jazz ballads: 17-18

Jazz Ballads 17: Tenor Giants
Jazz Ballads 18: Art Tatum

saxofonistas tenores

O saxofone tenor tornou-se mais conhecido do público em geral através do seu uso freqüente no jazz. Foi o gênio pioneiro de Coleman Hawkins em 1930, que deu ao saxofone tenor o seu papel tradicional de acrescentar peso ao conjunto. Como resultado de sua proeminência no jazz norte-americano, o instrumento também tem destaque em outros gêneros, e foi dito que muitas inovações na música americana foram iniciadas por saxofonistas tenores. De fato, os instrumentistas que mais gravaram nas duas últimas décadas provavelmente foram os saxtenoristas, ocupando o lugar que já foi dos trompetistas. Essa proeminência se deve, em grande parte, à atração que o jazz fusion tem pelo tenor da família de instrumentos inventados pelo belga Adolphe Sax. Um conjunto típico de jazz fusion na atualidade se compõe de sax tenor ou soprano, teclados eletrônicos, guitarra, contrabaixo elétrico e bateria. No entanto, o sax tenor tem uma rica história que antecede em muito os modismos recentes, e que remonta a mestres como Coleman Hawkins e Lester Young.

- Dexter Gordon é considerado o principal saxofonista tenor a emergir durante a era do bebop. Começou estudando clarinete, que depois trocou pelo sax tenor. Sua carreira começou em 1940 com Lionel Hampton. Já em 1941 o grande Coleman Hawkins afirmou que Dexter era um de seus tenoristas favoritos. Dexter tocou em seguida com Nat King Cole, Lester Young, Fletcher Henderson e Louis Armstrong. Também tocou com Dizzy Gillespie. Um de seus principais parceiros era Wardell Gray, com quem também travou batalhas de tenores que ficaram célebres.

- Wardell Gray foi um saxofonista tenor de jazz que navegava no swing e bebop. Foi um dos tenores a surgir durante a era bop junto com Dexter Gordon e Teddy Edwards e influenciado por Lester Young. Ele cresceu em Detroit, tocando em bandas locais. E depois com Earl Hines. Quando se mudou para Los Angeles se tornou uma parte importante da cena do jazz com Dexter Gordon. Gray gravou com Charlie Parker e com Benny Goodman. De volta a Nova York tocou e gravou com Tadd Dameron e Count Basie.

- Sonny Stitt foi um dos saxofonistas mais ativos do jazz dos anos 1950 até sua morte em 1982. Quando Stitt entrou no mundo do jazz o difícil estilo bebop estava apenas começando a crescer. Especializando-se em tenor e saxofone alto, Stitt também tocava sax barítono e mais raro ainda o saxofone Varitone que chegou ao mercado em 1960. Não é tão conhecido como alguns de seus contemporâneos, mas Sonny Stitt ajudou a fazer o saxofone mais estreitamente identificado com o jazz em geral.

- Illinois Jacquet nascido Jean-Baptiste Jacquet se juntou a Milton Larkin Orquestra com 15 anos, e depois à Orquestra de Lionel Hampton. Tocou na banda de Count Basie, e formou seu próprio sexteto Illinois Jacquet Big Band. É considerado o primeiro solista de sax de R&B e gerou toda uma geração de tenores mais jovens e seu tom emocional forte o definiu como o som da escola tenor do Texas.

- Al Cohn foi um excelente saxofonista, arranjador e compositor, e muito admirado pelos seus colegas músicos. Mas foi quando substituiu Herbie Steward que Cohn começou a causar uma forte impressão. Ele realmente foi ofuscado por Stan Getz e Zoot Sims durante este período, mas, ao contrário dos outros dois tenores, ele também contribuiu com arranjos.

- John Haley ‘Zoot’ Sims seguindo os passos de Lester Young era um saxofonista tenor inovador. Ao longo de sua carreira, tocou com bandas de renome, incluindo Benny Goodman, Artie Shaw, Stan Kenton e Buddy Rich. Sims era conhecido entre seus pares como um dos mais fortes swingers.

- Flip Phillips, que irritou alguns críticos no início, foi um excelente saxofonista tenor que inicialmente tocava clarinete em um restaurante do Brooklyn durante os anos 30 e depois passou um tempo nas bandas de Benny Goodman.

- Bill Harris no início de sua carreira, tocou com Benny Goodman, Charlie Barnet e Eddie Condon. Juntamente com Flip Phillips, ele se tornou um dos esteios do grupo de Benny Goodman em 1959. Mais tarde, Harris trabalhou em Las Vegas.

art tatumArthur ‘Art’ Tatum Jr. é idolatrado por instrumentistas e elogiado por músicos como Vladimir Horowitz e George Gerschwin. Um dos gênios máximos do piano jazzístico moderno, um solista por excelência, e um virtuose incomparável. Nascido com catarata nos dois olhos, Tatum era quase totalmente cego. Ele lia música em Braille, mas seu ouvido sensível fazia a leitura quase desnecessária. Ele tocou em casas noturnas e no rádio antes de ir a Nova York em 1932 e trabalhou com bandas e seu próprio trio, mas normalmente aparecia como solista nos clubes. Influenciado por Fats Waller e Earl Hines suas habilidades técnicas e leveza foram sem precedentes, tinha um senso infalível de ritmo e swing, e foi capaz de uma velocidade surpreendente e elaborações intrincadas de melodia.


Jazz Ballads 17: Tenor Giants
CD 1
01. Dexter Gordon - It’s The Talk Of The Town
02. Dexter Gordon - Ghost Of A Chance
03. Dexter Gordon - Sweet And Lovely
04. Dexter Gordon - Dexter’s Mood
05. Dexter Gordon - I Can’t Escape From You
06. Wardell Gray - The Man I Love
07. Wardell Gray - Easy Living
08. Wardell Gray - Sweet Lorraine
09. Wardell Gray - A Sinner Kissed An Angel
10. Wardell Gray - Talk Of The Town
11. Sonny Stitt - Sunset
12. Sonny Stitt - They Say It’s Wonderful
13. Sonny Stitt - Body And Soul
14. Sonny Stitt - If I Had You
15. Sonny Stitt - Ain’t Misbehavin’
16. Illinois Jacquet - Don’t Blame Me
17. Illinois Jacquet - Black Velvet
18. Illinois Jacquet - Blue Nocturne
19. Illinois Jacquet - September Song
20. Illinois Jacquet - It’s The Talk Of The Town

CD 2
01. Al Cohn Quartet - How Long Has This Been Going On?
02. Zoot Sims Quartet - My Silent Love
03. Zoot Sims Quartet - Dancing In The Dark
04. Zoot Sims Quartet - Memories Of You
05. Zoot Sims Quartet - East Of The Sun
06. Flip Phillips Fliptet - A Melody Form The Sky
07. Bill Harris and His Septet - Mean To Me
08. Bill Harris and His Septet - She’s Funny That Way
09. Flip Phillips Hiptet - Why Shouldn’t I?
10. Flip Phillips Hiptet - More Than You Know
11. Flip Phillips Quintet - My Old Flame
12. Flip Phillips Quartet - But Beautiful
13. Flip Phillips Quartet - Don’t Take Your Love From Me
14. Flip Phillips Quintet - Stardust
15. Flip Phillips and His Orchestra - Goodbye
16. Flip Phillips and His Orchestra - Someone To Watch Over Me
17. Flip Phillips Sextet - If I Had You

Jazz Ballads 18: Art Tatum
CD 1
01. Can’t We Be Friends
02. Memories of You
03. Over the Rainbow
04. Body and Soul
05. The Man I Love
06. Semptember Song
07. Louise
08. Love for Sale
09. Embraceable You
10. Come Rain or Come Shine
11. Tenderly
12. I’ve Got a World on a String
13. Someone to Watch over Me
14. The Very Thought of You
15. (I Don’t Stand A) Ghost of A Chance

CD 2
01. Stardust
02. I Cover the Waterfront
03. Where or When
04. All the Things You Are
05. In A Sentimental Mood
06. Without a Song
07. I’m In the Mood for Love
08. Danny Boy
09. They Can’t Take That Away From Me
10. It’s The Talk of the Town
11. When a Woman Loves A Man
12. Willow Weep for Me
13. Smoke Gets In Your Eyes



Jazz Ballads 17:
Tenor Giants

CD 1    CD 2

Jazz Ballads 17: Tenor Giants

Jazz Ballads 18:
Art Tatum

CD 1    CD 2

Jazz Ballads 18: Art Tatum



jazz ballads: 19-20

Jazz Ballads 19: Louis Armstrong & Jack Teagarden
Jazz Ballads 20: All Stars Jam Sessions

Jack Teagarden & Louis ArmstrongLouis Armstrong ou Satchmo, como ficou conhecido, começou a tocar aos 12 anos, em uma banda amadora na casa de correção juvenil em New Orleans, onde estava por ter disparado uma arma na passagem do ano novo. Com 14 anos e já livre da prisão, trabalhou vendendo papéis velhos, carregou peso nas docas e vendeu carvão. Começou também a tocar em casas noturnas e nas grandes barcas do rio Mississipi. Na zona da prostituição da cidade, a Storyville, conheceu grandes nomes do que viria a ser o jazz, como Sidney Bechet e Joe Lindsay. Quando a zona de má reputação foi fechada pela Marinha americana, todos eles se mudaram para Chicago à procura de emprego. Em 1922, Satchmo entrou para a King Oliver's Creole Jazz Band, onde passou a ser ouvido por públicos maiores. Em 1925, após apresentar-se com a banda de Fletcher Henderson em Nova York, voltou a Chicago e formou seu próprio grupo, o Louis Armstrong Hot Five, com o qual fez gravações consideradas até hoje clássicos, como ‘Chicago Dixieland’. Suas gravações estão entre as primeiras de artistas negros.

