macy gray

macy grayEcletismo, mistura criativa de gêneros e estilos, foi uma tendência de destaque na música popular norte-americana na virada do milênio. Uma das principais contribuintes para essa tendência foi Macy Gray, cantora e compositora que ainda oferecia um estilo incomum e uma voz surpreendente. Depois de vários infrutíferos e frustrantes episódios no mundo da música, Gray finalmente emergiu como a sensação de 1999 com seu álbum de estréia, ‘On How Life Is’. Assinou contrato de quatro álbuns com uma gravadora, e com sua mistura musical única parecia pronta para dominar a onda pop nos próximos anos. Com voz absolutamente única e estilo diferente Macy Gray despontou para o estrelato agradando a um público de todas as cores que estava em busca de uma nova alternativa na soul music. Tímida e desajeitada que, freqüentemente, na adolescência, era zombada por sua voz de sonoridade ímpar, Macy nasceu em Canton, Ohio, como Natalie McIntyre. Seu pai era um operário e sua mãe uma professora de matemática e diretora da escola. Macy estudou piano clássico durante sete anos, mas também absorveu a música de lendas como Stevie Wonder, Marvin Gaye e Aretha Franklin, para não falar da velha escola do hip-hop. Macy Gray teve seu estilo influenciado por Billie Holiday e Betty Davis, cantora negra de funk e soul que foi casada com o astro do jazz Miles Davis, daí seu sobrenome.

Gray passou a maior parte de seus anos de colégio em uma escola preparatória exclusiva para brancos. A atmosfera não foi sempre confortável. Mas, no internato, ela também foi exposta a uma variedade de rock’n’roll. Outra grande influência foi ‘Prince’, cuja fusão de rock e r&b tornou-se parte da própria música de Gray. Quando o álbum de Prince, ‘Purple Rain’, foi lançado, Gray pintou seu quarto de roxo. Logo em seguida, foi expulsa do colégio após denunciar um dos administradores da escola por assédio sexual. Nessa época, Macy tinha começado a desenvolver um forte senso de sua própria identidade como compositora. Fervendo em criatividade e determinada a sair de Ohio, mudou-se para Los Angeles para se inscrever na ‘University of Southern California’. A atmosfera multicultural de Los Angeles provou ser agradável a Macy Gray. A mistura com estudantes de cinema e músicos, inspirou-a a escrever letras de músicas e concordou em escrever para as canções originais de um amigo músico. A sessão de demonstração foi programada e quando o cantor não apareceu, Macy, tendo adotado como homenagem o nome completo de um vizinho idoso como apelido, acabou cantando na gravação, apesar de sua aversão à própria voz. A fita demo de Gray deu-lhe a oportunidade de cantar em cafés de jazz em Los Angeles. E quando a fita começou a rodar a cena musical local, a voz rouca de Gray atraiu muita atenção, para a sua surpresa. A ela então foi oferecido apresentações com uma banda em hotéis nos arredores de Los Angeles para que cantasse jazz. Criou-se então, um fã clube em torno de uma improvável diva.

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Gray trabalhava como secretária nos estúdios de cinema Universal e Paramount e à noite com o grupo de jazz passaram a se apresentar regularmente em um pequeno clube chamado ‘We Ours’. Os esforços de Gray culminaram em um contrato com a ‘Atlantic Records’ em 1994, e ela começou a trabalhar em seu álbum de estréia. Morando com o namorado, Gray já tinha dois filhos, quando a gravadora se recusou a lançar o seu álbum. Devastada pela rejeição e com o rompimento do seu casamento e com o terceiro filho a caminho, Gray voltou a Canton, sua cidade natal. No entanto, Gray teve um patrocinador na indústria da música, o produtor musical Jeff Blue, fã de sua voz distinta que a incentivou a tentar novamente com outra gravação demo e mais tarde, a fez aceitar um acordo com a gravadora ‘Epic’ em 1998 para o lançamento no ano seguinte do seu álbum de estréia ‘On How Life Is’ que apesar das críticas elogiosas e do hit ‘Do Something’ não obteve o sucesso esperado. Tudo mudou no início do ano seguinte, quando Gray recebeu duas indicações ao Grammy, de melhor artista revelação e melhor vocal feminino de r&b, e o single ‘I Try’ começou a decolar nas emissoras de rádio e foi um enorme sucesso, atingindo o disco de platina. Embora tenha perdido o Grammy, ela foi indicada novamente no ano seguinte para melhor vocal feminino pop graças à ‘I Try’, e desta vez ganhou.

