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lester youngLester Young foi um músico cujo estilo inovador no saxofone teve uma grande influência sobre outros grandes nomes do instrumento. Ele era particularmente conhecido por seu trabalho com a banda de Count Basie nos anos 30 e 40 e nas gravações com a vocalista Billie Holiday a quem apelidou de ‘Lady Day’ e esta, por sua vez, o apelidou de ‘presidente’, mais tarde encurtado para ‘pres’ ou ‘prez’. Com olhos verdes e cabelos avermelhados, vestia ternos trespassados e chamativos e chapéu estilo ‘pork pie’, sua outra marca, que foram copiados por várias gerações de músicos do jazz. O estilo exuberante de Young incluía a maneira de tocar o saxofone em ângulos estranhos. Com o seu saxofone para cima em um ângulo de 45 graus, a presença de Young no palco era impressionante. Suas frases, tanto em palavras quanto na música, tornaram-se lendárias entre outros músicos. Lester Young e seu contemporâneo Coleman Hawkins são frequentemente listados como as torres gêmeas do saxofone do jazz moderno. Um dos gigantes do jazz, Lester ao invés de adotar a abordagem então dominante de Coleman Hawkins veio com uma concepção completamente diferente. Um não-conformista que foi importante para o desenvolvimento progressivo do cool jazz, que surgiu no final de 1940.

Nascido em 1909, em Woodville, Mississippi, Lester Young era o mais velho de três filhos e cresceu nos arredores de Nova Orleans durante o período em que King Oliver, Louis Armstrong, Jelly Roll Morton e Sidney Bechet estavam criando o jazz. Em 1920 mudou-se para Minneapolis com seu pai, Willis Handy Young, um músico versátil que ensinou todos os instrumentos aos filhos e formou uma banda com a família que se apresentava em festas e outros espetáculos. Lester estudou violino, trompete, baixo e bateria, e escolheu o saxofone alto aos 13 anos de idade. Após uma das muitas brigas com o pai, ele deixou a banda da família no final de 1927 e passou o ano seguinte em turnê com Art Bronson, onde adotou o saxofone tenor. Ele voltou para sua família no Novo México em 1929, e depois mudou-se para a Califórnia.

red callender leter young, foto de gjon mili     chapéu de lester young, foto de herman leonard
Red Callender e Lester Young, foto de Gjon Mili durante as filmagens de ‘Jammin’ the Blues’, 1944
Chapéu de Lester Young, foto de Herman Leonard, Nova York, 1948

Na década de 30, ele tocou brevemente com uma das primeiras bandas de Kansas City, a ‘Blue Devils’ do baixista Walter Page e depois novamente com Bronson, para em seguida, estabelecer-se em Minneapolis, onde tocou com o saxofonista, clarinetista e arranjador Eddie Barefield e com vários outros líderes no ‘Nest Club’. Depois se juntou ao grupo ‘Thirteen Original Blue Devils’ e enquanto estava em turnê na cidade de Oklahoma conheceu o guitarrista Charlie Christian. Quando o ‘Blue Devils’ se desfez Young tocou então na ‘Kansas City Orchestra’ de Bennie Moten, na banda de George E. Lee e com o cornetista e bandleader King Oliver, em uma noite com o pianista Fletcher Henderson, em seguida, em turnê com a estrela do saxofone, Coleman Hawkins.

lester youngYoung se juntou então a Count Basie para depois ser um substituto provisório de Coleman Hawkins na banda de Fletcher Henderson, mas os músicos rejeitaram a abordagem muito diferente do jovem saxofonista, e Lester saiu depois de alguns meses. Em seguida ele se juntou a várias bandas entre Kansas City e Minnesota para depois voltar para Count Basie com quem fez suas primeiras gravações. Seus solos de ‘Lady be Good’ e ‘Shoe Shine Boy’ foram copiados nota a nota por vários músicos e nos anos seguintes quando a banda de Basie se tornou famosa, Lester Young, apesar de ter recebido muitas críticas, uma nova geração de músicos, incluindo Dexter Gordon, Illinois Jacquet, e outros, ficou entusiasmada com sua música. Suas apresentações em pequenos grupos, e suas gravações em 1939 com Billie Holiday foram especialmente influentes.