Weldon Leo ‘Jack’ Teagarden conhecido como ‘Big T’, foi um influente trombonista de jazz, maestro, compositor e vocalista, considerado o pai do trombone. Um dos gigantes do jazz clássico, Jack Teagarden não foi apenas um trombonista pré-bop, mas um dos melhores cantores de jazz também. Foi um dos pilares do jazz na cena de Nova York na década de 1920. Nascido em Vernon, no Texas, um dos primeiros bluesmen brancos, ele veio de uma família de jazz, o irmão Charlie Cub era trompetista e baterista e a irmã, a pianista Norma. Ele foi essencialmente autodidata e chegou a Nova York em 1927 e trabalhou com duas das bandas mais populares da época, as de Ben Pollack (1928-1933) e Paul Whiteman (1933-1938). Depois de liderar seu próprio grupo (1938-1947), ingressou na Louis Armstrong’s All Stars e gravou e excursionou com ele até 1951. Seu modo de tocar trombone, aparentemente fácil, mas extremamente realizado tecnicamente, foi excepcionalmente suave e lírico. Teagarden foi universalmente aclamado por seus contemporâneos e elogiado por muitos mestres do jazz moderno como Stan Getz, que tocou com a banda de Teagarden quando tinha 16 anos.

jam sessionsJam Sessions: Em música popular, como o jazz, 'jam' significa tocar sem saber o que vem à frente, tocar de improviso. Nos clubes de jazz é comum que após o número principal, os músicos presentes sejam convidados para subir ao palco e tocar junto com a banda sem nenhum ensaio prévio. A origem do termo é controversa. Pode vir do inglês ‘jam’ que significa geléia, em alusão à mistura de estilos que esta prática proporciona. Alguns também acreditam que vem das inicias da expressão ‘Jazz After Midnight’, pois essas sessões acontecem bem tarde, depois da meia-noite, quando o público pagante já se retirou. Com a popularização do termo e o aumento da proficiência dos músicos, o termo passou a ser usado também em outros gêneros musicais em que a improvisação é usada, como o rock. ‘Jam Sessions’ podem ser organizadas por clubes como eventos especiais para atrair público, mas geralmente ocorrem sem nenhuma preparação prévia. Também durante o processo de composição, muitas bandas costumam utilizar jam-sessions como forma de estimular a criatividade e criar material novo ou para conseguir gravações com interpretações naturais.


Jazz Ballads 19: Louis Armstrong & Jack Teagarden
CD 1
01. Someday (You’ll Be Sorry)
02. Black And Blue
03. I’m Confessin’
04. Lazy River
05. Pennies Fromheaven
06. Rockin’ Chair
07. Save It Pretty Mama
08. Do You Knew What It Means To Miss New Orleans
09. Before Long
10. Lovely Weather We’re Having
11. On The Sunny Side Of The Street
12. You Can Depend On Me
13. Blueberry Hill
14. Basin Street Blues
15. I Surrender Dear

CD 2
01. Stars Fell On Alabama
02. A Hundred Years Fromtoday
03. Gotta Right To Sing The Blues
04. Stardust
05. Music To Love By
06. Body And Soul
07. Love Me
08. Blue River
09. I Just Couldn’t Take It Baby
10. Keep On Doin Waht You’re Doin
11. Your Guess Is Just As Good As Mine
12. Diane
13. Peg O’ My Heart
14. If I Could Be With You One Hour Tonight
15. Nobody Knows
16. Body And Soul
17. A Hundred Years From Today
18. Stars Fell On Alabama

Jazz Ballads 20: All Stars Jam Sessions
CD 1
01. Cooks, Gillespeie - You Go To My Head
02. Basie, Livingston, David - Blue and Sentimental
03. Gershwin, Duke - I Can’t Get Started
04. Hart, Rodgers - Blue Moon
05. Ballad Medley

CD 2
01. Buck Clayton Jam Session - Sentimental Journey
02. Norman Granz Jam Session - Ballad Medley
03. Eddie Condon and His All Stars - Medley
04. Jazz at the Philharmonic - I Surrender Dear
05. All Star Jam Session - Ballad Medley
06. Jazz at the Philharmonic - Ballad Medley



Jazz Ballads 19:
Louis Armstrong & Jack Teagarden

CD 1    CD 2

Jazz Ballads 19: Louis Armstrong & Jack Teagarden

Jazz Ballads 20:
All Stars Jam Sessions

CD 1    CD 2

Jazz Ballads 20: All Stars Jam Sessions


jazz ballads

‘Membran Music’s Jazz Ballads Series’, é uma coleção com as baladas mais bonitas da história do jazz. Jóias líricas, sensuais e melódicas da arte da música. Precisamente para aqueles que têm mantido o seu gosto musical com valores duradouros. São 20 volumes, 40 álbuns, de jazz em sua forma mais suave.



Jazz Ballads: 01-02 - Chet Baker & Gerry Mulligan| Ben Webster
Jazz Ballads: 03-04 - Lester Young | Clifford Brown & Sonny Rollins
Jazz Ballads: 05-06 - Don Byas | Coleman Hawkins
Jazz Ballads: 07-08 - Django Reinhardt | Oscar Peterson
Jazz Ballads: 09-10 - Errol Garner | Stan Getz
Jazz Ballads: 11-12 - Lionel Hampton | Billie Holiday
Jazz Ballads: 13-14 - Roy Eldridge & Dizzy Gillespie | Benny Carter
Jazz Ballads: 15-16 - Johnny Hodges & Friends | Charlie Parker
Jazz Ballads: 17-18 - Tenor Giants | Art Tatum
Jazz Ballads: 19-20 - Louis Armstrong & Jack Teagarden | All Stars Jam Sessions


Fontes Biográficas: Wikipédia | E-Jazz | Clube do Jazz

blues guitar heroes



Tracklist CD 1
Mississipi
01. Hound Dog Taylor - Ain't got nobody
02. John Lee Hooker - Boom boom
03. Muddy Waters - Mannish boy
04. BB King - Everyday I've got the Blues
05. Albert King - Born under a bad sign
06. Taj Mahal - Statesboro Blues

Texas
07. ZZ Top - La grange
08. Canned Heat - On the road again
09. Freedie King - Hide away
10. Stevie Ray Vaughan - Mary had a little lamb
11. Vaughan Brothers - Tick tock
12. Johnny Winter - Johnny Guitar
13. A. Collins / R. Cray / J. Copeland - T-bone shuffle
14. George Thorogood - Bad to the bone
15. Chris Duarte - Cleopatra
16. Coco Montoya - Tumbleweed

New York
17. Gwyn Ashton - Ain't got time for that stuff
18. Popa Chubby - Stoop down baby
19. Bill Perry - Greycourt lightning
20. Steve Johnson - Think it over

Tracklist CD 2
Europe
01. Eric Clapton - Hoochie coochie man
02. Rory Gallagher - Tatoo'd lady
03. Ten Years After - I woke up this morning
04. Jon Mayall and the Bluesbreakers - Wake up call
05. Gary Moore - Walking by myself
06. Paul Personne - Loco loco

Chicago
07. Elmore James - Dust my broom
08. Buddy Guy - Mustang Sally
09. Lucky Peterson - Compared to what
10. RobertCray - Nothing against you
11. Luther Allison - I'm back

West Coast
12. John Lee Hooker - The Healer
13. Ben Harper - The woman in you
14. J J Cale - Guitar man
15. Duke Robillard - Use what you got
16. John Hammond - The first time I met the blues



gary moore - walking by myself


blues guitar heroes (2003)

Blues Guitar Heroes (2003)
CD 1: parte I    parte II
CD 2: parte I    parte II



the adventures of priscilla queen of the desert

The Adventures of Priscilla Queen of the Desert'The Adventures of Priscilla Queen of the Desert’ é um filme difícil de ser classificado, tem muito de ‘road movie’, comédia, musical e drama. Um filme australiano incrivelmente criativo e visualmente maravilhoso. Um sucesso surpreendente de 1994 ancorado pelo ator britânico, geralmente ameaçador, Terence Stamp como a elegante e refinada travesti Bernadette que, na companhia das drag queens Mitzi (Hugo Weaving) e Felicia (Guy Pearce) decidem atravessar o deserto da Austrália em um ônibus escolar rosa de nome Priscilla, para atuarem em um cassino de Alice Springs, uma remota cidade turística. Bernadette está cansada de tudo isso e também é assombrada pela morte de um grande amor, no entanto, decide aceitar a oferta de Mitzi. Nessa aventura, acabam descobrindo segredos uma das outras, aprendendo a conviver com suas diferenças e tratando do preconceito de que são vítimas de uma forma irreverente. Entre várias surpresas, Felícia e Bernadette descobrem que a pessoa que as contratou para o show é simplesmente a ex-esposa de Mitzi. Com este grande segredo revelado e com longas horas na estrada pela frente o trio dubla canções, cria maquiagem e fantasias fabulosas e reúne uma multidão de personagens ao longo do caminho: desde aborígenes amigáveis até o confronto com moradores homofóbicos. E conhecem Bob (Bill Hunter), um mecânico afetuoso que se apaixona por Bernadette e se junta a elas para a última etapa de sua viagem quando o ônibus quebra no meio do nada.

