galeria do rock, aqui em sampa. Lembro que li sobre as moças num artigo de jornal da época. Elas eram comparadas ao Sex Pistols por sua atitude rocker e a falta de habilidade com os instrumentos. Ouvi muito, todos os dias, botava no último volume do meu amplificar gradiente AP800, Só p/ aterroziar os vizinhos que adoravam forró e música brega. Conservei durante anos o primeiro LP das moças. Que saudade me dá dos salões de rock daquela época onde se curtia CHERRY BOMB c/ as luzes estroboscópicas e o reflexo da outra de neon roxa que vinha do teto. Velhos tempos da LED SLAY, TEMPLO DO ROCK, FOFINHO E MADAME SATÃ(p/ os que tinham mais grana e podiam pagar um ingresso mais "salgadinho")
Hoje imagino que seria inviavél uma banda com uma proposta tão radical assim. O mundo mudou, mas o que vale mesmo é o legado e a atitude que para aquela época se transformou numa grande evolução, proporcionando que novas bandas femininas surgissem com mais força e aceitação nos anos 80.

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