Young deixou Basie em 1940 para formar sua própria banda que se apresentou em Nova York no início de 1941. No mesmo ano, ele se mudou para Los Angeles para liderar uma banda com o irmão Lee. O grupo se desfez no início do ano seguinte, e Lester se apresentou como freelancer em Nova York antes de se reunir novamente com Basie em 1943. E foi quando o seu saxofone chegou ao conhecimento do público e Lester ficou em primeiro lugar na enquete da revista norte-americana de jazz ‘DownBeat’ como saxofonista tenor, a primeira de muitas honras. E se tornou o favorito de uma nova geração de músicos de jazz, entre eles John Coltrane, Sonny Rollins e Stan Getz. E foi o destaque no filme ‘Jammin’ the Blues’, um curta de 1944 com vários proeminentes músicos de jazz reunidos em uma rara ‘jam session’. O filme foi dirigido artisticamente pelo famoso fotógrafo Gjon Mili e lançado pela Warner Bros. Em 1995, ‘Jammin’ the Blues’ foi selecionado para a Biblioteca do Congresso como sendo ‘cultural, histórica e esteticamente significativo’.



O curta-metragem ‘Jammin’ the Blues’ de 1944, produzido por Gordon Hollingshead e dirigido pelo fotógrafo Gjon Mili

Em 1944, extirpado do seu ambiente musical, Lester Young foi convocado para o exército, onde encontrou o terror e sofreu com o preconceito. E quando descoberto usando drogas foi submetido à corte marcial. Depois de vários meses de detenção no quartel da Geórgia, em 1945 retomou à música se apresentando em Los Angeles. Alguns críticos consideram que ele tornou-se menos criativo e mais excêntrico, paranóico, sentindo como se ninguém gostasse dele. Sua popularidade, no entanto, aumentou de forma constante. Na sua primeira sessão de gravação, ele produziu uma obra-prima, ‘These Foolish Things’. A partir de 1946, passou a fazer parte do ‘Jazz at the Philharmonic’ título de uma série de concertos de jazz, turnês e gravações produzidas por Norman Granz - empresário e produtor de jazz e fundador de cinco gravadoras: Clef, Norgran, Down Home, The Verve e Pablo. E também se apresentar em pequenos grupos. De 1947 a 1949 influenciou alguns dos jovens músicos do bebop.

Embora muitas de suas gravações em 1950 fossem excelentes mostrando uma maior profundidade emocional do que em seus dias iniciais, o incomodava o fato de alguns de seus imitadores brancos estarem ganhando mais dinheiro que ele. Sofrendo com isso, construiu um muro entre ele e o mundo exterior e inventava o seu próprio vocabulário através da música. E continuou a desenvolver e modificar a sua abordagem do saxofone com sucesso, exceto quando bebia, o que estava se tornando mais freqüente até a sua morte. Mas ele ainda foi capaz de produzir alguns de seus melhores trabalhos em gravações. Ele participou da banda de Basie entre 1952-54 e novamente no ‘Newport Jazz Festival’ em 1957, mas nunca voltou como um membro regular. E tornou-se cada vez mais dependente do álcool e por várias vezes foi internado. Em 1959, começou uma temporada no ‘Blue Note Club’, em Paris. Após adoecer Lester Young voltou para casa e bebeu até morrer. Muitas décadas depois de sua morte, Pres ainda é considerado, juntamente com Coleman Hawkins e John Coltrane, um dos três saxofonistas tenores mais importantes de todos os tempos.

lester young e billie holiday (1952)    lester young (1959)
Billie Holiday e Lester Young em um clube noturno em 1952
Lester Young em 1959, já muito doente não conseguia mais ficar em pé

Para a edição de ‘The Sound of Jazz’ de 1957, um dos principais programas de jazz da televisão norte-americana, Billie Holiday se reuniu com seu ex-amigo de longa data para a parte final do programa. Durante os ensaios eles se mantiveram em lados opostos da sala. Muito fraco Lester Young teve que ficar sentado durante a apresentação do grupo de Billie. E Lester e Billie se procuravam com os olhos. Durante a apresentação de ‘Fine and Mellow’, Ben Webster tocou o primeiro solo e Young Lester se levantou e tocou o mais puro blues enquanto Billie sorria. Era como se ambos estivessem a se lembrar o que um foi para o outro. E na sala de controle de som todos choraram. Quanto o show terminou, Bille e Lester seguiram caminhos separados. Dois anos depois, ambos estavam mortos.



'The Sound of Jazz’ de 1957 com Billie Holiday, Coleman Hawkins, Lester Young, Ben Webster, Gerry Mulligan, Vic Dickenson e Roy Eldridge.