Guy Pearce, Hugo Weaving and Terence StampO cinema nos proporciona, em sua grande tela, muitas possibilidades de ver o mundo, nos traz a magia da reapresentação da realidade. Através desta capacidade, o filme ‘Priscila, a rainha do deserto’ mostra como as drags queens utilizam seus corpos para a construção de uma identidade para a sua comunicação no mundo. Exemplificam a complexidade da sexualidade humana com auxílio de acessórios, maquiagem, recursos gestuais e performáticos. O filme nos conta a história de drags queens, trazendo para a tela características desse grupo expressas em histórias que se confundem com as da vida real. Apesar de muitas vezes serem confundidas com travestis e transexuais, as drags inscrevem-se em um mundo social marcado por diferenças. Ser drag associa-se ao trabalho artístico, pois há a elaboração de uma personagem caricata e luxuosa de corpo feminino e é expressa através da dança, da dublagem e da encenação de pequenas peças. Atualmente, a inserção das drags queens nos meios de comunicação e na mídia acontece de forma bastante expressiva, elas estão saindo de espaços exclusivamente GLBT para executarem performances nos mais diversos ambientes, como no deserto australiano e no hotel Alice Springs, apresentados no filme.

Já as travestis, como a personagem Bernadette, sofrem exclusão social, tendo suas imagens associadas à marginalização e à prostituição, enquanto que as drags, como Tick e Felícia, por viverem como homens e só assumirem um personagem feminino ao se montarem vivem com mais facilidade, tanto nos espaços heterossexuais como nos homossexuais, inserindo-se nestes com uma performance artística, diversamente dos travestis. Apesar dessa diferença de gênero artístico entre drags e travestis, no filme, ambos os personagens se utilizam da performance artística, criam caricaturas femininas, fazem uso de diversos acessórios para essa transformação e tem suas imagens sempre associadas aos conceitos de beleza, sedução e vaidade. Tick, Felicia e Bernadette, quando montadas de drag, unem, em um único corpo, características físicas e psicológicas múltiplas, sendo e estando masculinos e femininos ao mesmo tempo.

Escrito e dirigido pelo diretor australiano Stephan Elliott o filme foi transformado em peça teatral também co-escrito por Stephan e estreou em 2006 primeiro nos palcos de Sydney e Nova Zelândia. E chegou aos palcos londrinos com um elenco liderado por Tony Sheldon, que recriou o papel de Bernadette, Jason Donovan como Mitzi e o jovem ator britânico Oliver Whiteley Thornton como Felicia. A trilha musical é vibrante e divertida, uma coleção incrível e deliciosa de clássicos dos anos 70. Músicas selecionadas para uma das histórias mais inusitadas do cinema. Qualquer pessoa que viveu durante os anos 70, assim como qualquer pessoa com o desejo de experimentar a década vai deliciar-se com a variedade desta trilha sonora, do jazz ao folk e com remixes modernos de antigos hits dance de Alicia Bridges, Gloria Gaynor, e Peaches & Herb que até o início dos anos 90 fizeram sucesso nas discotecas. E também a maior dance music de todos os tempos: ‘I Will Survive’ que ainda hoje arrasa.

The Adventures of Priscilla Queen of the Desert The Adventures of Priscilla Queen of the Desert The Adventures of Priscilla Queen of the Desert The Adventures of Priscilla Queen of the Desert The Adventures of Priscilla, Queen of the Desert The Adventures of Priscilla, Queen of the Desert

alicia bridges - I love the nightlife


Soundtrack – The Adventures of Priscilla, Queen of the Desert (1994)The Adventures of Priscilla, Queen of the Desert (1994)
parte I    parte II

Tracklist
01. Charlene – I’ve Never Been To Me 02. The Village People – Go West 03. Paper Lace – Billy Don’t Be a Hero 04. White Plains – My Baby Loves Lovin’ 05. Alicia Bridges – I Love the Nightlife 06. Trudy Richards – Can’t Help Loving That Man 07. Gloria Gaynor – I Will Survive 08. Lena Horne – A Fine Romance 09. Peaches & Herb – Shake Your Groove Thing (Original Mix) 10. Patti Page – I Don’t Care if the Sun Don’t Shine 11. Ce Ce Peniston – Finally (7” Choice Mix) 12. R.B. Greaves – Take a Letter Maria 13. Abba – Mamma Mia 14. Vanessa Williams – Save the Best for Last 15. Alicia Bridges – (Disco ‘Round) (Real Rapino 7” Mix) 16. Village People – Go West (Original 12” Mix) 17. Gloria Gaynor – I Will Survive 18. Peaches & Herb – Shake Your Groove Thing (Original 12” Mix) 19. Alicia Bridges – I Love the Nightlife

paco de lucia

paco de luciaPaco de Lucia foi descrito como o retrato da concentração estudada e perfeição imaculada, que alguns podem interpretar como arrogância, e orgulhoso e majestoso como um cavalo árabe que revela um grande poder por detrás de sua graça e elegância. Paco de Lucia foi capaz de criar a magia mais de uma vez, em vários álbuns, sozinho ou em parcerias e surpreendeu platéias com sua musicalidade genial. Ainda está tocando a música flamenca, que é uma parte da herança cigana, mas de uma maneira acessível ao público de hoje, sem querer ser uma estrela ou um homem rico, mas tocando pelo seu país, pela sua música, pela tradição da arte.

Paco de Lucía nasceu Francisco Sánchez Gómez, em Algeciras, cidade na província de Cádiz, na ponta sul da Espanha, em frente ao Rochedo de Gibraltar. O mais jovem dos cinco filhos do guitarrista de flamenco António Sánchez, irmão do cantor Pepe de Lucía e do guitarrista Ramón. Ele adotou o nome artístico de Paco de Lucía, em homenagem a sua mãe Lucía Gomes. Em Algeciras e, geralmente, na Andaluzia, é costume nomear os meninos, acrescentando o nome da mãe, a fim de identificá-los corretamente. Nasceu na atmosfera adequada para ser treinado como guitarrista flamenco. Recebeu conhecimentos técnicos de seu pai e de seu irmão Ramon e teve como mentores, os guitarristas: Nino Ricardo, seu ídolo, Miguel Borrull, Mario Escudero e Sabicas. Mas, foi seu pai que projetou o plano para fazer de seu filho Paco o maior guitarrista de flamenco da história. Constância e disciplina nos estudos foram às premissas básicas do plano. Paco de Lucia foi criado para ser um músico de primeira grandeza. Depois de um período de treinamento de sete anos, ele tocou pela primeira vez para o público na Rádio Algeciras, aos onze anos. Um ano depois obteve o prêmio especial no Concurso Internacional de Flamenco de Jerez de la Frontera. Foi convidado a integrar a trupe liderada pelo dançarino de flamenco José Greco, com 16 anos, e viajou para os EUA. Em Nova York, ele entrou em contato com os mestres do flamenco Mario Escudero e Sabicas, que impressionado com o talento do jovem insistiu para que ele desenvolvesse um estilo próprio. Paco de Lucia ficou com o grupo por três anos.

 john mclaughlin al di meola and paco de luciaE teve início sua carreira controversa e bem sucedida com sua mistura de estilos tradicionais e contemporâneos. Em 1964 mudou-se com a família para Madrid. Seu pai criou um clube de flamenco onde Paco pode ouvir o canto dos mais notáveis cantores de flamenco desse período. E assim conheceu o guitarrista Ricardo Modrego com quem gravou temas populares de Garcia Lorca. Entre 1968 e 1977, gravou dez álbuns com o cantor flamenco Camarón de la Isla. Embora tenha permanecido ligado ao flamenco tradicional em seus dois primeiros álbuns solo ‘La Fabulosa Guitarra de Paco de Lucia’ de 1967 e ‘Fantasia Flamenca’ de 1969 e nos álbuns em que acompanha El Camarón de la Isla, continuou a procurar uma abordagem pessoal. Tendo já dominado os aspectos técnicos da música flamenca começou a incorporar acordes e escalas que geralmente eram associados ao jazz, explicando que o sentimento é muito semelhante em ambos os gêneros, a única diferença é que o flamenco é muito mais anárquico. Os puristas ficaram indignados. Paco defendeu o seu conceito, afirmando que permaneceria fiel à forma tradicional, mas que também deveria haver espaço para mudanças. Paco não podia fazer com o flamenco tudo o que gostaria, pois ele perderia a identidade, mas continuou a explorar e expandido novos territórios.

joaquín rodrigoE assim, o papel do violão flamenco evoluiu através da reprodução de Paco de Lucia. As suas colaborações incluíram o trabalho com o pianista Chick Corea e com os guitarristas John McLaughlin, Larry Coryell, e Al DiMeola. Contrariando ainda mais os tradicionalistas. Apesar das críticas de seus mentores, Paco forjou um novo estilo que foi muito bemvindo pelo público. Em 1979, com John McLaughlin e Larry Coryell formou o ‘Guitar Trio’ e juntos fizeram uma breve turnê pela Europa, e divulgaram o vídeo ‘Meeting of Spirits’ gravado no ‘Royal Albert Hal’ em Londres. Larry Coryell foi mais tarde substituído por Al Di Meola e surpreenderam platéias com sua musicalidade genial que pode ser ouvida no álbum ‘Passion, Grace and Fire’. Além do trio Paco de Lucía tinha sua própria banda, o ‘Paco de Lucía Sextet’ que inclui seus irmãos Ramón e Pepe com vários álbuns gravados que englobam tanto os tradicionais como os modernos estilos de flamenco.