No final de 2000, além de contribuir para faixas vocais de outros artistas, Macy fez sua estréia na tela atuando no drama policial ‘Training Day’ com Denzel Washington. Em 2001, na mesma época em que tinha começado a trabalhar em seu segundo álbum, Macy estava desenvolvendo a reputação de maluca devido às suas aparições surreais, culminando no incidente em que ela foi vaiada por, aparentemente, ter tropeçado na letra do hino nacional. Lançado no mês seguinte, o single ‘Sweet Baby’ foi um esforço determinado para afastar a imagem de louca. No entanto, apesar das participações da cantora de jazz, soul e r&b. Erykah Badu, e de John Frusciante ex-membro do ‘Red Hot Chili Peppers’, as vendas foram paralisadas mais cedo do que o esperado. Em 2002, Gray apareceu no filme ‘Spider Man’. Um ano depois, seu terceiro álbum ‘The Trouble with Being Myself’ chegou às lojas com um desempenho nada melhor. O ‘Sellout’, lançamento de 2010, apresentou algumas músicas de sua autoria e de Bobby Brown, ex-marido da cantora Whitney Houston, e trouxe o hit que se tornou tema de Ugly Betty, ‘Beauty in The World’. Segundo Macy, ‘The Sellout’, conta a história de como ela encontrou a salvação sendo apenas ela mesma, em vez de outra pessoa que pensava que deveria ser.

Depois de vender 15 milhões de álbuns no mundo todo e de ganhar um Grammy por seus 12 anos de carreira, Macy Gray deixou de lado as composições próprias para emprestar sua voz rascante a outros compositores e lançou ‘Covered’ em 2012. 'Covered' traz a releitura de 10 artistas de r&b, soul, rap e rock, e como sugere o nome, dez covers de canções conhecidas incluindo ‘Sail’, originalmente gravada pela banda de electro-rock Awolnation; ‘Bubly’, sucesso de Colbie Caillat, que ela canta em dueto com Idris Elba; uma acelerada versão jazzística de ‘Love Lockdown, de Kanye West; e a lindíssima ‘Creep’ da banda britânica Radiohead.

    

The Very Best Of (2004)    |    Covered (2012)

The Very Best Of
01. I Try 02. Do Something 03. Still 04. Why Didn't You Call Me 05. I've Committed Murder 06. Sexual Revolution 07. Sweet Baby (featuring Erykah Badu) 08. Boo 09. When I See You 10. It Ain't The Money (featuring Pharoahe Monch) 11. She Ain't Right For You 12. Love Is Gonna Get You 13. Walk This Way 14. Demons (featuring Fatboy Slim) 15. When I See You Bugz In The Attic Remix 16. I've Committed Murder (Gang Starr Remix - Featuring Mos Def) 17. Sexual Revolution (Norman Cook Radio Version)

Covered
01. Here Comes The Rain Again (Eurythmics 1983) 02. Creep (Radiohead 1992) 03. You Want Them Nervous (Skit) (Feat. J.B. Smoove) 04. Smoke Two Joints (The Toyes 1983-Sublime 1992) 05. La La La (Teaching The Kids) (Feat. Layann Al Saud, Avery Albert, Happy Hinds) 06. Teenagers (My Chemical Romance 2006) 07. The Power Of Love (Feat. Hugh Salk) 08. Nothing Else Matters (Metallica 1991) 09. Sail (Awolnation 2010) 10. I Try Is Cool And All But (Skit) (Feat. Nicole Scherzinger) 11. Maps (Yeah Yeah Yeahs 2003) 12. Lovelockdown-Buck (Kanye West 2008-Nina Simone 1967) 13. Mel Rap (Feat. Mel Hinds) 14. Bubbly (Feat. Idris Elba) (Colbie Caillet 2007) 15. Wake Up (Arcade Fire 2004) 16. Really (Skit) (Feat. MC Lyte)

macy gray – creep
(north sea jazz – 2010)



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