Certa vez, Young observou que seu estilo era muito parecido com o cantar de Billie Holiday. Na autobiografia de Billie, ‘Lady Sings the Blues’, Lester é citado como tendo dito que ao ouvir os discos de Billie em duetos com ele teve a impressão de que o saxofone e a voz de Billie soavam como uma única voz, e se prestasse mais atenção era como se fossem uma só pessoa. A verdade é que ele amava Billie Holiday. Se o quente do jazz foi definido por Louis Armstrong em 1920, o lado lírico do jazz encontrou seus expoentes perfeitos em Billie Holiday e Lester Young durante os anos 30 e 40. Suas colaborações revelaram um lado diferente na arte do jazz. A emoção, a simplicidade e a força de expressão que somente são conseguidos através da sensibiidade. Como se para esta música sensível de Billie e Lester fosse necessário algum tipo de magnestismo, atração mútua para tornar isso possível. Ou simplesmente um romance musical. ‘All of Me’, a minha predileta, revela tudo isso.

billie holiday & lester young - all of me


Lester Young gravou para o selo ‘Aladdin’ entre 1945 e 1947, liderando uma série de pequenos grupos que variavam de quintetos para sextetos. E a formação dos grupos poderia ser simplesmente casual e incluíam fiéis da era swing ou boppers dedicados. Parece que isso pouco importava para Lester Young. Seu som era uma das maravilhas do jazz, e não apenas por sua transparência, mas por sua suavidade. Além das sessões de ‘Aladdin’, este dois CDs incluem músicas com o trio de 1942 que tinha Nat ‘King’ Cole no piano e Red Callendar no baixo. O solo de Young em ‘Indiana’ é uma das maravilhas do swing. Há também uma sessão de 1945 com a cantora Helen Humes com a participação fantástica do trompetista Snooky Young e o saxofonista Willie Smith, bem como Lester Young.

Lester Young - Complete Aladdin Recordings (1995)

Complete Aladdin Recordings (1995)
CD 1    CD 2

CD 1
01. Indiana 02. I Can't Get Started 03. Tea For Two 04. Body And Soul 05. D. B. Blues 06. Lester Blows Again 07. These Foolish Things 08. Jumpin' At Mesner's 09. It's Only A Paper Moon 10. After You've Gone 11. Lover Come Back To Me 12. Jammin' With Lester 13. You're Driving Me Crazy 14. New Lester Leaps In 15. Lester's Be Bop Boogie 16. She's Funny That Way 17. Sunday 18. S. M. Blues

CD 2
01. Jumpin' with Symphony Sid 02. No Eyes Blues 03. Sax-O-Be-Bop 04. On the Sunny Side of the Street 05. Easy Does It 06. Easy Does It 07. Movin' with Lester 08. One o'Clock Jump 09. Jumpin' at the Woodside 10. I'm Confessin' 11. Lester Smooths It Out 12. Just Cooling 13. Tea for Two 14. East of the Sun 15. The Sheik of Araby 16. Something to Remember You By 17. Riffin' Without Helen 18. Please Let Me Forget 19. He Don't Love Me Anymore 20. Pleasing Man Blues 21. See See Rider 22. It's Better to Give than Receive

Com demasiada frequência, os críticos de jazz alimentaram o mito de que Lester Young foi tão emocionalmente ferido pelo racismo que sofreu no serviço militar em 1944-45 durante a II Guerra Mundial que ele nunca mais foi o mesmo como nos anos 30 e início dos anos 40. O jovem Lester viveu o inferno no exército e suas experiências dolorosas o levaram para o abuso do álcool, das drogas e depressão. Mas, apesar do declínio mental, ele ainda era um solista fantástico. Este conjunto de oito CDs, que reúne a maioria das gravações em estúdio que fez para a gravadora ‘Clef’ e a ‘Verve’ de Norman Granz, no período de 1946-1959 em sessões com Nat ‘King’ Cole e Buddy Rich, em 1946, Oscar Peterson e Barney Kessel, em 1952, Roy Eldridge e Teddy Wilson em 1956 e Harry ‘Sweets’ Edison, em 1957. O disco 8 contém duas entrevistas gravadas: uma feita por Chris Albertson em 1958 para a rádio WCAU da Filadélfia, e a outra feita em Paris pelo entusiasta francês do jazz Francois Postif em 06 de fevereiro de 1959, apenas cinco ou seis semanas antes da morte de Young. O contraste entre as duas entrevistas é surpreendente, na Filadélfia, Young é educado e de fala mansa, enquanto em Paris, os efeitos do álcool são fáceis de se perceber devido aos xingamentos e a liberdade com que Young candidamente diz a Postif sobre tudo, desde os seus traumas com o racismo e suas associações com Billie Holiday e Count Basie.