Nos álbuns seguintes retornou ao flamenco puro e homenageou o compositor clássico Manuel de Falla. Em 1991, interpretou e executou o ‘Concierto de Aranjuez’ de Joaquín Rodrigo. Sem saber ler uma nota musical sequer, Paco de Lucía deu maior ênfase e precisão rítmica em sua interpretação do Concierto em detrimento do tom perfeito e preferido pelos guitarristas clássicos. Joaquín Rodrigo, o autor, declarou que ninguém jamais havia visitado sua composição de forma tão brilhante. Em 1995, com Bryan Adams gravou a canção ‘Have You Ever Really Loved a Woman’ da trilha sonora do filme ‘Don Juan DeMarco’. Em 1998, lançou o álbum ‘Luzia’ que revela a capacidade do guitarrista de mesclar os aspectos tradicionais do flamenco, jazz e música clássica. A Universidade de Cádiz reconheceu a contribuição musical e cultural de Paco de Lucía, atribuindo-lhe o título de Doctor Honoris Causa em 2007.

As três primeiras faixas do álbum ‘Concierto de Aranjuez’ são a sua interpretação de ‘Concierto de Aranjuez’. Poucas peças para violão são tão conhecidas como o 'Concierto de Aranjuez', do espanhol Joaquim Rodrigo, um dos mais honrados e geniais compositores espanhóis do século XX. Joaquim Rodrigo perdeu a visão quando tinha três anos, o que não o impediu de se tornar um dos maiores compositores espanhóis contemporâneos, além de respeitado crítico e professor na Universidade de Madri. 'Concierto de Aranjuez' foi estreado em Barcelona, 1940, e desde então é obra das mais requisitadas no repertório de qualquer bom violonista clássico. Enquanto as faixas 4-5-6 são a sua interpretação de Isaac Manuel Francisco Albéniz y Pascual, compositor e pianista espanhol cujas obras foram transcritas por outros para a guitarra. Ibéria é uma suíte para piano e é a sua obra-prima.

paco de lucia - passion grace & fire (1983)    paco de lucia - concierto de aranjuez (1991)    paco de lucia - antologia (1996)

Passion, Grace & Fire (1983)
Concierto De Aranjuez (1991)

Antologia (1996)
CD 1    CD 2

Passion, Grace & Fire (1983)
Tracklist: 01. Aspen 02. Orient Blue 03. Chiquito 04. Sichia 05. David 06. Passion, Grace and Fire

Concierto De Aranjuez (1991)
Tracklist: 01. Concierto de Aranjuez (Allegro con Spirito) 02. Concierto de Aranjuez (Adagio) 03. Concierto de Aranjuez (Allegro Gentile) 04. Iberia (Triana) 05. Iberia (El albaicin) 06. Iberia (El puerto)

Antologia (1996)
Tracklist CD 1: 01. Almoraima Bulerias 02. Cancion De Amor 03. Gloria Al Nino Ricardo Solea 04. Solo Quiero Caminar Tangos 05. Punta Umbria Fandangos 06. Rio Ancho Rumba 07. Danza Ritual Del Fuego "El Amor Brujo" 08. Compadres Bulerias 09. Fuente Y Caudal Taranta 10. Casilda Tanguillos 11. Cepa Andaluza Buleria 12. Rumba Improvisada
Tracklist CD 2: 01. Zyryab "Melodia Del Puente" de J. A. Amargos 02. Guajiras De Lucia 03. Cobre Sevillanas 04. Monasterio De Sal Colombianas 05. Cana De Azucar Rumba 06. Barrio La Vina Alegrias 07. Tio Sabas Tarantas. Homenaje A Sabicas 08. La Barrosa Alegrias 09. La Cueva Del Gato Rondena 10. Chiquito 11. En La Caleta Malaguenas 12. Entre Dos Aguas Rumba 13 Aranjuez. Allegro Con Spirito

paco de lucia - entre dos aguas (1976)



elmore james

elmore jamesElmore James é considerado o rei do ‘slide guitar’ ou ‘bottleneck guitar’, forma de tocar guitarra, geralmente, utilizada no blues e no country. Atualmente, se utiliza um pequeno tubo ôco (bottleneck) de metal para alterar o tom em que se toca, deslizando esse tubo pelas cordas da guitarra. Originalmente usava-se o gargalo de uma garrafa. Elmore James desenvolveu um som distinto tocando guitarra com slide, geralmente com um pedaço de vidro ou metal, muitas vezes uma faca de bolso. Era um estilo popular de tocar violão entre muitos músicos de blues do Delta do Mississipi onde Elmore James tocava regularmente e, posteriormente, em Chicago. Ry Cooder, George Harrison, Johnny Shines, Muddy Waters ou Joe Walsh são alguns músicos que utilizam esta técnica. Há também Duane Allman dos ‘Allman Brothers Band’, grande guitarrista do slide, que costumava usar vidros de medicamentos para a prática. No Brasil, Otávio Rocha do 'Blues Etílicos' e Big Gilson do 'Big Allanbik', estão entre os melhores guitarristas de slide. Elmore James era um mago da guitarra. Sua maneira para expressar o blues fez dele um dos mais influentes da guitarra elétrica além de possuir uma das maiores vozes do blues, intensa e expressiva. Poucos cantores de blues tinham uma voz que poderia competir com ele. Infelizmente, a sua morte precoce por insuficiência cardíaca o impediu de saborear os frutos do blues nos anos 60, como seus contemporâneos, Muddy Waters e Howlin’ Wolf o fizeram. Robert Nighthawk e Earl Hooker tinham mais técnica, mas Elmore tinha o sentimento. Elmore James sempre deu tudo o que tinha e tudo o que podia investir emocionalmente em sua música. Não chegou a tocar para platéias brancas ou gravar discos com pesos pesados do rock como Eric Clapton e Johnny Winter, no entanto, deixou uma influente trilha atrás de si e seu estilo continua no tempo presente a influenciar os guitarristas que colocam um slide no dedo para tocar os lamentos do blues. Enquanto o seu trabalho teve um profundo efeito também sobre BB King e Chuck Berry.

Em meados dos anos 30, ficou conhecido por sua interpretação do clássico do blues ‘Dust My Broom’. Elmore teve Robert Johnson como companheiro que foi uma profunda influência sobre ele, não só na escolha das músicas, mas também nas suas apresentações, e a quem é geralmente creditado a composição. Há controvérsias quanto a saber se foi Robert Johnson ou Elmore quem compôs ‘Dust My Broom’, sua marca registrada. Também tocou com o gaitista Sonny Boy Williamson 2, que tocava em uma variedade de programas de rádio patrocinado por diversas patentes de medicamentos e James ocasionalmente aparecia como convidado. E foi Williamson que levou James para a sessão de gravação que gerou ‘Dust My Broom’. Inseguro e nervoso como cantor, Elmore foi gravado clandestinamente por Lillian McMurray da ‘Trumpet Records’ com Sonny Boy o acompanhando. Diz a lenda que James nem sequer ficou para ouvir a leitura, muito menos para gravar o segundo lado do disco. McMurray então convocou um cantor local Bobo ‘Slim’ Thomas para isso. ’Dust My Broom’ surpreendeu a todos, tornando-se um hit de blues nacional em 1951. O riff de guitarra de ‘Dust My Broom’ é uma das aberturas mais conhecidas do blues e muitas vezes utilizada por outros artistas e até por artistas de rock. Como resultado, James foi procurado por outra gravadora, a ‘Modern Records’ dos irmãos Bihari. E mudou-se para Chicago onde montou uma banda que ficou conhecida como ‘Broomdusters’. O grupo incluia o saxofonista J.T. Brown, o baterista Odie Payne, o pianista Little Johnny Jones e o seu primo Homesick James na guitarra. Com algumas alterações ao longo dos anos foi uma das maiores bandas de blues de Chicago. E Elmore James superou o medo de gravar, fazendo inúmeras gravações com sua banda em uma variedade de selos independentes.

elmore jamesElmore James nasceu em 1918, em uma fazenda perto da cidade de Richland no Delta do Mississipi. Sua mãe, Leola Brooks, tinha 15 anos de idade. Embora sendo filho ilegítimo, ele foi criado por sua mãe e Joe Willie James que ele pensava ser seu pai e que lhe deu o sobrenome. Como meeiros, movimentavam-se de fazenda em fazenda. E à semelhança de outros rapazes do Mississippi rural, Elmore aprendeu a tocar violão em um instrumento improvisado feito com o cabo de uma vassoura. Com 14 anos ele já era um músico nos finais de semana, mas não limitou-se a isso, e juntou-se com músicos que viajavam através do país, como Robert Johnson, Howlin’ Wolf e Sonny Boy Williamson até a segunda guerra mundial eclodir. Serviu por três anos na Marinha e quando teve alta, ficou por um bom tempo em Memphis, trabalhando em clubes. Foi nessa época que ele descobriu que tinha um problema cardíaco sério. Combinado com sua mania de beber ele acabaria por se revelar fatal. James sofreu um leve ataque cardíaco no final de 1950 e se retirou para o Mississippi. No entanto, o disc jockey ‘Big’ Bill Hill convenceu-o a voltar para Chicago para fazer alguns programas de rádio. Em seu primeiro dia James tocou em um pequeno clube de blues e foi ouvido pelo produtor discográfico Bobby Robinson. Robinson e James se reuniram no dia seguinte para uma sessão. Chovia naquele dia, e Elmore com um lápis e um bloco sentou-se perto da janela e escreveu ‘The Sky Is Crying’. Lançada em 1960 pela etiqueta ‘Fire’ de Robinson tornou-se mais um hit de sucesso. Em 1960 James estava muito doente, e sua condição parecia piorar. Na primavera de 1963, James estava em Chicago para realizar a abertura de um novo clube para ‘Big’ Bill Hill quando sofreu um ataque cardíaco fatal aos 45 anos.

