the ultimate jazz archive: swing to bebop 31

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 lou donaldson

Lou Donaldson (1926) é saxofonista e é mais conhecido por sua abordagem soulful e bluesy de tocar o saxofone alto, embora em seus anos de formação ele tenha sido fortemente, como muitos do bebop o foram, influenciado por Charlie Parker. Lou Donaldson foi um dos primeiros discípulos do lendário Charlie Parker. Suas primeiras gravações foram com emissários do bop, o vibrafonista Milt Jackson e o pianista Thelonious Monk em 1952, e participou de vários pequenos grupos com outros luminares do jazz como o trompetista Blue Mitchell, o pianista Horace Silver, e o baterista Art Blakey. Ele era membro do quinteto de Art Blakey e apareceu em alguns dos seus melhores álbuns como o ‘A Night At Birdland’, Vols. I & II, gravação ao vivo com Clifford Brown, Horace Silver, Art Blakey e Tommy Potter. Em 1953, ele também gravou sessões com o trompetista Clifford Brown, e o baterista Philly Joe Jones. Lou Donaldson gravou nos gêneros bop, hard bop e jazz soul. Hoje, com 79 anos de idade ainda toca com o mesmo estilo que o estabeleceu como um dos saxofonistas mais populares de sempre e continua em turnê pela Europa, Japão e EUA.



art farmer

Art Farmer (1928 – 1999) nascido Arthur Stewart Farmer foi trompetista e tocou flugelhorn, instrumento de bronze semelhante a uma trombeta. Tocou também o flumpet, uma combinação de trompete e flugelhorn projetado para ele por David Monette, artesão que desenha e constrói instrumentos de bronze e bocais para músicos. Seu irmão gêmeo idêntico, Addison Farmer foi baixista. Filho de um metalúrgico Art Farmer trabalhou como músico dos anos 40 em diante. Morando em Los Angeles, ele tocou nas bandas do saxofonista Benny Carter e do pianista Jay McShann entre outros. Juntou-se à orquestra de Lionel Hampton por volta de 1953, quando os trompetistas Clifford Brown e Quincy Jones estavam também com Hampton na época. Tendo se mudado para New York, trabalhou mais tarde com o saxofonista Gigi Gryce, o pianista Horace Silver e o saxofonista e clarinetista Gerry Mulligan, entre outros. Na mesma década se apresentou em gravações de arranjadores mais importantes da época e formou o ‘The Jazztet’ com o compositor e saxofonista tenor Benny Golson, o grupo não teve compromissos suficientes para durar além de 1962, mas ajudou na carreira do pianista McCoy Tyner e do trombonista Grachan Moncur III. No início de 1960, Art Farmer formou um trio com o guitarrista Jim Hall e o baixista Steve Swallow, mais tarde com o baterista Pete La Roca e o pianista Steve Kuhn. Em seguida mudou-se para a Europa, para Viena, onde tocou com ‘Kenny Clarke-Francy Boland Big Band’, uma das bandas de jazz mais notáveis formadas fora dos Estados Unidos. Com o saxofonista Benny Golson reviveu a ‘The Jazztet’ na década de 80 para uma série de compromissos com Curtis Fuller no trombone.



tal farlow

Tal Farlow (1921 - 1998) nascido Talmage Farlow Holt foi guitarrista. Farlow nasceu em Greensboro, North Carolina, e era quase tão famoso por sua relutância em tocar publicamente como por suas incríveis habilidades. Seu pai lhe deu um bandolim e ensinou alguns acordes, a partir daí Tal Farlow foi autodidata. Ele trocou o bandolim por uma guitarra quando adolescente, na mesma época em que trabalhava como pintor. Após vários anos de trabalho como músico começou a tocar profissionalmente em 1948 com a banda do famoso vibrafonista e pianista Marjorie Hyams. Com ‘Red Norvo Trio’ do vibrafonista Red Norvo, que originalmente incluía Charles Mingus, entre 1049-1953, Tal Farlow se tornou famoso no mundo do jazz. Suas mãos enormes e a capacidade de espalhá-las sobre o braço da guitarra lhe valeu o apelido de ‘Octopus’, e fez dele um dos melhores guitarristas da época. Depois de seis meses com ‘Artie Shaw's Gramercy Five’ em 1953, Farlow montou seu próprio grupo, que por um tempo incluiu o pianista Eddie Costa. Em 1958, aposentou-se em tempo integral e se estabeleceu em New Jersey, retornando para a carreira de pintor de sinais. No entanto, continuou a tocar em datas ocasionais em clubes locais. Em 1962, a ‘Gibson Guitar Corporation’, com a participação de Farlow, produziu a guitarra ‘Tal Farlow’. Tal Farlow morreu de câncer com 77 anos.