The Complete Lester Young Studio Sessions on Verve (1946-1959)

The Complete Lester Young Studio Sessions on Verve (1946-1959)
CD 1: parte I    parte II
CD 2: parte I    parte II
CD 3: parte I    parte II
CD 4: parte I    parte II
CD 5: parte I    parte II
CD 6: parte I    parte II
CD 7: parte I    parte II
CD 8: parte I    parte II

CD 1
01. Back to the Land 02. I Cover the Waterfront - (12" LP take) 03. I Cover the Waterfront - (master take) 04. Somebody Loves Me 05. I've Found a New Baby 06. Man I Love, The 07. Peg O' My Heart 08. I Want to Be Happy 09. Mean to Me 10. Too Marvelous For Words - (78-rpm take) 11. Too Marvelous For Words - (LP take) 12. 'Deed I Do 13. Encore 14. Polka Dots and Moonbeams 15. Up 'N' Adam 16. Three Little Words 17. Count Every Star - (master take) 18. Count Every Star 19. It All Depends on You 20. Neenah (alternate take) 21. Neenah (alternate take) 22. Neenah (master take)

CD 2
01. Jeepers Creepers 02. Thou Swell (USA 78-rpm take) 03. Thou Swell (Canada 78-rpm take) 04. September in the Rain 05. Undercover Girl Blues 06. Frenesi 07. Pete's Cafe 08. Little Pee Blues 09. A Foggy Day10. In a Little Spanish Town 11. Let's Fall in Love 12. Down 'N' Adam 13. Lester Swings 14. Slow Motion Blues 15. Ad Lib Blues 16. Just You, Just Me 17. Tea For Two 18. Indiana 19. These Foolish Things 20. I Can't Get Started

CD 3
01. Star Dust 02. It Takes Two to Tango 03. On the Sunny Side of the Street 04. Almost Like Being in Love 05. I Can't Give You Anything But Love 06. There Will Never Be Another You 07. I'm Confessin' 08. Willow Weep For Me 09. This Can't Be Love 10. Can't We Be Friends 11. Tenderly 12. New D.B. Blues 13. Jumpin' at the Woodside 14. I Can't Believe That You're in Love With Me 15. Oh, Lady Be Good! 16. Another Mambo 17. Come Rain or Come Shine 18. Rose Room 19. Somebody Loves Me 20. Touch Me Again 21. It Don't Mean a Thing (If It Ain't Got That Swing)

CD 4
01. I'm in the Mood For Love 02. Big Top Blues 03. Mean to Me 04. That's All (alternate take) 05. That's All (master take) 06. Red Boy Blues 07. Pennies From Heaven 08. She's Funny That Way (breakdown) 09. She's Funny That Way (master take) 10. One O'Clock Jump 11. It's the Talk of the Town 12. I've Found a New Baby 13. I Guess I'll Have to Change My Plan

CD 5
01. I Didn't Know What Time It Was 02. Gigantic Blues 03. This Year's Kisses 04. You Can Depend on Me 05. Pres Returns 06. Prisoner of Love 07. Taking a Chance on Love 08. All of Me 09. Louise 10. Love Is Here to Stay 11. Love Me or Leave Me

CD 6
01. St. Tropez (alternate take) 02. St. Tropez (master take) 03. Flic 04. Ballad Medley: A Ghost Of A Chance/I Cover The Waterfront 05. Love Is Here to Stay 06. Sunday (rejected version) 07. Perdido (incomplete take) 08. Waldorf Blues (alternate take) 09. Waldorf Blues (master take) 10. Sunday (master take) 11. You're Getting to Be a Habit With Me (alternate take)

CD 7
01. You're Getting to Be a Habit With Me (master take) 02. Romping 03. Gypsy in My Soul 04. Please Don't Talk About Me When I'm Gone 05. They Can't Take That Away From Me 06. Salute to Benny 07. Ballad Medley: The Very Thought Of You/I Want A Little Girl/Blue And Sentimental 08. Mean to Me 09. I Didn't Know What Time It Was 10. Oh, Lady Be Good! 11. Almost Like Being in Love 12. Three Little Words 13. I Cover the Waterfront 14. I Can't Get Started