O vício do álcool, ao qual ele foi apresentado em tenra idade, pode ter apressado a sua morte. O álcool matou seus colegas e amigos, apenas seu regular guitarrista, o seu primo Homesick James, manteve a longevidade por não tomar parte das sessões de bebedeira. Uma recusa que o tornou impopular com o resto da banda. Apesar de Elmore James ter gravado somente por um curto período de treze anos, e muitas de suas gravações não terem sucesso comercial, alguns de seus lançamentos se tornaram clássicos do blues. Em 1992, foi introduzido no ‘Rock and Roll Hall of Fame’ como um precursor do rock’n’roll. Embora nunca tenha tocado o gênero musical a sua música era admirada e executada por bandas de rock como os ‘Rolling Stones’ e ‘The Yardbirds’.

elmore james - I need you



Outros bluesmen da Chicago pós-Segunda Guerra Mundial são mais conhecidos, mas a obra de Elmore James mantém-se como as deles. Se ele nunca teve a técnica de Earl Hooker, ele tinha a profundidade emocional de Muddy Waters. Basta ouvir ‘I Need You’ e ‘It Hurts Me Too’. ‘The Sky Is Crying: The History of Elmore James’ contém alguns dos trabalhos mais importantes de um homem que ainda reina como o rei da guitarra slide. Qualquer guitarrista tem uma dívida com Elmore James. Os destaques do álbum incluem o seu magnífico single ‘Dust My Broom’ que Elmore interpreta com a sua assinatura, bem como a faixa-título ‘The Sky Is Crying’. Esta é uma coleção única e definitiva de Elmore James com as suas melhores e conhecidas canções executadas com a sua banda ‘Broomdusters’, que acompanhava a sua voz incrível e emocional. Os dois excelentes Box Set: ‘The Classic Early Recordings 1951-1956’ e ‘King Of The Slide Guitar’ incluem quase tudo o que foi gravado por Elmore James e suas gravações posteriores mas, ‘The Sky Is Crying: The History of Elmore James’ é o melhor disco para se começar a conhecer este grande guitarrista. Essas 21 canções, é claro, não são tudo o que você precisa saber sobre Elmore James, mas foram habilmente elaboradas e reunidas de todos os rótulos em que James gravou. Esta é apenas uma das duas ou três compilações mais fortes do blues elétrico. Artistas convidados: Big Joe Turner, Sonny Boy Williamson, Ike Turner e Willie Dixon.

The Sky Is Crying: The History of Elmore James (1993)

The Sky Is Crying (1993)
(The History of Elmore James)


Personnel: Elmore James (vocals, guitar); Big Joe Turner (vocals); Willie Johnson, Jimmy Spruill, Wayne Bennett, Eddie Taylor, Riff Ruffin (guitar); Ike Turner (guitar, piano); Homesick James (guitar, bass); Sam Myers (harmonica, drums); Sonny Boy Williamson (harmonica); J.T. Brown, Grady Jackson (tenor saxophone); Mark Easton, Paul Williams (baritone saxophone); Sonny Cohn (trumpet); Johnny Jones, Willard McDaniel, Johnny "Big Moose" Walker, Johnny Acey, Danny Moore (piano); Willie Dixon, Leonard Ware, Ransom Knowling, Jimmy Richardson, Chuck Hamilton, Sammy Lee Bully, Eddie Taylor (bass); Frock O`Dell, Henry "Sneaky Joe" Harris, Odie Payne, Red Saunders, Fred Below, Jesse Sailes, King Mose, Belton Evans, Johnny Williams (drums).

Tracklist: 01. Dust My Broom [1951] 02. The Sun Is Shining [1960] 03. Hawaiian Boogie [1953] 04. Sho' Nuff I Do [1954] 05. Please Find My Baby [1952] 06. T.V. Mama [with Joe Turner & His Blues Kings, 1953] 07. My Best Friend [1953] 08. Madison Blues [1960] 09. Cry for Me Baby [1957] 10. The Sky Is Crying [1959] 11. Sunny Land [1954] 12. I Can't Hold Out [1960] 13. Look on Yonder Wall [1961] 14. I Need You [1960] 15. Done Somebody Wrong [1960] 16. Shake Your Moneymaker [1961] 17. The 12 Year Old Boy [1957] 18. It Hurts Me Too [1957] 19. Rollin' and Tumblin' [1960] 20. Something Inside Me [1960] 21. Standing at the Crossroads [1960]

Inicialmente lançado em 1993, ‘The Classic Early Recordings 1951-1956’ é a mais completa retrospectiva do que provavelmente foi gravado no estúdio por Elmore James entre agosto de 1951 e janeiro de 1956. Além de incluir canções que não foram emitidas, sob qualquer pretexto, até depois de sua morte, existem conversas e um par de grandes sucessos nas versões originais. Além de conter um livreto de 40 páginas com ricas informações detalhadas e fotos antigas para aqueles que querem tudo de Elmore James.

Elmore James & His Broomdusters - The Classic Early Recordings 1951-1956

The Classic Early Recordings 1951-1956
(Elmore James & His Broomdusters)
CD 1    CD 2    CD 3

CD 1: Canton Crusade
01. Dust My Broom 02. Please Find My Baby (Version 1) 03. Hawaiian Boogie 04. Please Find My Baby (Version 2) 05. Hand In Hand 06. Long Tall Woman 07. Rock My Baby Right 08. One More Drink (Take 1) 09. My Baby's Gone 10. One More Drink (Take 2) 11. Lost Woman Blues (aka Please Find My Baby) (Version 3) 12. I Believe 13. I Held My Baby Last Night 14. Baby What's Wrong 15. Sinful Woman 16. Round House Boggie (aka Sax Symphonic Boggie) 17. Dumb Woman Blues 18. Sax-Only Boogie 19. Kicking The Blues Around (aka Flaming Blues) 20. I May Be Wrong 21. Sweet Little Woman

CD 2: Broomdusting In Chicago
01. Early In The Morning 02. Can't Stop Lovin' 03. Hawaiian Boogie (version 2) 04. Make A Little Love 05. My Best Friend (Take 1) 06. Make My Dreams Come True (Take 2) 07. Make My Dreams Come True (Take 3) 08. Make My Dreams Come True (Take 4) 09. Make My Dreams Come True (Take 7) 10. Strange Kinda Feeling (Take 1) 11. Strange Kinda Feeling (Take 2) 12. Strange Kinda Feeling (Take 3) 13. Strange Kinda Feeling (Take 4) 14. Strange Kinda Feeling (Take 5) 15. Strange Kinda Feeling (Take 6) 16. Dark And Dreary (Take 1) 17. Dark And Dreary (Take 2) 18. Dark And Dreary (Take 4) 19. Quarter Past Nine 20. Where Can My Baby Be (Take 1) 21. Where Can My Baby Be (Take 8) 22. Where Can My Baby Be (Take 9) 23. Please Come Back To Me (Sho' Nuff I Do) 24. Sho' Nuff I Do-Session Talk 25. Sho' Nuff I Do (Alternate Take) 26. Sho' Nuff I Do 27. 1839 Blues 28. I Got A Strange Baby 29. Canton Mississippi Breakdown

CD 3: Culver City to Crescent City
01. Standing At The Crossroads 02. Late Hours At Midnight 03. Happy Home 04. Sunny Land 05. The Way You Treat Me (aka Mean And Evil) 06. No Love In My Heart 07. Dust My Blues 08. I Was A Fool 09. Blues Before Sunrise 10. Goodbye (Baby) 11. So Mean To Me (Take 2) 12. So Mean To Me (Take 3) 13. So Mean To Me (Take 4) 14. Wild About You Baby-Chat 15. Wild About You 16. Wild About You (Baby) 17. Elmo's Shuffle (Take 3) 18. Elmo's Shuffle (Take 4) 19. Elmo's Shuffle (Take 5) 20. Long Tall Woman 21. Long Tall Woman

‘King of the Slide Guitar: The Fire/Fury/Enjoy Recordings’ é uma compilação fantástica! Reedição do original ‘King Of The Guitar Slide’ com um adicional de 14 faixas é uma verdadeira mina de ouro. Com ótimo som e algumas raridades interessantes, esses dois CDs contêm (quase) todas as músicas gravadas por Elmore James no início dos anos 60 nos rótulos Fire, Fury e Enjoy do produtor de discos Bobby Robinson. Além dos clássicos do blues, o álbum também inclui vários instrumentais. Há tantas canções excelentes aqui, que raramente ou nunca aparecem em outras compilações de Elmore James.