charles mingus

Charles Mingus (1922-1979) é o mais influente contrabaixista do jazz moderno. Nascido numa base militar em Nogale, Arizona, cresceu em Los Angeles. Tendo começado a estudar música ainda criança, depois de tentativas sem muito sucesso com o trombone e o violoncelo, acabou por se decidir pelo contrabaixo na época do colégio. Seu talento logo foi percebido, e Mingus tocou nos anos 40 nos grupos de Barney Bigard, Louis Armstrong e Lionel Hampton. Participou do trio do vibrafonista Red Norvo com o guitarrista Tal Farlow em 1950-1951. Nos anos 50 tocou com grandes músicos: Stan Getz, Art Tatum, Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Bud Powell, Max Roach e Duke Ellington, a quem admirava muito. Em 1956 Mingus gravou o disco ‘Pithecanthropus Erectus’, reconhecido como uma obra-prima, que estabeleceu definitivamente seu nome como um dos líderes do jazz moderno. Nos dez anos seguintes, ele compôs e gravou discos antológicos. Durante a década de 60, porém, problemas psicológicos e dificuldades financeiras fizeram a carreira de Mingus entrar em colapso, não sem antes gravar mais uma de suas obras-primas, ‘The Black Saint and The Sinner Lady’, e também o disco solo como pianista, ‘Mingus Plays Piano’. A vida profissional e pessoal melhorou apenas em 1971, com o recebimento de uma bolsa de composição da fundação Guggenheim; a venda das matrizes do selo ‘Debut’, que fora fundado por Mingus e Max Roach, para a ‘Fantasy’; e a publicação da surpreendente autobiografia ‘Beneath the Underdog’. A partir daí, começou a haver um reconhecimento maior por parte do público, mas o fogo criador havia atenuado. Em 1977, Mingus foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica. Em 1978, realizou-se um concerto em sua homenagem na Casa Branca, ao qual Mingus compareceu já numa cadeira de rodas. O fim viria em 1979, depois de uma série desesperada de tentativas de cura usando diversos tipos de medicina não-convencional. Depois de sua morte, seu prestígio cresceu ainda mais, e os grupos ‘Mingus Dinasty’ e ‘Mingus Big Band’ levaram seu legado adiante. Mingus possuía uma personalidade complexa e mesmo agressiva, não são poucas as histórias de Mingus tendo agredido outros músicos. Foram diversas interrupções na produção musical por conta de sua instabilidade emocional. Sentia com intensidade o drama do preconceito racial, usando diversas vezes a música como veículo de protesto. Nos anos 50 e 60, Mingus abriu novos caminhos para o jazz e para o contrabaixo. Seu toque ao contrabaixo é nervoso, veloz e irregular, e seus solos são longos e intensos. Ele fez com o contrabaixo o que Max Roach e Art Blakey fizeram com a bateria, trouxe-o para o primeiro plano. As composições de Mingus revelam um pensamento musical sofisticado. Em certo sentido, ele pode ser considerado um precursor do free jazz. No entanto, nunca deixou de cultivar, mesmo em peças mais profundamente radicais, as raízes do jazz. Ora vanguardista, ora tradicionalista, ora lírico, ora feroz, porém sempre inovador e profundamente musical, Mingus criou, ao longo de seus 56 anos, uma obra profunda, que tem servido de inspiração para gerações de músicos. Leia +...



the ultimate jazz archive 31


31-1: Lou Donaldson (1952-1954)
parte I    parte II

Tracklist
01. Roccus 02. Lou's blues 03. Cheek to cheek 04. The things we did last summer 05. Sweet juice 06. Down home 07. The best things in life are free 08. If I Love again 09. Caracas 10. The stroller 11. Moe's bluff 12. After you've gone 13. Blues 14. Split kick

31-2: Art Farmer (1953-1956)
mediafire

Tracklist
01. Mau Mau 02. Work of Art 03. The Little Bandmaster 04. Up in Quincy's Room 05. Wildwood 06. Evening in Paris 07. Elephant Walk 08. Tiajuana 09. When Your Lover Has Gone

31-3: Tal Farlow (1952-1955)
parte I    parte II

Tracklist
01. Strike up the band 02. Skylark 03. Have you met miss jones? 04. Tenderly 05. And she remembers me 06. My old flame 07. Cherokee 08. Autumn in New York 09. Tal's blues 10. I like to recognize the tune 11. There will never be another you 12. Just one of those things 13. Tenderly 14. It's you or no one

31-4: Charles Mingus (1954)
mediafire

Tracklist
01. What Is This Thing Called Love 02. Spur of the Moment 03. Thrice Upon A Theme 04. Four Hands 05. Minor Intrusions



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