CD 8
01. Indiana 02. Pennies From Heaven 03. New D.B. Blues 04. Lullaby of Birdland 05. There Will Never Be Another You 06. Tea For Two
07 - 22 Interview with Lester Young by Francois Postif
23 - 30 Interview with Lester Young by Chris Albertson

Um dos mais memoráveis momentos de Lester Young pós-II Guerra Mundial foi em 1946, quando ele formou um trio com Nat King Cole no piano e Buddy Rich na bateria e entrou em um estúdio de Los Angeles. Em 1994, os resultados desse encontro clássico, que Norman Granz produziu para seu selo ‘Clef’, foram reeditados no CD ‘Lester Young Trio’ pela ‘Verve’ também de Norman, um empresário e produtor, uma figura fundamental no jazz norte-americano, e fundador de mais três gravadoras: Norgran, Down Home e Pablo. O álbum tem quatro faixas bônus que incluem ‘Sweet Lorraine’, ‘Rosetta’ e ‘I've Found a New Baby’ em duas versões. Em uma delas, Lester é destaque em um trio com o pianista Nat ‘King’ Cole e o baterista Buddy Rich em um desempenho espantoso, e em outra versão em um quinteto com Cole novamente, desta vez na linha de frente com o trompetista Harry ‘Sweets’ Edison e um jovem Dexter Gordon no saxofone tenor. Os desempenhos são excelentes. Do blues ‘Back to the Land’ às baladas ‘The Man I Love’ e ‘I Cover the Waterfront’, Lester Young detona o mito absurdo de que nessa época, o seu desempenho é de pouco ou nenhum valor, um mito que muitos críticos de jazz promoveram.

I've Found a New Baby (1946)

I've Found a New Baby (1946)
parte I    parte II


Personnel:
Lester Young (tenor saxophone); Nat King Cole (piano); Buddy Rich (drums – 1/10); Harry ‘Sweets’ Edison (trumpet – 11/14); Dexter Gordon (tenor saxophone 11/14); Clifford Owens (drums 11/14); Red Callender ou Johnny Miller (double bass 11/14)
Tracklist 01. Back to the Land 02. I Cover the Waterfront [take one] 03. I Cover the Waterfront [take two] 04. Somebody Loves Me 05. I've Found a New Baby 06. The Man I Love 07. Peg o' My Heart 08. I Want to Be Happy 09. Mean to Me 10. Back to the Land [2] 11. I've Found a New Baby 12. Rosetta 13. Sweet Lorraine 14. Blowed and Gone

The Complete Billie Holiday and Lester Young 1937-1946

The Complete Billie Holiday and Lester Young 1937-1946 (2003)

CD 1: parte I    parte II
CD 2: parte I    parte II
CD 3: parte I    parte II

Tracklist: CD 1
01. He Ain't Got Rhythm 02. This Year's Kisses 03. Why Was I Born? 04. I Must Have That Man 05. Sun Showers 06. Yours and Mine 07. Mean to Me [Prise Master] 08. Mean to Me 09. Foolin' Myself 10. Easy Living 11. I'll Never Be the Same 12. Me, Myself and I 13. Me, Myself and I [Prise Master] 14. A Sailboat in the Moonlight 15. Born to Love 16. Without Your Love [Prise Master] 17. Without Your Love 18. Getting Some Fun Out of Life 19. Who Wants Love? 20. Trav'lin' All Alone 21. He's Funny That Way 22. I Can't Get Started

Tracklist: CD 2
01. My First Impression of You 02. My First Impression of You [Prise Master] 03. When You're Smiling [Prise Master] 04. When You're Smiling 05. I Can't Believe That You're in Love with Me 06. I Can't Believe That You're in Love with Me 07. If Dreams Come True [Prise Master] 08. If Dreams Come True 09. Now They Call It Swing 10. Now They Call It Swing [Prise Master] 11. Back in Your Own Backyard [Prise Master] 12. Back in Your Own Backyard 13. When a Woman Loves a Man 14. The Very Thought of You 15. I Can't Get Started [Prise Master] 16. I Can't Get Started 17. I've Got a Date with a Dream 18. I've Got a Date with a Dream 19. You Can't Be Mine 20. Everybody's Laughing 21. Here It Is Tomorrow Again 22. Say It with a Kiss