Elmore James - King of the Slide Guitar: The Fire/Fury/Enjoy Recordings (1992)

King of the Slide Guitar (1992)
(The Fire/Fury/Enjoy Recordings)
CD 1    CD 2

Tracklist: CD 1
01. The Sky Is Crying 02. Baby Please Set A Date 03. Held My Baby Last Night 04. Dust My Broom 05. Bobby's Rock 06. Rollin' And Tumblin' 07. Done Somebody Wrong 08. Something Inside Of Me 09. I'm Worried 10. Fine Little Mama 11. I Need You 12. Early One Morning 13. I Can't Stop Loving You 14. Strange Angel 15. She Done Moved 16. My Baby's Gone 17. Stranger Blues 18. Anna Lee 19. (My) Bleeding Heart 20. Standing At The Crossroads 21. One Way Out 22. My Kind Of Woman 23. Person To Person 24. Find My Kind Of Woman (Previously Unreleased Alternate Take) 25. Find My Kind Of Woman 26. So Unkind

Tracklist: CD 2
01. Got To Move 02. Shake Your Moneymaker 03. Look On Yonder Wall 04. Sunnyland Train 05. Mean Mistreatin' Mama 06. Go Back Home Again 07. You Know You're Wrong 08. You Know You Done Me Wrong 09. I've Got A Right To Love My Baby 10. Every Day I Have The Blues 11. Dust My Broom 12. It Hurts Me Too 13. Talk To Me Baby 14. Can't Stop Loving My Baby 15. She's Got To Go 16. Hand In Hand 17. Pickin' The Blues 18. Twelve Year Old Boy 19. I Believe 20. I Gotta Go Now 21. Up Jumped Elmore 22. Make My Dreams Come True 23. Back In Mississippi (A Conversation) 24. Blacksnake Blues

Elmore James gravou uma sessão para a ‘Chess Records’, em 1953, antes de se estabelecer na ‘Modern Records’ dos irmãos Bihari e novamente em 1960, pouco antes de iniciar suas gravações para as etiquetas Fire, Fury e Enjoy do produtor de discos afro-americano Bobby Robinson. O álbum ‘Whose Muddy Shoes’ gravado para a 'Chess' reuniu Elmore James com o guitarrista e gaitista John Brim que compôs e gravou ‘Ice Cream Man’ sucesso na voz de David Lee Roth no primeiro álbum do ‘Van Halen’. Inicialmente cada qual iria gravar o seu próprio álbum, mas a gravadora reuniu os dois em um mesmo disco, cada um participando nas canções do outro. A sessão produziu composições clássicas de Elmore como ‘Talk to Me Baby’, ‘Madison Blues’ e ‘Stormy Monday’ uma leitura poderosa que ele faz de T-Bone Walke. ‘The Sun Is Shining’, pode ser interpretada como a precursora para o posterior hit de grande sucesso ‘The Sky Is Crying’ de Elmore. ‘Rattlesnake’, ‘Be Careful’ e ‘You Got Me’, composições de John Brim, são interpretadas por ele acompanhado pelo grande gaitista Little Walter que em alguns momentos canta de improviso. ‘Whose Muddy Shoes’ é um álbum que a equipe de produção da Chess deliciosamente concretizou com algumas das melhores músicas de Elmore James e do subestimado guitarrista John Brim.

Elmore James & John Brim - Whose Muddy Shoes (1969)

Whose Muddy Shoes (1969)
(Elmore James & John Brim)

Tracklist
01. Ice Cream Man 02. Whose Muddy Shoes 03. Madison Blues 04. I See My Baby 05. You Got Me 06. My Best Friend 07. The Sun Is Shining 08. Lifetime Baby 09. Talk to Me Baby 10. Rattlesnake 11. Be Careful 12. Dust My Broom 13. Tool Bag Boogie 14. Tough Times 15. Stormy Monday

marlena shaw

Marlena Shaw Marlena Shaw começou sua carreira na década de 1960 e ainda continua forte. É uma das vocalistas de jazz mais versáteis e carismáticas em cena hoje. Sua presença extrovertida no palco lhe dá uma vantagem sobre as outras vocalistas, e cantando ao vivo diante de uma platéia é o lugar onde ela se sente mais confortável. Suas atuações sempre foram marcadas por uma mistura engenhosa e inebriante de jazz, soul, pop e r&b que continua a deslumbrar o público. Sua música atravessou as fronteiras em várias épocas e foi homenageada nas gerações seguintes ao aparecer nas gravações de hip-hop.

Marlena Shaw nasceu Marlina Burgess em 1942, em New Rochelle, Nova York. Sua introdução na música veio através dos discos de Dizzy Gillespie e Miles Davis do seu tio, o trompetista Jimmy Burgess que tocou com o pianista Horace Silver e levou a sobrinha para cantar durante um programa no famoso Apollo Theater no bairro do Harlem de Nova York, quando ela tinha apenas dez anos. Apesar da entusiástica recepção que recebeu em frente a uma das mais difíceis audiências do mundo, a mãe de Marlena se recusou a deixá-la prosseguir como cantora e acompanhar o tio pela estrada do jazz. Entretanto, Marlena foi inscrita para estudar música e apaixonada pelo jazz comprou discos de Al Hibbler, um vocalista que teve grande influência em seu estilo de cantar. Infelizmente, ela desistiu da música, casou-se e teve cinco filhos. Mas, ainda sonhava com uma carreira musical e cantava sem compromisso sempre que podia. Em 1963, fez algumas aparições em clubes de Nova Inglaterra com um grupo de jazz liderado pelo trompetista Howard McGhee. E no mesmo ano iria se apresentar no prestigiado Festival de Jazz de Newport, mas deixou o grupo após uma discussão com um dos membros da banda.

marlena shawEla continuou a cantar em pequenos clubes até que em 1965 atingida por doenças misteriosas perdeu completamente a voz. Recuperada em 1966 fez um show no ‘Playboy Club’, e sua carreira decolou a partir daí. A sua ligação com a empresa Playboy com sede em Chicago levou-a a cruzar com a ‘Chess Records’, com quem assinou um contrato e gravou um hit, uma versão vocal do instrumental de ‘Mercy, Mercy, Mercy’ de Cannonball Adderley e lançou, pela subsidiária ‘Cadet Records’, o seu primeiro álbum ‘Out of Different Bags’ em uma diversidade de estilos, incluindo blues, jazz, pop e soul. Antes de deixar a companhia gravou ‘Spice of Life’ em 1969. Entretanto continuou a aperfeiçoar suas habilidades no jazz ao chamar a atenção do maestro Count Basie, com quem trabalhou por quatro anos. Em 1972, deixou a prestigiada ‘Count Basie Orchestra’ e foi a primeiro vocalista do sexo feminino a assinar contrato com a ‘Blue Note Records’ e viajou por um tempo com Sammy Davis Jr. Gravou cinco álbuns e os críticos a compararam a Dinah Washington e Sarah Vaughan. Em 1977, Marlena estava pronta para uma nova mudança. Primeiro assinou com a ‘Columbia Records’, e por pressão da gravadora partiu para gêneros mais lucrativos, o pop e R&B. Mas, voltou para o seu amor real, o jazz, na década de 1980 com dois álbuns pelo selo ‘Verve’. Viajou em circuitos internacionais e os fãs começaram a se acumular em lugares como Japão e Inglaterra.

marlena shaw - stormy monday


marlena shaw - out of different bags (1967)    marlena shaw - the spice of life (1969)

Out of Different Bags (1967)    |    The Spice of Life (1969)

Tracklist: Out of Different Bags
01. Matchmaker, Matchmaker 02. A Couple Of Losers 03. It Sure Is Groovy 04. Ahmad's Blues 05. I Stayed Too Long At The Fair 06. Eyes Of Love 07. Will I Find My Love Today? 08. Nothing But Tears 09. I've Gotten Over You 10. Somewhere In The Night 11. Alone Together 12. More 13. Let's Wade In The Water 14. Let It Be Me 15. Show Time

Tracklist: The Spice of Life
01. Woman Of The Ghetto 02. Stormy Monday 03. Where Can I Go? 04. I'm Satisfied 05. I Wish I Knew (How It Would Feel To Be Free) 06. Liberation Conversation 07. California Soul 08. Go Away Little Boy 09. Looking Through The Eyes Of Love 10. Anyone Can Move A Mountain 11. Mercy, Mercy, Mercy 12. Waiting For Charlie To Come Home 13. The House That Jack Built 14. Brother Where Are You 15. We Could Have Been Fine

marlena shaw - who is this bitch, anyway (1974)    marlena shaw - it is love (1986)

Who Is This Bitch, Anyway? (1974)

It Is Love (1986)
parte I    parte II

Tracklist: Who Is This Bitch, Anyway?
01. You, Me & Ethel (dialogue) 02. Street Walking Woman 03. You Taught Me How to Speak in Love 04. Davy 05. Feel Like Makin' Love 06. The Lord Giveth and the Lord Taketh Away 07. You Been Away Too Long 08. You 09. Loving You Was Like a Party 10. A Prelude for Rose Marie 11. Rose Marie (Mon Cherie)

Tracklist: It Is Love
01. Day In - Day Out 02. It Is Love 03. Nobody Knows You When You’re Down and Out/That’s Life 04. Unforgettable 05. At Last 06. Them There Eyes 07. Lover of the Simple Things 08. On the Street Where You Live 09. It Might as Well Be Spring 10. Go Away Little Boy 11. Rockin’ Chair Blues: Everyday I Have the Blues/Drink Muddy Water

bar blue note

post relacionado
blue note records


CD 1: Passion
01. Freddie Hubbard - Open sesame
02. Horace Silver - Nicas dream
03. Hank Mobley - Avila and tequila
04. Kenny Drew - Undercurrent
05. Jackie Mclean - Appointment in ghana
06. McCoy Tyner - Passion dance
07. Dexter Gordon - Cheese cake
08. Sonny Rollins - Why didnt I
09. Wayne Shorter - Adams apple
10. High Five - Five for fun

CD 2: Dream
01. Miles Davis - I waited for you
02. Dexter Gordon - Darn that dream
03. Lee Morgan - Since I feel for you
04. Stanley Turrentine - Someone to watch over me
05. Sonny Clark - Deep in a dream
06. Ike Quebec - Blue and sentimental
07. Jimmy Smith - Round midnight
08. Hank Mobley - The good life
09. Tina Brooks - For heavens sake
10. Duke Pearson - 3 A.M.



duke pearson - 3 a.m.


Bar Blue Note (2009)

Bar Blue Note (2009)
CD 1    CD 2



lady sings the blues

posts relacionados
diana ross
billie holiday

lady sings the blues movieVagamente baseado na autobiografia ‘Lady Sings the Blues’ de 1956, escrita por Billie Holiday e William Dufty, o filme foi anunciado em 1971 pela ‘Motown Productions’ que o produziu e o inglês Sidney J. Furie dirigiu. O filme tem boa música e bom desempenho, mas se afasta de qualquer tipo de narrativa sensível depois de um tempo e também tem pouca ou nenhuma relação com a história real. O filme em si foi criticado por sua falta de autenticidade em determinados momentos, e pelo embelezamento da vida turbulenta e da carreira de Billie. Embora o filme não seja historicamente exato sobre sua vida foi eficaz em atrair toda uma nova geração de fãs de Billie Holiday, a cantora mais influente, criativa e emocional dos anos 1930 até o início dos anos 1950. Mesmo assim, é um filme que deve ser assistido pelos fãs de Diana Ross, os de Billie Holiday não devem desperdiçar seu tempo. A infância de Billie foi muito mais desesperada e os homens em sua vida, incluindo Louis McKay, interpretado por Billy Dee Williams, eram muito mais abusivos e covardes do que eles são retratados aqui.

Billie Holiday, aliás, Eleonor Gough Mckay, seu nome verdadeiro, nasceu em uma favela do gueto negro de Baltimore, e era filha de pais adolescentes: Sadie Fagan, uma empregada doméstica de 13 anos de idade e de Clarence Holiday, 15 anos, guitarrista da orquestra famosa de Fletcher Henderson, um dos reis do swing. Billie sofreu tudo o que se poderia esperar na vida de uma menina americana negra e pobre. Se Billie Holiday viveu momentos intensos, como grande cantora de jazz, trabalhando com orquestras marcantes e ao longo de sua carreira teve sempre os melhores instrumentistas de jazz a acompanhá-la, a sua vida nunca foi fácil. Nas páginas da autobiografia ela falou da miséria na infância, do choque que teve ao ver sua avó morrendo em seus braços, seu trabalho como faxineira num bordel e, aos 10 anos, violentada e, como era negra foi levada a um reformatório como ‘corrupta’. De castigo, foi obrigada a passar a noite ao lado de uma menina morta no reformatório. Adolescente, prostituiu-se e viciou-se em drogas que a levariam inúmeras vezes à prisão.

billie holidayNenhum de seus amores deu certo, mesmo quando o homem a adorava como foi o caso do magnífico saxofonista Lester Young, que, dizem, amou-a até o fim e foi marcante para a definição do seu estilo vocal. Poucos negros americanos sofreram como Billie Holiday a discriminação racial. Uma de suas canções mais famosas, ‘Strange Fruit’, fala de estranhos frutos pendentes das árvores do sul. As árvores têm sangue nas folhas e nas raízes. Os frutos são cadáveres de negros linchados, que balançam ao vento. Billie Holiday também foi linchada, só que a sua agonia durou 44 anos. Billie foi vítima das drogas, dos homens, da polícia e quando faleceu, no Metropolitan Hospital de Nova Iorque, alguém disse em relação à causa mortis: - Ela morreu de tudo! Cumpria-se, assim, uma profecia que saira de seus próprios lábios: - Tudo o que as drogas podem nos trazer é a morte e a morte rude e lenta. Todo este sofrimento Billie Holiday foi capaz de canalizá-lo muito bem através de sua música e não impediu que deixasse um repertório imenso, que nos EUA é reeditado em inúmeros álbuns.

Tão logo foi anunciado que Diana Ross iria retratar a vida desta que é uma das maiores cantoras de jazz de todos os tempos, os críticos ironizaram e duvidaram que ela pudesse realmente levar a cabo esta tarefa desafiadora pelo seu estilo vocal e aparência. Linda, habitualmente vestida de branco e a rigor, com uma gardênia também alva enfiada no cabelo, Billie Holiday marcava intensamente suas apresentações. Vocalmente também há diferenças abismais entre Billie Holiday e Diana Ross. Billie Holiday tinha uma voz profunda, rouca, enquanto Diana Ross tem uma voz suave, às vezes melosa demais. Além do mais era vocalista pop e nunca tinha realmente se aventurado no jazz e no blues antes. Diana Ross, certamente agradou a alguns e desagradou a muitos outros. Uma das principais queixas era de que ela com 28 anos de idade simplesmente não tinha vivido o suficiente para sequer ousar pisar em território de Lady Day.

diana rossDestemida, Ross mergulhou na música e na história de vida de Billie. Diana Ross na verdade sabia pouco sobre ela e não era fã de jazz em geral. Com a estréia do filme foi reconhecida por outros tantos como uma grande atriz, ao mostrar a vulnerabilidade de Billie de forma pungente e principalmente, por não tentar imitá-la. Em vez disso, ela criou novas interpretações dos clássicos. No que eu discordo, para mim houve a intenção de imitação, e isso ficou claro em algumas canções. Lançado em 1972, ‘Lady Sings the Blues’ foi um sucesso fenomenal e em 1973, Diana Ross foi indicada para o Globo de Ouro e para o Oscar de melhor atriz. Venceu na primeira premiação como revelação, mas perdeu a segunda para a amiga Liza Minnelli por seu papel em Cabaret.

Muitos dos músicos que tocavam com Billie foram convocados para realizar o filme e isso explica a riqueza da trilha sonora. A orquestra foi conduzida pelo lendário Gil Askey, que trabalhou com Diana desde o seu tempo das ‘Supremes’. Depois de várias sessões de gravação, os músicos, espontaneamente, irromperam em aplausos, devido a performance de Ross. São músicas conhecidas, standards, na linguagem jazzística que adquirem personalidade própria quando a intérprete é Billie Holiday. Mas, Diana canta com paixão e sentimento. Em ‘Strange Fruit’, uma canção muito profunda sobre os horrores do abuso racial e de como Billie viu pela primeira vez um negro ser enforcado em uma árvore, a dicção de Diana é cristalina. ‘Love Theme’ escrita pelo compositor francês Michael Le Grand é um belo instrumental. O álbum ficou durante semanas nas paradas de sucesso e o porquê de Diana, Gil Askey e Michel Le Grand não receberem um Grammy é um mistério.

Lady Sings The Blues (1992)

Lady Sings the Blues (1992)

Tracklist
01. The Arrest 02. Lady Sings The Blues 03. Baltimore Brothel 04. Billie Sneaks Into Dean & Dean's / Swingin' Uptown 05. T'Ain't Nobody's Bizness If I Do (Blinky Williams) 06. Big Ben / C.C. Rider 07. All Of Me (Lady Sings The Blues/Soundtrack Version With Dialogue) 08. The Man I Love 09. Them There Eyes 10. Gardenias From Louis 11. Cafe Manhattan / Had You Been Around / Love Theme 12. Any Happy Home 13. I Cried For You (Now It's Your Turn To Cry Over Me) 14. Billie & Harry / Don't Explain 15. Mean To Me 16. Fine And Mellow (Lady Sings The Blues/Soundtrack Version) 17. What A Little Moonlight Can Do 18. Louis Visits Billie On Tour / Love Theme 19. Cafe Manhattan Party 20. Persuasion/ T'Ain't Nobody's Bizness If I Do 21. Agent's Office 22. Love Is Here To Stay 23. Fine And Mellow (Lady Sings The Blues/Soundtrack Version) 24. Lover Man (Oh, Where Can You Be) 25. You've Changed 26. Gimme A Pigfoot (And A Bottle Of Beer) 27. Good Morning Heartache 28. All Of Me (Lady Sings The Blues/Soundtrack Version Without Dialogue) 29. Love Theme (Michel Legrand) 30. My Man (Mon Homme) 31. Don't Explain 32. I Cried For You (Now It's Your Turn To Cry For Me) 33. Strange Fruit 34. God Bless The Child 35. Closing Theme (Michel Legrand)

lady sings the blues
(diana ross - the man I love)



dakota staton

dakota statonDakota Staton também conhecida pelo nome muçulmano Aliyah Rabia, foi cantora de jazz que encontrou fama internacional com o hit, ‘The Late, Late Show’. Nascida em Pittsburgh, Pensilvânia, onde estudou música e mais tarde se apresentou regularmente nos clubes de jazz como vocalista da popular orquestra de Joe Wespray. Depois, por vários anos, se apresentou em boates em outras cidades como Detroit, Indianápolis, Cleveland e St. Louis. Enquanto em Nova York, cantou em uma boate do Harlem chamada ‘Baby Grand’ onde foi ouvida por Dave Cavanaugh, produtor da Capitol Records e assinou o seu primeiro contrato e lançando vários hits de sucesso que a levou a ser premiada com a música ‘Most Promising New Comer’ em 1955.