Tracklist: CD 3
01. The Man I Love 02. You're Just a No-Account 03. You're a Lucky Guy 04. I'm Pulling Through 05. Laughing at Life [Prise Master] 06. Laughing at Life 07. Time on My Hands 08. The Man I Love 09. Let's Do It (Let's Fall in Love) 10. Let's Do It (Let's Fall in Love) 11. All of Me [Prise Master] 12. All of Me 13. All of Me 14. I Cried for You 15. Fine and Mellow 16. He's Funny That Way 17. The Man I Love 18. Gee Baby, Ain't I Good to You? 19. All of Me 20. Billie's Blues

12 comentários:

Borboletas de Jade disse...

Tenho uma profunda admiração por Prez bem como sua colossal obra ao longo de uma vida cercada de genialidade e criações antologicas. No período que manteve com Billie Holiday, sua marca registrada, nota-se uma uma claridade sonora atingido a plenitude nas gravações em que fizeram juntos - ela cantava do jeito que ele tocava - e existia ali um tipo de alegria, uma sensação de liberdade e de exuberância.Pra quem conhece Lady Day e sua trajetória sobrehumana, não há duvida de que existia um flerte sonoro no ar.
Fantástica postagem e aceite meus agradecimentos.
Mr. Butterfly

Naura Telles disse...

Lindo seu blog, beijo!

mara* disse...

A música que Billie e Lester fizeram juntos foi tão dolorosa e perfeitamente bela, tão em sincronia que parecia impossível que eles não fossem amantes. Os solos de Prez dançavam ao redor de Billie, amparando-a com suavidade em seus momentos melancólicos e pareciam que voavam lado a lado. Um dos momentos que mais me comovem no jazz é este especial ao vivo. Billie trai o seu cansaço e Lester tem apenas forças suficientes para acompanhá-la num momento de declaração de amor eterno.

Um beijo Mr. Butterfly.

mara* disse...

Beijo Naura, é bom tê-la aqui. Volte.

Edison Junior disse...

Lester Young é um dos meus favoritos. Ele "inventou" o jeito cool de tocar anos antes que outros músicos o fizessem ou que sequer classificassem essa forma de tocar como um estilo do jazz. Genial essa versão de All of Me. Adorei o post!

mara* disse...

Minhas quatro paixões: Billie, Chet Baker, Charles Mingus e saxofone, seja ele tocado por quem quer que seja, mas tenho uma queda pelo tenor cool de Lester. O saxofone toca-me a alma quase até o intolerável. Adoro a sua sonoridade sensual e imagino-o tocado nas ruas da cidade numa noite fria, num vão de escada onde a escuridão é cortada apenas por um fino feixe de luz laranja vindo sabe-se lá de onde.

Beijão Edison.

Borboletas de Jade disse...

Vê!, é o lacrimejar abafado da nostalgia, não se houve a voz, penas o soluçar que ecoa no teu vazio de sopro. Sente as vibrações serpenteando por debaixo do teu vestido branco, até repousarem no teu ventre do meu sax, matriz de todas as notas, que fazem da tua pele, partitura afogada em tempos e solfejos, reservatório da minha clave de sol maior no teu âmago. Porque repousa entre meus braços desnudos e trêmulos, um sax sufocado por notas que resvalam e submergem o meu sorriso como uma meretriz que chega de madrugada depois de ter ganho o sustendo de uma noite infernal.

Ricardo disse...

Mara,
Tudo aqui é ótimo, e muitas vezes é mais que ótimo!
Parabéns pelas escolhas! E obrigado por disponibilizá-las!
ricardo

mara* disse...

Diz-me, nobre saxofone, entre escalas e arpejos, onde é a tua morada. Diz que moras na lua ou no recanto prateado da minha alma.

Grata Mr. B.

mara* disse...

Eu que agradeço a sua visita Ricardo. Volte sempre. Um abraço.

Eloy disse...

Eu vi sua página e acho isso muito interessante. Eu gosto de você ter incluído o meu blog com o título de favorito blog é dedicado a coletar as melhores pianistas da história, com links para performances ao vivo e links para sua biografia.
Se concordar, basta deixar um comentário em qualquer um dos meus posts, e vou incluí-lo para você.
Meu blog é:

www.pianistasdelmundo.blogspot.com

Muito obrigado pelo seu tempo.

mara* disse...

Eloy, será un gran placer incluir tu blog entre mis favoritos. Saludos.

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