No final dos anos 1950 a popularidade de Staton era tão elevada quanto a de Sarah Vaughan e Dinah Washington. Lançou vários álbuns aclamados pela crítica incluindo ‘The Late, Late Show’ cuja faixa título foi o seu maior hit apoiada por Jonas Jones no trompete. Ela continuou a gravar regularmente tendo a música gospel e o blues como influências cada vez mais fortes. Dakota Staton nunca apreciou o sucesso comercial e apesar de ser uma das grandes vozes do jazz do pós-guerra ela era arrojada e ousada e se apresentou ao lado de Big Joe Turner e Fats Domino. Depois de casar com o trompetista Talib Dawud Ahmad, em 1958, Staton converteu-se ao islamismo e por um tempo apresentou-se sob o nome de Aliyah Rabia. Ela também era um membro ativo do grupo de advocacia ‘Dawud’ e envolveu-se em um polêmico episódio para combater a política radical de Elijah Muhammad, um ativista negro dos Estados Unidos da América, e líder do grupo ‘Nation of Islam’. A atenção da mídia para o caso comprometeu a sua carreira e seu sucesso nunca mais foi o mesmo. Após se mudar para a Grã-Bretanha Staton trabalhou em hotéis e navios de cruzeiro, e foi esquecida até voltar para os EUA no início da década de 70 e gravar para uma variedade de rótulos.

dakota staton - heartbreak


dakota staton - time to swing (1959)    dakota staton - spotlight on dakota staton (1996)    dakota staton - congratulations to someone (2003)

Time to Swing (1959)

Tracklist
01. When Lights Are Low 02. Willow Weep For Me 03. But Not For Me 04. You Don't Know What Love Is 05. The Best Thing For You 06. The Song Is You 07. Avalon 08. Baby Don't You Cry 09. Let Me Know 10. Until The Real Thing Comes Along 11. If I Should Lose You 12. Gone With The Wind

Spotlight on Dakota Staton (1996)

Tracklist
01. Anything Goes 02. Don't Explain 03. But Not for Me 04. Misty 05. September in the Rain 06. Solitude 07. I Hear Music 08. My One and Only Love 09. East of the Sun 10. The Late, Late Show 11. You Don't Know What Love Is 12. Too Close for Comfort 13. You've Changed 14. Love Walked In 15. Crazy He Calls Me 16. On Green Dolphin Street 17. Body and Soul 18. The Song Is Ended

Congratulations to Someone (2003)
parte I    parte II

Tracklist
01. Country Man 02. I Love You More Than You'll Ever Know 03. Girl Talk 04. Cry Me A River 05. Heartbreak 06. It's The Talk Of The Town 07. Make It Easy On Yourself 08. How Did He Look 09. Congratulations To Someone 10. Blues For Tasty 11. A Losing Battle

stevie ray vaughan

stevie ray vaughanFreqüentemente citado por suas iniciais, SRV, Stevie Ray Vaughan impressionou milhões de fãs e músicos aspirantes com sua alma genuína e técnica. A sua música vive para sempre e seus sonhos como músico foram cumpridos durante a sua breve carreira interrompida por um manto de nevoeiro nas primeiras horas da manhã depois de um concerto em 1990. Vaughan foi um guitarrista de blues que saiu da obscuridade para desfrutar de um sucesso meteórico no início de 1980. Um virtuoso com muita técnica e um mestre de efeitos explosivos que tinha sido iniciada por Jimi Hendrix. Essencialmente um tradicionalista do blues do Texas. Nativo de Dallas, Vaughan trabalhava em um restaurante fast food, quando caiu acidentalmente em um barril cheio de gordura e decidiu se concentrar apenas em sua carreira musical. Era o irmão mais novo de Jimmy Vaughan, da banda de rock bem sucedida ‘The Fabulous Thunderbirds’. Foi ouvindo a coleção de discos de seu irmão que Stevie Ray começou a se interessar pela guitarra. E o blues de Chicago, Mississipi, Memphis e Louisiana, despertou o seu maior interesse. Aos sete anos ganhou sua primeira guitarra, um instrumento de brinquedo no qual aprendeu a tocar as primeiras músicas. Esta mesma guitarra foi modificada por Stevie, que a transformou em um contrabaixo para acompanhar seu irmão Jimmie, que era guitarrista.

Stevie Ray Vaughan - Double TroubleEm 1963 comprou seu primeiro disco, ‘Wham’ de Lonnie Mack que ouvia seguidamente até seu pai quebrá-lo em pedaços. Nesta época ganhou sua primeira guitarra elétrica de seu irmão que tocava na banda ‘The Chessmen’, da qual também fazia parte o vocalista e baterista Doyle Bramhall, que foi importante no desenvolvimento de Stevie como compositor e instrumentista. Stevie abandonou a escola no último ano e mudou-se para Austin, uma cidade com forte consciência política e que tinha no blues uma de suas principais formas de expressão. Tocou em vários grupos antes de formar em 1979 a banda de blues ‘Double Trouble’ que incluía Chris Layton na bateria e Jackie Newhouse no baixo. Era um trio poderoso nos moldes do ‘ZZ Top’. Em 1981 Jackie foi substituído por Tommy Shannon e em 1985 entra no grupo o tecladista Reese Wynans. ‘Double Trouble’ que era desconhecido até então, chamou a atenção de David Bowie graças a sua apresentação no Montreux Jazz Festival na Suíça. Em 1983, Vaughan foi convidado para tocar no álbum ‘Let's Dance’ de Bowie. Sua guitarra é ouvida nas canções ‘Let's Dance’, ‘China Girl’ e ‘Modern Love’. Após tocarem como sideman com os ‘Rolling Stones’ e Jackson Browne, finalmente debutaram com o álbum ‘Texas Flood’ lançado em 1983. Um álbum que não apenas causou impacto na cena do blues, mas sobre uma geração que pôde enxergar além do rock and roll e descobrir um gênio da guitarra que mostrava em ‘Texas Flood’ a influência de seus mestres: Albert King, Buddy Guy, Lonnie Mack, Hubert Sumlin, Otis Rush, Albert Collins e principalmente Jimi Hendrix. No ano seguinte, a banda ganhou o primeiro Grammy de melhor gravação de blues tradicional por sua contribuição para o antológico álbum ‘Blues Explosion’. No entanto, Vaughan estava se afundando no vício do álcool e cocaína que o levou a se internar em um centro de reabilitação em 1986.

Em 1990, participou de um concerto em East Troy, Wisconsin, e o show também contou, entre outros grandes músicos, com Eric Clapton. Quatro helicópteros estavam à disposição dos músicos, e Stevie encontrou um lugar vazio em um helicóptero com alguns membros da equipe de Clapton, e decidiu embarcar para Chicago. O céu estava extremamente nublado e com forte névoa, e o helicóptero de Stevie virou para o lado errado e foi de encontro a uma pista artificial de ski. Não houve sobreviventes, e o blues perdeu um dos seus maiores expoentes. Seu funeral foi acompanhado por uma multidão dentro e fora de uma capela em Dallas. E uma estátua dele foi erguida em Austin, no Auditorium Shores em Lady Bird Lake. Com apenas 35 anos, ele nos deixou uma obra imensa, e podemos apenas imaginar o que Stevie Ray poderia dar ao mundo da música se ele vivesse um pouco mais. Um gênio que sempre se preocupou mais em aperfeiçoar-se em sua arte do que em vender álbuns.


The Stevie Ray Vaughn Memorial Statue in Austin, TX

The Stevie Ray Vaughn Memorial Statue in Austin, Texas

stevie ray vaughan & johnny copeland

cold shot - live montreaux (1985)
vídeo de stevie ray vaughan com johnny copeland em monteaux jazz festival

stevie ray vaughan - pride and joy



Editado após a trágica morte de SRV, no álbum ‘The Sky Is Crying’ encontra-se material que por alguma razão não tinha sido publicado. Com ‘Texas Flood’ e ‘In Step’, são registros dos melhores trabalhos de Stevie.

stevie ray vaughan - texas flood (1983)    stevie ray vaughan - in step (1989)    stevie ray vaughan - the sky is crying (1991)

Texas Flood (1983)    |    In Step (1989)    |    The Sky Is Crying (1991)

Texas Flood
01. Love Struck Baby 02. Pride and Joy 03. Texas Flood 04. Tell Me 05. Testify 06. Rude Mood 07. Mary Had A Little Lamb 08. Dirty Pool 09. I’m Cryin’ 10. Lenny 11. SRV Speaks 12. Tin Pan Alley 13. Testify (live) 14. Mary Had A Little Lamb (live) 15. Wham (live)

In Step
01. The House is Rockin' 02. Crossfire 03. Tightrope 04. Let Me Love You Baby 05. Leave My Girl Alone 06. Travis Walk 07. Wall of Denial 08. Scratch-N-Sniff" 09. Love Me Darlin' 10. Riviera Paradise 11. Stevie Ray Vaughan Speaks 12. The House is Rockin' 13. Let Me Love You Baby 14. Texas Flood 15. Life Without You

The Sky Is Crying
01. Boot Hill 02. The Sky Is Crying 03. Empty Arms 04. Little Wing 05. Wham! 06. May I Have A Talk With You 07. Close To You 08. Chitlins Con Carne 09. So Excited 10. Life By The Drop

stevie ray vaughan - the essential (2002)

The Essential (2002)
(Stevie Ray Vaughan and Double Trouble)
CD 1    CD 2

CD 1
Tracklist: 01. Shake for Me (Live) 02. Rude Mood/Hide Away (Live) 03. Love Struck Baby 04. Pride and Joy 05. Texas Flood 06. Mary Had a Little Lamb 07. Lenny 08. Scuttle Buttin' 09. Couldn't Stand the Weather 10. The Things (That) I Used To Do 11. Cold Shot 12. Tin Pan Alley (aka Roughest Place In Town) 13. Give Me Back My Wig 14. Empty Arms 15. The Sky Is Crying (Live) 16. Voodoo Child (Slight Return) (Live)

CD 2
Tracklist: 01. Say What! 02. Look at Little Sister 03. Change It 04. Come on (Part III) 05. Life Without You 06. Little Wing 07. Willie the Wimp (Live) 08. Superstition (Live) 09. Leave My Girl Alone (Live) 10. The House Is Rockin' 11. Crossfire 12. Tightrope 13. Wall of Denial 14. Riviera Paradise 15. Telephone Song (The Vaughan Brothers) 16. Long Way From Home (The Vaughan Brothers) 17. Life by The Drop Trouble

stevie ray vaughan & buddy guy (1989)

It's Still Called the Blues (1989)
(Stevie Ray Vaughan & Buddy Guy)

Tracklist
01. It's Called The Blues 02. Champagne And Reefer 03. Mary Had A Little Lamb 04. Leave My Girl Alone

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...